“Não vou engolir”, diz Malafaia sobre a preferência de Bolsonaro por Flávio

Malafaia admite ter recebido R$ 30 milhões do fraudador “Sheik do Bitcoin”

Silas Malafaia prefere lançar a chapa Tarcísio e Michelle

Felipe Salgado e Paulo Capelli
Metrópoles

O pastor Silas Malafaia afirmou que a opção de Jair Bolsonaro pelo senador Flávio Bolsonaro para disputar a Presidência da República ocorre em um momento em que o ex-mandatário estaria “debilitado emocionalmente”. Em entrevista à coluna, o líder religioso disse respeitar Flávio, mas que “não vai engolir” a escolha do ex-presidente.

“Eu não tenho nada contra o Flávio. Sou amigo de toda a família. O Flávio tem seus valores. Mas fico aqui pensando: o presidente Bolsonaro está debilitado emocionalmente. Quando essa turma do PT recebeu condenações, ninguém ficou emocionalmente abalado, porque, quando a pessoa sabe o que faz, ela não entra em depressão. Já a injustiça leva à depressão”, disse Malafaia.

DEPRESSÃO – “Sou psicólogo, sei o que estou falando. A pessoa, quando se sente injustiçada, pode levar à angústia e a quadros de depressão. Então, como o filho de Bolsonaro, numa conversa particular, em um momento emocional de Bolsonaro, ele vai lá e tira a candidatura e chega aqui e diz: ‘Meu pai diz que sou eu e acabou’. Na-na-ni-na-não. Não é assim. Temos que entender que é uma construção”, opinou o líder religioso, acrescentando:

“Não é uma questão de faculdade mental. Estou dizendo que uma pessoa abalada emocionalmente fica vulnerável. Recebe a visita de um filho. Não sei o que ele [Flávio] falou para Bolsonaro. Não sei qual foi a conversa dele. O momento emocional de Bolsonaro é frágil. Frágil por essas injustiças, essa covardia, essa farsa de pseudogolpe, que condena um cara inocente. Então, emocionalmente, ele está chocado”, prosseguiu.

Para o líder evangélico, a escolha dos candidatos precisa ser feita sem correrias e sem pressões.

TARCÍSIO E MICHELLE – Como mostrou a coluna, Malafaia defende que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja candidato ao Palácio do Planalto, tendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como vice na chapa. Flávio, por sua vez, tem dito que sua candidatura à Presidência é “irreversível”.

Aliados do senador comemoraram pesquisa Quaest que apontou, nessa terça-feira (16/12), crescimento de Flávio entre os candidatos que pretendem enfrentar o presidente Lula em 2026.

Outros cotados para disputar a Presidência pelo campo conservador são: Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Junior (PSD).

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
A chapa sugerida por Tarcísio realmente e forte e dificilmente seria batida por Lula em 2026. Mas quem se interessa? (C.N.).

Quaest: Flávio avança no núcleo duro, mas enfrenta resistência do eleitorado geral

Entre dosimetria e anistia: o cálculo político por trás da disputa no Congresso

Daniel Vorcaro, Moraes e a pergunta que vale ao menos R$ 129,6 milhões

Contrato da mulher de Moraes com Banco Master era de R$ 129 milhões

Moraes e a mulher são os grandes protetores do Master

Mario Sabino
Metrópoles

Em outros tempos, seria manchete a notícia de que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, tinha um contrato com o banco Master, de Daniel Vorcaro, no valor de R$ 129,6 milhões. Vou repetir por extenso: cento e vinte e nove milhões e seiscentos mil reais. Ao câmbio de hoje, equivalem a vinte e três milhões e quinhentos e oitenta e três mil dólares.

De acordo com a jornalista Malu Gaspar, o contrato, encontrado no celular de Vorcaro em formato digital, previa que essa fortuna seria paga ao longo de 36 meses, em prestações mensais de R$ 3,6 milhões a partir do início de 2024.

