PT teme falar de corte de gastos em período eleitoral
Deu na CNN
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recomendam que ele inicie cortes de gastos logo no começo de um eventual quarto mandato, caso seja reeleito. A proposta, no entanto, gera profunda divisão dentro do PT e levanta dúvidas sobre a credibilidade fiscal do governo.
Segundo interlocutores, a ideia é utilizar o capital político do início do novo mandato para frear as despesas, evitando antecipar medidas impopulares em plena campanha eleitoral. A estratégia contrasta com o que ocorreu em 2023, quando a chamada PEC da transição permitiu um forte crescimento dos gastos.
METAS – A recomposição das contas públicas, de acordo com os interlocutores, precisaria mirar a estabilização da relação dívida-PIB até 2030, de forma gradual. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chegou a falar publicamente em reduzir o limite de crescimento real das despesas permitido pelo arcabouço fiscal — hoje em 2,5% ao ano — para um teto de 1,5%. Segundo relatos, essa redução poderia ser estendida também ao aumento real do salário mínimo, com impacto direto sobre gastos com aposentadorias e pensões.
Já o economista Sérgio Gabrielli, coordenador da campanha de Lula, afirma que o equilíbrio fiscal não é um fim em si mesmo. Para ele, cortes em salários e benefícios seriam como “enxugar gelo” diante da alta taxa de juros, e os pisos constitucionais de saúde e educação representam conquistas do movimento social.
DISPUTA DE PODER – Para Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, o debate vai além de visões econômicas e reflete uma disputa de poder dentro do PT. “Esse debate é muito mais disputa de poder, porque o pessoal está vendo ali a seara econômica aberta”, afirmou.
Ele também destacou que, em evento de partidos de esquerda na Espanha, Lula teria dito que o grande erro da esquerda foi “ter se rendido ao pacote ortodoxo do consenso de Washington”, ou seja, ter adotado a responsabilidade fiscal como agenda. “Isso me levantou dois sustos. O primeiro é que ele não reconhece a importância que a agenda fiscal teve no início do período dele, lá em 2002”, disse Barreto.
Thais Herédia, analista de Economia, destaca que o que está colocando a política em risco nesse endividamento atual é a dinâmica do gasto. “É uma coisa muito mais estrutural do que uma conta específica ou outra. Os gatilhos que elevam as despesas obrigatórias a um patamar muito acima do crescimento do PIB, do próprio limite do arcabouço fiscal.” Segundo Herédia, a recusa do presidente Lula, ao citar emendas e super salários, é mexer na dinâmica. “Ele quer encontrar alguns pontos específicos achando que isso vai consertar, mas não vai”, analisa.
“DUPLO 100%” – Daniel Rittner, diretor editorial da CNN em Brasília, apontou que o próximo governo, seja ele qual for, estará fadado a enfrentar o que chamou de “duplo 100%”: uma relação dívida-PIB de 100% e 100% do orçamento tomado por despesas obrigatórias até 2030.
“Não é o mercado quem está dizendo, é a instituição fiscal independente, são as próprias projeções da Secretaria do Tesouro Nacional”, ressaltou. Ele também observou que uma ala da campanha ainda defende exceções ao arcabouço fiscal para áreas como mobilidade urbana e ensino em tempo integral. “As exceções viraram regra. E aí é natural que haja muita dúvida sobre qualquer promessa de ajuste fiscal”, concluiu.
LIÇÕES DO PASSADO – Assessores próximos de Lula sugerem evitar o caminho trilhado pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, em 2015, quando um choque de medidas de ajuste fiscal sofreu fortes críticas de alas do governo e da esquerda. Levy acabou deixando o cargo com menos de um ano de atuação.
Barreto recordou que, à época, a principal oposição ao pacote de Levy era o próprio PT, partido do governo. “Quando os outros partidos da coalizão olharam e disseram que se o PT não apoia esse pacote, não sou eu que vou apoiar”, relatou. Para ele, ali estava “o coração do impeachment”.
MOVIMENTAÇÃO DE HADDAD – Caio Junqueira, analista de Política, destacou que a divisão entre uma ala favorável a um ajuste mais duro e outra que defende um ajuste mais leve sempre existiu no petismo. Segundo ele, há ainda um componente político relevante: a possível movimentação de Fernando Haddad para assumir a Casa Civil em um eventual Lula 4, o que o posicionaria como potencial sucessor e candidato do PT em 2030. “É uma equação que mistura tanto a economia e visões econômicas, quanto também já o que seria um pós-Lula dentro do Partido dos Trabalhadores”, avaliou.
