Ao falar sobre Nossa Senhora, ministros deviam lavar a boca com água sanitária

Imagens de Nossa senhora aparecida: download gratuito no Magnific (anteriormente Freepik)

Nossa Senhora nada tem ver com meras disputas eleitorais

Ana Pompeu e Luísa Martins
Folha

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, deve levar para ser debatido no plenário da corte na quarta-feira (30) o caso da notícia falsa de que Flávio Bolsonaro (PL), se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Diante de novos sinais de crise, o presidente do Supremo pretende dar uma definição sobre o tema na primeira sessão da semana.

QUEIXA A FACHIN – Ainda nesta segunda-feira (28), o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, se queixou a Fachin de interferências indevidas de ministros do Supremo na Justiça Eleitoral. No ofício, ele pediu medidas contra esse quadro.

Antes da formalização da manifestação de Kassio, o presidente Fachin já vinha refletindo sobre como lidar com mais esse episódio de disputa. Nos bastidores, interlocutores do ministro afirmam que o presidente quer evitar uma nova guerra de liminares às vésperas do primeiro turno das eleições.

Na manifestação enviada a Fachin, Kassio menciona a decisão do presidente do STF para frear a crise iniciada entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ao suspender as medidas dos ministros, Fachin afirmou haver um “quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública”.

CONFUSÃO GERAL – Na sexta (25), André Mendonça atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou, pelo TSE, a remoção de conteúdos “notoriamente inverídicos” que apontavam para uma suposta intenção do candidato de retirar da santa o título de padroeira do Brasil.

A decisão foi derrubada por Dino dois dias depois, no domingo (27). O ministro afirmou não haver, nas postagens, “grau de certeza de ilicitude para extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa”.

E na segunda-feira (28), Luiz Fux restabeleceu a decisão de Mendonça, dando o prazo de 24 para serem retiradas da campanha de Lula as notícias falsas sobre Nossa Senhora.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Êxodo 20:7) é o terceiro dos Dez Mandamentos. Por analogia, é conveniente que também não se tome em vão o nome de Nossa Senhora, mãe de Deus. Assim, sugere-se aos ministros do Supremo que, antes de fazê-lo nesta quarta-feira, pelo menos escovem os dentes e limpem as respectivas bocas com água sanitária, para não despertar a ira divina. (C.N.)

“Eu quero uma casa no campo, onde eu possa ficar no tamanho da paz…”

Conheça a emocionante história por trás da canção "Casa no Campo", uma das  mais belas da música brasileira, composta pela dupla Tavito e Zé Rodrix.  Tavito, nascido em Belo Horizonte e semprePaulo Peres
Poemas & Canções

Os músicos e compositores José Rodrigues Trindade, o carioca Zé Rodrix (1947-2009), e Luís Otávio de Melo Carvalho, o mineiro Tavito (1948-2019), retratam na letra de “Casa no Campo” a intenção de trocar a agitação da cidade grande pela vida simples e tranquila do interior.

A canção viria a se tornar um grande sucesso na voz de Elis Regina, através o Compacto Duplo gravado, em 1971, pela Philips.

CASA NO CAMPO
Zé Rodrix e Tavito

Eu quero uma casa no campo,
Onde eu possa compor muitos rocks-rurais,
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais.

Eu quero uma casa no campo,
Onde eu possa ficar no tamanho da paz,
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais.

Eu quero carneiros e cabras
Pastando solenes no meu jardim,
Eu quero o silêncio das línguas cansadas.
Eu quero a esperança de óculos,
Meu filho de cuca legal,
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal.

Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique, sapê,
Onde eu possa plantar meus amigos,
Meus discos e livros.
E nada mais.

A última semana de uma eleição em que milhões de votos ainda podem mudar

Amiga lobista gastou R$ 2 milhões para Lulinha e família verem a aurora boreal

O filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, com sua mulher em viagem à Europa

Lulinha e a mulher viajaram sem gastar um centavo

Malu Gaspar e Johanns Eller
O Globo

A lobista Roberta Luchsinger pagou mais de R$ 2milhões em uma viagem que fez para a Escandinávia com o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e as respectivas famílias, para acompanhar o fenômeno luminoso da aurora boreal em janeiro de 2025. Junto com a filha de Roberta, a esposa de Lulinha e os filhos também participaram do roteiro.

