
Tema está sendo explorado pela esquerda
Andréia Sadi
G1
A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra o Brasil na última terça-feira (2) já é um tema que entrou na pré-campanha e está sendo explorado tanto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto pelos outros pré-candidatos da direita, porque a disputa política é sobre uma pergunta simples: quem vai pagar essa conta?
A nova taxa, que já está sendo chamada de “tarifaço 2.0”, não é um fato isolado. É praticamente um remake da novela que o Brasil já assistiu. Na primeira temporada, o protagonista foi o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele foi aos Estados Unidos em fevereiro de 2025, articulou sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades brasileiras e, logo depois, em julho, veio o primeiro tarifaço.
CUSTO POLÍTICO – Naquele momento, aliados chegaram a comemorar a ofensiva. Depois perceberam que o movimento tinha um custo político e econômico e que a conta poderia acabar chegando para o próprio bolsonarismo — como aconteceu.
Agora, o protagonista do remake é o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele foi aos Estados Unidos em meio à pressão provocada pelos desdobramentos do caso Daniel Vorcaro e queria voltar com uma agenda positiva para seu campo político. A aposta era faturar com a classificação do PCC e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, apresentar isso como uma vitória política e aumentar a pressão sobre o governo Lula.
Era essa a bagagem da viagem que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) queria trazer para a sua campanha. Só que houve um excesso de bagagem nessa estratégia: o novo tarifaço. E a conta desse excesso de bagagem está em cima da mesa do bolsonarismo. Eles tentam se desvincular do episódio, mas, politicamente, essa separação é difícil.
ASSOCIAÇÃO – Os fatos ficaram colados. E o próprio Donald Trump reforçou essa associação ao republicar a foto da reunião da semana passada, trazendo novamente para o centro do debate quem esteve envolvido nas articulações que antecederam o anúncio: uma espécie de #tbt que assina o nome do tarifaço.
Enquanto isso, o governo Lula explora politicamente o episódio porque considera que recebeu uma oportunidade de bandeja. A estratégia é simples: colar o tarifaço nos Bolsonaro, reforçar o discurso da soberania nacional e convencer o eleitor de que o prejuízo econômico e político tem responsáveis.
No fim, mais do que uma discussão sobre tarifas, a disputa agora é sobre autoria e desgaste. E, neste momento, a fatura do tarifaço está sentada na mesa do bolsonarismo.
Barbaridade!
A imprensa suja e amestrada mentindo despudoradamente. Tem que ser muito burro para acreditar em tanta idiotice.
É possível que seja um pedido do Bozoinho ao fascista Stephen Miller, ajudante do Trump.
Medíocres querendo aparecer.
Diarreia Cerebral Fétida dessa criatura sem forma, sem sentido, sem conteúdo, um verdadeiro EXCESSO DE NADA AO QUADRADO .
A Mocreia Sagui está é uma das mininas da SECOM na rede Goebbels. Honestidade zero!