Corina, líder da oposição, pede que a Venezuela seja devolvida ao seu povo

O que María Corina Machado disse a VEJA sobre uso da força para derrubar  chavismo | VEJA

Corina tenta evitar que os americanos “colonizem” o país

José Carlos Werneck

À luz dos preceitos do Direito Internacional, a única solução para a situação da Venezuela é a posse imediata de Edmundo González Urrutia, candidato escolhido pelos eleitores e que teve sua ascensão ao poder impedida pelo ditador Nicolás Maduro.

E esse é, também, o pensamento da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, em seu primeiro pronunciamento oficial, após a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro.

DIZ CORINA – A líder oposicionista reivindicou que Edmundo González Urrutia, adversário de Maduro nas eleições de 2024, assuma o poder em Caracas “imediatamente”.

Corina, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, publicou uma nota no início da tarde deste sábado, horas após o anúncio da ação americana pelo presidente dos EUA, Donald Trump, celebrando a chegada da “hora da liberdade”.

“Este é o momento dos cidadãos. Para aqueles de nós que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Para aqueles de nós que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as compõem”, escreveu em nota publicada em seu perfil no X”.

VITÓRIA FORJADA – Nas últimas eleições presidenciais realizadas em julho do ano passado na Venezuela, María Corina, impedida de participar do pleito por inelegibilidade decretada em 2023, se aliou a González Urrutia para se opor ao presidente chavista.

Apesar da vitória forjada de Maduro, reeleito para o terceiro mandato, ter sido confirmada pelas autoridades eleitorais venezuelanas, a oposição rejeitou o resultado do pleito, demonstrando robustamente que as eleições teriam sido fraudadas sob o regime ditatorial de Maduro.

Grande parte da comunidade internacional aderiu ao posicionamento dos adversários do líder venezuelano e diversos países reconheceram González Urrutia como presidente legítimo do país, incluindo os Estados Unidos.

ESTÁ ASILADO – Diante das ameaças de prisão que recebeu do governo venezuelano após as eleições, o adversário de Maduro saiu do país em setembro em direção à Espanha, onde vive asilado desde então.

Em seu comunicado, demonstrando confiança numa possível posse do parceiro de chapa, María Corina pediu aos venezuelanos que se preparem para “implementar” algo que prometeu comunicar “em breve” por meio de seus canais oficiais.

“Hoje, estamos preparados para exercer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que a Transição Democrática seja alcançada. Uma transição que precisa de todos nós”, afirmou a líder oposicionista.

“Samba de Verão”, de Paulo Sérgio e Marcos Valle, fez sucesso no mundo inteiro

Tribuna da Internet | A viola enluarada dos irmãos Valle jamais será  esquecidaPaulo Peres
Poemas & Canções

Os irmãos cantores e compositores cariocas Paulo Sérgio Kostenbader Valle e Marcos Kostenbader Valle fizeram em parceria “Samba de Verão”, um dos maiores clássicos da Bossa Nova, que se tornou sucesso internacional, com grande número de regravações.  A canção foi gravada originalmente no LP “Braziliance: A música de Marcos Valle”, em 1967, pela Odeon.

A música chegou ao segundo lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos, onde teve pelo menos 80 regravações.

SAMBA DE VERÃO
Paulo Sergio Valle e Marcos Valle

Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim
E passou, nem parou
Mas olhou só pra mim
Se voltar vou atrás
Vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor
Foi feitinho prá dar

Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente
Para ver
A menina que vem

Ela vem sempre tem
Esse mar no olhar
E vai ver, tem que ser
Nunca tem quem amar
Hoje sim, diz que sim
Já cansei de esperar
Nem parei, nem dormi
Só pensando em me dar

Peço, mas você não vem
Bem, Deixo então
Falo só
Digo ao céu
Mas você vem
Deixo então
Falo só
Digo ao céu
Mas você vem

Lula chega a 2026 com pacote eleitoral travado e base instável no Congresso

Se Vorcaro fizer delação premiada, a terra vai estremecer em Brasília

Charge do Aroeira | Metrópoles

Charge do Aroeira (Metrópoles)

Roberto Nascimento

O presidente Edson Fachin está isolado na Côrte Constitucional. O projeto do Código de Conduta, proposto por ele antes do caso do Banco Master, conta com um único apoio – da ministra Carmem Lúcia, que é solteira, não tem irmãos nem filhos advogados.

