Confirmado! Celular de Vorcaro libera jatinho até para a ex-mulher de Toffoli

Climão' nos bastidores: como o STF negou a suspeição de Toffoli, mas o  convenceu a deixar o caso Master

Aos 58 anos, Toffoli tem muito tempo para se arrepender

Malu Gaspar
O Globo

O relatório de 200 páginas da Polícia Federal (PF) sobre as conexões entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem um trecho dedicado especialmente à advogada Roberta Rangel, com quem ele foi casado por 12 anos, até o início de 2025.

Entre os fatos apontados como indícios de suspeição para continuar como relator do caso Master estão propostas de contrato para a advogada atuar em dois processos de interesse do Vorcaro: na Operação Fundo Fake, que investigou fraudes em fundos de pensão municipais em 2020, e a votação da Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) 81, que discutia a restrição criada pelo Ministério da Educação à criação de cursos de medicina e ingressou no STF em junho de 2022.

PRISÃO REVOGADA – Vorcaro foi um dos investigados no Fundo Fake e chegou a ter sua prisão decretada em 2019, mas a ordem nunca foi cumprida e acabou revogada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Seu interesse no caso da ADC 81 teria relação com a Ulbra, universidade de que ele comprou o controle em 2022.

No julgamento, Toffoli acompanhou o ministro Gilmar Mendes mantendo as limitações para novas faculdades, o que não afetava a Ulbra. Sua posição não foi decisiva nesse ponto específico, mas teve papel central ao definir que os cursos já instalados por liminar judicial ou estivessem em fase avançada de análise no MEC poderiam funcionar – que era o caso da Ulbra.

Nas duas ações apontadas pela PF no relatório, Vorcaro encaminha ao advogado Walfrido Warde prints com as minutas de contratos para Roberta. O primeiro print, sobre a Fundo Fake, é enviado em 16 de dezembro de 2020 e o segundo, em 21 de setembro de 2022.

JATINHO CARNAVALESCO – Há ainda uma terceira ocasião em que Vorcaro menciona Roberta nas mensagens. No final de fevereiro de 2025, ele envia a um funcionário da companhia Prime You, de que ele era sócio e que operava suas aeronaves, uma autorização para Roberta usar um jatinho Embraer 500 Phenom 300 para ir de Brasília a Ourinhos (SP) no dia 1º de março de 2025, sábado de carnaval.

O aeroporto de Ourinhos é o mais próximo do resort Tayayá, que fica no interior do Paraná, próximo à divisa com São Paulo, em que Toffoli era sócio.

Todas essas informações surgem no relatório entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, como indícios que merecem avaliação para eventual arguição de suspeição ou impedimento.

NEGANDO TUDO – Procurada pela equipe da coluna, Roberta negou ter usado o avião do dono do Master e disse que não atuou de fato em nenhuma das duas ações citadas nos prints. Mas admitiu que, no caso da Fundo Fake, “pode ter constado” em procuração para defender Vorcaro. Na verdade, ela aparece como representante do banqueiro em uma decisão do desembargador Néviton Guedes, do TRF-1.

Sobre a ADC 81, Roberta disse que apenas subscreveu a procuração a pedido de Walfrido Warde – mas não como representante de Vorcaro, e sim de uma associação de escolas, a Abrafi.

TODOS ATUARAM – Afirmou, ainda, que “o Brasil todo atuou” como amicus curiae na ADC 81, uma vez que a questão era de interesse de muitos grupos e entidades. E que, de acordo com a jurisprudência do STF, esse tipo de ação coletiva, conhecida como “de controle concentrado”, não gera suspeição.

Roberta trabalhou para o Warde Advogados, que representa o Master e Vorcaro em diversos processos, entre fevereiro de 2021 e o final de 2022.

Em resposta enviada à equipe da coluna, Toffoli disse que “desde que entrou no Supremo, ele encaminhou ofício ao distribuidor declarando-se impedido de julgar todos os casos relativos à advogada Roberta Rangel, que é sua ex-esposa”. A respeito da questão de suspeição e impedimento, afirmou, ainda, que “a arguição foi arquivada por unanimidade pelo plenário do STF”.

FOI RENÚNCIA – Na verdade, Toffoli renunciou à relatoria do caso Master na última quinta-feira, após ser pressionado pelos colegas de STF em uma tensa e longa reunião a portas fechadas.

O advogado Walfrido Warde enviou uma nota em que afirma que “Roberta Rangel foi sócia do Warde Advogados em São Paulo, mas manteve seu escritório em Brasília, como a legislação permite. Warde Advogados fez uma pesquisa de procurações nos seus controles internos e no site do TRF-1. Não encontrou nada.

Warde não se recorda dessa troca de mensagens de WhatsApp. Além disso, como a reportagem mesmo informou, as propostas não são para ele”.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs jornalistas Malu Gaspar e Lauro Jardim conseguiram quebrar o bloqueio da Organização Globo, foram desmentidos pelos denunciados, mas confirmaram suas acusações, de forma irrefutável. A imprensa inteira teve de aderir, e a Suprema Corte se tornou uma nova Lava Jato, que vai movimentar o noticiário nesta segunda metade da década. E assim podemos ter esperanças de que, enquanto houver jornalistas livres, este país pode melhorar muito – e com facilidade. (C.N.)

Unanimidade no STF contra Toffoli na relatoria e revela tensão inédita na Corte

Permanência de Toffoli no caso ficou insustentável

Pedro do Coutto

A decisão unânime do Supremo Tribunal Federal de aceitar a renúncia de Dias Toffoli à relatoria do processo envolvendo o Banco Master encerra um dos episódios institucionais mais delicados dos últimos anos na mais alta instância judicial brasileira.

