
Trump cogita uma cobrança adicional de 12,5%
Pedro do Coutto
A escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo que mistura economia, política e diplomacia. Depois da imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano, o governo de sobre mercadorias provenientes de dezenas de países, entre eles o Brasil, sob a alegação de insuficiente combate ao trabalho forçado.
A medida provocou reação imediata do governo brasileiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de uma carta à Casa Branca contestando a inclusão do Brasil nesse grupo de países. A indignação brasileira não decorre apenas do impacto econômico potencial da decisão, mas principalmente da fragilidade do argumento utilizado para justificar a nova barreira comercial.
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA – O Brasil possui uma das legislações trabalhistas mais abrangentes do mundo e foi pioneiro no reconhecimento e no combate ao trabalho análogo à escravidão. Desde a década de 1990, o país desenvolveu mecanismos de fiscalização, criou grupos móveis de inspeção e estabeleceu instrumentos jurídicos específicos para identificar e punir empregadores que submetem trabalhadores a condições degradantes. O conceito de trabalho escravo contemporâneo está incorporado à legislação brasileira e é reconhecido internacionalmente como referência em políticas de combate a esse tipo de crime.
É evidente que ainda existem casos isolados e desafios permanentes em um país de dimensões continentais. Nenhuma nação está completamente livre de violações trabalhistas. Entretanto, existe uma diferença fundamental entre reconhecer problemas pontuais e classificar um país como conivente com práticas de trabalho forçado. São situações completamente distintas.
A justificativa apresentada por Washington parece estar muito mais associada à estratégia econômica da atual administração americana do que a uma avaliação objetiva das políticas trabalhistas brasileiras. O governo Trump vem ampliando o uso de instrumentos comerciais como ferramenta de pressão geopolítica. A chamada “Seção 301” da legislação comercial americana tem sido utilizada para abrir investigações e justificar medidas unilaterais contra diversos parceiros comerciais, alcançando mais de cinquenta países simultaneamente. O Brasil tornou-se apenas mais um alvo dentro de uma ofensiva muito mais ampla.
CREDIBILIDADE – O problema é que, ao colocar o Brasil na mesma categoria de países acusados de não combater adequadamente o trabalho forçado, a Casa Branca ignora fatos objetivos e compromete a credibilidade do próprio argumento. Não se trata apenas de uma divergência comercial. Trata-se de uma acusação que afeta a imagem internacional do país e de suas instituições.
O risco econômico também não pode ser subestimado. Caso a tarifa adicional seja efetivamente implementada, diversos setores exportadores brasileiros poderão enfrentar perda de competitividade em um dos mercados mais importantes do mundo. Agronegócio, indústria de transformação e segmentos ligados à exportação seriam diretamente afetados. O impacto poderia se refletir em investimentos, empregos e crescimento econômico.
Por outro lado, a resposta brasileira precisa ser construída com firmeza e racionalidade. O caminho mais eficiente passa pela diplomacia, pela apresentação de dados concretos e pela mobilização dos canais multilaterais de comércio. O Brasil possui elementos suficientes para demonstrar que combate o trabalho escravo contemporâneo e que não merece ser enquadrado em uma categoria que não corresponde à sua realidade jurídica e institucional.
DISPUTAS POLÍTICAS – No fundo, a controvérsia revela algo maior do que uma simples disputa tarifária. Ela evidencia como o comércio internacional está cada vez mais subordinado a disputas políticas e estratégicas. Tarifas deixaram de ser apenas instrumentos econômicos e passaram a funcionar como mecanismos de pressão e influência entre governos.
Ao incluir o Brasil em uma lista relacionada ao trabalho forçado, a administração Trump não apenas cria um problema comercial. Também abre uma discussão sobre os limites do unilateralismo americano e sobre a legitimidade de acusações que não encontram respaldo consistente nos fatos. Nesse contexto, a reação brasileira não é apenas uma defesa de interesses econômicos. É uma defesa da própria credibilidade do país perante a comunidade internacional.
Há pouco tempo foi divulgado que uma montadora chinesa na Bahia, estava utilizando mão escrava
Que meio de informação divulgou essa notícia? Para a audiência do nosso nível, esse approach comum em mesa de boteco deve ser evitado.
Os bastidores da operação que levou a BYD à lista do trabalho escravo (e à demissão de secretário em Brasília)
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cevp0lmw83po
PS>
Não quero essas carroças plásticas do Páis Sanguinário do Xing Pinga nem de graça….
