Charge do Caio Gomez (Correio Braziliense)
Andréia Sadi
G1
A defesa de Daniel Vorcaro está em compasso de espera. A avaliação é que não adianta definir agora os próximos movimentos sem saber como ficará o tabuleiro no Supremo depois da sessão da próxima terça-feira.
O resultado pode ser decisivo inclusive para definir — ou mudar — os rumos de uma eventual delação. Vorcaro sempre admitiu que buscava proteção e interlocução em Brasília — inclusive por meio do contrato com Viviane —, mas até aqui nunca se dispôs a delatar grandes figuras. Sua linha sempre foi a de relatar os fatos sob sua ótica, sustentar que não cometeu ilegalidades e evitar acusações que atingissem personagens poderosos.
APOSTA – Na avaliação de pessoas que conhecem e acompanham as investigações, isso não acontece por acaso. Vorcaro ainda aposta na sobrevivência do grupo com o qual construiu relações e espera colher, no futuro, o retorno dos ativos políticos que acumulou. A expectativa é de que o sistema encontre uma forma de sobreviver à crise e, inclusive, preservar o futuro presidente do STF.
É por isso, segundo essas fontes, que Vorcaro continua dizendo não ter nada a revelar sobre essas grandes figuras. Ele ainda aposta na sobrevivência desse grupo. Essa estratégia, porém, esbarra hoje em André Mendonça e no grupo que começa a se formar em torno da reação ao caso, sobretudo depois da retirada do sigilo dos documentos. Por isso, terça-feira virou o Dia D.
INCÓGNITAS – É quando começará a ficar mais claro para onde caminham as investigações e qual será a correlação de forças no tribunal. Há várias incógnitas: se haverá pedido de vista; se a sessão será aberta ou fechada — Fachin resiste ao fechamento —; e até que ponto ministros poderão antecipar seus votos e posições mesmo que o julgamento não termine.
O que acontecer no plenário não definirá apenas o rito do caso Master. Na avaliação de quem acompanha as investigações e os movimentos da defesa, poderá também definir a estratégia de Vorcaro daqui para frente — inclusive se ele mantém a aposta de que o sistema sobreviverá ou se chega a hora de mudar de jogo.
Supremo: Dez escorpiões numa garrafa
O Supremo meteu-se na maior encalacrada de sua história. Se pudessem ser isolados os atritos produzidos por choques de egos ou surtos de onipotência, sobraria muito pouco da crise.
Não há um fiapo de política pública separando Moraes e Mendonça. Moraes até hoje não explicou sua relação com o então banqueiro Vorcaro e Mendonça já chamou o ex-moto (que o indicou para o STF) de “profeta”.
Indo-se ao histórico dos quatro personagens da crise — Toffoli, Moraes, Dino e Mendonça — vê-se que Toffoli e Moraes entraram no processo do banco Master preocupados em apagar as luzes da sala.
Toffoli sabia que a turma do Master havia comprado parte do resort Tayayá Aquaparque. Destemido, aceitou a relatoria do caso, colocou-o sob sigilo e blindou-o. Deu no que deu.
Moraes sabia o tamanho do ervanário recebido do Master pelo escritório de sua mulher. Ainda assim, permitia que Vorcaro lhe pedisse conselhos. Novamente, deu no que deu.
Os ministros tinham motivos para suspeitar que seus desassombros custariam caro às suas biografias e tisnariam a imagem do tribunal. Nenhum deles precisava se expor. Expuseram-se porque julgaram-se invulneráveis. Enganaram-se e levaram seus colegas junto.
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Diante de revelações da Polícia Federal em torno da venda de parte do Tayayá, por exemplo, o STF deu-se ao ridículo.
Solidarizou-se com Toffoli, condenou as revelações e, discretamente, sugeriu que deixasse a relatoria, o que ele fez.
Em uma fala que deverá entrar para a história do Supremo, Dino disse do documento da ligação da Polícia Federal dos familiares de Toffoli com o resort Tayayá:
-“Essas 200 páginas (de relatório da PF), para mim, são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico.”
Fonte: O Globo, Opinião, 13/09/2026 03h30 Por Elio Gaspari
É preciso dizer não à tentativa de sabotar sessão do STF
Grupo de ministros aliados de Moraes aposta nas chicanas para adiar julgamento
Ele precisa ocorrer na 3ª e ser aberto ao público; se magistrado entende que relatório da PF é insuficiente para abrir inquérito, que vote contra
(…)
Folha de S. Paulo, Opinião, 12.set.2026 às 13h47 Por Editorial
NADA DE NOVO NO FRONT, apenas mais e mais blá-blá-blá, gogó e trololó dos me$mo$, que igual o diabo foge da cruz fogem do Borogodó, ou seja, da real solução da república, do país, da política, e da vida com convivência pacífica do conjunto da população, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, realmente diferente de tudo isso que aí está há 136 anos, posto que os me$mo$, infelizmente, tb encontram-se rendidos e dominados pela loucura compulsiva e insaciável por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, gerada pelo velho sistema de gastança, comilança e impostança, ora exaurido, tendo em vista a bomba-relógio-financeira da dívida pública, elevada cada vez mais à sua enésima potência, pronta para explodir a qualquer momento, e da carga tributária pra lá de excessiva e insuportável pela massa contribuinte, reproduzido no Brasil, há 136 anos, copiado às pressas, mal e porcamente, com frenesi total, da plutocracia putrefata norte-americana, fantasiada de democracia apenas para locupletar espertos e ludibriar inocentes úteis. Velho sistema esse, norte-americano, ora superado pela autocracia chinesa, reinventada, que no Brasil, infelizmente, encontrou campo fértil na índole, mentalidade e demência de levar o máximo de vantagem em tudo o tempo todo, que deu no estado de coisa$ e coiso$ horripilante$ que aí estão, grassando em todo o país, em todas as classes e segmentos sociais, infeliz e desgraçadamente, conjunto da obra da república dos me$mo$ contra o qual temos apenas a possibilidade de reinvenção do país representada pela RPL-PNBC-DD-ME, da qual os donos de partidos, da bipolaridade revanchista congênita da república, do establishment e da imprensa falada, escrita e televisionada dos me$mo$ estão fugindo, há cerca de 40 anos, igual o diabo foge da cruz. E tenho dito, de um jeito exclusivo, totalmente desprendido, que ninguém até esta parte da história ousou dizer, a verdade completa como Ela realmente é, sobre o conjunto da obra da república que aí está e que mantém o país capturado há 136 anos, gostem ou não gostem, aceitem que dói menos, porque não vou deixar de dizer a verdade apenas porque Ela não é nada agradável para as máfias de plantão que amam se locupletar às custas da ignorância, suor, vidas e lágrimas de inocentes úteis. https://tribunadainternet.com.br/2026/09/13/presidenciaveis-fingem-atacar-poder-do-congresso-sobre-emendas-e-evitam-detalhar-reformas/#comment-216662