O desfecho, aprovado por dez votos a zero, não surpreendeu quem acompanhava de perto o ambiente interno da Corte: a permanência do ministro na condução do inquérito tornou-se politicamente insustentável, não apenas pelo conteúdo das investigações, mas sobretudo pelo impacto reputacional que começava a irradiar para o próprio tribunal.

ATRITO – A crise ganhou densidade com o crescente atrito entre o ministro e a Polícia Federal, em um momento em que a investigação passou a envolver comunicações com Daniel Vorcaro, controlador do banco sob escrutínio.

Independentemente da natureza jurídica dessas interações, sua mera existência colocou em causa a percepção pública de imparcialidade — um capital simbólico essencial para qualquer relator em processos de elevada sensibilidade política e financeira. No Supremo, onde a legitimidade depende tanto da legalidade das decisões quanto da confiança social em sua neutralidade, a erosão dessa percepção torna-se rapidamente um problema coletivo.

MAL-ESTAR – Foi precisamente essa dimensão institucional que pesou no desfecho. Ao longo das últimas semanas, relatos de bastidores indicavam que o mal-estar deixou de ser individual para assumir contornos sistêmicos, contaminando a imagem da Corte em um momento já marcado por tensões entre poderes e por forte polarização política. A renúncia, nesse contexto, funcionou como uma válvula de contenção: um gesto que busca preservar a credibilidade do tribunal e, simultaneamente, blindar os atos processuais já praticados, evitando que futuras decisões pudessem ser questionadas com base na suspeição do relator.

A unanimidade do plenário é, por si só, um sinal político inequívoco. Mais do que uma simples concordância formal, ela traduz a percepção de que o custo institucional da permanência de Toffoli ultrapassava largamente qualquer benefício jurídico. No Supremo, raramente se assiste a consensos tão claros em matérias que envolvem diretamente um de seus membros. O episódio evidencia, assim, a prioridade atribuída à preservação da autoridade do tribunal enquanto instituição, mesmo que isso implique o isolamento circunstancial de um de seus ministros.

DERROTA DE TOFFOLI – Do ponto de vista pessoal e político, a renúncia representa uma derrota significativa para Toffoli. A condução do processo transformou-se em um foco contínuo de pressão midiática e interna, colocando-o em posição progressivamente mais defensiva e hostil no espaço público. A decisão de abandonar a relatoria não apaga o desgaste acumulado, mas sinaliza uma tentativa de reposicionamento estratégico, em um cenário em que se multiplicam especulações sobre o futuro do ministro na Corte e sobre a possibilidade de abreviar seu ciclo no tribunal.

Mais do que um episódio individual, o caso revela os limites de tolerância institucional do Supremo diante de potenciais conflitos de percepção e da crescente vigilância pública sobre a atuação de seus membros. Em um ambiente democrático marcado por escrutínio permanente, a autoridade das instituições judiciais depende não apenas da correção formal das decisões, mas da confiança social em sua independência. Ao aceitar a renúncia por unanimidade, o tribunal procurou reafirmar esse princípio: a credibilidade da Justiça, sobretudo no topo do sistema, não admite zonas de ambiguidade prolongada.

Itália conclui análise e a decisão sobre extradição de Zambelli se aproxima

Corte poderá anunciar a decisão nos próximos dias

Rafaela Gama
O Globo

A Justiça italiana finalizou na última quinta-feira a análise do pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, presa desde julho do ano passado. A Corte de Apelação de Roma, onde o processo transcorre, terminou de examinar o mérito do caso hoje e deverá anunciar a sentença nos próximos dias.

A decisão, no entanto, ainda poderá ser alvo de recurso que tende a ser apresentado pela defesa de Zambelli e pelo Ministério Público do país. Antes, a análise do caso foi adiada quatro vezes e também interrompida ontem, após a defesa alegar que a audiência foi “exaustiva”.

PEDIDO NEGADO – Na terça-feira, a Justiça também negou o pedido feito pelos advogados de Zambelli para a troca dos juízes responsáveis pelo processo, em função de alegações de falta de imparcialidade do colegiado. Segundo eles, os magistrados já teriam um posicionamento favorável à extradição pelas decisões proferidas ao longo do processo.

O pedido, no entanto, não foi bem recebido por integrantes do Judiciário brasileiro, como informou o colunista Lauro Jardim. Do lado do governo brasileiro, a avaliação é de que se tratou de uma “medida desesperada” e que o “cerco” contra a ex-deputada “está se fechando”.

CONDENAÇÃO – Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão, passando a ser considerada foragida no Brasil. Em dezembro, a Corte também ordenou a cassação do mandato dela, revogando uma decisão contrária da Câmara. Ela entregou uma carta de renúncia à Casa três dias depois.

A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio, passando pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ.

A Justiça italiana decidiu mantê-la detida na penitenciária feminina de Rebibbia, na capital do país, durante o julgamento por entender que há risco de fuga. Segundo o governo brasileiro, caso seja extraditada, a ex-parlamentar ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

Toffoli não confia em bancos e aplica sua fortuna no mercado imobiliário

Não é o Toffoli, mas a mulher! Ah, bom! — Conversa Afiada

Patrimônio de Toffoli cresceu muito depois do casamento

Andre Shalders e Andreza Matais
Metrópoles

Ao longo dos últimos anos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e seu núcleo familiar construíram um patrimônio imobiliário considerável no Distrito Federal. A última aquisição é um apartamento de alto padrão, de 154 metros quadrados, no Setor Noroeste, bairro com o metro quadrado mais caro do DF.