BYD é autuada por submeter trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão na Bahia
Inspeção do Trabalho lavra mais de 60 autos de infração, que passarão por controle de legalidade e podem resultar em multas
Na realidade, a inclusão do Brasil (e mais quase cinquenta países) nessa lista de não combater o trabalho forçado não tem nada a ver com qualquer deles. Trump, com sua fixação em tarifas, está desesperado para encontrar uma maneira que lhe permita impô-las, depois que a justiça americana reafirmou que só o congresso tem direito de impor tarifas em circunstâncias normais, então ele está procurando uma brecha numa lei que permite impô-las desde que o país alvo apresente alguma ameaça concreta aos Estados Unidos, e aí está mandando investigar para ver se acha qualquer desculpa contra qualquer país. .
Onde que o articulista tirou isto de que a condenação seria de trabalho forçado dentro do Brasil?
Que cambalhotas este povinho tem dado pra defender o governo desastroso do inútil jacu de gaiola!
O que o relatório alega:
– o Brasil “falhou em impor e efetivamente fazer cumprir uma proibição sobre a importação de mercadorias produzidas total ou parcialmente com trabalho forçado”.
– “Embora o Brasil afirme proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de mercadorias produzidas total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda.”
Por falar em trabalho escravo na Pindorama: se um salário mínimo é considerado suficiente e digno para quem trabalha, não deveria haver objeção em adotá-lo também como remuneração para parlamentares, magistrados e outras autoridades públicas.
Na mosca.!!
Tragam uma picanha Wagyu com aligot para nosso comentarista
ele merece….
Só a PEC 6×1 salva!
– Título do documento (em português): Aviso de Determinações e Pedido de Comentários sobre Ações nas Investigações da Seção 301 de Atos, Políticas e Práticas de Várias Economias Relacionadas à Falha em Impor e Aplicar Efetivamente uma Proibição sobre a Importação de Mercadorias Produzidas com Trabalho Forçado.
– Órgão emissor: Office of the United States Trade Representative (USTR).
-Data: 2 de junho de 2026.
– Número do dossiê: USTR–2026–0265 e USTR–2026–0266.
– Acesso:https://ustr.gov/sites/default/files/files/Press/Releases/2026/FRN%20-%20Section%20301%20Forced%20Labor%20Import%20Ban%20Actionabilty%20and%20Proposed%20Action%206-2-26%20FINAL.pdf
Qual a explicação de a “desinformação” plantada pelos idólatras do jacu de gaiola, – que se situa na microfísica do poder das relações internacionais, que só é detectável por instrumentos da física quântica -, não entra no Inquérito Alexandrino das Fake News?
Alegar desconhecimento da língua inglesa não cola mais.
A internet tem inúmeros aplicativos de tradução.
O Governo Trump e qualquer outro dos EUA não está preocupado com as bandalheiras do Governo Lula, o foco é combater a concorrência desleal.
Porque estas formas ilícitas de trabalho distorcem a concorrência.
– Trabalho Forçado
– Reduz artificialmente custos de produção, criando vantagem competitiva desleal.
– É tratado como ameaça à segurança nacional por gerar instabilidade e servir a rivais geopolíticos.
– A Seção 307 proíbe a importação de qualquer produto feito com trabalho forçado.
– A Seção 301 investiga países que não barram esses bens, podendo impor tarifas.
– A UFLPA presume que produtos da região chinesa de Xinjiang usam trabalho forçado.
– Crime Organizado
– Distorce preços por meio de roubo, extorsão, suborno e fixação de mercados.
– Cartéis de drogas são designados como organizações terroristas (FTOs), permitindo ferramentas antiterrorismo.
– Infiltra negócios legítimos para lavagem de dinheiro e corrupção.
– Leis como RICO e FCPA são usadas para desmantelar organizações criminosas.
Nosso capitalismo tem duas vertentes, que não estão nem aí pra legalidade e outros valores concorrenciais, o capitalismo ilícito, tocado pela criminalidade e a Economia Estatal, tocada pela corrupção.
Isto é mesmo problema nosso.
Os EUA não permitem é que o nosso esgoto prejudique seus negócios.
Quem será?
https://www.facebook.com/share/r/1Ct6pwS51E/
Marx explica
Os EUA usam a Seção 301 como instrumento coercitivo unilateral contra o Brasil. Em maio de 2026, agravam o conflito ao declarar as facções PCC e CV como organizações terroristas – medida que eleva custos de compliance, afugenta investimentos e aprofunda a vulnerabilidade brasileira.
– EUA dominam a infraestrutura (tecnologia, finanças, produção);
– Brasil reage na superestrutura (política, direito, ideologia). O discurso de “soberania” funciona como disfarce ideológico para não enfrentar problemas reais – dependência externa, desindustrialização e fragilidade produtiva.
Na teoria marxiana, infraestrutura (base material) é o conjunto das forças produtivas e relações de produção que determinam a vida social; superestrutura é o conjunto das formas de consciência, instituições políticas e jurídicas que se erguem sobre essa base e a legitimam.
