A nova tarifa de Trump e o absurdo de enquadrar o Brasil na lista do trabalho forçado

29 thoughts on “A nova tarifa de Trump e o absurdo de enquadrar o Brasil na lista do trabalho forçado

  1. Na realidade, a inclusão do Brasil (e mais quase cinquenta países) nessa lista de não combater o trabalho forçado não tem nada a ver com qualquer deles. Trump, com sua fixação em tarifas, está desesperado para encontrar uma maneira que lhe permita impô-las, depois que a justiça americana reafirmou que só o congresso tem direito de impor tarifas em circunstâncias normais, então ele está procurando uma brecha numa lei que permite impô-las desde que o país alvo apresente alguma ameaça concreta aos Estados Unidos, e aí está mandando investigar para ver se acha qualquer desculpa contra qualquer país. .

  2. Onde que o articulista tirou isto de que a condenação seria de trabalho forçado dentro do Brasil?

    Que cambalhotas este povinho tem dado pra defender o governo desastroso do inútil jacu de gaiola!

    O que o relatório alega:

    – o Brasil “falhou em impor e efetivamente fazer cumprir uma proibição sobre a importação de mercadorias produzidas total ou parcialmente com trabalho forçado”.

    – “Embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de mercadorias produzidas total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda.”

  3. Por falar em trabalho escravo na Pindorama: se um salário mínimo é considerado suficiente e digno para quem trabalha, não deveria haver objeção em adotá-lo também como remuneração para parlamentares, magistrados e outras autoridades públicas.

  4. – Título do documento (em português): Aviso de Determinações e Pedido de Comentários sobre Ações nas Investigações da Seção 301 de Atos, Políticas e Práticas de Várias Economias Relacionadas à Falha em Impor e Aplicar Efetivamente uma Proibição sobre a Importação de Mercadorias Produzidas com Trabalho Forçado.

    – Órgão emissor: Office of the United States Trade Representative (USTR).

    -Data: 2 de junho de 2026.

    – Número do dossiê: USTR–2026–0265 e USTR–2026–0266.

    – Acesso:https://ustr.gov/sites/default/files/files/Press/Releases/2026/FRN%20-%20Section%20301%20Forced%20Labor%20Import%20Ban%20Actionabilty%20and%20Proposed%20Action%206-2-26%20FINAL.pdf

  5. Qual a explicação de a “desinformação” plantada pelos idólatras do jacu de gaiola, – que se situa na microfísica do poder das relações internacionais, que só é detectável por instrumentos da física quântica -, não entra no Inquérito Alexandrino das Fake News?

  6. O Governo Trump e qualquer outro dos EUA não está preocupado com as bandalheiras do Governo Lula, o foco é combater a concorrência desleal.

    Porque estas formas ilícitas de trabalho distorcem a concorrência.

    – Trabalho Forçado

    – Reduz artificialmente custos de produção, criando vantagem competitiva desleal.
    – É tratado como ameaça à segurança nacional por gerar instabilidade e servir a rivais geopolíticos.
    – A Seção 307 proíbe a importação de qualquer produto feito com trabalho forçado.
    – A Seção 301 investiga países que não barram esses bens, podendo impor tarifas.
    – A UFLPA presume que produtos da região chinesa de Xinjiang usam trabalho forçado.

    – Crime Organizado

    – Distorce preços por meio de roubo, extorsão, suborno e fixação de mercados.
    – Cartéis de drogas são designados como organizações terroristas (FTOs), permitindo ferramentas antiterrorismo.
    – Infiltra negócios legítimos para lavagem de dinheiro e corrupção.
    – Leis como RICO e FCPA são usadas para desmantelar organizações criminosas.

  7. Nosso capitalismo tem duas vertentes, que não estão nem aí pra legalidade e outros valores concorrenciais, o capitalismo ilícito, tocado pela criminalidade e a Economia Estatal, tocada pela corrupção.

    Isto é mesmo problema nosso.

    Os EUA não permitem é que o nosso esgoto prejudique seus negócios.

  8. Marx explica

    Os EUA usam a Seção 301 como instrumento coercitivo unilateral contra o Brasil. Em maio de 2026, agravam o conflito ao declarar as facções PCC e CV como organizações terroristas – medida que eleva custos de compliance, afugenta investimentos e aprofunda a vulnerabilidade brasileira.