ERAM PRIORIDADE – A bolada não foi embolsada integralmente, uma vez que o Banco Master entrou em liquidação. “Tudo indica, porém, que o escritório foi regiamente pago enquanto possível, porque nas mensagens com a equipe Vorcaro deixava claro que os desembolsos para Viviane eram prioridade para o Master e não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma”, diz a jornalista.

Por que era uma prioridade pagar o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes? Qual causa justificaria honorários de R$ 129 milhões a uma advogada que está longe de ser um peso-pesado da advocacia paulista? No contrato, fica claro que se trata de fazer lobby e assessorar/proteger nos três Poderes.

Por que Dias Toffoli decretou sigilo máximo sobre o processo envolvendo o Banco Master e o seu controlador, mantendo o caso sob as suas asas no Supremo, embora Daniel Vorcaro não tenha foro especial?

MAIS PERGUNTAS – Também é de se perguntar por que a prisão preventiva de Daniel Vorcaro foi revogada pela mesma desembargadora que havia negado o pedido de soltura, tão logo se soube que os advogados criminais do “banqueiro” haviam recorrido ao STF e que o processo foi distribuído para Dias Toffoli.

Por último: por que a notícia sobre os honorários da mulher de Alexandre de Moraes não é manchete? Por que existe uma blindagem intransponível em torno do assunto?

Não teremos respostas, infelizmente, porque é arriscado até fazer perguntas na vibrante democracia brasileira.

Com Flávio candidato, Michelle perde espaço e se afasta do comando do bolsonarismo

“Código de Conduta” do Supremo se tornará a maior Piada do Século

Quem é Edson Fachin, “o carcereiro da Lava Jato”? - Brasil de Fato

Até 2021 Fachin fez uma carreira impecável no Supremo

Carlos Newton

Não será surpresa se o filósofo grego Diógenes reencarnar no Brasil e sair com uma lamparina em plena luz do dia, procurando um homem honesto na Praça dos Três Poderes. Vai encontrar, mas não será nada fácil. Ficará animado ao saber que o novo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, está disposto a criar e aprovar um Código de Conduta numa cúpula judiciária que se caracteriza justamente pelo podridão.

Porém, se o filósofo Diógenes trocar a lamparina por um celular e acionar o Google, logo saberá que Fachin é um farsante como a maioria dos membros do STF, porque o corporativismo é fortíssimo e tende a esconder os desmandos e ilegalidades que passaram a caracterizar o funcionamento do mais importante tribunal brasileiro.

ILUSTRADO DESCONHECIDO – Como os demais integrantes do atual Supremo, à exceção de Luiz Fux, o ministro Fachin não tem um currículo que lhe dê notório saber. Era completamente desconhecido do meio jurídico nacional, atuando como procurador do Estado do Paraná e professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e da PUC-PR.

Para chegar ao STF, sua maior credencial foi a militância no PT, tendo trabalhado nas duas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff, que retribuiu fazendo a nomeação dele em 2015, para a vaga de Joaquim Barbosa.

No ano seguinte, quando Fachin iniciou sua atuação no STF, Dilma sofreu impeachment e o ministro tentou fazer uma carreira independente no Supremo. Nessa, tornou-se relatora da época da Lava Jato, fato que deu projeção nacional.   

IMPARCIALIDADE – Fachin foi respeitado pela imparcialidade, não permitindo que sua admiração pelo PT pudesse conduzir sua atuação. Pelo contrário, seu voto foi decisivo para derrotar o habeas corpus impetrado contra a prisão de Lula, que o relator Gilmar Mendes defendeu desesperadamente, e o resultado foi de 6 a 5.

Em 5 de abril de 2018, o juiz Sérgio Moro decretou a prisão de Lula, que não aceitou e se refugiou no Sindicado dos Metalúrgicos, que foi cercado pela Polícia Federal até que ele se entregou, no dia 7.