A cifra consta de um orçamento obtido pela Polícia Federal (PF) no celular de Roberta com o custo de cada um dos itens de luxo a que o grupo teve acesso na viagem, como mordomo e chef. De acordo com esse material, a aventura custou R$ 266,8 mil por pessoa.

SOB SIGILO – As informações constam em um inquérito sigiloso sobre Lulinha que está sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Como contamos no blog, a Polícia Federal apura se Roberta e Lulinha cometeram tráfico de influência ao atuarem pelos interesses da fábrica de fertilizantes Unigel.

A viagem, que contou com passagens pela Suécia e Finlândia, além da Suíça, na Europa Central, foi revelada pelo Metrópoles em março passado. Os custos da regalia, contudo, não eram conhecidos até o momento.

Todo o roteiro e os preparativos foram feitos por Roberta com a assessoria de Marina Mantega, filha de Guido Mantega, ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff. Marina trabalha na agência TTW, que também organizou outras viagens internacionais realizadas pela lobista, e se apresenta como “especialista de destinos turísticos de alto luxo” e “consultora de viagens”.

É LUXO SÓ… – Ainda segundo os diálogos, Roberta pagou um sinal de R$ 339 mil para fechar o negócio com a TTW em outubro de 2024. O valor consta em diálogos de WhatsApp.

O roteiro contou com uma programação luxuosa que incluía até serviços de chef e mordomo. Nos Alpes Suíços, Roberta e Lulinha e seus familiares ficaram hospedados no luxuoso hotel HUUS Gstaad. O orçamento contemplava ainda passeios de ski por seis dias consecutivos.

Nessa mesma época, em 8 de janeiro, Roberta mobilizou a agência TTW para fretar um jatinho para levá-los da Suíça para Estocolmo, na Suécia, ao custo de R$ 220,8 mil. Dessa forma, para além do roteiro orçado pela TTW, os gastos com a viagem ultrapassam os R$ 2 milhões.

NENHUM CRIME – Procurada pela equipe da coluna, a defesa de Fábio Luís da Silva afirmou que ele “não cometeu nenhum crime e esclarecerá, nos autos e perante as autoridades competentes, qualquer fato que possa estar sob apuração” (confira a nota completa ao final da matéria). Questionado, o advogado de Roberta Luchsinger, Roberto Podval, não retornou o contato.

Além da suspeita de tráfico de influência a favor da Unigel em um contrato firmado entre a empresa e a Petrobras com condições prejudiciais para a petroleira, a PF também apura a atuação de Roberta e Lulinha para favorecer uma empresa de Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS, do setor de canabidiol junto ao Ministério da Saúde.

Nesse caso, contudo, a empreitada não foi adiante com a revelação das fraudes do INSS em 2025, quando Antunes foi preso. A partir da Operação Sem Compliance, os investigadores descobriram os vínculos do Careca do INSS com Roberta Luchsinger e, indiretamente, Fábio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O que falta para incriminar Lulinha? Na verdade, não falta nada, absolutamente nada. O problema é que as instituições estão podres e a impunidade reina neste país. (C.N.)

Seleção agora encara a perigosa Índia, atual 138ª colocada no ranking da Fifa…

Ancelotti ignora críticas a seu trabalho: 'Não afetam a ideia que tenho para futuro da seleção' | Jovem Pan

Já passou da hora de chutar o Ancelotti para bem longe…

Vicente Limongi Netto

A nova e fraca seleção finalmente conseguiu vencer a fortíssima Austrália, depois do empate milagroso no jogo anterior.  Poderia ter vencido de 10 a 0, porém o resultado prático, técnico e objetivo seria o mesmo. Importância zero na nova caminhada pelo hexa.

Nesta quadra da vida do cidadão, as eleições que resultarão no futuro do país estão em rigoroso primeiro plano no dia a dia dos brasileiros. O torcedor está se lixando para a atual capenga seleção pentacampeã. Está preocupado é com os preços dos alimentos, com o aumento da gasolina, com o emprego.  

JOGOS INFAMES – A CBF tenta segurar a permanência do intragável treineiro Carlos Ancelotti preenchendo a data Fifa com joguinhos infames.  O inacreditável plano da CBF acredita que o torcedor esqueça o vexame da copa de 2026, caso vença joguinhos medonhos contra adversários patéticos.