Logo a seguir, com o escândalo do Marques, a credibilidade do Supremo Tribunal Federal junto à opinião pública. no final do ano despencou a quase zero.

APOIO A PARENTES – Mudaram a Lei para permitir que parentes de ministros tivessem autorização para advogar nos Tribunais Superiores nos processos em julgamento. Até Luiz Fux foi a favor, por causa do filho que enriquece advogando nos tribunais superiores.

Somente Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Carmem Lúcia e Rosa Weber votaram contra. É por essa razão que Luiz Fux está calado, com seu boi na sombra. Apenas Carmem Lúcia está fora dessa encrenca.

Agora, os ministros estão envergonhados com o supercontrato da esposa de Alexandre de Moraes para salvar o banco Master, somente Gilmar Mendes veio a público defender Moraes, enquanto Dias Toffoli entrava no esquema, e está trabalhando não somente para o Banco Master, mas também para a J&F, a antiga Friboi.

SONHO INÚTIL – Apesar da repercussão negativa do caso Master, o ministro Toffoli ainda acredita que tem condições de suspender a liquidação do Master, embora o efeito possa ser pior do que uma bomba atômica.

No Judiciário e no Congresso, muitos personagens temem a delação premiada de Vorcaro, alguns estão tremendo de medo.

A credibilidade do Brasil no Fundo Monetário Internacional, por causa de Moraes, Toffoli e de Jhonatan de Jesus, novo ministro do Tribunal de Conta da União, pode prejudicar o grau de investimentos no Brasil. E esse TCU, vale algum tostão furado, a não ser como cabide de emprego de parlamentares aposentados?

UM TURBILHÃO – O país está atônito com os fatos que vem sendo revelados.

Chego a sentir pena do ministro Alexandre de Morais. Ele está completamente desconfortável com tudo isso. Quanto a Dias Toffoli, sua frieza é impressionante. Não liga para nada, porque acha que está acima do bem e do mal.

Fachin está tão isolado, que perdeu as condições de agir no caso Master, enquanto Toffoli decretava segredo em fatos de interesse público e marcava acareação  antes dos depoimentos. Depois recuou, mas manteve as perguntas a Daniel Vorcaro (Banco Master), Paulo Henrique Costa (BRB) e Ailton de Aquino (Banco Central), através da delegada federal Janaina Palazzo.

DELAÇÃO NA MIRA – Tentam uma saída para Daniel Vorcaro, que ameaçou delação premiada e assustou gregos e troianos em Brasília. A delação desse fraudador e corrupto causaria um terremoto na capital da gastança.

Ibaneis Rocha, governador de Brasília, não consegue dormir, de tão preocupado. Cláudio Castro, governador do Rio, teme o fim da sua carreira política e vê sua candidatura ao Senado escapar pelos dedos.

Davi Alcolumbre também está metido nessa, através de seu apaniguado no Amapá, que torrou dinheiro no Master através do Instituto de Previdência. Uma delação pegaria todo mundo.

Entre a queda do ditador e o peso da força: a Venezuela no fio da navalha

América do Sul observa ações de Trump com apreensão

Pedro do Coutto

É difícil — para não dizer impossível — aplaudir a ação militar americana que resultou na prisão de Nicolás Maduro ao lado de sua esposa. A política internacional raramente oferece escolhas simples, e a Venezuela, hoje, está no centro de um dilema que preocupa não apenas seus cidadãos, mas todo o continente sul-americano.

A captura de Maduro não encerra a crise venezuelana; ao contrário, abre uma fase ainda mais delicada. A pergunta inevitável é: quais serão os próximos passos de Washington? A história recente da política externa dos Estados Unidos recomenda cautela. Intervenções realizadas em nome da democracia frequentemente produziram efeitos colaterais duradouros, instabilidade regional e dependência política.

“ADMNISTRAÇÃO” – O anúncio do presidente Donald Trump de que haverá uma “administração de transição” para conduzir o país rumo a uma solução democrática soa, no mínimo, vago. Não há prazos, não há um desenho institucional claro e tampouco garantias de que essa transição será, de fato, temporária.