Em 7 de novembro de 2019, Fachin manteve a imparcialidade e votou contra a liberação de Lula, numa jogada arquitetada pelo então presidente Dias Toffoli, quando por 6 votos a 5 o STF decidiu proibir o início do cumprimento da pena antes de esgotados todos os recursos dos réus, o chamado trânsito em julgado.

DECISAO VERGONHOSA – Votaram a favor da prisão absurda logo depois de julgamento no Supremo os ministros Marco Aurélio Mello, relator do caso, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli, presidente do STF.

E assim o Brasil passou a ser o único país da ONU que não cometeu crimes após reportagens em segunda instância colegiada. Toffoli conquistou o voto de Rosa Weber dizendo que iam passar a prender após relatado em terceira instância e Lula não sairia, porque já tinha sido condenado por unanimidade no Superior Tribunal de Justiça. Ele meniu, Rosa votou e Lula foi solto.

Detalhe importante: a prisão após segunda instância somente é revertida pelo STJ em menos de 1% dos casos. A imensa maioria deles nem chega a subir ao Supremo, por falta de consistência do recurso.

FACHIN SE SUBMETE – O julgamento no Supremo abriu caminho para a soltura de até 4.895 presos, segundo o Conselho Nacional de Justiça. E depois que Lula foi libertado, a pressão foi tanta que em 2021 o ministro Edson Fachin acabou cedendo, para permitir a volta do petista à política.  

Deixou de lado a imparcialidade e julgou procedente um recurso argumentando que Lula não poderia ter sido julgado em Curitiba, porque não morava lá. Ou seja, Fachin decidiu que tinha sorte “incompetência territorial absoluta”, algo inexistente nos livros de Direito do mundo todo, nos quais a incompetência territorial é sempre “relativa” e não anula condenações.

Defendido por Fachin, esse absurdo jurídico e que envergonha o país foi aprovado por 8 votos a 3. Somente foram contrários os ministros Marco Aurélio Mello, Luiz Fux e Nunes Marques e André Mendonça.

###
PS 1 –
De 2015 até 2021, Fachin vinha fazendo uma carreira impecável no Supremo. No entanto, de lá para cá tornou-se apenas mais um dos ministros, sempre pronto a apoiar as decisões perversas e arbitrárias de Alexandre de Moraes, assim está ajudando a criar um monstruoso, que está se desenvolvendo este país numa ditadura do Judiciário.

PS 2 – Agora, para aliviar a barra e limpar o podridão reinante, Fachin quer lançar o Guia de Conduta do Supremo, uma obra que pode a Piada do Século.  (CN)

Alcolumbre pauta PL da Dosimetria, que deve ser barrado pelos senadores

Senadores avaliam a possibilidade de pedido de vista

Alícia Bernardes
Correio Braziliense

Mesmo diante de pressões para adiar a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu pautar para esta quarta-feira (17/12) a análise do Projeto de Lei da Dosimetria no plenário da Casa. A proposta ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde há resistência e tendência contrária à aprovação do texto.

Nos bastidores, senadores avaliam a possibilidade de pedido de vista, o que daria mais tempo para a análise da matéria e poderia empurrar a discussão para 2026. Parlamentares tanto da base do governo quanto da oposição demonstram cautela com o projeto e buscam evitar associação direta a uma proposta considerada sensível.

ADIAMENTO – A pressão pelo adiamento se intensificou diante do entendimento de que o texto pode beneficiar condenados por crimes não relacionados diretamente aos atos de 8 de janeiro. Pelo conteúdo aprovado na Câmara, a progressão de pena passaria a ocorrer após o cumprimento de um sexto da condenação, e não mais de um quarto, para determinados crimes.

A proposta altera as regras de progressão de regime, mecanismo que permite a passagem do condenado para regimes mais brandos mediante bom comportamento. A mudança não se aplicaria a crimes hediondos nem a réus reincidentes, mas alcançaria delitos como crimes ambientais, coação no curso do processo e incêndio doloso.