A propriedade foi comprada pela filha de Toffoli, Pietra Ortega Toffoli, por R$ 2,5 milhões, em fevereiro passado. A escritura não menciona alienação fiduciária a bancos, ou seja, financiamento. Isso sugere que o imóvel foi comprado à vista. Hoje com 25 anos, Pietra estudou odontologia da Universidade de Brasília (UnB).

TUDO DECLARADO – Toffoli disse à coluna, por meio da assessoria, que “todas as receitas e patrimônios estão devidamente declarados e aprovados em suas declarações anuais à Receita Federal do Brasil”.

O imóvel adquirido mais recentemente por Toffoli é um apartamento no Noroeste, de 47 metros quadrados. A propriedade foi avaliada em R$ 600 mil por corretores consultados pela coluna. Foi adquirida em abril de 2024 pelo ministro. No entanto, o valor declarado na escritura foi de apenas R$ 183 mil — o que está fora da realidade de Mercado do bairro.

No ato da compra, os donos cedem o direito de “usufruto vitalício” a uma mulher de 50 anos identificada no documento como empregada doméstica.

OUTRA EMPREGADA – Em maio de 2022, Toffoli comprou uma quitinete no Lago Norte, com 31 m². O valor declarado foi de R$ 79,5 mil. Na época, o imóvel valia entre R$ 240 mil e R$ 250 mil. Hoje, corretores avaliam a mesma propriedade em cerca de R$ 350 mil.

A escritura transfere o “usufruto vitalício” do imóvel a outra mulher, de 54 anos, também identificada como empregada doméstica.

Ela informou como um de seus endereços anteriores outra propriedade da família Toffoli: uma casa de 451 metros quadrados no Lago Norte. Com dois andares e piscina, esse imóvel também está em nome de Pietra, filha do ministro. VALORIZAÇÃO – A casa foi comprada por Toffoli ainda em 2006, por R$ 700 mil. No entanto, em 2023, o ministro transferiu a propriedade para a filha, declarando o valor de R$ 2,3 milhões.

Segundo corretores especializados na região, uma casa com metragem semelhante na mesma quadra não sai por menos de R$ 4,2 milhões.

Em apenas três anos, de 2022 a 2025, Toffoli, a filha e sua então mulher, a advogada Roberta Rangel, adquiriram quatro novos imóveis, avaliados em cerca de R$ 4,9 milhões. Assim como no caso do apartamento no Noroeste, não há menção a financiamentos nas escrituras.

R$ 26,5 MILHÕES – Somados, todos os imóveis em nome de Toffoli, da filha Pietra, de Roberta Rangel e do escritório chegam a R$ 26,5 milhões em valor de mercado. Só os bens em nome do escritório somam cerca de R$ 12 milhões.

A conta é pertinente, pois o volume de trabalho de Roberta Rangel aumentou nos tribunais superiores desde a nomeação de Toffoli para o STF. O número de causas dela no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) cresceu 140% após a nomeação do ex-marido.

Enquanto esteve casada com Toffoli, Roberta Rangel também arrematou um apartamento de 83 m² no mesmo Setor Noroeste. A aquisição, à vista, ocorreu em outubro de 2023. À época, o valor declarado na escritura foi de R$ 669 mil. Hoje, porém, um apartamento com a mesma metragem e no mesmo prédio é anunciado por R$ 1,25 milhão.

UMA COBERTURA – Em dezembro passado, após o fim do relacionamento com Toffoli, Roberta Rangel comprou mais um apartamento. Desta vez, uma cobertura na Asa Norte, com área de 259 m². Um imóvel no mesmo prédio, de alto padrão, está anunciado por R$ 4,1 milhões. Novamente, não há menção a financiamento bancário na escritura.

Antes de se tornar ministro do STF, em outubro de 2009, Toffoli foi sócio de um escritório de advocacia. A banca levava o nome de “Toffoli & Rangel Advogados”, mas hoje é apenas “Rangel Advogados”.

O escritório era conduzido por Dias Toffoli e pela advogada Roberta Maria Rangel, que anos mais tarde viria a se casar com o ministro — os dois oficializaram a união em dezembro de 2013 e ficaram juntos pelo menos até meados do ano passado. O ministro foi sócio do escritório de agosto de 2005 a fevereiro de 2007.

BEIRA DO LAGO – Meses depois de Dias Toffoli tomar posse como ministro do STF, o Rangel Advogados fez uma importante aquisição: um terreno de 1.875 m² no Lago Norte. O valor declarado na compra, realizada em dezembro de 2009, foi de R$ 1 milhão. Hoje, a propriedade vale pelo menos R$ 7 milhões, segundo corretores consultados pela coluna.

A primeira dona do terreno foi a ex-deputada federal Ivete Vargas (1927-1984), sobrinha-neta do ditador Getúlio Vargas (1882-1954).

Na escritura consta o nome de casada da então presidente do antigo partido PTB: Cândida Ivete Vargas Martins. Ela é descrita no documento como “funcionária pública” e moradora do Rio de Janeiro (RJ).

DA SOGRA DE TOFFOLI – No jargão imobiliário de Brasília, o terreno é chamado de “ponta de picolé”: fica no fim da rua, com os fundos dando acesso direto ao Lago Paranoá. O terreno está vazio, tomado pelo mato.

Anos atrás, os donos cercaram o local com alambrado, depois que passou a ser usado por banhistas para acessar o lago.

