Michelle alega “tensões” e problemas de saúde e se afasta do PL Mulher

Contrato com banco Master arranca a máscara do rosto do ministro Moraes

Charge: Estátua da Justiça recebe Alexandre de Moraes, por Latuff – Grito na Luta

Charge do Lattuff (Frente Brasil Popular)

Vicente Limongi Netto

País ficando mais podre do que nunca. Nossos filhos e netos merecem um Brasil mais decente e digno. Que volte a ter o respeito dos cidadãos de bem, que pagam impostos, que muitas vezes sacrificam a vida para levar um pouco de comida para casa. Poderosos continuam agindo como cretinos engomados. Como bandidos que enxovalham a Constituição.

São grupelhos unidos em interesses pessoais. Mentem em agravos, falseiam recursos. Adiam sentenças. Usam artimanhas jurídicas canalhas para barganhar vinganças. A podridão é quase unânime. Meus pais, hoje, morreriam de vergonha diante de tanta roubalheira.

MAUS BRASILEIROS – “Há bandidos de toga” – como dizia a ministra Eliana Calmon, primeira mulher a integrar o Conselho Nacional de Justiça, cuja missão principal é controlar a atuação administrativa e financeira do Judiciário e fiscalizar o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.

São togados disfarçados de isentos, de defensores da Pátria. Conversa fiada, são deploráveis maus brasileiros. Não enganam mais ninguém.  Nessa linha, isto posto, parabéns ao jornalista do Globo, Lauro Jardim, que deu a notícia, e também aos que a repercutiram, como Malu Gaspar, Cláudio Humberto e outros, que prestaram imenso bem ao jornalismo brasileiro, revelando que o Banco Master contratou o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, por 129 milhões de reais.

Não me venham tentar dizer que não tem nada a ver o fato escabroso com o Supremo Tribunal Federal. A excrescência é oceânica. Tenho ânsia de vômito.

Hugo Motta: “Eduardo Bolsonaro já tem faltas suficientes para ser cassado”

Enriquecimento da mulher de Moraes exibe a corrupção que assola o STF

Banco Master contratou mulher de Alexandre de Moraes, diz jornal

Moraes, o falso herói que vende “proteção” a banqueiros

Malu Gaspar
O Globo

Causou furor nos escritórios de advocacia que defendem o Master a informação de que o contrato do banco com a mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi apreendido na operação Compliance Zero, como informou o colunista Lauro Jardim.

Na ocasião, além de executar a ordem de prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro, e de outros seis executivos ligados ao caso, a PF também apreendeu celulares e notebooks. Mas o que mais preocupa os advogados do Master nem é propriamente o fato de existir um contrato, e sim a remuneração: R$ 3,6 milhões mensais por 36 meses a partir do início de 2024.

NO CELULAR – De acordo com informações a que a equipe da coluna teve acesso, é o que consta do documento, que não foi propriamente apreendido, mas estava em formato digital no celular de Vorcaro, entre os arquivos trocados por ele com funcionários de seu banco.

O contrato tem um escopo bastante amplo, o de representar o Master onde for necessário, e não especifica uma única causa ou processo. Caso fosse cumprido integralmente, teria rendido para o Barci de Moraes, escritório de Viviane, R$ 129 milhões – o que não ocorreu, já que o Master entrou em liquidação.

Tudo indica, porém, que o escritório foi regiamente pago enquanto possível, porque nas mensagens com a equipe Vorcaro deixavam claro que os desembolsos para Viviane eram prioridade para o Master e não podiam deixar de ser feitos em hipótese alguma.

SEM RETORNO – A equipe da coluna procurou o escritório de Viviane e o Master para saber o quanto afinal foi pago e por quais causas, mas não obteve retorno. No escritório, uma funcionária que atendeu o telefone disse que ninguém falaria e que também não poderia fornecer um e-mail para o envio de um pedido de informação. Já o Master não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Procuramos também o ministro Alexandre de Moraes, por intermédio da assessoria de imprensa do STF, mas não obtivemos resposta. O espaço está aberto para manifestação.