Para Junqueira, é difícil imaginar que Lula, no último mandato de sua vida política, decida promover cortes profundos em programas sociais. “A palavra final da política econômica nas eras Lula foi do Lula”, disse.
El president soy yo, carajo!
Flávio (40%) encostou no Barba (43%), no 2º turno, iniciando a ultrapassagem.
Pesquisa Quaest, de ontem.
E dá tremedeira em comentaristas da GloboNews.
Pesquisa Quaest confirma cenário mais temido pela campanha de Lula contra Flávio
A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) confirmou o cenário que mais preocupa o PT e integrantes da campanha de Lula. Uma tendência de crescimento para Flávio.
O levantamento foi o primeiro contratado pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO.
Do dia 5 de julho para esta sexta-feira, Lula oscilou negativamente de 39% para 38% nas intenções de voto no 1º turno, enquanto Flávio oscilou positivamente de 30% para 31%.
No segundo turno, o movimento foi similar, com Lula caindo de 44% para 43% e o senador, subindo de 39% para 40%.
A avaliação de coordenadores da campanha é a de que o crescimento de Flávio e a queda de Lula é um sinal de alerta para os petistas.
O mesmo movimento já tinha ocorrido no levantamento do início do mês feito pela Quaest.
Na avaliação de integrantes de Lula, o aparecimento de investigações da Polícia Federal envolvendo o filho de Lula, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, podem ter pesado para oscilação negativa.
Os petistas avaliam que há tempo e pautas para reverter a curva de queda de Lula e impor novos desgastes a Flávio.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 14/08/2026 18h36 Por Bela Megale
Sei não. A vaca parece que já foi pro brejo.
Trump vira seus canhões para a América Latina
Intervenções armadas do governo dos EUA na região ecoam os piores momentos da diplomacia americana
Cerco a Lula é multifacetado, com tarifas comerciais e até o anúncio de sobrevoo de bombardeiros nas proximidades do território brasileiro
Folha de S. Paulo, Opinião, 14.ago.2026 às 22h00 Por Editorial
E os Bolsonaros se regozijam.
EUA planejam operações terrestres na América Latina
Os EUA planejam atacar “em terra” narcotraficantes na América Latina, como já fazem em águas internacionais contra supostas embarcações que atuariam no contrabando de drogas, disse o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no Panamá.
Fonte: O Globo, Opinião, 15/08/2026 04h01 Por Bela Megale
Antes de cortes em benefícios sociais, o mais racional seria diminuir os privilégios em todos os setores.
Para alterar efetivamente o sistema vigente no Brasil desde os tempos do “descobrimento” é preciso a união de pessoas capazes e desapegadas de todos os poderes, principalmente que pensem no bem comum da população brasileira. Tais pessoas deveriam formular um plano de longo prazo, viável, que vise o desenvolvimento do país e que seja seguido, independentemente de quem governe.
Quando leio o receituário pregado pelos “entendidos” que deve ser imposto ao país, as esperanças que algo mude para melhor, desaparecem.
Armínio Fraga diz: “A recessão já está chegando. Estão tentando disfarçar apenas por causa da eleição. Vamos ver uma reprise do segundo mandato da Dilma.”
Há sinais no endividamento.
Porque os juros são tão violentos, criminosos, ilimitados quanto o Brasil atual.
Todo mundo pedindo recuperação judicial.
Quase todas as famílias devendo.
Muitas não conseguindo pagar.
E a razão para os juros é a farra com o dinheiro público.
Das Emendas Pix até os Penduricalhos.
São muitos os furos dessa caixa em que jorra muita água, mas que perde tudo para manter os privilégios dos togados que se consideram donos do Estado.
Nobres de nascimento. Por serem mais dotados de capacidades e inteligência.
Só falta agora voltarem com o slogan dos anos 2010:
“BRASIL: UM PAÍS DE TOLOS”
“A palavra final da política econômica nas eras Lula foi do Lula”
Inacreditável. Milhares de puxa-sacos acordando com todos os ministérios criados, com as “ajudas” aos ignaros eleitores, com as viagens da mulher … Topam tudo por dinheiro.
Deve ser por isso que Haddad acha que entende de Economia.
A Ratazana Fernando Rattadd é um, burro de duas patas…
È tão burro, tão burro, mas burro mesmo , que não sabe matemática básica…
As quatro operações dão um nó no cérebro de ameba comuna parasitário….
Ainda sonha com Stálin…….
Aquele abraço
Outro !