O próprio Trump demonstrou incerteza ao falar sobre como essa administração funcionará e por quanto tempo permanecerá. Essa indefinição alimenta o temor de uma ocupação prolongada, ainda que não formal, em um país já devastado por anos de crise. A ausência de um cronograma e de compromissos objetivos com a soberania venezuelana fragiliza o discurso democrático e fortalece a narrativa, tão comum na região, de que a força se sobrepõe ao direito.

Há também o custo humano, frequentemente relativizado nos discursos oficiais. A operação militar que levou à prisão de Maduro deixou cerca de 40 mortos. Não se trata de um “dano colateral” abstrato, mas de vidas interrompidas em um país que já convive com escassez, migração em massa e trauma coletivo. Democracia alguma se constrói sobre cadáveres ignorados, e esse preço pesa sobre qualquer avaliação moral da ação.

PETRÓLEO – O petróleo, por sua vez, surge como um elemento central — talvez decisivo — nesse novo capítulo. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas do mundo, e Trump foi explícito ao afirmar que empresas americanas terão papel relevante na retomada do setor petrolífero.

Do ponto de vista econômico, é compreensível que os Estados Unidos busquem segurança energética e oportunidades para suas companhias. Do ponto de vista político, porém, isso torna o discurso humanitário mais frágil. Quando a democracia caminha lado a lado com interesses econômicos bilionários, a desconfiança se instala quase automaticamente.

SEM LEGITIMIDADE – O complexo petrolífero venezuelano é extremamente sensível. Qualquer mudança abrupta, sem consenso interno e sem legitimidade reconhecida pela sociedade, pode aprofundar tensões e gerar novos conflitos. A reconstrução institucional do país exige mais do que a substituição de um líder autoritário; requer pactos, inclusão política, eleições confiáveis e, sobretudo, protagonismo dos próprios venezuelanos.

A América do Sul observa esse processo com apreensão. O precedente é perigoso: um ditador cai, mas pela força externa; a promessa democrática existe, mas sem contornos claros; e os interesses estratégicos falam alto desde o primeiro momento. O risco é que a queda de Maduro, em vez de inaugurar uma era de estabilidade, acabe reforçando a lógica da tutela e da dependência.

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Vorcaro montou um lobby fabuloso e tenta recuperar o Banco Master

Há imagens íntimas de políticos e membros do judiciário no celular de Daniel Vorcaro, afirma pré-candidato

Lobby de Vorcaro desafia o Banco Central e a Polícia Federal

Carlos Newton

Até os leitores mais distraídos já perceberam que está em curso um poderosíssimo lobby para tirar da liquidação o combalido Banco Master. A estratégia visa a transformar em “vítima” o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, para desmoralizar o trabalho dos especialistas do Banco Central e dos delegados e agentes da Polícia Federal.

O plano inclui, ainda, uma limpeza na imagem do ministro Alexandre de Moraes, que teria defendido causa nobre ao pressionar o Banco Central para impedir a liquidação do Master.

APENAS HEROISMO – Nessa nova narrativa, o relator do Inquérito do Fim do Mundo não teria visado ao lucro ao se intrometer nos assuntos de sua esposa. Pelo contrário, estaria movido por seu costumeiro e renomado “heroísmo”, para encontrar uma “solução de mercado” que evitasse prejuízos a investidores.

É claro que o lobby está fadado ao insucesso, trata-se de um sonho louco, praticamente impossível de ser concretizado, mas Vorcaro já mostrou ao mercado que é um criminoso de extraordinária audácia e não desiste nunca.

Preso e usando tornozeleira em São Paulo, longe de sua mansão de 7,5 mil metros em Brasília, onde recebia autoridades e políticos, entre eles o próprio ministro Moraes, o dono do Master é hoje incansável na armação do esquema de sua volta gloriosa.

NO SUBMUNDO – Dinheiro não falta a Vorcaro. Conhece como ninguém o submundo de Brasília e já colocou em sua folha de pagamento muitas autoridades e jornalistas de destaque, para espalhar a narrativa de que houve irregularidades no Banco Central.

Além de acusar o BC de haver impedido “uma solução de mercado”, sem sequer examinar a misteriosa proposta que teria sido feita, Vorcaro tenta repetir o golpe que destruiu a Lava Jato e hoje fortalece novamente os agentes da corrupção.