SOMA DAS PENAS – Outro ponto controverso é o fim da soma de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Nesse modelo, passaria a valer apenas a pena mais alta prevista, o que poderia beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No fim de semana, manifestações contrárias ao projeto ocorreram em diversas capitais do país, organizadas pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com participação de movimentos como MST e MTST. Sob o lema “Congresso Inimigo do Povo”, os atos criticaram a redução de penas e o avanço do PL no Congresso, às vésperas de sua possível votação no Senado.

Após caso Zambelli, defesa de Maluf cobra devolução do mandato e indenização

Com feminicídios em alta, Tarcísio corta orçamento da política para mulheres

Pesquisa Quaest mostra Lula 10 pontos à frente de Flávio Bolsonaro e Tarcísio em 2026

Moraes manda iniciar extradição de Alexandre Ramagem após fuga para os EUA

Deputado federal deixou o Brasil em setembro,

Márcio Falcão
Gustavo Garcia
G1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou à Secretaria Judiciária da Corte que dê início ao processo de extradição do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que fugiu em setembro para os Estados Unidos.

O aliado de Jair Bolsonaro deixou o Brasil no mês em que a Primeira Turma do STF condenou o deputado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

EXTRADIÇÃO – “Determino à Secretaria Judiciária que remeta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição de Alexandre Ramagem, nos termos do Tratado de Extradição com os Estados Unidos da América”, diz o despacho de Moraes.

A área técnica do STF vai preparar todo o material sobre o processo que levou à condenação do deputado. Os documentos serão enviados ao Ministério da Justiça, que fica responsável por analisar a documentação, verificar os requisitos legais do tratado de extradição entre Brasil e EUA e preparar o pedido.

Depois, cabe ao Ministério das Relações Exteriores formalizar e encaminhar o pedido de extradição pela via diplomática ao governo dos Estados Unidos. Aliados de Ramagem, no entanto, dizem que ele deve pedir asilo político no país norte-americano.

CLANDESTINO – De acordo com investigações da Polícia Federal, Ramagem saiu do país de forma clandestina pela fronteira do Brasil com a Guiana. Segundo as apurações, Ramagem atravessou a fronteira pelo estado de Roraima, onde já atuou como delegado, sem passar por nenhum posto migratório.

No país vizinho, Ramagem embarcou no Aeroporto de Georgetown, na capital da Guiana, com destino aos Estados Unidos, onde entrou utilizando passaporte diplomático, apesar de uma determinação para o cancelamento do documento.

‘Ele esqueceu que é ex-presidente’: líder do MDB expõe fissura entre Lira e Motta

Não conte para ninguém os recônditos segredos poéticos de Cora Coralina

Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida,...Paulo Peres
Poemas & Canções

A poeta goianiense Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), conhecida como Cora Coralina, mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano, conforme o belo poema “Não Conte Pra Ninguém”, no qual solicita que seus segredos não sejam revelados.

NÃO CONTE PRA NINGUÉM
Cora Coralina

Eu sou a velha
mais bonita de Goiás.
Namoro a lua.
Namoro as estrelas.
Me dou bem
com o Rio Vermelho.
Tenho segredos
como os morros
que não é de advinhá.

Sou do beco do Mingu
sou do larguinho
do Rintintim.

Tenho um amor
que me espera
na rua da Machorra,
outro no Campo da Forca.
Gosto dessa rua
desde o tempo do bioco
e do batuque.

Já andei no Chupa Osso.
Saí lá no Zé Mole.
Procuro enterro de ouro.
Vou subir o Canta Galo
com dez roteiros na mão.

Se você quiser, moço,
vem comigo:
Vamos caçar esse ouro,
vamos fazer água… loucos
no Poço da Carioca,
sair debaixo das pontes,
dar que falar
às bocas de Goiás.