O próximo duelo será contra a Índia, seleção respeitadíssima no ranking da Fifa. A Austrália, que atualmente faz frente à seleção brasileira, está em 23º lugar no ranking da Fifa.  A ameaçadora Índia – oh, coitada! – está na 138ª posição.

Os donos da CBF entendem de tudo e um pouco mais, menos de futebol.

As contradições de Flávio Bolsonaro ao explicar sua relação com Daniel Vorcaro

Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, onde a segurança virou disputa de poder

A aposta errada na “fragilidade” de Flávio colocou Lula diante de uma eleição muito mais difícil

Charge do Gilmal (Sobral em Revista)

Dora Kramer
Folha

Pleito batendo à porta, a campanha da reeleição ainda está no modo “onde foi que erramos?”, sem conseguir chegar ao ponto de virada. Houve um equívoco de origem que Luiz Inácio da Silva e o PT não cometeram sozinhos.

A quase totalidade do mundo político e adjacências compartilhava a visão de que Flávio Bolsonaro (PL) seria presa fácil, escolhido pelo pai para manter o nome da família na roda. Era essa a impressão que davam os telhados de vidro e a falta de lastro do moço.

EMPATE – Pois eis que a má avaliação do governo se juntou à identificação bolsonarista, encontrou abrigo na soberba petista e produziu o cenário de empate que flerta com aquela vitória considerada improvável.

Mesmo quando o transcorrer da campanha sinalizava desmentido à interpretação inicial, continuou dominante a indiferença aos fatos. O despertar veio tardio e improvisado, na forma de medidas tão populistas quanto irresponsáveis para tentar reduzir o presumido prejuízo.

Reação pautada pela suposição de que o eleitorado —ou a parcela mais necessitada— está sempre à venda. Não se levou em conta a fadiga do país com Lula e com um partido que chegou aos quase 18 anos no poder sem um plano para tirar o Brasil do atraso.

OUTRO TIPO DE DIÁLOGO – Seria de se esperar que gente com expertise de cinco governos e inúmeras campanhas eleitorais nos 46 anos de vida do PT percebesse que a luta era dura, que a população queria outro tipo de diálogo, que era preciso falar do futuro como gente grande.

No entanto, prevaleceu o projeto de culto à personalidade de Lula, a submissão ao líder, a suposição de que ele seria uma fonte inesgotável dos votos necessários à sobrevivência da esquerda. Não se ouviu o bom conselho da autocrítica que facilita o discernimento entre desejo e realidade.

O corre-corre de última hora até pode atingir o objetivo de obter os votos que tirarão a diferença na urna, mas não apagará o fato de que Lula e o PT não levarão o país a um bom lugar nos próximos quatro anos se não se dispuserem a mudar.

Grupo conservador dos EUA cria braço no Brasil e entra no radar da eleição presidencial

Por que Lula demorou três anos e somente extinguiu as bets às vésperas das eleições?

A canetada das Bets cria uma cortina de fumaça para cobrir a crise no STF -  NF Opinião

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Até os pássaros que voam e cantam nos jardins do Palácio da Alvorada sabem que as apostas bets de quota fixa são ilegais, contrariam a Lei de Contravenções Penais, empobrecem os mais vulneráveis e necessitados, agravam males decorrentes da ludopatia, enriquecem exploradores de sites nacionais e internacionais de apostas e cassinos, além de causar prejuízo bilionário ao sistema público de saúde (SUS).

O jornal “O Estado de S. Paulo”, em editorial, no dia 26, destacou que “ao proibir as bets, Lula tenta apenas limpar sua imagem e arranjar um punhado de votos. Reeleito ou derrotado, o presidente terá a chance de provar se sua determinação é para valer”.

PREJUÍZOS A TODOS – O “Estadão” foi o jornal que mais combateu essa jogatina desenfreada e que tirou de circulação no país mais de R$ 200 bilhões, em dois anos, afetando os setores comercial e industrial, desorganizando o orçamento de milhões de famílias e captando jovens e adultos para esse vício destruidor que está aumentando até o número de suicídios. 