Um dos processos em que Viviane atuou foi uma queixa-crime apresentada em abril de 2024 por Vorcaro e pelo Master contra o investidor Vladimir Timerman, da Esh Capital, que possui um litígio antigo com o empresário Nelson Tanure, acionista da Gafisa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É o fim de tudo, a desmoralização geral do Supremo, que defende o tipo de democracia que enriquece ministros. Por isso, eles soltaram Lula, sepultaram a Lava Jato, fazem o possível e o impossível para destruir Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Todos os ministros merecem ir para cadeia – tanto os que se corromperam, como também os que silenciaram, sem se opor a essa situação. É a lama, é a lama, diria Tom Jobim. (C.N.)

Fachin reage à “crise Toffoli” e prepara código de conduta para ministros do Supremo

Tempo de prisão de Bolsonaro vai cair para pouco mais de dois anos

Estratégia de Vorcaro tentou empurrar caso Master para Nunes Marques

Equipe de Vorcaro acionou manobra jurídica

Malu Gaspar
O Globo

A reclamação dos advogados de defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que fez com que a investigação fosse parar no gabinete de Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedia inicialmente que o processo fosse para outro ministro: Kassio Nunes Marques, relator da Operação Overclean, que apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos na execução de emendas parlamentares. Os advogados alegaram conexão com as duas apurações.

Em uma análise preliminar, a Presidência do Supremo, porém, considerou que o caso Master não tinha ligação com a Overclean e determinou o sorteio eletrônico entre os integrantes da Corte. Com isso, a reclamação foi enviada a Dias Toffoli, que decidiu colocá-la sob sigilo.

FORO – A defesa de Vorcaro alegou ao Supremo que a Justiça Federal de Brasília não era o foro competente para cuidar das investigações por conta de um contrato imobiliário apreendido pelos investigadores que menciona uma empresa do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).

O argumento utilizado para tentar mandar o caso Master para Nunes Marques foi que, “de acordo com notícias jornalísticas”, Bacelar também seria investigado pela Overclean. A defesa menciona uma reportagem publicada pelo site Bahia Notícias, intitulada “Com prefeito afastado pela Overclean, Boquira recebeu mais de R$ 8 mi em emendas parlamentares”.

A reportagem, publicada em junho de 2025, faz uma única menção a Bacelar para informar que ele está entre os parlamentares que destinaram recursos ao município – R$ 575 mil via emendas pix.

EM SIGILO – “O reclamante [Vorcaro] não conhece detalhes das investigações da Operação Overclean, cujos autos estão em sigilo, mas aparentemente existem instrumentos jurídicos referentes a operações comerciais similares (operações imobiliárias), com registros encontrados de forma semelhante em cumprimento de medidas de busca e apreensão, e investigados comuns, o que sugere uma possível correlação dos feitos”, alega a defesa.

Segundo fontes ligadas à Overclean ouvidas pela equipe da coluna, a alegação do time jurídico do dono do Banco Master, formado por oito escritórios de advocacia, não confere. Embora Bacelar tenha de fato enviado emendas para Boquira, cidade que teve o prefeito preso na operação por desvio de recursos, o deputado não é investigado, pelo menos por enquanto.

Mesmo assim, a tese encontrou respaldo de Toffoli, que determinou na última quarta-feira (3) que o foro competente para cuidar do caso é o STF. Com isso, qualquer nova medida que venha a ser tomada no âmbito da investigação, como a quebra de sigilo e a autorização de novas operações policiais, só pode ser tomada por ele.

DESPACHO – “Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, conforme inclusive já noticiado pela mídia formal, fixada está a competência da corte constitucional”, escreveu Toffoli em seu despacho de apenas três páginas, sem mencionar a que notícia se referia.

“Neste sentido, qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior.” No mesmo despacho, decidiu manter o sigilo decretado sob a alegação de “evitar vazamentos que obstaculizem as investigações”.

CONEXÕES –  Toffoli tem ligações com o Master. No ano passado, Toffoli participou de um evento patrocinado pelo banco – o I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, organizado por uma empresária bolsonarista que já criticou “cidadãos de toga” e o “canetaço” do Supremo Tribunal Federal.

Além dele, também participaram do evento outros ministros do STF, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes – cuja mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, foi contratada pelo Master.

DESPESAS – Na época, os ministros do Supremo silenciaram sobre quem bancou as despesas com hospedagem e passagem de avião para participar do evento, realizado no luxuoso hotel The Peninsula, próximo do Palácio de Buckingham, com diárias que custam cerca de R$ 6 mil.

