Escolha de ministros dá início a novas embromações do último governo Lula

Isenção do IR injeta R$ 28 bilhões na economia, diz Lula

Lula mais uma vez atrasa a formação do seu Ministério

Carlos Newton

O presidente Lula da Silva deu início nesta quinta-feira, dia 5, a mais uma fase de embromações governamentais, em que se tornou mestre nos seus governos anteriores, sempre embromando e adiando a indicação dos ministros, que é o principal assunto do noticiário político em todo começo de gestão.

O PT e a base aliada espalham que a meta é concluir a equipe da Esplanada dos Ministérios até 20 de dezembro, 56 dias após a eleição. Sonhar ainda não é proibido, mas o passado de Lula nos traz uma indicação bem diferente. Muitas águas vão rolar até esse Ministério ser formado.

Sempre atenta no lance, a repórter Luana Lisboa, da Folha, resolveu conferir o comportamento de Lula e ficou espantada.

Na primeira eleição (2002), o Ministério só começou a se formado 44 dias depois do segundo turno. Na reeleição de  2006, a reforma ministerial só começou a ser efetivada mais de 130 dias após a votação, em março de 2007. Por fim, em 2022, somente saiu 40 dias depois do segundo turno. Portanto, agora podemos esperar sentados, é claro.

PASTA DA FAZENDA – O maior problema é indicar o ministro da Fazenda que será encarregado de fingir que busca o equilíbrio fiscal, nos termos da famosa teoria econômica de Lula – “O dinheiro vai sair de onde está para ser usado onde deveria estar”, disse o presidente petista no início do atual mandato, ao fazer reparos às atuais teorias da Ciência Econômica.

O primeiro encontro, nesta quinta, dia 5, ocorreu com nomes mais próximos de Lula. O presidente recebeu o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad; o vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro do Planejamento Bruno Moretti; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; a ministra da Gestão e Inovação Esther Dweck; o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho; e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Também participam os economistas Laura Carvalho, professora da USP (Universidade de São Paulo), Eduardo Moreira, fundador do portal de notícias ICL, Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, e Miriam Belchior, ministra da Casa Civil;

SEM DIALOGO – Eram 12 à mesa dessa Santa Ceia que nada teve de conciliação, porque não existe diálogo em governo de Lula, e ninguém pode discordar dele, que tem horror a intelectuais, porque despertam todos os complexos e recalques que acumulou durante sua extraordinária trajetória política.

Assim, nada ficou decidido na reunião. Como não houve discussões, tudo parecia acertado, menos a indicação do novo ministro. E ficou claro que o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que chegou a ser mencionado duas vezes pelo próprio Lula, desta vez nem foi convidado, ficando explícito que seu nome já está mais do que fora de cogitação.

O Planalto divulga que, nas próximas semanas, Lula pretende escutar outros economistas, tanto ortodoxos como heterodoxos, sobre o cenário econômico. O noticiário oficial diz que a sugestão de ampliar o processo de escuta partiu do próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas é conversa fiada. Ele deveria ser um dos cotados, mas sequer recebeu convite para participar da reunião.

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P.S.
– Entre os 13 nomes citados acima, apenas um possui os requisitos necessários para assumir a Fazenda – Aloizio Mercadante, que está trabalhando no BNDES para fomentar o desenvolvimento, injetando em média R$ 1 bilhão por mês na economia, para garantir que o Produto Interno Bruto continue aumentando. O problema é que Lula detesta Mercadante, porque o economista é altamente qualificado e nada tem de bajulador. (C.N.)

22 thoughts on “Escolha de ministros dá início a novas embromações do último governo Lula”

  1. ‘Nova direita’ na América do Sul sofre com crises, queda de popularidade e derrota de Trump

    O arrogante e todo-poderoso Trump, que se julgava dono do mundo, não consegue sequer segurar o estouro da boiada na sua própria seara partidária

    As voltas que o mundo dá… O trono do imperador Donald Trump começa a ruir e já há sinais de que, assim como puxou para cima a tal “nova direita” na América do Sul, vá passar a puxar para baixo a partir de agora.