Questionado pela coluna, um vizinho disse que o terreno seria “da sogra do Toffoli”

CONJUNTO DE SALAS – Além desse imóvel, o Rangel Advogados também comprou, em agosto de 2009, um conjunto de salas que somam 295 m². Esse imóvel fica em um prédio de escritórios ao lado dos principais tribunais superiores de Brasília. Hoje, vale pelo menos R$ 4,4 milhões e é o endereço do Rangel Advogados até hoje.

Até esta quinta-feira (12/2), Toffoli nunca havia mencionado publicamente nenhuma outra fonte de renda além do subsídio do STF — em janeiro, a remuneração líquida foi de R$ 46.571,74.

Nesta quinta, o ministro admitiu, em nota, ser sócio de dois de seus irmãos na empresa Maridt Participações S.A. Apesar de estar registrada em uma casa simples e sem indícios de atividade empresarial em Marília (SP), a Maridt era dona de 17% do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (SP), até março passado. Na Receita Federal, o capital social declarado da Maridt é de apenas R$ 150.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Vejam que Toffoli é inovador em termos de ganhar dinheiro rapidamente, mas continua a ser conservador ao escolher investimento, preferindo aplicar sua fortuna em imóveis, que não tem o mesmo risco do que investir em bancos como o Master… Ele sabe que dinheiro na mão é vendaval. (C.N.).

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Andrei Rodrigues enfrentou o Supremo de peito aberto

Carlos Newton

O clima de carnaval que invade o país passa longe, muito longe, da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Na capital, que sempre se esvazia nessa época do ano, a crise do Supremo atinge também o Planalto e o Congresso, em função das ligações perigosas do banqueiro Daniel Vorcaro com muitas das principais autoridades da República.

Nesta sexta-feira, 13, as bruxas estiveram soltas em Brasília e não estavam fantasiadas. Eram assombrações de verdade, que na véspera se infiltraram na reunião secreta dos dez integrantes do Supremo Tribunal Federal e depois divulgaram as patéticas e comprometedoras afirmações dos ministros que apoiaram apaixonadamente o companheiro Dias Toffoli.

PODER360 – Certamente influenciadas pelo nome do excelente portal de notícias criado por Fernando Rodrigues (ex-Folha), um jornalista de verdade, as bruxas resolveram demonstrar que o Supremo, o Congresso e o Planalto na verdade não têm o poder que julgam possuir. Nas democracias modernas, o poder de fato é exercido pela imprensa livre, que funciona como fiscal do povo, em todos os sentidos.

E assim, o Poder360 foi escolhido pelas bruxas para revelar, passo a passo, o que aconteceu na reunião sigilosa, mostrando como se posicionou cada ministro e como sete deles tiveram a desfaçatez de apoiar Toffoli, em nome de um corporativismo indecoroso, vexatório e constrangedor.

A transição dessas manifestações deploráveis foi tão perfeita que ficou instalada uma crise de confiança entre os ministros da corte. Surgiu então a suspeita de que Dias Toffoli tenha gravado a reunião, fato que ele imediatamente tentou desmentir.

A QUEM INTERESSA? –  A suspeita surgiu sobre Toffoli, porque a divulgação minuciosa do conteúdo da reunião só interessava a ele, exclusivamente a ele, para mostrar ao respeitável público que o ministro foi “absolvido” de seus “crimes” por sete votos a dois, uma maioria massacrante e ordinária, formada por Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.

Apenas Edson Fachin e Cármen Lúcia defendiam que Toffoli fosse afastado da relatoria do caso Master, por suspeição, devido às numerosos e fartas provas obtidas pela Polícia Federal.

Os outros oito – incluindo Toffoli, é claro – fizeram questão de atacar a Polícia Federal, dizendo que seu diretor Andrei Rodrigues descumprira a lei, ao fazer a denúncia diretamente a Fachin.

FIM DA DITADURA – Esse inesperado incidente, provocado pela postura digna e republicana do diretor da PF, mostra que a chamada “Ditadura do Judiciário” é uma balela. A sociedade moderna tem instituições e instrumentos que obrigam a preservação da democracia.

Nos últimos tempos, a Polícia Federal tem mostrado que pode ajudar muito a limpar este país, especialmente quando consegue apoio da parte saudável da Justiça, que existe e não compactua com a atual tendência autoritária, conforme ficou comprovado durante a Lava Jato.

Assim, o Brasil fica devendo a Andrei Rodrigues essa importantíssima iniciativa de enfrentar a ridícula e perigosa Ditadura do Judiciário. Constata-se que é um delegado federal que enfrenta a corrupção de cabeça erguida e peito aberto, sabendo que a História não perdoa aqueles que se acovardam e se curvam diante dos poderosos. É desse tipo de gente que o Brasil precisa.

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P.S. –
Comprem caminhões de pipocas. A briga está apenas começando. (C.N.)

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Saída negociada evitou o julgamento sobre suspeição

Andréia Sadi
G1

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou, durante reunião com colegas nesta quinta-feira (12), certa resistência em deixar a relatoria do inquérito que apura fraudes bilionárias do Banco Master.

No entanto, com o desenrolar da reunião com os demais ministros, Toffoli foi se convencendo de que o melhor caminho era mesmo a saída da relatoria do caso, para diminuir o desgaste da Corte perante a opinião pública e para preservar os atos tomados sobre as investigações da Polícia Federal realizadas até o momento.

NOVO RELATOR – Com a saída de Toffoli da relatoria, os atos praticados pelo ministro no inquérito ficam mantidos, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso.

Segundo relatos de um ministro que participou da reunião desta quinta, Toffoli entendeu, na conversa com os colegas, que todo o desgaste não estava valendo a pena e pediu para sair do caso.