Já bebi água de rio
na concha de minha mão.
Fui velha quando era moça.
Tenho a idade de meus versos.
Acho que assim fica bem.
Sou velha namoradeira,
lancei a rede na lua,
ando catando estrelas.

Segurança pública vira calcanhar de Aquiles do governo Lula e força criação de nova pasta

Alguns governistas dizem que o martelo já foi batido

Deu no O Globo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute internamente a viabilidade de criar o Ministério da Segurança Pública no próximo ano. Além de cumprir uma promessa feita na campanha de 2022, a implantação da pasta seria uma forma de dar resposta para a população em um dos temas em que a gestão petista é mais mal avaliada.

Alguns integrantes do primeiro escalão dizem que o martelo já foi batido. Outros, porém, afirmam que ainda não há uma definição por parte de Lula. Um grupo de auxiliares do presidente considera que, apesar de necessário, o Ministério da Segurança Pública não deveria ser implantado agora porque a nova pasta teria pouco tempo para apresentar resultados concretos até a eleição de outubro.

COBRANÇAS – Também argumentam que a nova estrutura faria com que o governo passasse a ser cobrado mais diretamente pelos problemas da área. Responsável por coordenar as ações entre os ministérios, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, era um dos que apresentava internamente essa posição. Porém, segundo aliados, já se convenceu de que a pasta será criada por Lula. A definição por parte do presidente deve acontecer até janeiro.

A segurança pública brecou a melhora na popularidade de Lula que vinha sendo registrada em pesquisas da Quaest desde julho. A aprovação do governo, que era de 48% em outubro, oscilou para 47% no levantamento de novembro. A desaprovação foi de 49% para 50%.

O instituto atribuiu os números à preocupação com a segurança pública despertada pela operação policial no Rio de 28 de outubro, que deixou 122 mortos. Entre outubro e novembro, o percentual de brasileiros que colocam a violência como maior preocupação cresceu de 30% para 38%.

Momentos de desespero e ternura que sempre nos surgem no Natal

Turma Formadores Certform 66: Pré-crónica de Natal (ou o Natal do meu  descontentamento)

Charge reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Caminho pelos sentimentos da vida. Anjos pedem socorro para a combalida humanidade. A razão perdeu o sentido da vida. O ar pesado e cruel não resiste. Padecemos diante da intolerância. Vozes desunidas e trêmulas cruzam ódio e terror. Perdeu-se o encantamento do amor. Laços de ternura foram rompidos pelo cinismo da hipocrisia. Gestos saudáveis tornaram-se recordações amareladas no cotidiano. 

Mas a mulher amada e eterna está em todos os lugares. Caminha invisível com arranjos floridos. Tranças dos cabelos conversam com o sol. Molha o rosto nas águas do rio profundo. Adormece amores.

Meu amor está nos varais do céu. Alegrando o vento. Nas folhas das árvores altas que semeiam o encantamento. A amada deixa luz pelo caminho. Sorri esbelta e faceira. Beijando anjos com aromas de orquídeas. Despede-se da euforia da noite. Passeando entre nuvens emocionadas. Abraçadas com gotas de amor.

###
ALMAS LIVRES

O último suspiro do morto
esquecido e amaldiçoado
exposto pela agonia
do desconforto e da desolação
deixou rastros de ossos
descendo por rios humilhados
por sombras dos falsos disfarces
aniquilados pela lama
correndo nas margens
dos córregos da escuridão
humana entre sinistros corações

As ruas falaram que a democracia é um bem que não é negociável

Manifestantes protestaram contra o PL da Dosimetria

Pedro do Coutto

O último domingo foi marcado por um recado claro e direto vindo das ruas brasileiras. Em capitais e grandes cidades, milhares de pessoas se mobilizaram contra o Projeto de Lei da Dosimetria, que altera critérios de aplicação de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Mais do que um protesto pontual, as manifestações expressaram um sentimento profundo de desconfiança em relação a acordos políticos que, na avaliação dos manifestantes, podem abrir caminho para a impunidade.

