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Neymar apoiou Bolsonaro e Flávio nas eleições de 2022
José Pereira Coutinho
Folha
Mérito é palavra feia nas sociedades igualitárias em que vivemos. Como falar de mérito quando cada indivíduo é um caso à parte, com sua história de vida, sua família, sua educação e seus contatos? O esforço conta. Mas, em certos contextos, conta menos do que imagina a meritocracia. Quem nasce pobre, sem saúde, sem pais presentes, sem grandes possibilidades de ascensão social, já parte vários quilômetros atrás na corrida até a meta.
Concordo com o argumento, até certo ponto. Mas abro uma exceção: o futebol. Nas outras atividades, a biografia e a sorte podem ter a palavra decisiva. No futebol, ambas se reduzem ao essencial: mérito ou falta dele.
COM TALENTO – Existem “nepo babies” em todas as áreas: empresários filhos de empresários, jornalistas filhos de jornalistas, advogados filhos de advogados e por aí vai. Mas jogadores filhos de jogadores só sobrevivem na competição selvagem do gramado se tiverem talento para mostrar.
Nunca vi um técnico escalar o próprio filho para o time titular se o filho tem dois pés esquerdos. O time, a torcida, a mídia e o resultado do jogo acabariam com as duas carreiras.
Infelizmente, a “hiperpolítica” já invadiu o último reduto da mais pura excelência humana. Devo esse termo ao filósofo Anton Jäger, em ensaio com esse título, que assim descreve o mundo em que vivemos desde 2016: tudo é política, mesmo o que não é. Tudo é protesto, indignação viral, luta fratricida –e virtual. Um excesso de ruído que dura pouco e rapidamente se converte em nada para ser tomado por novo protesto, nova indignação, nova luta.
PESSIMISMO – Eu mesmo assisti a isso na minha recente passagem pelo Brasil. Há Copa do Mundo no próximo mês? O país não está excitado. Nem otimista. Falar do hexa é quase um insulto para os brasileiros, que já preveem derrotas históricas contra Marrocos, Haiti e Escócia.
Como português, posso compreender a ansiedade com Marrocos: histórica e futebolisticamente, daquelas bandas nunca veio coisa boa. Até um rei lusitano ficou por lá, numa batalha traumática que nos custou a independência para a Espanha no século 16. Mas prudência não é o mesmo que desistência antes de o torneio começar.
Só um nome, porém, anima metade dos torcedores: Neymar. Curiosamente, é o mesmo nome que deprime ainda mais a outra metade.
POLARIZAÇÃO – Como se explica essa polarização afetiva em torno do jogador? Ora, com a própria polarização política, como mostrou uma pesquisa repercutida pela revista Veja.
A maioria à direita apoia a escolha de Carlo Ancelotti de levar Neymar para a Copa. A maioria à esquerda se opõe: não por razões técnicas ou táticas; as razões são ideológicas. Um apoiador de Bolsonaro não deveria vestir a camisa da seleção.
Eu rio. A única questão que deveria mover os brasileiros era saber se o jogador está apto a contribuir para as vitórias. Nada mais. Suas escolhas políticas, gastronômicas, musicais ou íntimas seriam irrelevantes quando o assunto é mais básico: ganhar ou perder.
BOM COMPORTAMENTO – Mas a “hiperpolítica” não perdoa, derrubando até a lógica meritocrática que fazia do futebol um reino de justiça à parte. O que me leva a perguntar: o que seria da seleção brasileira se os seus jogadores tivessem de passar primeiro por um teste de pureza ideológica?
E o que teria sido do Brasil se esse teste já existisse em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002?
A essas perguntas eu respondo: nem penta, nem hexa. Apenas uma bela medalha de participação – com certificado de bom comportamento político.
Assim como ê irrelevante o lulismo do casa grande, trajano de morais, juca kfouri e assemelhados
O Flamengo é praticamente um time estrangeiro jogando no Brasil, assim como o Palmeiras e outros.
O clube carioca conta atualmente com 10 jogadores estrangeiros em seu elenco principal.
O grupo de “gringos” do Flamengo é formado por atletas de sete nacionalidades distintas.
Os atletas de fora do país que compõem o plantel rubro-negro são:
• Agustín Rossi (Argentina)
• Guillermo Varela (Uruguai)
• Matías Viña (Uruguai)
• Giorgian de Arrascaeta (Uruguai)
• Nicolás de la Cruz (Uruguai)
• Erick Pulgar (Chile)
• Jorge Carrascal (Colômbia)
• Gonzalo Plata (Equador)
• Saúl Ñíguez (Espanha)
• Jorginho (Itália / naturalizado brasileiro)
Lembrando ainda que Leonardo Jardim, técnico da ‘equipe’, é venezuelano/português.
Não há limite para a quantidade de estrangeiros que um clube pode registrar no elenco.