Esse ministro contou que, na audiência, Toffoli chegou a dizer que estava atendendo a todos os pedidos da Polícia Federal, mas que, ainda assim, o desgaste só aumentava.

DESGASTE DO STF – Os demais magistrados, na reunião, argumentaram que o desgaste não estava afetando somente Toffoli, mas a Corte como um todo, diante das notícias sobre as relações do ministro e seus familiares com fundos ligados ao Banco Master.

Na reunião, o presidente do STF, Edson Fachin, fez a leitura de trechos do relatório da PF com menções a Toffoli em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master. No encontro, Toffoli foi respondendo cada um dos pontos levantados pela PF, segundo um ministro presente à audiência.

Ainda assim, Toffoli se convenceu de que o melhor caminho era deixar a relatoria do caso Master. Os demais ministros do STF avaliaram que uma eventual declaração de suspeição de Toffoli abriria um precedente indesejado pelos magistrados.

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Chiquinha Gonzaga, uma mulher à frente de sua época

Paulo Peres
Poemas & Canções

A regente, dramaturga, pianista e compositora carioca Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga (1847-1935) compôs a marcha-rancho “O Abre-Alas” para o Cordão Rosa de Ouro, do bairro do Andaraí, em 1899, primeiro grande destaque carnavalesco que se tem registro na MPB, segundo a História da Música Popular Brasileira – Grandes Compositores, da Abril-Cultural.

O ABRE–ALAS
Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas!
Que eu quero passar (bis)
Eu sou da lira
Não posso negar (bis)
Ó abre alas!
Que eu quero passar (bis)
Rosa de Ouro
É que vai ganhar (bis)

No fio da legitimidade, o Supremo depende do conteúdo do celular de Vorcaro

Caso Master leva Toffoli ao centro da crise

Marcelo Copelli
Revista Fórum

O Supremo Tribunal Federal entrou em uma zona de desconforto institucional que não pode ser tratada como detalhe. O Caso Master, iniciado como investigação sobre a liquidação de um banco, passou a envolver diretamente o ministro Dias Toffoli, após a Polícia Federal identificar menções ao seu nome em mensagens extraídas do celular do controlador da instituição, Daniel Vorcaro. A partir daí, o que era um processo financeiro tornou-se um teste de credibilidade para a mais alta Corte do país.

Os fatos conhecidos são objetivos. A empresa da qual Toffoli é sócio — a Maridt Participações — recebeu valores decorrentes da venda de participação no resort Tayayá, no Paraná, operação que envolveu fundos ligados ao grupo empresarial de Vorcaro.

O ministro confirmou a transação e afirmou que os valores foram recebidos de forma regular, negando qualquer favorecimento ou vínculo que comprometesse sua atuação. No plano formal, a operação foi apresentada como legítima. No plano político, porém, a coincidência entre a transação empresarial e a relatoria do caso abriu um campo inevitável de questionamentos.

RELAÇÕES EMPRESARIAIS – A tensão não reside na existência da venda, mas na sobreposição entre relações empresariais e função jurisdicional. Em democracias constitucionais maduras, imparcialidade não se resume à ausência de ilegalidade.

Exige também distância inequívoca de qualquer circunstância que possa comprometer a aparência de neutralidade. Quando o nome do ministro surge em comunicações apreendidas de um investigado — ainda que em contexto negocial — a discussão sobre eventual suspeição deixa o terreno abstrato e passa ao centro do debate institucional.

O impacto extrapolou o Supremo quase imediatamente. Em Brasília, o avanço das investigações passou a ser acompanhado com atenção redobrada por setores políticos que mantiveram interlocução institucional com o Banco Master antes de sua liquidação.

LIGAÇÕES PERIGOSAS – A instituição operava com entes públicos e mantinha relações com bancos regionais, inserindo seu controlador em ambientes de influência relevantes.

No Distrito Federal, operações envolvendo o Banco Master e o BRB, banco estatal vinculado ao governo local, acrescentaram sensibilidade ao cenário. O governador Ibaneis Rocha, cuja administração mantém relação institucional com o banco regional, observa o desdobramento dos fatos sob pressão ampliada.

Não há, até o momento, imputação formal contra o governador no âmbito do inquérito. Ainda assim, a possibilidade de que a análise de dados telemáticos amplie o mapa de conexões institucionais já é suficiente para tensionar o ambiente político.

REDES DE CONTATO  – Entre as lideranças do Centrão, a leitura é pragmática. O bloco consolidou influência a partir de presença estratégica em estruturas administrativas, instituições financeiras públicas e articulações parlamentares. Investigações que tangenciam agentes com trânsito político raramente permanecem circunscritas ao ponto de origem. A experiência recente mostra que a exposição de comunicações digitais tende a revelar redes de contato que, mesmo quando institucionais, tornam-se politicamente sensíveis sob escrutínio público.

Nesse contexto, o Caso Master deixa de ser apenas um inquérito financeiro e passa a representar um foco potencial de instabilidade. A previsibilidade institucional é elemento central para a sustentação das coalizões no Congresso. Qualquer tensão envolvendo o Supremo — sobretudo quando cruza interesses do sistema financeiro e atores políticos — repercute imediatamente na arena legislativa.

Para o STF, contudo, o desafio é mais profundo. A Corte não enfrenta apenas uma questão processual, mas uma decisão de natureza simbólica. A permanência de Toffoli na relatoria poderia encontrar amparo nas regras formais. A discussão sobre o seu afastamento, entretanto, transcende a literalidade da norma. Ela alcança o campo mais sensível das instituições: a confiança pública.