Os atos reuniram movimentos sociais, partidos de esquerda, centrais sindicais, artistas, parlamentares e cidadãos sem filiação partidária explícita, unidos por uma palavra de ordem comum: sem anistia. Para os participantes, a proposta em debate no Congresso representa uma tentativa indireta de reduzir punições impostas aos responsáveis pelos ataques às instituições em 8 de janeiro de 2023 — episódios que incluíram a invasão e depredação do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto.

RELATIVIZAÇÃO – Embora pacíficas, as manifestações foram politicamente contundentes. Cartazes, discursos e palavras de ordem ressaltaram que os crimes cometidos contra a democracia não podem ser relativizados por meio de ajustes legislativos casuísticos. A leitura predominante entre os manifestantes é que a dosimetria, apresentada como um debate técnico, carrega forte conteúdo político e simbólico: o de reescrever a gravidade de atos que atentaram contra a ordem constitucional.

Os números de público foram menores do que em mobilizações anteriores, mas isso não esvaziou o significado político do movimento. Pelo contrário. Em um ambiente de fadiga social e dispersão do debate público, a capacidade de reunir milhares de pessoas em diferentes regiões do país revela que o tema segue sensível e mobilizador. A mensagem transmitida é a de que a sociedade civil permanece vigilante e disposta a reagir quando percebe riscos à institucionalidade democrática.

PAUTAS – Outro ponto relevante foi a diversidade das pautas incorporadas aos protestos. Além da rejeição ao PL da Dosimetria, surgiram reivindicações ligadas a direitos trabalhistas, críticas à escala de trabalho 6×1 e à condução do Congresso Nacional. Esse entrelaçamento de agendas reforça a percepção de que, para muitos brasileiros, a defesa da democracia não está dissociada de justiça social e respeito aos direitos fundamentais.

Ao final do dia, o saldo político das manifestações foi menos quantitativo e mais simbólico. As ruas lembraram ao Parlamento que decisões tomadas a portas fechadas, ainda que dentro da legalidade formal, precisam considerar o impacto social e histórico de seus efeitos. A democracia, como deixaram claro os manifestantes, não é apenas um arranjo institucional — é um pacto que exige memória, responsabilidade e limites claros.

O recado do domingo foi simples e poderoso: crimes contra a democracia não são moeda de troca. Cabe agora ao Congresso decidir se ouvirá o eco das ruas ou se assumirá o ônus político de ignorá-lo.

Afinal, a Polícia vai investigar Lulinha na Farra do INSS ou deixou para lá

É mentira que Lulinha tem avião de US$ 50 mi; aeronave pertence a empresa  americana - 21/08/2018 - Poder - Folha

Lulinha teria levado R$ 25 milhões e ainda tinha “mesada”

Tácio Lorran
Metrópoles

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comentou nesta segunda-feira (15/12) a citação feita ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito das investigações sobre a Farra do INSS, cujo esquema criminoso foi revelado pelo Metrópoles. Um ex-funcionário de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, afirmou em depoimento que o lobista teria feito um pagamento de R$ 25 milhões para o filho do presidente da República e que pagava também uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil.

Questionado pela coluna se Lulinha estaria sendo investigado oficialmente pela Polícia Federal, Andrei Rodrigues respondeu que não pode detalhar inquéritos que estão em sigilo e completou: “Infelizmente surgiu essa possibilidade”.

SEM FULANIZAR – “Eu não posso fulanizar e falar detalhes de investigações que não tenho detalhes. E já citei aqui também, Tácio, muito claramente antes da sua pergunta, que não basta uma pessoa ser citada para ela ser considerada investigada ou não investigada. Então, eu desconheço esse detalhe desse processo, creio que o processo está sob sigilo, e que infelizmente surgiu essa possibilidade, mas não posso comentar pelo sigilo da investigação”, afirmou Andrei Rodrigues, durante café com jornalistas.