Desta vez, como não existem os hackers nem as gravações que destruíram o trabalho saneador de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, o banqueiro Vorcaro espalha que o BC fez exatamente a mesma coisa contra ele, ao agir em conluio com a Polícia Federal e com a 10ª Vara Federal do DF, que conduzia o inquérito da Operação Compliance Zero.

TRÍPLICE ALIANÇA – Como se vê, a narrativa é de que teria ocorrido uma tríplice aliança, destinada a liquidar propositadamente o Master e a mandar prender Vorcaro junto com o então presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, seu cúmplice na bilionária negociata dos títulos falsos.

A última tentativa de Vorcaro, na undécima hora, foi comunicar ao BC a “possibilidade” de venda do Banco Master para o Grupo Fictor, e disse que viajaria naquela mesma noite para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para assinar o contrato e anunciar a operação com os investidores estrangeiros que integrariam o novo bloco acionário.

Disse ainda que protocolaria os documentos da transferência de controle junto ao Banco Central naquele mesmo dia, e que esperava anunciar a venda de outras duas empresas do grupo: a Will Financeira e o Banco Master de Investimentos.

PIADA DO ANO – A fantasiosa versão de Vorcaro não tinha a menor solidez é foi desmentida pelo próprio grupo Fictor, ao anunciar a compra do Master, em 17 de novembro.

“A aquisição do Banco Master, liderada pela Fictor Holding Financeira, acompanhada de um aporte de R$ 3 bilhões, marcou a entrada definitiva do grupo no sistema bancário brasileiro”, disse a financeira, um dos braços do grupo, que também atua nos setores de alimentos e infraestrutura, mas administra um conjunto de ativos de apenas US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,33 bilhões, na cotação atual)

Para os especialistas do Banco Central, o grupo Fictor não tem a menor condição de resolver o grave rombo do Master, que se calcula chegar a R$ 40 bilhões.

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P.S.
Bem, este é um pequeno resumo da bagunça que o banqueiro falido Daniel Vorcaro tenta fazer, manejando um lobby que chega às raias do ridículo. Se ele acha que o apoio ocasional de Dias Toffoli e outras autoridades será suficiente para desmoralizar o Banco Central e a Polícia Federal, certamente precisa de tratamento especializado e de reabilitação, mas na cadeia isso non ecziste, como diria Padre Quevedo.
(C.N.)

Ano eleitoral esvazia Esplanada e leva ministros de Lula à debandada

Maioria dos chefes de ministérios deixará cargo até abril

Roseann Kennedy
Estadão

Nos primeiros dias de 2026, ministros do governo Lula têm feito uma brincadeira sobre a chegada do ano eleitoral: dizem que “o último a sair apaga a luz”. Isso porque a maioria deles deixará o cargo até abril para disputar votos nas urnas. Em outra frente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já avisou ao presidente Lula (PT) que deseja sair do cargo. A aposta é que o interruptor ficará, uma vez mais, com o ministro da Defesa, José Múcio, que também tenta abrir a porta de saída.

Lula tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tanto pode concorrer ao Senado por São Paulo como ao Palácio dos Bandeirantes. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve tentar a reeleição na Câmara.

DISPUTA PELO SENADO – Simone Tebet (MDB), do Planejamento, também deixará o posto. A intenção da ministra é concorrer novamente ao Senado, mas, desde que apoiou Lula, no segundo turno da campanha de 2022, perdeu votos em seu reduto no Mato Grosso do Sul, Estado conservador.

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, é outro que sairá do governo: será candidato ao Senado pela Bahia. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, é incentivada pela primeira-dama Rosângela Silva a concorrer a deputada federal. Mas não são só eles que estão de saída da Esplanada. A maioria dos ministros deixará os postos para disputar eleições.

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Vorcaro, do Master, distribuía dinheiro abusivamente a advogados e políticos

O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso nesta terça (18) pela PF

Vorcaro, do Master, imitou o esquema do Banco Econômico

Elio Gaspari
Folha/O Globo

A Pasta Rosa foi achada em 1995, no gabinete do banqueiro e ex-ministro Ângelo Calmon de Sá, controlador do Banco Econômico. Com oito centímetros de espessura, ela continha a escrituração do ervanário despejado pela federação dos bancos e pelo Banco Econômico nas últimas eleições.

Era o sonho do investigador, a clientela da banca ia de Roberto Campos a Antônio Carlos Magalhães. Cerca de 50 políticos passavam pela pagadoria do Banco Econômico.

CERTEZAS ABSOLUTAS – Onde a investigação do Banco Master tem suspeitas e indícios de uma rede de proteção, no caso da Pasta Rosa eram certezas documentadas.

Nos seus dias de fama, a Pasta Rosa parecia instruir uma faxina nas relações dos políticos com a banca. Ilusão democrática.

Aos poucos, a Pasta Rosa foi sumindo do noticiário, até virar história.

VITORIOSOS – A taça foi para os advogados do banqueiro que ralavam, procurando brechas em sentenças ou erros em reportagens. Ao final eles foram os vitoriosos.

As investigações em torno da Pasta Rosa deram em nada. As investigações em torno dos poderes e das conexões de Daniel Vorcaro podem aprender a lição.

Mesmo antes de ser detonado, Vorcaro gastava centenas de milhões de reais com advogados.

HÁ 130 ANOS – Para quem acha que o aquecimento global é uma moda recente: Em 2026/ completam-se 130 anos do dia em que o cientista sueco Svante Arrhenius avisou que a queima de combustíveis fósseis jogava dióxido de carbono na atmosfera, provocando um aquecimento global.

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“Nada Além”, uma canção de amor que jamais poderá ser esquecida

Paulo Peres
Poemas & Canções 

O advogado, radialista, teatrólogo, ator, escritor, poeta e compositor carioca Mário Lago (1911-2002), na letra de “Nada Além”, criada com seu parceiro Custódio Mesquita, revela que prefere viver o amor como sendo uma ilusão, a fim de evitar novos sofrimentos.

Esse fox-canção teve sua primeira gravação feita por Orlando Silva, em 1938, pela RCA Victor, com sucesso realmente espetacular em todo o país. O cantor tinha apenas 23 anos, estava iniciando sua vitoriosa carreira.

NADA ALÉM
Custódio Mesquita e Mário Lago

Nada além
Nada além de uma ilusão
Chega bem
E é demais para o meu coração

Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
E vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz

Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor
Bem melhor a ilusão do amor

Eu não quero e não peço
Para o meu coração
Nada além
de uma linda ilusão

Lula devia ficar quieto ao invés de sair em defesa do ditador Nicolás Maduro

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e captura de Maduro

Reprodução da Record News

Vicente Limongi Netto

A pelegada, sob a batuta do bazofeiro Lula da Silva,  ataca Donald Trump, alegando que a soberania venezuelana foi atingida. Esquecem que desde 1998, com outro ditador, Hugo Chávez, que pretendia ficar eternamente no poder, o povo venezuelano já não sabia nem conhecia os benefícios da soberania.

Ela é sagrada, intocável, fundamental, sim, quando traz alegrias, segurança e qualidade de vida ao povo.

SEM SOBERANIA – Com a morte de Chávez em 2013, substituído por Nicolás Maduro, a soberania do país continuou sendo ultrajada.

Prisões e assassinatos de adversários politicos, comida restrita, desemprego assustador. inflação que chegou certa feita a mil por cento.

Nessa linha, não cola, é lorota, conversa fiada e cretina, tentar difamar Trump porque invadiu a Venezuela e arrancou o tirano do poder, no qual se mantinha por usurpação, com eleições fraudulentas.

RICO PETRÓLEO – Outra desinformação da infame pelegada, repetida muitas vezes para enganar incautos, é que o essencial na ação de Trump é tomar conta do milionário petroleo venezuelano.

Desconhecem, por má fé ou burrice, ou ambas as coisas, que antes de Hugo Chaves, em 2009, estatizar 60 empresas que serviam à indústria petrolífera da Venezuela, algumas corporações norte-americanas já trabalhavam no país.

Portanto, não existe usurpação de nada. Os Estados Unidos apenas estão voltando a trabalhar nos poços venezuelanos.

VICE BALANÇADA – Por sua vez, a vice-presidente que assumiu o lugar de Maduro, Delcy Rodrigues, já deixou claro que, para ela, Nicolás Maduro permanece presidente da Venezuela.

Ou seja, dependendo de Trump, a rebelde de saias não vai demorar muito no cargo.

Não se sabe ainda qual será o destino final do prisioneiro, ex-motorista de ônibus, Nicolás Maduro, nos Estados Unidos, nem da mulher dele, Cília Flores. Para qual cadeia será mandado e onde, certamente, passará o resto da vida.

FORTE APARATO – Maduro desembarcou em Nova Iorque sob forte aparado de segurança. Algemado, encapuçado e com correntes nos pés. O quadro deixou tenso um repórter da TV Record: “Todo cuidado é pouco, ele pode tentar fugir”.

Há 4 meses Trump já sinalizava que a prisão de Maduro estava no seu radar, quando divulgou pagamento de polpuda recompensa para quem, soubesse do paradeiro do bigodudo patife.

É patético e soa como oceânica bajulação a posição de Lula, de manifestar-se contra a invasão de Trump na Venezuela. É hilariante Lula imaginar que assim pode um dia torna-se líder da América Latina. Precisa entrar na fila. Antes, tem que pedir licença ao poderoso Trump. 

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Quando o fiscalizador vira fiscalizado: Banco Master é o teste de fogo das instituições

Ilustração Zero Hora

Pedro do Coutto

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de investigar os atos do Banco Central que antecederam a liquidação do Banco Master marca um daqueles raros momentos em que o sistema de controle do Estado brasileiro se volta para dentro, examinando não apenas o colapso de uma instituição financeira, mas o comportamento de quem tinha o dever legal de evitar que esse colapso atingisse poupadores, investidores e, em última instância, a própria credibilidade do mercado.

A reportagem de O Globo, assinada por Geraldo Haddad e Paulo Renato Nepomuceno, expõe um ponto sensível: documentos internos do Banco Central, produzidos antes da decretação da liquidação, indicariam inconsistências, omissões ou decisões tardias diante de um quadro de insolvência que, segundo especialistas, já se arrastava havia tempo. Não se trata de uma suspeita trivial. A liquidação de um banco não é apenas um ato técnico; é uma medida extrema, com efeitos econômicos, jurídicos e sociais profundos.

CONTROVÉRSIA – O ineditismo da iniciativa do TCU — investigar atos de um órgão regulador independente como o Banco Central — explica parte da controvérsia. Há quem sustente que o tribunal estaria extrapolando suas atribuições, invadindo uma seara regulatória protegida por autonomia técnica. Esse argumento encontra eco em setores do mercado financeiro e em juristas que veem risco de insegurança institucional caso decisões técnicas passem a ser revistas sob critérios políticos ou administrativos.

Mas o outro lado da balança é igualmente relevante. Autonomia não é sinônimo de ausência de controle. O Banco Central administra poderes que afetam diretamente o patrimônio de milhões de brasileiros. Quando uma instituição financeira continua operando apesar de sinais reiterados de insolvência — ainda que sob o argumento de “falta momentânea de liquidez” —, a pergunta inevitável é: quem falhou e por quê? O TCU, ao solicitar acesso a pareceres, notas técnicas e decisões internas, não questiona apenas o desfecho, mas o caminho percorrido até ele.

O presidente do tribunal foi direto ao apontar “indícios de questões não claramente explicadas”. Traduzindo do juridiquês para o português claro: há a suspeita de que decisões cruciais tenham sido adiadas ou tomadas sem a transparência necessária, potencializando prejuízos a correntistas e investidores que não contribuíram em nada para a má gestão do banco. Esses atores são, no fim da cadeia, as principais vítimas de uma supervisão frouxa ou tardia.

CONTA FINAL – O caso ganha ainda mais densidade quando inserido em um quadro mais amplo de fragilidades institucionais. O rombo no INSS, a insolvência estrutural dos Correios e o déficit crônico de fundos de pensão como o Postalis formam um mosaico preocupante. Em todos esses episódios, há um elemento comum: a conta final tende a recair sobre o Estado — e, portanto, sobre o contribuinte — quando os mecanismos de controle falham ou chegam tarde demais.

É nesse ponto que a investigação do TCU deixa de ser apenas um debate técnico e assume dimensão política. Se ficar demonstrado que o Banco Central dispunha de informações suficientes para agir antes e não o fez, estaremos diante de um problema grave de governança. Se, ao contrário, a apuração concluir que as medidas adotadas foram as únicas possíveis dentro do arcabouço legal, o tribunal terá ao menos cumprido um papel essencial: oferecer à sociedade uma explicação documentada e transparente.

O argumento de que “não há precedente” para esse tipo de investigação soa frágil diante da natureza do problema. Precedentes não surgem do nada; eles se constroem quando a realidade impõe novos testes às instituições. A verdadeira ameaça à segurança jurídica não é a fiscalização, mas a opacidade. Mercados sólidos dependem menos de silêncio institucional e mais de confiança — e confiança se constrói com luz, não com sombras.

RIGOR – Ao fim, o caso Banco Master é menos sobre um banco específico e mais sobre o funcionamento do Estado regulador no Brasil. Se o TCU conduzir sua investigação com rigor técnico, respeito às competências e transparência, poderá contribuir para algo raro no país: o fortalecimento simultâneo do controle público e da credibilidade das instituições. Se falhar, restará a sensação conhecida de que, mais uma vez, os erros se repetem e os prejuízos são socializados.

O que está em jogo, portanto, não é apenas o passado de uma liquidação bancária, mas o futuro da confiança no sistema financeiro e na capacidade do Estado brasileiro de aprender com seus próprios erros.

Orçamento capturado: o poder invisível do Congresso

The Economist aconselha Lula a deixar a política e critica falta de alternativas

Veículo diz que Lula é “idoso” e chama Flávio de “impopular”

Luis Felipe Azevedo
O Globo

A revista britânica The Economist publicou um editorial nesta semana no qual afirma que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve concorrer à reeleição no ano que vem. O veículo internacional defende que o Brasil “merece escolhas melhores”, apesar de o país ter demonstrado a resiliência das instituições democráticas em 2025.

O principal argumento apontado pela revista como motivo pelo qual Lula deveria desistir de ser candidato é a idade. O petista, que completou 80 anos em outubro, já anunciou que irá disputar o pleito em 2026. “Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, diz a publicação.

COMPARAÇÃO – A revista compara o brasileiro ao ex-presidente americano Joe Biden, que desistiu da disputa pela Casa Branca meses antes da eleição. “O presidente faria um favor ao seu país e consolidaria seu legado — algo que Biden não fez — anunciando que cumprirá sua promessa e se afastará da disputa”, completa.

O editorial condena as políticas econômicas petistas, mas destaca que Lula “não tem adversários sérios no centro ou na esquerda” que poderiam substituí-lo na corrida pelo Planalto. “Embora a economia brasileira tenha crescido surpreendentemente rápido nos últimos anos, as políticas econômicas de Lula são medíocres. Elas se concentram principalmente em auxílios aos pobres, com medidas de arrecadação de receita cada vez menos favoráveis às empresas, embora ele também tenha agradado os empregadores com uma reforma tributária simplificada.”

CRÍTICAS AO BOLSONARISMO –  A revista também criticou a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato do PL à Presidência da República. “Flávio é impopular, ineficaz e quase certamente perderia uma disputa contra Lula. Outros possíveis candidatos estão sendo cogitados, incluindo alguns governadores competentes. O mais proeminente deles é Tarcísio de Freitas, o governador conservador de São Paulo”, afirma a The Economist.

Segundo o editorial, Tarcísio “deveria ter a coragem de se lançar na disputa”. “Ao contrário dos Bolsonaros, ele é ponderado e democrata”, diz o texto. “Infelizmente, parece improvável que Lula desista. Talvez, então, os partidos de direita consigam se unir? Se forem sábios, abandonarão Flávio e se unirão em torno de um candidato capaz de superar a polarização dos anos Lula-Bolsonaro”, enfatiza o veículo.

A The Economist defende o apoio a “uma figura de centro-direita que reduza a burocracia, mas não as florestas tropicais, que seja rigorosa com o crime, mas não desrespeite as liberdades civis, e que respeite o Estado de Direito, poderia vencer e governar bem”. “O Brasil tem tudo em jogo em 2026 — e o resultado é preocupantemente incerto”, conclui a revista.