Essa tragédia vem sendo anunciada há bom tempo, tendo o citado jornal advertido que “é preciso ter uma certa dose de cinismo ou muita ingenuidade para acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva somente agora tenha se dado conta da infinidade de problemas causados pelas bets”…

E acrescenta o Estadão: ”Não se sabe se Lula pessoalmente é contra as bets, como apregoa, mas é inegável que compactuou com elas. Logo, chega a ser irônico que somente agora – a dias do primeiro turno, quase quatro anos depois de assumir o cargo – recorra a uma medida provisória para resolver um problema que assola a sociedade há anos”.

BUSCA DE VOTOS – A Tribuna da Internet aplaude o Estadão e concorda queo Planalto e a assessoria do presidente Lula, sem dúvida, vislumbraram oportunidade de captar votos em cima da extinção das bets, assim como em 2023 regulamentaram esses jogos de azar para arrecadar bilhões de reais e compensar seus descontrolados gastos administrativos. 

Porém, essa apressada e complicada edição da Medida Provisória no. 1.394, de 25 de setembro de 2026, que trará muita complicação jurídica a Lula, ganhou maior relevância porque no dia 24 de agosto, o juiz da 18ª. Vara Federal Cível de Brasília mandou citar a União Federal e o próprio presidente Lula como réus em ação popular que os responsabiliza pela sanção da Lei Federal 14.790/2023, interpretada como ilegal, imoral e lesiva ao erário público (SUS). A ação popular é movida pelo ex-deputado Afanasio Jazadji, representado pelo advogado Luiz Nogueira.

A edição dessa Medida Provisória já em vigor complica a situação judicial de Lula, por ação e omissão, pois ela proíbe tudo que Lula avaliou como legal na Lei 14.790/2023 e na Portaria SPA 1231/2024, do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também citado na ação popular para se defender no prazo legal.

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P.S. – Se estivéssemos num país minimamente civilizado, com um Judiciário que punisse exemplarmente os crimes de responsabilidade administrativa, Lula poderá ser condenado a devolver aos cofres públicos parte do bilionário prejuízo que ele agora pretende cobrar dos operadores da jogatina. Essa Medida Provisória 1394/2026, conforme explicou na Tribuna o jurista Jorge Béja, é absolutamente inconstitucional, foi produzida de afogadilho para arrecadar votos de incautos e vai ser facilmente derrubada. Aguardem. (C.N.)

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Gabinete de Lula impede acesso a visitas que lobista fez ao Palácio da Alvorada

Sigilo no Alvorada e a contradição da transparência

Rafael Moraes Moura
O Globo

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) se recusou a informar os registros de acesso da lobista Roberta Luchsinger no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre janeiro de 2023 e setembro de 2026.

Em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), o GSI alegou que esses dados estão sob sigilo, sob a justificativa de que a divulgação das visitas ao presidente Lula no Palácio da Alvorada “gera risco à segurança de instituições ou altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.

NÍVEIS DE SIGILO – A legislação estabelece três níveis de sigilo – 5 anos (informação reservada), 15 anos (secreta) e 25 anos (ultrassecreta), mas o GSI não esclareceu por quanto tempo os dados de acesso no Alvorada não serão tornados públicos.

Amiga de Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha, alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal), Roberta entrou na mira das investigações de um esquema bilionário de desvio de aposentadorias do INSS. Durante sabatina na TV Globo em agosto, Lula a chamou de “pilantra” e chegou a dizer que não a conhecia nem eram próximos, mas logo após a entrevista, espalharam-se pelas redes sociais fotos de Lula com Roberta em diferentes situações, inclusive beijando a mão dele e o abraçando junto com a primeira-dama Janja.

As investigações da Polícia Federal mostraram que a lobista se gabava de voar em jatinhos da FAB e de ter acesso ao círculo íntimo do petista. Em 25 de outubro de 2023, uma quarta-feira, Roberta disse a um interlocutor que estava na casa do “pai do Fábio”, como se referia ao presidente da República. A mensagem, revelada pela colunista Andreza Matais, do Metrópoles, foi encaminhada a um contato salvo como “Gustavo Oliveira” às 23h16m.

AUDIÊNCIAS – A agenda oficial de Lula naquele dia, no entanto, não informava nenhuma agenda no Palácio da Alvorada e sim uma série de audiências e compromissos no Palácio do Planalto pela manhã e pela tarde.