    Aliás, como está acontecendo neste momento no Paraguai e foi previsto aqui na coluna em maio.

    O Brasil foi o líder da resistência à invasão americana na região e consolidou espetacularmente essa posição com a eleição de Lula e a derrota de Flávio Bolsonaro, comemoradas por governos, entidades e cidadãos ao redor do mundo, inclusive nos EUA, como vitória da democracia e da soberania.

    Do outro lado, estão, ou estavam, praticamente todos os demais países sul-americanos, inclusive Paraguai e Argentina, dois vizinhos-chave e parceiros do Brasil no cambaleante Mercosul, mas não apenas aliados de Trump, mas também subservientes às suas vontades, que, convenhamos, são quase sempre inaceitáveis. Como instalar bases militares americanas nas nossas barbas.

    Trump vai enfrentar a maioria democrata no Senado e na Câmara e a possibilidade crescente de pedidos de impeachment, além de ter de assimilar o sucesso de candidatos cheios de simbologia (…). Tudo que ele rejeita.

    Mas não é só isso. O arrogante e todo-poderoso Trump, que se julgava dono do mundo, não consegue sequer segurar o estouro da boiada na sua própria seara partidária, onde o presidente da Câmara já se prepara para renunciar ao cargo, preventivamente. E os novos democratas ainda nem assumiram.

    No governo, um grupo de republicanos já articula a demissão do secretário de Defesa, Pete Hegseth, outro grupo cochicha para a mídia que Marco Rubio vai virar as costas para Trump, renunciar ao Departamento de Estado e partir para sua própria campanha presidencial. A coisa vai se deteriorando…

    Trump precisa ainda reavaliar as guerras em que meteu os EUA e, portanto, tem mais o que fazer do que invadir países para sequestrar o presidente e assumir o controle do petróleo, como fez na Venezuela, atacar embarcações que os EUA suspeitam que sejam de traficantes ou desestruturar o comércio mundial com seus tarifaços absurdos e ruinosos para a própria economia americana.

    Depois do Paraguai, onde o presidente Santiago Peña tenta renunciar para fugir do impeachment, a “nova direita” de Javier Milei, na Argentina, José Antonio Kast, no Chile, Rodrigo Paz, na Bolívia, e Daniel Noboa, no Equador, já vem convivendo com crises, perdendo popularidade e deve ficar de barbas de molho.

    Deles, o que tem mais a se preocupar com os dissabores de Trump é Milei, com aprovação desabando e o risco Argentina disparando para 900 pontos. Quem vai financiar suas maluquices? E ele vai manter Trump como referência?

    Lula, portanto, não só venceu a eleição no Brasil, como recupera a liderança no Mercosul e condições mais favoráveis para conversar com Trump, possivelmente, em 14 ou 15 de dezembro, na Flórida. Aliás, na reunião de presidentes do G-20, onde, como torce o Itamaraty, tem chances de ser mais “badalado” do que o próprio anfitrião.

    Mas Lula que não suba no salto alto… O equilíbrio das contas e as previsões de crescimento, inflação e juros não são questões distantes, são aqui dentro e interferem diretamente no bolso, na casa e na vida de cada brasileiro.

    O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 05/11/2026 | 21h25 Por Eliane Cantanhêde

    • “Lula que não suba no salto alto… O equilíbrio das contas e as previsões de crescimento, inflação e juros não são questões distantes, são aqui dentro e interferem diretamente no bolso, na casa e na vida de cada brasileiro.”

        • Não há fiscalização, cada um põe o preço que quer.

          Preços de muitos produtos, inclusive produtos genuinamente brasileiros, como café e outros, são cotados em dólar no país, sobretudo os exportáveis.

          Mas os brasileiros recebem seus rendimentos em moeda fraca (real), e não em dólar.

          A castanha do Pará custa mais que nozes importadas.

