
Fornecedora está sob investigação da Polícia Civil
Samuel Lima
O Globo
O gabinete do deputado federal Mário Frias (PL) pagou R$ 154 mil de cota parlamentar para uma empresa subcontratada por Karina Ferreira da Gama para prestar o serviço de instalação de wi-fi para a prefeitura de São Paulo. A fornecedora está sob investigação da Polícia Civil por suspeitas de redirecionamento de recursos para a produção do filme “Dark Horse”, que enaltece o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A informação foi divulgada pela Globonews e confirmada pelo O Globo, a partir de dados de transparência da Câmara dos Deputados e do inquérito policial que deu origem à operação na última segunda-feira (1º). A prefeitura de São Paulo nega irregularidades.
EXPLICAÇÕES – Frias já precisou dar explicações sobre emendas parlamentares, na ordem de R$ 2 milhões, a organizações ligadas a Karina, atribuídas a um projeto de artes marciais e outro de letramento digital. A verba de gabinete, de R$ 154 mil, por sua vez, foi direcionada à empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda para fins de “manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar”. Os pagamentos foram realizados entre setembro de 2024 e abril de 2026.
A Complexsys foi subcontratada pela ONG Instituto Conhecer Brasil dentro da licitação para fornecimento de pontos de wi-fi em comunidades da periferia da capital paulista que chega a R$ 157 milhões. Essa entidade é presidida por Karina, que também é sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme de Bolsonaro mesmo sem experiência prévia em cinema, e de relação próxima com Frias.
DIRECIONAMENTO DE LICITAÇÃO – A Polícia Civil trabalha com a hipótese de direcionamento de licitação, sobrepreço e desvio de verba pública. No entanto, apenas o Instituto Conhecer Brasil aparece como empresa investigada no inquérito. A Complexsys foi citada a partir de reportagens jornalísticas que mostram que ela teve notas de R$ 2 milhões canceladas administrativamente e contestadas na prestação de contas.
A Polícia aponta ainda que um total de R$ 12 milhões foram destinados às empresas Complexsys e Fast Future, que seriam pertencentes a um mesmo casal “associado à investigada Karina Ferreira da Gama”.
A prefeitura de São Paulo afirmou, em nota, que “repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”. O governo de Ricardo Nunes (MDB) alega que o programa Wi-Fi Livre “funciona normalmente na cidade”.
Se for corrupção, parece que o mercado negro está em baixa.
• Privataria (estimativa frequentemente citada) — R$ 100 bilhões
• Orçamento Secreto (recursos executados/autorizados) — mais de R$ 80 bilhões
• Lava Jato / Petrobras — R$ 42,8 bilhões desviados (prejuízo estimado de R$ 88,8 bilhões na Petrobras) (Campal)
• Banestado — cerca de US$ 30 bilhões movimentados ilegalmente (aproximadamente R$ 42 bilhões em valores da época) (Times Brasil | CNBC)
• Fraude dos descontos no INSS (Operação Sem Desconto) — R$ 6,3 bilhões sob investigação
• Vampiros da Saúde — R$ 4,08 bilhões (Showmetech)
• Banco Marka / FonteCindam — R$ 1,8 bilhão
• Mensalão — entre R$ 101 milhões e R$ 1,3 bilhão (conforme a metodologia utilizada)
• Anões do Orçamento — R$ 800 milhões
• Operação Navalha — R$ 610 milhões
• Sudam — R$ 214 milhões
• Operação Sanguessuga — R$ 140 milhões
• Operação Zelotes — R$ 19 bilhões em tributos cuja anulação fraudulenta foi investigada (JusBrasil)
ChatGpt
Será que o atual governo está conseguindo, com sua política extraordinária de combate da corrupção, pelo menos, diminuir os valores?
Se for corrupção, pode mudar de profissão, pois nem pra roubar serve.
“R$ 154 mil … para fins de ‘manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar’. Os pagamentos foram realizados entre setembro de 2024 e abril de 2026”
Sim, e daí?