“O que posso dizer é que isso se aplica a todos: não vale essa exploração midiática da citação para que já haja uma pré-condenação quase jurídica de quem quer que seja. E isso eu já falei em relação a pessoas citadas em apurações nossas do campo político da oposição ao governo, do campo político do governo… E é assim que nós vamos seguir com responsabilidade e apurando tudo que for necessário.”

Após a publicação desta reportagem, Andrei Rodrigues esclareceu que o “infelizmente” não se referiu à citação de qualquer nome, mas sim à possibilidade de divulgação de informação protegida por sigilo — algo que, inclusive, não pode ser confirmado oficialmente.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É uma vergonha a proteção que a Polícia Federal dá a parentes de Lula que seguem o exemplo dele e se corrompem, recebendo dinheiro sujo ou desviado de cofres públicos. Na CPI do INSS já temos dois casos: o de Frei Chico, irmão de Lula, e o de Fábio Luiz, o Lulinha, que Lula julgou ser “o Fenômeno” do meio empresarial, quando na verdade é apenas mais um corrupto como outro qualquer. Diz o ditado: Tal pai, tal filho. (C.N.)

Por ordem de Moraes, PF prende desembargador em nova fase da Operação Unha e Carne

Supremo, governo e imprensa tentam “ocultar” a desmoralização de Moraes

Moraes comprou imóvel de R$ 12 milhões em Brasília

Ganância de Moraes e Viviane estarreceu os brasileiros

Carlos Newton

É impressionante e constrangedora a atuação despudorada dos ministros do Supremo, das autoridades governo e da grande imprensa para tentar esconder a corrupção deslavada que grassa na família do ministro Alexandre Moraes.

Quem poderia imaginar o envolvimento do ministro nas falcatruas do Banco Master, através de contrato com o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, que pagava ao escritório da família Moraes uma remuneração mensal de R$ 3,6 milhões, por três anos, no total de R$ 129,6 milhões até o início de 2027.

VENDER PROTEÇÃO – Por óbvio, não se pode culpar a família Moraes pelas fraudes e outros delitos financeiros da organização criminosa presidida por Daniel Vorcaro, mas o fato é que o escritório dos Moraes fechou contrato para lhe vender proteção e prestar lobby e assessoria empresarial que nada têm a ver com advocacia.

Segundo a colunista Malu Gaspar, de O Globo, o contrato celebrado em 2024 prevê a atuação “estratégia, consultiva e contenciosa” do escritório da família Moraes perante o Judiciário, o Ministério Público, o Legislativo e em quatro órgãos do Executivo: o Banco Central, a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), autarquia vinculada ao Ministério da Justiça e que tem sede em Brasília.

CADE APROVOU – O contrato teve consequências claras, porque em junho do ano passado, quando já fervilhavam no mercado as informações sobre a possível quebra do Master, devido à remuneração superdimensionada de CDBs, muito acima do valor atribuído pelos demais bancos, o CADE simplesmente aprovou o negócio fajuto da venda para o BRB (Banco Regional de Brasília), que é estatal e não está sujeito a falência.

Portanto, o presidente do Master, Daniel Vorcaro, estava tentando imitar Silvio Santos, que em 2009 convenceu Lula a mandar a Caixa Econômica Federal comprar 35% do Banco PanAmericano.

Na época, o banco estava indo à falência e quebraria todo o conglomerado do apresentador/empresário, que trocou um prejuízo estimado em R$ 4 bilhões por um lucro de R$ 739 milhões. Recebeu de Lula um baú da felicidade da melhor qualidade.

SEM RESTRIÇÕES – Assim como o Banco Central, o CADE era diretamente responsável pela aprovação da compra do Master pelo BRB, anunciada em março deste ano. Embora o BC tenha vetado a operação após a imprensa denunciar as fraudes na venda de créditos do Master para o BRB, o CADE aprovou o negócio sem restrições em junho passado.