As competições organizadas pela CBF (como o Brasileirão) permitem que até nove atletas não-brasileiros sejam relacionados por partida.
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Qual a chance de sucesso da seleção brasileira na Copa do Mundo, considerando-se que “o futebol jogado hoje pelos principais clubes do Brasil não é exatamente futebol brasileiro”?
O Palmeiras é também praticamente um time estrangeiro jogando no Brasil.
Atualmente, o Palmeiras conta com um total de 11 jogadores estrangeiros em seu elenco principal.
O grupo de “gringos” do Verdão é formado por atletas de cinco nacionalidades distintas, representando o Paraguai, Argentina, Uruguai, Colômbia e um jovem talento da base.
A relação completa dos jogadores estrangeiros do clube é a seguinte:
• Gustavo Gómez (Paraguai) – Zagueiro
• Joaquín Piquerez (Uruguai) – Lateral-esquerdo
• Flaco López (Argentina) – Atacante
• Richard Ríos (Colômbia) – Volante
• Agustín Giay (Argentina) – Lateral-direito
• Emiliano Martínez (Uruguai) – Volante
• Jhon Arias (Colômbia) – Meia/Atacante
• Aníbal Moreno (Argentina) – Volante
• Facundo Torres (Uruguai) – Atacante
• Ramón Sosa (Paraguai) – Atacante
• Koné (Costa do Marfim) – Zagueiro
Observação: O zagueiro marfinense Koné integra o time de base do clube, mas compõe a relação geral de estrangeiros vinculados ao plantel principal.
Lembrando ainda que Abel Ferreira, técnico da ‘equipa’, é português.
E aonde veio parar o futebol brasileiro pentacampeão do mundo.
Acorda, Brasil! Presta atenção!
Fumou um baseado vencido. Além disto, entende nada de futebol.
Se o Brasil e o mundo todo adotasse a meritocracia não haveria tanta safadeza.
João Saldanha um comunista de quatro costados, na Copa de 70 quis barrar Pelé.
Não foi bem assim. O jogador pediu dispensa temporária da seleção para resolver problemas com seu sócio na Sanitária Santista conhecido como “Pepe Gordo”. Na Comissão Técnica, decidiram que seria apresentada à imprensa a desculpa de que o jogador estaria com problemas de visão e assim foi feito. Quando a imprensa foi cobrar de Saldanha a “miopia” do jogador, ele respondeu “Eu não sou médico, não forneço laudo da saúde de jogador, perguntem ao responsável”.
PS: Tenho um amigo que ia sempre comigo aos estádios do RJ em jogos do Santos ou da seleção brasileira nas décadas de 60/70. Em 14/03/1970, fomos a Guilherme da Silveira ver Brasil 1×1 Bangu. Decepcionados, ao final da partida, saímos e ficamos calados. De repente, o amigo me perguntou: “Seja sincero, se você tivesse que barrar alguém hoje na seleção, quem seria ?”. Respondi, sem hesitar: “Pelé. Está disperso, sem vontade de se empenhar”. Meu amigo comentou: “Eu também, mas por instantes achei que estava cometendo uma heresia e lhe perguntei primeiro”.
Como também a Fiolax e a Pelé Fisioterapia não prosperaram, o então jogador, ao invés de recuperar as perdas com a Sanitária e a Incorporadora Neptuno, teve ainda mais prejuízos, chegando, de acordo com seus representantes, a um déficit de aproximadamente R$ 400 mil, considerando-se valores de hoje, em 1969.
Foi aí, então, antes mesmo do início da Copa do México, em 1970, que Havelange, aproveitando-se dos problemas financeiros de Pelé, aproximou-se ainda mais do jogador, com a intenção de usá-lo como cabo eleitoral em sua campanha para a Fifa.
De cara, o então presidente da CBD colocava-se à disposição na busca por parceiros comerciais que pudessem auxiliá-lo em sua recuperação financeira. Em troca, Pelé lhe garantiu que apoiaria sua candidatura.
E o jogador cumpriria sua palavra à risca. Ainda hoje, apesar do estremecimento das relações entre os dois, especialmente nos anos 90, Havelange, em entrevista à Folha, reconheceu a importância de Pelé para sua vitória.
Pelo menos 42 delegados da Fifa com direito a voto na eleição que aconteceria em Frankfurt, na Alemanha, em 1974, pediram ao brasileiro um contato com Pelé. Foram, sem exceção, atendidos.
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0711199903.htm
Não foi com Pepe, foi com outros “empresários” que ele estava tomando ferro. Pepe foi um pouco antes.
1) Até prova em contrário, a maioria dos grandes jogadores brasileiros nasceram pobres, ficaram ricos, milionários e optaram pela Direita…
2) Bem diferente do falecido argentino Maradona e o atual português Cristiano Ronaldo…