ISENÇÃO – A autoridade de uma Corte constitucional não se sustenta apenas na validade técnica de seus atos, mas na convicção coletiva de que seus julgadores atuam sem qualquer sombra capaz de comprometer sua isenção. Em momentos críticos, instituições sólidas costumam optar por medidas que preservem sua integridade estrutural, mesmo quando a estrita legalidade não as impõe.

É nesse ponto que o afastamento de Tofffli deixa de ser percebido como gesto individual e passa a assumir natureza institucional. O instituto da suspeição não existe apenas para sancionar desvios, mas para resguardar a autoridade do julgamento. Quando circunstâncias externas produzem questionamentos consistentes — mesmo que não configurem irregularidade — o afastamento pode funcionar como instrumento de proteção da própria decisão futura.

A manutenção da relatoria prolongava o debate sobre isenção. O afastamento, por sua vez, não encerra a controvérsia no plano simbólico nem reforça a autoridade do desfecho que vier a ser proferido.

DIVISOR – O Caso Master tornou-se, assim, um divisor. Ele mede não apenas a capacidade investigativa do Estado, mas a maturidade institucional do Supremo. A Corte não está apenas julgando um processo. Está sendo avaliada quanto à sua habilidade de preservar a própria credibilidade em meio à turbulência.

Em um ambiente de polarização estrutural, não basta estar juridicamente correto. É necessário estar institucionalmente incontestável. A história das cortes constitucionais demonstra que momentos críticos não são lembrados pela minúcia técnica das decisões, mas pelo grau de prudência adotado diante da crise.

A questão que se impõe é objetiva. A resposta define se o Supremo atravessará este episódio apenas formalmente intacto — ou historicamente fortalecido. E, em tempos de tensão institucional, essa diferença não é detalhe. É destino.

Ligação com o Master já é ameaça à candidatura de Ibaneis ao Senado

Governador Ibaneis Rocha adia reabertura do comércio do Distrito FederalVicente Limongi Netto

O governador Ibaneis Rocha não perde a pose. Foi convidado, mas bateu o pé e disse que não vai dar esclarecimentos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre envolvimento do Banco Regional de Brasília (BRB) com o sujo Banco Master.

Ibaneis tem medo de quê? Se não quer ir ao Senado, é porque algo muito podre existe no conluio BRB/Master.  A base política do rico advogado Ibaneis está caindo.  O cheiro podre em volta do governador e áulicos fede mais do que lixo hospitalar. 

FAZ VERGONHA – A antiga banca de Ibaneis não se sustenta mais. Foi eleito devido à decepção popular com a classe política, mas essa ilusão acabou se desfazendo. Hoje, Ibaneis envergonha Brasília e o MDB.

Antes do escândalo do BRB com Master, Ibaneis ainda trafegava em céu azul, de brigadeiro. Poderia ser eleito com certa facilidade para o Senado. Agora, desmascarado e chamuscado, bate o desespero e já pensa em ser candidato a deputado federal.

O senador Renan Calheiros, presidente da poderosa CAE, enfatiza que as investigações serão firmes, claras e fortes. Doa a quem doer. O veterano parlamentar avisa que vai fundo. Não está para brincadeira. Diz que ninguém será poupado. Mesmo sendo governador do MDB, como Ibaneis, que é do mesmo partido de Renan Calheiros.

PARECIDOS – O BBB 26 exibiu uma prova onde os participantes teriam que responder as perguntas, optando por decidir entre falso ou verdadeiro.

A semelhança com políticos e magistrados é forte coincidência. Jogam de acordo com suas conveniências. Falsos engomados e falsos togados.

FÉ EM DEUS – A deputada federal Roseana Sarney foi operada em São Paulo de câncer triplo de mama. Passa bem e amanhã, sábado, já vai para casa.

Ex-governadora e ex-senadora, Roseana enfrenta diversas doenças faz tempo. Vence os obstáculos de saúde com bravura invulgar. Deus e Maria no comando. Com Roseana. Sempre.

Piada do Ano! Toffoli alega que todo dinheiro que recebe é “dentro da lei”

Tribuna da Internet | Pressionado, Toffoli empurra decisão sobre caso  Master e amplia desgaste no Supremo

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Mônica Bergamo
Folha

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli recebeu dinheiro da empresa Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele disse que isso ocorreu, naquela época, por ser sócio da empresa junto a outros familiares.

A explicação foi dada por ele a interlocutores depois que a Polícia Federal passou a apurar a transferência de recursos para o magistrado.

É a primeira vez que o magistrado detalha seu envolvimento com o resort e a companhia dos irmãos. De acordo com a explicação dada por Toffoli, ele é sócio há vários anos da Maridt, que seria uma típica empresa familiar.

FALSA SOCIEDADE ANÔNIMA -No entanto, seu nome não aparece nos documentos públicos da empresa, porque ela é uma “Sociedade Anônima de livro”, em que o nome dos acionistas não é acessível a terceiros, como nas companhias abertas.

Por isso apenas o nome de dois de seus irmãos – o engenheiro eletricista José Eugênio e o padre católico José Carlos Toffoli – são públicos, por serem eles os administradores da empresa.

De acordo ainda com Toffoli, todas as transferências de recursos, feitas ao longo de diversos anos, foram lícitas e declaradas à Receita Federal. Têm origem e destino rastreáveis.

CASO DO RESORT – A Maridt era dona de 33% do resort Tayayá, que foi vendido em 2021 para o fundo Arleen, parte de uma teia controlada pelo banco Master.