Como o Master era defendido no CADE pelo escritório Pinheiro Neto, sobrava para o escritório Moraes apenas o lobby no órgão.

No entanto, para aliviar a barra da corruptível família Moraes, a assessoria do CADE informou à jornalista Malu Gaspar que nem Viviane nem representantes do escritório Barci de Moraes “tiveram reunião no CADE para tratar da compra do Master pelo BRB nem pra discutir outros casos relacionados ao banco desde, pelo menos, janeiro de 2024”.

TUDO DOMINADO – Ou seja, o escritório da doutora Viviane Moraes embolsava o dinheiro sem mostrar serviço. Em tradução simultânea, além de apoiar corruptos, a família do Xandão era desonesta em relação a eles e não procurava cumprir os termos do contrato de R$ 129,6 milhões.

A grande imprensa e o governo torcem desesperadamente em favor de Moraes. O presidente Lula chegou ao ponto de incomodar o irrequieto Donald Trump, para lhe pedir que refrescasse a Lei Magnitsky. A grande imprensa, ao apoiar Lula e Moraes, está mais preocupada com a máquina registradora. E o Supremo finge que não está acontecendo nada.

E o Supremo finge de morto, ninguém comenta nada, embora o presidente esteja ameaçando fazer um “código de conduta”, vejam bem a que ponto chega a desfaçatez desses ministros.

###
P.S. 1 –
Em qualquer país minimamente civilizado, Alexandre de Moraes já teria devolvido a toga e estaria esperando julgamento para ser banido do Supremo, proibido de exercer a advocacia e condenado a passar um tempo com o pessoal do 8 de Janeiro. 

P.S. 2 – O assunto não pode morrer assim. É preciso mostrar que todos são iguais na forma da lei e o Supremo precisa de ministro de verdade, que não aceite suborno. (C.N.)

PF fecha cerco contra rede que ajudou Ramagem a fugir do Brasil

PF fez a primeira prisão relacionada ao caso

Julia Duailibi
G1

A Polícia Federal está fechando o cerco contra pessoas que ajudaram o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) a deixar o país. A corporação tem informações sobre pessoas que financiaram parcialmente e organizaram a fuga de Ramagem.

No sábado (13), a PF prendeu, em Manaus, Celso Rodrigo de Mello, filho do garimpeiro de Roraima Rodrigo Cataratas. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa alega inocência (veja a nota ao final deste post). Foi a primeira prisão relacionada à fuga de Ramagem.

CONDENAÇÃO – Em setembro, Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

No mesmo mês, deixou o Brasil após viajar de avião para Boa Vista (RR) e seguir de carro, de forma clandestina, saindo do Brasil por meio da Venezuela ou da Guiana. O deputado, então, seguiu para os Estados Unidos. Ramagem tem laços com Roraima, onde atuou como delegado da PF. Além disso, a mulher é procuradora do Estado.

NOTA DE RODRIGO CATARATAS SOBRE A PRISÃO DO FILHO, CELSO RODRIGO DE MELLO

A assessoria de Rodrigo Cataratas esclarece que, neste sábado (13), a Polícia Federal cumpriu, em Manaus (AM), mandado de prisão contra Celso Rodrigo de Mello, filho de Rodrigo Cataratas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de investigação relacionada à apuração sobre a suposta fuga do deputado federal Alexandre Ramagem.

O caso tramita em sigilo, não há sentença definitiva, e a defesa de Celso já informou que ele é inocente e que a decisão está sendo recorrida.

A assessoria reforça a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, destacando que qualquer conclusão antecipada não condiz com os fatos.

No momento, não haverá novos pronunciamentos. Eventuais atualizações serão divulgadas exclusivamente pelos canais oficiais.

Deus no comando. Fé, trabalho e resistência.