Reportagem publicada na sexta-feira (25) mostrou ainda que Roberta, junto com o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, e Marcola, o então chefe de gabinete de Lula no Palácio do Planalto, atuaram a favor do fechamento de um contrato entre a produtora de fertilizantes Unigel e a Petrobras que era prejudicial aos interesses da petroleira. Roberta recebeu ao todo R$ 1,26 milhão do diretor da empresa, Leo Slezynger, mas o contrato acabou sendo anulado tempos depois.

INTIMIDADE –  Segundo o GSI, “os registros de entrada e saída de pessoas em residências oficiais do Presidente da República são informações que devem ser protegidas por revelarem aspectos da intimidade e vida privada das autoridades públicas e de seus familiares, salvo se tais registros disserem respeito a agendas oficiais ou se referirem a agentes privados que estejam representando interesses junto à administração pública”.

As suspeitas da PF, descritas nas representações que baseiam os inquéritos já abertos no Supremo para apurar tráfico de influência e corrupção, é de que Roberta tivesse uma sociedade informal com Lulinha e o ex-chefe de gabinete do presidente da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, para trabalhar pelos interesses de empresas e governos junto ao Palácio do Planalto, vendendo acesso e fechando contratos.

Um desses contratos é o do canabidiol, com a empresa World Cannabis. Outro, da 3Sytructre. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, ela também atuou com Lulinha para marcar reuniões para o governador do Maranhão, Carlos Brandão, com o presidente Lula no Planalto.

“EU SOU O FÁBIO” – Nas mensagens de Roberta captadas pela Polícia Federal no celular apreendido em dezembro de 2025, a lobista diz: “eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”. De acordo com as investigações, a frase demonstra que ela tinha “aparente autorização” para atuar em nome de Lulinha.

A resposta do GSI contrasta com a postura do governo Lula, que derrubou no início de 2023 o sigilo de 100 anos imposto pela administração Jair Bolsonaro na lista de pessoas que foram visitar Michelle Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Desde então, a gestão petista tem se recusado a prestar as mesmas informações sobre visitas ao atual chefe do Executivo.

SEM IDENTIFICAÇÃO –   A negativa do GSI também vai na contramão das respostas obtidas em pedidos similares sobre registros de acesso de Roberta em outros órgãos públicos, como o Ministério da Previdência Social e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Após consulta aos bancos de dados disponíveis, realizada com base no nome informado no pedido, não foram identificados registros de entrada ou saída associados à pessoa indicada, no período solicitado”, informou a Previdência Social.

Na mesma linha, a Anvisa comunicou que fez uma consulta nos sistemas de controle de acesso aos prédios da agência e, “após as devidas buscas, não foram localizados registros de entrada ou saída referentes à cidadã Roberta Moreira Luchsinger”.

CONTRANGIMENTO – Para a diretora executiva da Transparência Brasil, Juliana Sakai, “é constrangedor que um governo que se intitule defensor do direito à transparência pública negue acesso a informações de claro interesse público, como o de registros de entrada de uma lobista na residência oficial do presidente da República”.

“O caso ilustra o quão frágil continua sendo a aplicação da Lei de Acesso à Informação, bastando que haja um interesse político contrariado para denegar ilegalmente acesso a informações públicas. Além disso, lembra da importância da aprovação de uma lei do lobby, que melhore a transparência pública assegurando acesso a registros de encontros entre lobistas e autoridades”, afirma.

Fim da jogatina das bets gera preocupação com segurança jurídica e ambiente de negócios

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A garota mais famosa do mundo, na inspirada poesia de Tom e Vinicius

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Vinicius e Tom, uma dupla inspiradíssima

Paulo Peres
Poemas & Canções

O maestro, instrumentista, arranjador, cantor e compositor Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994) e o diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes (1913-1980), ambos cariocas, estavam em um bar bebendo em Ipanema.

Como era de costume, viram passar um linda jovem (Helô Pinheiro) que voltava da escola. Vinicius começou a escrever a letra de “Garota de Ipanema”, e Jobim foi logo completando com outros versos, originando uma espécie de diálogo. “Garota de Ipanema” é uma das músicas mais gravadas no mundo, cuja primeira gravação ocorreu no LP Getz/Gilberto gravado por Stan Getz, João Gilberto e Antonio Carlos Jobim ao piano, em 1963, pela Verve.

GAROTA DE IPANEMA
Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de lpanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor