STF acelera processo e mira inelegibilidade de Eduardo antes da disputa de 2026

Ação deve ser julgada no primeiro semestre de 2026

Luísa Martins
CNN

O STF (Supremo Tribunal Federal) quer concluir a ação penal contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), réu pelo crime de coação, antes de a Justiça Eleitoral abrir o prazo para registros de candidaturas às eleições de 2026, em meados de julho.

Segundo interlocutores da Corte, o cenário ideal é que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já conheça a condição de elegibilidade ou não do parlamentar no momento de julgar o seu pedido de registro, caso ele opte por disputar o pleito.

DENÚNCIA – Eduardo virou réu no STF por decisão da Primeira Turma. O colegiado recebeu a denúncia oferecida pela PGR (Procuradoria-Geral da República), em julgamento finalizado no dia 26 de novembro.

De acordo com a acusação, a atuação do deputado nos Estados Unidos buscou constranger o Poder Judiciário brasileiro a “frear” o avanço das investigações sobre a trama golpista – que acabou por condenar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a proximidade do recesso do STF, que começa no próximo dia 20, a expectativa é de que a instrução da ação penal contra Eduardo tenha início apenas em fevereiro, quando a Corte retomar os trabalhos.

Essa etapa inclui produção de novas provas, a indicação e a oitiva de testemunhas e o interrogatório do próprio réu. Depois, vêm as alegações finais das partes e, por fim, o julgamento de mérito. A eventual condenação geraria a inelegibilidade do deputado.

CONCLUSÃO – Ministros do STF preveem tempo hábil para concluir o julgamento até fim de junho. Assim, a definição sobre “sujar a ficha” de Eduardo (ou absolvê-lo) ocorreria antes das escolhas dos candidatos nas convenções partidárias.

Pelo calendário eleitoral, as convenções costumam ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. O partido pode solicitar o registro imediatamente após a reunião, sendo 15 de agosto a data-limite.

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Poemas & Canções

A publicitária, tradutora, compositora e poeta curitibana Alice Ruiz Scherone mostra poeticamente como é duro ter coração mole.

É DURO TER CORAÇÃO MOLE
Alice Ruiz

Por favor
não me aperte tanto assim
tenha cuidado, pega leve
olha onde pisa
isso é meu coração
meu ganha-pão
instrumento de trabalho,
meio de vida, profissão
meu arroz com feijão
meu passaporte
para qualquer parte
para qualquer arte
não machuque esse meu coração
preciso dele
para me levar a Marte
sem sair do chão
não me aperte
não machuque
tome cuidado
eu vivo disso
poesia, sonhos
e outras canções
sem emoção
morro de fome
sinto muito
mas não há nada
que eu possa fazer
sem coração

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Tarcísio volta a acenar com a possibilidade de ser alternativa

Pedro do Coutto

A declaração de Tarcísio de Freitas em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência parece, à primeira vista, um gesto de solidariedade dentro do campo conservador. Mas basta escutar com atenção para perceber que ela carrega muito mais subtexto do que entusiasmo. Ao afirmar que Flávio é um nome possível, mas não o único, Tarcísio abriu espaço para si mesmo num jogo que, oficialmente, ele havia abandonado.

Depois de repetir que não disputaria o Planalto, o governador paulista volta agora a acenar — ainda que de forma oblíqua — com a possibilidade de ser alternativa. É um movimento calculado, típico de quem sabe que política se faz tanto com silêncios quanto com frases soltas ao vento.

DILEMA – A hesitação de Tarcísio tem lógica. O PL enfrenta um dilema estratégico: lançar um nome competitivo o bastante para chegar ao segundo turno ou arriscar-se a repetir o isolamento que marcou parte da direita após a condenação de Jair Bolsonaro pelo Supremo. Flávio até tenta vestir o figurino de “Bolsonaro viável”, mas seu lançamento precoce, seguido de gestos contraditórios — como a admissão de que poderia desistir mediante “um preço” e, depois, a afirmação de que sua candidatura é “irreversível” — não empolgou o bolsonarismo raiz, nem seduziu o centrão.

É justamente nesse vácuo que Tarcísio se coloca como o plano B natural: alguém capaz de dialogar com o mercado, manter interlocução institucional e oferecer uma imagem mais moderada ao eleitor urbano. Mas ele sabe que entrar na disputa só faz sentido se houver consenso mínimo dentro da direita — algo que hoje simplesmente não existe. O PL está dividido entre lealdade e pragmatismo, o Republicanos prefere preservar o capital político de Tarcísio para 2030, e os partidos do entorno conservador não querem repetir a dispersão que já ampliou o espaço de Lula em disputas anteriores.

DESALINHADOS – A consequência desse impasse é direta: cada hesitação, cada gesto contraditório, cada sinal desalinhado no campo conservador torna o caminho mais simples para Lula. O presidente, que já conta com a força da máquina e um eleitorado consolidado, observa a fragmentação adversária com a tranquilidade de quem sabe que o segundo turno só existe quando há adversário à altura. Se a direita não definir logo seu projeto — e sobretudo seu candidato — continuará ajudando, involuntariamente, a consolidar o cenário que pretende evitar.

A suposta unidade em torno de Flávio Bolsonaro, sustentada por declarações protocolares como a de Tarcísio, pode não resistir ao tempo. No fim das contas, o que se desenha para 2026 é menos uma estratégia e mais um experimento de risco: colocar o nome de um herdeiro impopular à frente de um projeto que depende de alianças frágeis, apoios voláteis e um eleitorado que já demonstra clara fadiga com instabilidades. Se o “plano B” hesitar — ou se o centrão recuar — a direita pode, antes mesmo da campanha começar, entregar ao adversário a vantagem que prometia combater.

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A Justiça é cheia de regras concebidas para evitar que magistrados cometam grotescos erros judiciários, porque todos são humanos e podem errar, como dizia o Papa Francisco. Além disso, deve-se também considerar que há até casos de juízes que perdem o controle das faculdades mentais e precisam ser contidos, como se passa hoje com Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Ninguém pode errar tanto e seguidamente, se não estiver com problemas mentais. Basta lembrar o que aconteceu há alguns anos com o juiz federal Flávio Roberto de Souza, condenado a 8 anos de prisão por ter se apropriado de dois automóveis, um piano e de valores (R$ 24 mil e US$ 5.442) do empresário Eike Batista.

ERRO JUDICIÁRIO – O ex-magistrado, que ficou conhecido ao ir trabalhar no Fórum dirigindo o Porsche do empresário, foi sentenciado à perda do cargo e da aposentadoria, depois de ser afastado da ativa compulsoriamente em 2015.

Esse exemplo mostra que, apesar das regras acauteladoras existentes na Justiça, continuam a ocorrer graves erros judiciários até no Supremo, onde os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e Edson Fachin se tornaram verdadeiros especialistas neste sucedâneo jurídico do jogo de sete erros, digamos assim.

Marco Aurélio foi capaz de soltar um dos chefões do PCC, André do Rap, num fim de semana, sob o pretexto de que o juiz deixara de renovar o pedido de prisão. O presidente do STF era Luiz Fux, que imediatamente mandou prender de novo, mas o traficante já tinha se evadido e nunca mais foi preso.

OUTROS MINISTROS – Gilmar Mendes também é especialista em soltar criminosos de alto nível, especialmente quando têm relações pessoais com eles. Na época, o ministro Luís Roberto Barroso se revoltou e disse: “Tem gabinete aqui distribuindo senha para soltar criminosos”. Depois, fez as pazes com Gilmar e ficaram amigos.

Dias Toffoli só continua ministro, porque não existe Justiça no Brasil. Foi flagrado recebendo R$ 100 mil mensais do escritório da mulher, sem declarar à Receita. Não aconteceu nada e ele se tornou o coveiro da Lava Jato, representando os interesses dos empreiteiros corruptos.

E Alexandre de Moraes, com o desabrochar do escritório da mulher e filhos, é apenas mais um dos exploradores da boa fé alheia, ao defender uma democracia que atende aos interesses desta verdadeira quadrilha organizada.

HORA DE ACORDAR – Ao que parece, o Congresso parece ter acordado e resolveu agir contra essa esculhambação institucional em que vive o país. Primeiro, dando uma aula de Justiça ao Supremo, ao se posicionar contra a desumana tese de duplicar crimes e penas para aumentar as condenações do 8 de Janeiro, inventada pela mente malsã de Alexandre de Moraes.

Na chamada undécima hora, Edson Fachin decidiu tirar o corpo fora e quer aprovar um código de ética para evitar (ou esconder) novas imundícies do Supremo, que os governos do PT transformaram num ninho de ratos, podemos dizer assim.

De tudo isso, resta a esperança de que a democracia funcione, com cada poder cuidando de evitar o apodrecimento dos outros, e assim sucessivamente. Agora, a bola está com a Câmara, que enfim está cumprindo adequadamente seu dever.

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P.S. –
O Brasil é um grande país, destinado a ser potência, caso os políticos e as autoridades não continuem atrapalhando. De toda forma, ainda resta alguma esperança e precisamos fortalecê-la junto aos cidadãos, apoiando a iniciativa da Câmara. (C.N.)

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Vicente Limongi Netto

País ficando mais podre do que nunca. Nossos filhos e netos merecem um Brasil mais decente e digno. Que volte a ter o respeito dos cidadãos de bem, que pagam impostos, que muitas vezes sacrificam a vida para levar um pouco de comida para casa. Poderosos continuam agindo como cretinos engomados. Como bandidos que enxovalham a Constituição.

São grupelhos unidos em interesses pessoais. Mentem em agravos, falseiam recursos. Adiam sentenças. Usam artimanhas jurídicas canalhas para barganhar vinganças. A podridão é quase unânime. Meus pais, hoje, morreriam de vergonha diante de tanta roubalheira.

MAUS BRASILEIROS – “Há bandidos de toga” – como dizia a ministra Eliana Calmon, primeira mulher a integrar o Conselho Nacional de Justiça, cuja missão principal é controlar a atuação administrativa e financeira do Judiciário e fiscalizar o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.

São togados disfarçados de isentos, de defensores da Pátria. Conversa fiada, são deploráveis maus brasileiros. Não enganam mais ninguém.  Nessa linha, isto posto, parabéns ao jornalista do Globo, Lauro Jardim, que deu a notícia, e também aos que a repercutiram, como Malu Gaspar, Cláudio Humberto e outros, que prestaram imenso bem ao jornalismo brasileiro, revelando que o Banco Master contratou o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, por 129 milhões de reais.

Não me venham tentar dizer que não tem nada a ver o fato escabroso com o Supremo Tribunal Federal. A excrescência é oceânica. Tenho ânsia de vômito.

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Malu Gaspar
O Globo

Causou furor nos escritórios de advocacia que defendem o Master a informação de que o contrato do banco com a mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi apreendido na operação Compliance Zero, como informou o colunista Lauro Jardim.

Na ocasião, além de executar a ordem de prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro, e de outros seis executivos ligados ao caso, a PF também apreendeu celulares e notebooks. Mas o que mais preocupa os advogados do Master nem é propriamente o fato de existir um contrato, e sim a remuneração: R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses a partir do início de 2024.

NO CELULAR – De acordo com informações a que a equipe da coluna teve acesso, é o que consta do documento, que não foi propriamente apreendido, mas estava em formato digital no celular de Vorcaro, entre os arquivos trocados por ele com funcionários de seu banco.

O contrato tem um escopo bastante amplo, o de representar o Master onde for necessário, e não especifica uma única causa ou processo. Caso fosse cumprido integralmente, teria rendido para o Barci de Moraes, escritório de Viviane, R$ 129 milhões – o que não ocorreu, já que o Master entrou em liquidação.

Tudo indica, porém, que o escritório foi regiamente pago enquanto possível, porque nas mensagens com a equipe Vorcaro deixavam claro que os desembolsos para Viviane eram prioridade para o Master e não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma.

SEM RETORNO – A equipe da coluna procurou o escritório de Viviane e o Master para saber o quanto afinal foi pago e por quais causas, mas não obteve retorno. No escritório, uma funcionária que atendeu o telefone disse que ninguém falaria e que também não poderia fornecer um e-mail para o envio de um pedido de informação. Já o Master não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Procuramos também o ministro Alexandre de Moraes, por intermédio da assessoria de imprensa do STF, mas não obtivemos resposta. O espaço está aberto para manifestação.

Um dos processos em que Viviane atuou foi uma queixa-crime apresentada em abril de 2024 por Vorcaro e pelo Master contra o investidor Vladimir Timerman, da Esh Capital, que possui um litígio antigo com o empresário Nelson Tanure, acionista da Gafisa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É o fim de tudo, a desmoralização geral do Supremo, que defende o tipo de democracia que enriquece ministros. Por isso, eles soltaram Lula, sepultaram a Lava Jato, fazem o possível e o impossível para destruir Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Todos os ministros merecem ir para cadeia – tanto os que se corromperam, como também os que silenciaram, sem se opor a essa situação. É a lama, é a lama, diria Tom Jobim. (C.N.)

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Estratégia de Vorcaro tentou empurrar caso Master para Nunes Marques

Equipe de Vorcaro acionou manobra jurídica

Malu Gaspar
O Globo

A reclamação dos advogados de defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que fez com que a investigação fosse parar no gabinete de Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedia inicialmente que o processo fosse para outro ministro: Kassio Nunes Marques, relator da Operação Overclean, que apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos na execução de emendas parlamentares. Os advogados alegaram conexão com as duas apurações.

Em uma análise preliminar, a Presidência do Supremo, porém, considerou que o caso Master não tinha ligação com a Overclean e determinou o sorteio eletrônico entre os integrantes da Corte. Com isso, a reclamação foi enviada a Dias Toffoli, que decidiu colocá-la sob sigilo.

FORO – A defesa de Vorcaro alegou ao Supremo que a Justiça Federal de Brasília não era o foro competente para cuidar das investigações por conta de um contrato imobiliário apreendido pelos investigadores que menciona uma empresa do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).

O argumento utilizado para tentar mandar o caso Master para Nunes Marques foi que, “de acordo com notícias jornalísticas”, Bacelar também seria investigado pela Overclean. A defesa menciona uma reportagem publicada pelo site Bahia Notícias, intitulada “Com prefeito afastado pela Overclean, Boquira recebeu mais de R$ 8 mi em emendas parlamentares”.

A reportagem, publicada em junho de 2025, faz uma única menção a Bacelar para informar que ele está entre os parlamentares que destinaram recursos ao município – R$ 575 mil via emendas pix.

EM SIGILO – “O reclamante [Vorcaro] não conhece detalhes das investigações da Operação Overclean, cujos autos estão em sigilo, mas aparentemente existem instrumentos jurídicos referentes a operações comerciais similares (operações imobiliárias), com registros encontrados de forma semelhante em cumprimento de medidas de busca e apreensão, e investigados comuns, o que sugere uma possível correlação dos feitos”, alega a defesa.

Segundo fontes ligadas à Overclean ouvidas pela equipe da coluna, a alegação do time jurídico do dono do Banco Master, formado por oito escritórios de advocacia, não confere. Embora Bacelar tenha de fato enviado emendas para Boquira, cidade que teve o prefeito preso na operação por desvio de recursos, o deputado não é investigado, pelo menos por enquanto.

Mesmo assim, a tese encontrou respaldo de Toffoli, que determinou na última quarta-feira (3) que o foro competente para cuidar do caso é o STF. Com isso, qualquer nova medida que venha a ser tomada no âmbito da investigação, como a quebra de sigilo e a autorização de novas operações policiais, só pode ser tomada por ele.

DESPACHO – “Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, conforme inclusive já noticiado pela mídia formal, fixada está a competência da corte constitucional”, escreveu Toffoli em seu despacho de apenas três páginas, sem mencionar a que notícia se referia.

“Neste sentido, qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior.” No mesmo despacho, decidiu manter o sigilo decretado sob a alegação de “evitar vazamentos que obstaculizem as investigações”.

CONEXÕES –  Toffoli tem ligações com o Master. No ano passado, Toffoli participou de um evento patrocinado pelo banco – o I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, organizado por uma empresária bolsonarista que já criticou “cidadãos de toga” e o “canetaço” do Supremo Tribunal Federal.

Além dele, também participaram do evento outros ministros do STF, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes – cuja mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, foi contratada pelo Master.

DESPESAS – Na época, os ministros do Supremo silenciaram sobre quem bancou as despesas com hospedagem e passagem de avião para participar do evento, realizado no luxuoso hotel The Peninsula, próximo do Palácio de Buckingham, com diárias que custam cerca de R$ 6 mil.

O STF informou que a livre distribuição é o caminho natural dos processos e que a análise preliminar da presidência constatou que não havia prevenção a Nunes Marques. Já a defesa de Vorcaro não se manifestou. O espaço segue aberto.

“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la”, dizia Antônio Cícero

Maria Padilha - Antonio Cicero compositor, poeta, ensaísta, crítico literário, filósofo e escritor brasileiro. compôs: Fullgás, À Francesa, Maresia e Ultimo Romântico, entre outras. Meu grande amigo e uma das pessoas maisPaulo Peres
Poemas & Canções

Antônio Cícero Correia Lima (Rio de Janeiro, 6 de outubro de 1945 – Zurique, 23 de outubro de 2024) foi um notável poeta, compositor, filósofo, escritor e crítico literário brasileiro. Ele foi um membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e uma figura multifacetada na cultura do Brasil. 

Na poesia Dilema, Cícero faz uma reflexão sobre a existência, reconhecendo que a vida o confunde bastante.

DILEMA
Antonio Cícero

O que muito me confunde
é que no fundo de mim estou eu
e no fundo de mim estou eu.

No fundo
sei que não sou sem fim
e sou feito de um mundo imenso
imenso num universo
que não é feito de mim.

Mas mesmo isso é controverso
se nos versos de um poema
perverso sai o reverso.
Disperso num tal dilema
o certo é reconhecer:
no fundo de mim
sou sem fundo.

Pedido para extinguir pena de Mauro Cid segue sem resposta de Moraes

Cid aguarda há mais de um mês definição de Moraes

Gabriela Boechat
CNN

Mais de um mês após o trânsito em julgado do processo contra o tenente-coronel Mauro Cid por tentativa de golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda não deu uma resposta sobre o pedido da defesa para extinguir a pena do militar.

O primeiro pedido dos advogados veio ainda em setembro, pouco depois de iniciado o julgamento da trama golpista. Naquele mês, Moraes negou o pedido. Ele alegou que aquele não era o momento processual adequado para discutir o assunto. Para o ministro, o tema deveria ser analisado após o trânsito em julgado da ação, que é quando se esgotam as possibilidades de recurso.

DELAÇÃO – Mauro Cid decidiu não recorrer. O militar tinha acordo de delação premiada e foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto, além de ter recebido todos os benefícios prometidos no acordo. Pela falta de recurso, seu caso transitou em julgado em 28 de setembro.

Dias depois, em 3 de novembro, a defesa protocolou um novo pedido. O argumento é que o tenente-coronel já cumpriu a pena ao passar cinco meses em prisão preventiva e dois anos sob medidas cautelares que restringem a locomoção, como o uso de tornozeleira eletrônica.

CAUTELARES – O período sob cautelares não costuma ser abatido das penas no STF, apenas o tempo de prisão. Os advogados, porém, citaram decisões anteriores do STJ (Superior Tribunal de Justiça), no qual o cenário foi diferente e as cautelares entraram no cálculo para detração penal.

Dessa vez, Moraes pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Em 19 de novembro, o procurador-geral Paulo Gonet se posicionou de forma contrária ao pedido da defesa. Disse justamente que a jurisprudência do Supremo não permite descontar períodos de medidas cautelares, já que a detração exige “efetiva restrição da liberdade de locomoção”. Desde então, o ministro Moraes não deu uma resposta definitiva sobre o caso de Cid.