O ministro afirmou a interlocutores também que o próprio fundo já vendeu as ações para terceiros, e com lucro. O negócio, portanto, teria sido lícito. E na época, Vorcaro não frequentava as páginas policiais e era considerado um banqueiro em ascensão.

Por fim, para alegar inocência, o ministro apontou também nos diálogos que todos os pedidos feitos pela Polícia Federal contra Vorcaro foram deferidos por ele — entre outros, novas buscas e apreensões nas investigações que apuram irregularidades na condução do Master.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Chico Anysio, Érico Veríssimo, Bussunda, Jô Soares, Luís Fernando Veríssimo, Millôr Fernandes, Nani, Ronald Golias, José Vasconcellos e muitos mais… Realmente o Brasil tem perdido muitos humoristas. Mas não se pode deixar de reconhecer o talento extraordinário de Dias Toffoli, que faz uma piada atrás da outra, é um comediante incansável. (C.N.)

Lula e Flávio Bolsonaro: o centro da polarização eleitoral em 2026

Não há nomes capazes de pulverizar o eleitorado

Pedro do Coutto

À medida que as eleições presidenciais de 2026 se aproximam, o cenário político brasileiro começa a se cristalizar em torno de dois nomes: o presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Levantamentos do Instituto Genial/Quaest indicam que, em cenários de primeiro turno, Lula continua à frente, mas a distância para Flávio tem se reduzido — apontando para uma polarização mais estreita entre os dois principais contendores da disputa pelo Planalto.

A pesquisa divulgada em fevereiro de 2026 mostra Lula liderando com percentuais que variam entre cerca de 35% a 39% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em consolidada segunda posição, oscilando em torno de 29% a 33% das intenções de voto nos cenários testados. Esse desempenho consolida o senador como o principal nome da oposição ao atual mandato petista, após a decisão de outros prováveis candidatos da direita, como Tarcísio de Freitas, optarem por estratégias eleitorais diferentes.

VANTAGEM – No segundo turno, a vantagem de Lula permanece em todos os cenários testados, inclusive no confronto direto com Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento mais recente, o presidente apareceria com 43% contra 38% do senador, uma diferença de cinco pontos percentuais — menor do que nos levantamentos anteriores e que demonstra a maior competitividade do nome alinhado ao PL.

Essa evolução numérica reflete mais do que simples flutuações: ela aponta para uma consolidação política e simbólica de Flávio como representante de um bloco conservador, que tenta canalizar, ao mesmo tempo, o eleitorado bolsonarista tradicional e setores insatisfeitos com outras alternativas da direita. A capitalização desses votos tem ampliado a presença de Flávio nas simulações e reduzido a margem entre ele e o presidente, ainda que Lula mantenha consistentemente a liderança em território nacional.

Por outro lado, a trajetória de Lula na preferência dos brasileiros — embora superior em todas as sondagens — não é isenta de desafios. A redução da vantagem, especialmente em confrontos diretos, pode ser interpretada como um alerta sobre a erosão potencial de seu apoio em determinados segmentos do eleitorado, particularmente entre eleitores preocupados com questões como segurança pública e economia. Essas agendas tendem a favorecer candidatos de oposição que propõem uma abordagem mais dura nesses temas, e Flávio Bolsonaro tem buscado se posicionar nesse campo.

POLARIZAÇÃO – Outro aspecto relevante da pesquisa é a ausência de outros nomes capazes de pulverizar significativamente o eleitorado e tirar protagonismo da polarização entre Lula e Bolsonaro. Isso sugere que, para grandes parcelas do eleitorado, a disputa se resume a uma escolha entre continuidade e mudança dentro de um quadro já bastante conhecido pelo público.

A corrida presidencial de 2026, conforme retratada pelas sondagens mais recentes, está cada vez mais definida entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A liderança do atual presidente se mantém, mas a subida de Flávio sinaliza uma oposição mais competitiva — fator que pode moldar tanto as estratégias de campanha quanto a dinâmica política dos próximos meses. Nesse jogo complexo de expectativa e desafio, a polarização se acentua, refletindo não apenas escolhas eleitorais, mas tensões profundas da sociedade brasileira contemporânea.

Empresa dos irmãos de Toffoli recebia “mesadas” de escritórios de advocacia

Toffoli arquiva ação contra Alckmin envolvendo Odebrecht - 21/10/2024 -  Poder - Folha

Marca registrada de Toffoli era sua total irresponsabilidade

Mario Sabino
Metrópoles

O caso do Banco Master é de uma gravidade absoluta. Tanto é que, assim como o escândalo Epstein, nos Estados Unidos, há muita gente poderosa querendo abafá-lo, porque implicada até o último CDB com Daniel Vorcaro, o banqueiro das luzes (no cabelo).

A PF, no entanto, não quer largar esse osso duro de roer, pelo bem geral da nação, e aspectos importantes da investigação transpiraram por meio do jornalista Lauro Jardim, em O Globo.

“Alguns ministros do STF já foram alertados que o correr das investigações do caso Master vai respingar com força na Corte”, lê-se na coluna do meu ex-colega de revista. Respingar com força pode ser traduzido como enlamear.

HISTÓRIA NEBULOSA – O resort Tayayá, que no papel pertencia aos irmãos de Dias Toffoli, permanece no foco da Polícia Federal. O primo do ministro, Mario Umberto Degani, fundador do resort, seria “a chave para se abrir muitas portas dessa história nebulosa”, diz o jornalista.

Não faltam nuvens e, para o leitor do Metrópoles entender o tamanho da encrenca que se avizinha, organizo, aqui, a sequência do que Lauro Jardim publicou.

