Lula cobrou explicações sobre ‘crise institucional’ no Judiciário
Kellen Barreto
G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (9) a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao chamado “caso Master”. Na ocasião, Lula também cobrou mais transparência sobre as apurações diante de um possível impacto à disputa eleitoral, na qual ele concorre ao quarto mandato.
A mensagem foi publicada em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das investigações do caso Master. O embate ganhou força após o ministro André Mendonça, relator de processos ligados ao caso, retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal que expuseram trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
APURAÇÃO – Em reação, Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de apuração sobre a atuação de Mendonça. Os desdobramentos mais recentes da crise envolvem a decisão de Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino derrubou a medida e determinou a recondução dos dois delegados aos cargos.
Na mensagem publicada na rede social X, o presidente afirmou que o Brasil precisa de explicações diante do que classificou como “o maior crime financeiro da história do Brasil”. Na publicação, Lula também disse haver uma “crise institucional” que atingiu o Poder Judiciário e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações.
IMPACTO – Segundo ele, esses vazamentos têm impacto sobre a disputa eleitoral. O petista concorre ao quarto mandato. “O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu o presidente.
Ao final da mensagem, o presidente defendeu a abertura total das informações das investigações. “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou.
Por que não?
Exigência fajuta. É só para as vítimas do 171 voltarem atrás na opinião que têm agora (abrolhos).