          Não há uma política de preços.

          Acorda, Brasil! Presta atenção.

          • O álcool combustível (etanol) genuinamente brasileiro é vendido a preço internacional cotado em dólar; seja puro ou misturado à gasolina.

            O consumidor brasileiro é explorado abertamente.

          • O álcool combustível (etanol) genuinamente brasileiro é vendido a preço internacional cotado em dólar; seja puro ou misturado à gasolina.

            Será que o Narcola sabe disso.?

  2. Presidente do Supremo da Bolívia foge do país após investigações por tráfico

    Romer Saucedo alega que está sendo alvo ameaças de morte; magistrado acusa governo boliviano de perseguição

    Calma soçinhas, é na Bolívia…..

    eh!eh!eh

  3. Mantega seria representante de Vorcaro?

    O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega recebeu R$ 14 milhões do Banco Master (controlado por Daniel Vorcaro) entre 2024 e 2025.

    Os repasses foram feitos por meio de sua empresa de consultoria, a Pollaris.

    O contrato previa valores de cerca de R$ 1 milhão por mês.

    Mantega foi contratado como consultor para prestar serviços de assessoria econômico-financeira e articular aproximações políticas, incluindo facilitar o diálogo de Vorcaro com o governo federal e organizar uma reunião com o presidente Lula no Palácio do Planalto.

    É uma vergonha nacional.

    • O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega recebeu R$ 14 milhões do Banco Master (controlado por Daniel Vorcaro) entre 2024 e 2025.

      Ficou rico por acaso.??

      Tenho a certeza absoluta que o Manteguinha também é rentista, apesar de criticar, odiar o rentismo e os banqueiros.

      aquele abraço

  4. P.S. 1 – No próximo dia 13, o PT reúne o Diretório Nacional para discutir a sobrevivência sem Lula. O objetivo é fazer uma avaliação da inquietante questão e organizar a realização de um congresso no ano que vem sobre renovação partidária e outros temas.

    P.S. 2 – Será um esforço inútil, igual ao desafio da Esfinge: “Decifra-me ou te devoro”. O fato concreto é que o PT se tornou um paciente em estado terminal, que ameaça o país. Como não conseguirão sobreviver na política sem a presença de Lula, os petistas certamente vão aproveitar seu último governo para roubar até a rampa do Planalto, sob proteção do Supremo. (C.N.)

    • Voto e alternância de poder são a mais antiga e duradoura invenção social da humanidade.

      Sebastião Nery – Jornalista e Escritor e Colunista da Tribuna da Imprensa, 1968-1979.

  5. “O dinheiro vai sair de onde está para ser usado onde deveria estar”,

    Essa o Narcola acertou na mosca…

    o dinheiro saiu de onde estava e foi parar no Big Apart-Mansão de frente para o Mar do Pelegão Baiano ex-lambedor dos corredores do Escritório da Facção Crimosa Vulgar, fora, na escala 7×0 também limpava as latrinas cheias de esterco dos banheiros do Sindicato do Crime….

    aquele abraço

  6. “”.Celular de Vorcaro registra 316 interações com Moraes meses antes de prisão…

    Pai da Pátria do Século XXI, Fiador e Redentor da Demogracinha Bostileira e o que salvou o Estado Depornográfico de Dinheiro….

    Principe dos Carecas…

  7. Mercadante, também aceitou os riscos, após 05.11.2.022 e
    totalmente diferente daquele atuante deputado de outrora, admirado até pelo desperto Hélio Bicudo!

  8. O problema é que Lula detesta Mercadante, porque o economista é altamente qualificado e nada tem de bajulador. (C.N.)

    Sr. Newton

    O grande problema é que o Mercadante é um dos faccionados da Facção Criminosa que sabe ler , escrever e já leu livros, já o Narcola……

    Narcola fica p….. da vida com aqueles que sabem ler e escrever…..

    aquele abraço

    São Pedro voltou com as chuvas….

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