Depois de ter uma parte vendida ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, curioso misto de pastor e fisiculturista, o Tayayá foi repassado a um advogado da J&F, o conglomerado dos irmãos Batista que teve uma multa judicial de R$ 10,3 bilhões cancelada por Dias Toffoli.

EMPRESA FAMILIAR – No meio dos rolos de venda e compra do resort, estava uma empresa chamada Maridt, que oficialmente pertence aos irmãos de Dias Toffoli.

“A Maridt vendeu em 2025 sua parte no resort Tayayá. Possuía um terço do negócio. Tinha como sócio o pastor Fabiano Zettel. Há uma série de dúvidas que investigações sobre a Maridt podem esclarecer”, escreve Lauro Jardim.

As dúvidas estão longe de ser singelas: a empresa dos Toffoli prestaria consultorias? Teria contratos com escritórios de advocacia dos quais recebia pagamentos mensais?

LAVAGEM DE DINHEIRO – De acordo com o jornalista, “há suspeitas de que a resposta é sim para ambas a perguntas. A quem exatamente a Maridt transferia diretamente o dinheiro que recebia por esses trabalhos é o que se vai querer saber”.

Outra notícia aponta para uma fonte de pesadelos em Brasília: os cinco celulares de Vorcaro, um deles com “segurança pesada”.

Segundo Lauro Jardim, em um desses celulares “há ao menos uma mensagem do pastor Fabiano Zettel, seu braço direito para transações heterodoxas, pedindo que alguns pagamentos fossem liberados, pois estava sendo cobrado insistentemente por uma autoridade da República”. Que autoridade seria essa?

Toffoli está inconsolável, porque a Polícia rasgou sua fantasia antes do Carnaval

Toffoli dá 10 dias para Câmara enviar informações sobre tramitação da ...

Dias Toffoli pretende continuar saindo fantasiado de ministro…

Carlos Newton

De quem é a culpa? Ora, é lógico que os culpados são Lula da Silva e José Dirceu, que inventaram a nomeação de José Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal. É preciso ser altamente irresponsável para ter a ousadia de nomear para o STF um cidadão sem a menor experiência em Direito e com agravante de ter sido reprovado duas vezes para concurso de juiz estadual.

Antigamente, os governantes tinham mais respeito ao interesse público e realmente indicavam juristas com notável saber e reputação ilibada. Mas isso non ecziste mais, diria padre Quevedo.

SEM CONDIÇÕES – Toffoli não tem e não tinha nenhum dos requisitos necessários para chegar ao Supremo. Agora, sabe-se que também não cultivava os pressupostos de honestidade, moralidade e respeitabilidade.

Não é de hoje que se passou a saber que o ex-advogado do PT é um homem sem escrúpulos, dedicado ao enriquecimento ilícito, assim como Dirceu, Lula, Palocci, Frei Chico, Lulinha, Mantega e tantos mais, para citar apenas membros do PT, pois os demais partidos não ficam atrás nesse quesito.

Toffoli já deveria ter sofrido impeachment desde julho de 2018, quando a revista Crusoé publicou que a partir de 2015 ele passou a receber  mesada de R$ 100 mil de sua mulher, a advogada Roberta Rangel.

CASO ABAFADO – Segundo essa publicação do site O Antagonista, Toffoli ja tinha recebido repasses de R$ 4 milhões, sem declarar ao Imposto de Renda, com a área técnica do Banco Mercantil indicando lavagem de dinheiro, mas o caso acabou abafado. Assim, como a impunidade foi facilmente alcançada, Toffoli não parou por aí e saiu dando decisões que protegiam corrutos notórios, como os empreiteiros envolvidos na Lava Jato.

Nesse embalo, o surpreendente ministro não conhecia limites e tomava decisões estapafúrdias, favorecendo empresas que contratavam sua esposa como advogada, como o caso da J&F. 

Foi Toffoli quem cancelou a multa de R$ 10,3 bilhões que tinha sido imposta à J&F dentro do acordo de leniência firmado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista com o Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Greenfield. Mesmo assim, o audacioso ministro continuou impune.

SEM FANTASIA – Somente agora, quase oito anos depois da primeira denúncia, é que o Supremo foi cobrado a afastar Toffoli de um de seus rentáveis processos – o caso do Banco Master.

E quem denunciou os crimes do ministro foi a própria Polícia Federal, que nem possui poderes para fazê-lo, mas se viu obrigada a recorrer direto ao presidente do STF, Edson Fachin, por não confiar no procurador-geral Paulo Gonet, ex-sócio e amigo íntimo de Gilmar Mendes, que todos sabem ser da mesma coudelaria de Toffoli e Alexandre de Moraes.

Às vésperas do Carnaval, os policiais federais invadiram o Bloco dos Sujos e rasgaram a fantasia de Dias Toffoli, que não mais poderá desfilar na avenida do enriquecimento ilícito.

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P.S.
Apesar do Carnaval, daqui para a frente o noticiário sobre Toffoli vai dominar a mídia. A imprensa livre derrotou fragorosamente a imprensa amestrada. Agora, é todo mundo a favor do impeachment de Toffoli. E o que vem pela frente não parece difícil de prever. Alexandre de Moraes, por exemplo, pode até achar (?) que o escândalo de  Toffoli desviará as atenções sobre ele, mas está enganado, pois já foi escolhido como a próxima vítima, por 129 milhões de motivos, como diz o jornalista Mário Sabino. Quanto a Gilmar Mendes, o poderoso chefão de Toffoli e Moraes, não será surpresa se pedir aposentadoria. Ele acaba se perde a mulher, que pediu o divórcio, e nada impede que perca também o emprego. (C.N.)

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