Infelizmente, sou obrigado a constatar que os detentores de armamento atômico e forças armadas com lobby poderosos dão as cartas globais, lixando-se para o Direito Internacional; dividiram o mundo em zonas de influência! E agora, José?
Já comprei produtos da Nike, Reebok, Apple. E quando olhei onde foram fabricados, constatei que eram oriundos de países que usam trabalho escravo. Os americanos não compram produtos oriundos desses países?
“existe uma diferença fundamental entre reconhecer problemas pontuais e classificar um país como conivente com práticas de trabalho forçado”
É inacreditável ver o Sr Pedro do Coutto, um jornalista experiente, passando pano para o desgoverno do narco-luladrão. Infelizmente, relatórios recentes de órgãos públicos brasileiros e da ONU apontam para a existência dessas práticas no Brasil. Os fatos objetivos parecem corroborar a alegação gringa.
Sr Pedro, o povão já sabe que o PT (partido dos traficantes) não lucra apenas com o tráfico de narcóticos, mas também com o tráfico humano. Exemplos abundam: contrato dos médicos cubanos, que recebiam apenas 30% do salário, enquanto a ditadura cubana e o PT embolsava os 70% restantes; coordenação da migração dos haitianos, bolivianos e africanos para trabalhar em condições precárias no Brasil e contratos permitindo a exploração de trabalho escravo pelas empresas chinesas, no território brasileiro.
O lado bom? O jornalista, que havia omitido o “trabalho análogo a escravidão” da sua análise anterior, resolveu escrever sobre o tema. Agora, falta falar sobre a censura imposta pelo traficante Xandão do PCC, outro ponto do relatório do USTR.
Mantenha á calma
O Sr. Pedro ainda vai jogar a toalha
Doa á quem doê-la…
A hipocrisia é um refúgio dos comunas patéticas burros de duas patas…
Mais de 30 pessoas são resgatadas em situação análoga à escravidão no interior de SP
https://jovempan.com.br/noticias/brasil/mais-de-30-pessoas-sao-resgatadas-em-situacao-analoga-a-escravidao-no-interior-de-sp.html
-Oito trabalhadores bolivianos são resgatados de trabalho escravo em SP
Operação identificou jornada exaustiva, alojamento degradante e falta de registro dos trabalhadores bolivianos em empresa no Brás
– Trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda em Terra Roxa, SP
-35 trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão no interior de SP
Operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontrou um jovem de 17 anos entre os resgatados no município de Gabriel Monteiro
-Doze trabalhadores em condições análogas à escravidão são resgatados de fazenda de laranja no interior de SP
Grupo resgatado em fazenda de laranja vivia em casas precárias em Angatuba (SP) e relatou falta de comida, dinheiro e meios de voltar para casa. Nesta segunda-feira (30), será realizada uma reunião de conciliação.
-Dezessete trabalhadores são resgatados em alojamento de restaurante japonês em SP
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-Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em oficina de costura em SP
Comuna não é gente…
eh!eh!eh
“Enquadrar o Brasil”, no caso, é uma clara ação de intervenção estrangeira.
A cubana que pede indenização nos EUA por trabalho escravo no Mais Médicos
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50076917
Sr. Pedro
Cinco minutos antes de almoçar uma Picanha Wagyu com Aligot passeando pelas Avenidas da Grande Rede encontra bastante fatos sobre a ‘escravidão da CLT do Narco-Ladrão..””
aquele abraço
Escravo cubano do “Mais Médicos” fala ao blog sobre sequestro de parentes e ameaças dos vigias da ditadura: “Somos tratados como propriedade do governo”
-Com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff, que finge lutar por democracia e liberdade, a ditadura cubana está ameaçando desde janeiro cassar o diploma de profissionais do programa “Mais Médicos”… que insistirem em manter seus familiares no Brasil. Em outras palavras: Para evitar deserções, os irmãos Castro querem sequestrá-los e mantê-los como reféns. A Folha informa neste sábado (21) que “out…
https://veja.abril.com.br/coluna/felipe-moura-brasil/escravo-cubano-do-8220-mais-medicos-8221-fala-ao-blog-sobre-sequestro-de-parentes-e-ameacas-dos-vigias-da-ditadura-8220-somos-tratados-como-propriedade-do-governo-8221/
“existe uma diferença fundamental entre reconhecer problemas pontuais e classificar um país como conivente com práticas de trabalho forçado”
Ótimo artigo do Pedro de Couto. Parabéns.
No Brasil, o trabalho escravo é combatido. Mas a questão colocada pelos EUA, são as importações de produtos de países que praticam trabalho análogo a escravidão. Pura hipocrisia para ganhos econômicos, já que os EUA, com sua multinacionais, são notórios nessa prática.
É mais fácil convencer a um Napoleão de Hospício que ele não é doido do que convencê-lo que não é Napoleão.