    – EUA dominam a infraestrutura (tecnologia, finanças, produção);

    – Brasil reage na superestrutura (política, direito, ideologia). O discurso de “soberania” funciona como disfarce ideológico para não enfrentar problemas reais – dependência externa, desindustrialização e fragilidade produtiva.

    • Na teoria marxiana, infraestrutura (base material) é o conjunto das forças produtivas e relações de produção que determinam a vida social; superestrutura é o conjunto das formas de consciência, instituições políticas e jurídicas que se erguem sobre essa base e a legitimam.

  9. Infelizmente, sou obrigado a constatar que os detentores de armamento atômico e forças armadas com lobby poderosos dão as cartas globais, lixando-se para o Direito Internacional; dividiram o mundo em zonas de influência! E agora, José?

  10. Já comprei produtos da Nike, Reebok, Apple. E quando olhei onde foram fabricados, constatei que eram oriundos de países que usam trabalho escravo. Os americanos não compram produtos oriundos desses países?

  11. “existe uma diferença fundamental entre reconhecer problemas pontuais e classificar um país como conivente com práticas de trabalho forçado”

    É inacreditável ver o Sr Pedro do Coutto, um jornalista experiente, passando pano para o desgoverno do narco-luladrão. Infelizmente, relatórios recentes de órgãos públicos brasileiros e da ONU apontam para a existência dessas práticas no Brasil. Os fatos objetivos parecem corroborar a alegação gringa.

    Sr Pedro, o povão já sabe que o PT (partido dos traficantes) não lucra apenas com o tráfico de narcóticos, mas também com o tráfico humano. Exemplos abundam: contrato dos médicos cubanos, que recebiam apenas 30% do salário, enquanto a ditadura cubana e o PT embolsava os 70% restantes; coordenação da migração dos haitianos, bolivianos e africanos para trabalhar em condições precárias no Brasil e contratos permitindo a exploração de trabalho escravo pelas empresas chinesas, no território brasileiro.

    O lado bom? O jornalista, que havia omitido o “trabalho análogo a escravidão” da sua análise anterior, resolveu escrever sobre o tema. Agora, falta falar sobre a censura imposta pelo traficante Xandão do PCC, outro ponto do relatório do USTR.

  12. -Oito trabalhadores bolivianos são resgatados de trabalho escravo em SP

    Operação identificou jornada exaustiva, alojamento degradante e falta de registro dos trabalhadores bolivianos em empresa no Brás

    – Trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda em Terra Roxa, SP

    -35 trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão no interior de SP
    Operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontrou um jovem de 17 anos entre os resgatados no município de Gabriel Monteiro

    -Doze trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda de laranja no interior de SP
    Grupo resgatado em fazenda de laranja vivia em casas precárias em Angatuba (SP) e relatou falta de comida, dinheiro e meios de voltar para casa. Nesta segunda-feira (30), será realizada uma reunião de conciliação.

    -Dezessete trabalhadores são resgatados em alojamento de restaurante japonês em SP

    -Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em oficina de costura em SP

    Comuna não é gente…

    eh!eh!eh

  13. Escravo cubano do “Mais Médicos” fala ao blog sobre sequestro de parentes e ameaças dos vigias da ditadura: “Somos tratados como propriedade do governo”

    -Com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff, que finge lutar por democracia e liberdade, a ditadura cubana está ameaçando desde janeiro cassar o diploma de profissionais do programa “Mais Médicos”… que insistirem em manter seus familiares no Brasil. Em outras palavras: Para evitar deserções, os irmãos Castro querem sequestrá-los e mantê-los como reféns. A Folha informa neste sábado (21) que “out…

    https://veja.abril.com.br/coluna/felipe-moura-brasil/escravo-cubano-do-8220-mais-medicos-8221-fala-ao-blog-sobre-sequestro-de-parentes-e-ameacas-dos-vigias-da-ditadura-8220-somos-tratados-como-propriedade-do-governo-8221/

    • “existe uma diferença fundamental entre reconhecer problemas pontuais e classificar um país como conivente com práticas de trabalho forçado”

  14. Ótimo artigo do Pedro de Couto. Parabéns.

    No Brasil, o trabalho escravo é combatido. Mas a questão colocada pelos EUA, são as importações de produtos de países que praticam trabalho análogo a escravidão. Pura hipocrisia para ganhos econômicos, já que os EUA, com sua multinacionais, são notórios nessa prática.

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