Mudança no sistema eleitoral ameaça alterar o mapa de forças da Câmara

7 thoughts on “Mudança no sistema eleitoral ameaça alterar o mapa de forças da Câmara”

  1. Por que as melhores ideias não funcionam aqui?

    Kobori está certo num ponto: ou o Brasil se industrializa e assume a liderança científica e tecnológica ou morre.

    A ieia de criar uma “Embrapa da Indústria” é um projeto debatido há anos no Brasil.

    Na prática, esse conceito já saiu mal e porcamente do papel e ganhou vida sob o nome de EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

    O plano de replicar o modelo de sucesso da Embrapa no setor fabril brasileiro seguiu uma trajetória definida:

    A proposta de criar uma entidade pública voltada para pesquisa e desenvolvimento industrial, espelhada na Embrapa, surgiu inicialmente nos anos 2000 e ganhou força em 2011.

    O objetivo era reverter o processo de desindustrialização do país e incentivar as empresas nacionais a investirem em inovação, em vez de apenas importarem maquinário estrangeiro.

    O Nascimento da EMBRAPII

    Em vez de fundar uma estatal idêntica à Embrapa (com laboratórios e pesquisadores próprios), o governo federal, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), optou por um modelo mais ágil e flexível.

    Assim nasceu a EMBRAPII, qualificada como uma Organização Social (OS).

    Em vez de construir prédios do zero, ela credencia redes de laboratórios públicos e privados já existentes no país (os chamados centros de excelência, como institutos do SENAI, universidades e fundações) para transformá-los em Unidades EMBRAPII.

    Diferente dos tradicionais e burocráticos editais de fomento à pesquisa, a EMBRAPII atua com foco na agilidade de mercado:

    Divisão de Custos: Geralmente, os projetos de inovação são financiados em um modelo tripartite — a EMBRAPII cobre até 1/3 do valor com recursos não reembolsáveis, enquanto o restante é dividido entre a empresa parceira e a unidade de pesquisa.

    Inovação Aberta: O foco é resolver gargalos tecnológicos reais do setor industrial, que vão de robótica e inteligência artificial a química verde e transição energética.

    Sem Burocracia: As empresas podem negociar os projetos diretamente com os centros de pesquisa credenciados, acelerando o desenvolvimento e o registro de patentes.

    Curiosamente, a própria Embrapa possui unidades credenciadas como polos de inovação da EMBRAPII (como a Embrapa Agroenergia), unindo a pesquisa do campo com as demandas da transformação biotecnológica e química industrial.

    Mas o que vivemos na prática é uma frágil dependência, como fornecedores de matérias primas sem valor agregado.

    O setor primário é importante, mas concentrado e carente de infraestrutura.

    O setor terciário é frágil e dependente, inflado, decadente.

    A China vai nos usar e abusar e depois jogar fora.

    Com a nossa indústria destruída, atrasada, desatualizada e sem apoio.

    Além de concentrada.

    Lula não tem estatura moral para criticar sequer o dedão do pé de Vargas ou de Dom Pedro II.

    • Com a nossa indústria destruída, atrasada, desatualizada e sem apoio

      Quem começou a destruição da indústria brasileira foi a Maldita Rainha da Corrupção.

  2. O voto distrital, em qualquer das suas formas, só atende aos dirigentes dos partidos, e rouba do eleitor o valor individual do seu voto em quem ele quer votar.
    Nos Estados Unidos, que o adotam em todos os níveis de eleições, ele dá margem a que se possa eleger um presidente quando a maioria dos eleitores votou em outro candidato, e provoca, a cada eleição, uma correria dos partidos para redistribuir geograficamente os distritos para procurar favorecer mais um ou outro lado (chamam isso de “gerrymandering”). Lá eles justificam este tipo de voto como uma maneira de evitar que regiões densamente povoadas influenciem mais o resultado do que regiões menos povoadas, o que é justamente o contrário da ideia da democracia. Esse voto tem origem no período pós Guerra Civil, quando os senhores de escravos do Sul não queriam aceitar o “uma pessoa, um voto” porque eram em menor número do que os negros antes escravizados que com a abolição adquiriram o direito de votar, e não queriam que esses negros tivessem mais influência eleitoral do que os antigos senhores.
    Não há justificativa, além das manobras dos dirigentes de partidos, par implantar esse tipo de voto no Brasil. A desculpa que apresentam, de que o voto distrital serve para evitar que pessoas com um número desproporcionado de votos arrastem um número grande de candidatos de menor expressão do mesmo partido, poderia ser muito melhor equacionada estipulando-se um coeficiente redutor não linear (uma curva de redução) da atração desses votos.

  3. Dos 513 deputados, apenas 34 se elegeram com os próprios votos

    Dos 513 deputados federais eleitos em 4 de outubro de 2026, apenas 34 tiveram votos próprios suficientes para uma cadeira. Ou seja, sozinhos, eles bastariam para ocupar uma vaga inteira no próprio estado. Já os outros 479 representam 93,4% da futura Câmara. Eles chegaram lá com a ajuda dos votos dados ao partido, à federação e aos colegas de lista.

  4. 479 dos 513 deputados eleitos foram “puxados” por partido ou colegas

    Só 34 dos 513 deputados eleitos superaram esse patamar com a própria votação; em 2022, foram 28. Levantamento mostra como o sistema proporcional pesa na formação da Câmara. Veja a lista de quem não preciso dos votos do partido.

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