O STF informou que a livre distribuição é o caminho natural dos processos e que a análise preliminar da presidência constatou que não havia prevenção a Nunes Marques. Já a defesa de Vorcaro não se manifestou. O espaço segue aberto.

“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la”, dizia Antônio Cícero

Maria Padilha - Antonio Cicero compositor, poeta, ensaísta, crítico literário, filósofo e escritor brasileiro. compôs: Fullgás, À Francesa, Maresia e Ultimo Romântico, entre outras. Meu grande amigo e uma das pessoas maisPaulo Peres
Poemas & Canções

Antônio Cícero Correia Lima (Rio de Janeiro, 6 de outubro de 1945 – Zurique, 23 de outubro de 2024) foi um notável poeta, compositor, filósofo, escritor e crítico literário brasileiro. Ele foi um membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e uma figura multifacetada na cultura do Brasil. 

Na poesia Dilema, Cícero faz uma reflexão sobre a existência, reconhecendo que a vida o confunde bastante.

DILEMA
Antonio Cícero

O que muito me confunde
é que no fundo de mim estou eu
e no fundo de mim estou eu.

No fundo
sei que não sou sem fim
e sou feito de um mundo imenso
imenso num universo
que não é feito de mim.

Mas mesmo isso é controverso
se nos versos de um poema
perverso sai o reverso.
Disperso num tal dilema
o certo é reconhecer:
no fundo de mim
sou sem fundo.

Pedido para extinguir pena de Mauro Cid segue sem resposta de Moraes

Cid aguarda há mais de um mês definição de Moraes

Gabriela Boechat
CNN

Mais de um mês após o trânsito em julgado do processo contra o tenente-coronel Mauro Cid por tentativa de golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda não deu uma resposta sobre o pedido da defesa para extinguir a pena do militar.

O primeiro pedido dos advogados veio ainda em setembro, pouco depois de iniciado o julgamento da trama golpista. Naquele mês, Moraes negou o pedido. Ele alegou que aquele não era o momento processual adequado para discutir o assunto. Para o ministro, o tema deveria ser analisado após o trânsito em julgado da ação, que é quando se esgotam as possibilidades de recurso.

DELAÇÃO – Mauro Cid decidiu não recorrer. O militar tinha acordo de delação premiada e foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto, além de ter recebido todos os benefícios prometidos no acordo. Pela falta de recurso, seu caso transitou em julgado em 28 de setembro.

Dias depois, em 3 de novembro, a defesa protocolou um novo pedido. O argumento é que o tenente-coronel já cumpriu a pena ao passar cinco meses em prisão preventiva e dois anos sob medidas cautelares que restringem a locomoção, como o uso de tornozeleira eletrônica.

CAUTELARES – O período sob cautelares não costuma ser abatido das penas no STF, apenas o tempo de prisão. Os advogados, porém, citaram decisões anteriores do STJ (Superior Tribunal de Justiça), no qual o cenário foi diferente e as cautelares entraram no cálculo para detração penal.

Dessa vez, Moraes pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Em 19 de novembro, o procurador-geral Paulo Gonet se posicionou de forma contrária ao pedido da defesa. Disse justamente que a jurisprudência do Supremo não permite descontar períodos de medidas cautelares, já que a detração exige “efetiva restrição da liberdade de locomoção”. Desde então, o ministro Moraes não deu uma resposta definitiva sobre o caso de Cid.

Defesa de Filipe Martins tentou manter Fux no julgamento e Moraes vetou

“Basta de feminicídio!” — este é o grito que o país não pode ignorar

Protestos contra feminicídio reúniram milhares de manifestantes

Pedro do Coutto

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas no último domingo para dizer, em voz alta e conjunta, aquilo que muitos relatórios frios e números procuram esconder: as mulheres do Brasil vivem sob uma ameaça que mata.

Em São Paulo, a Avenida Paulista reuniu milhares que caminharam com cartazes, flores e histórias — no Rio de Janeiro, pontos como Copacabana viraram ponto de encontro de quem exige medidas reais, não apenas notas oficiais. As imagens e o clamor nas ruas lembram que o problema não é episódico; é estrutural e cotidiano.

GRAVIDADE – Os números confirmam a gravidade que as vozes nas manifestações denunciam. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2024 o país registrou um número recorde de mulheres assassinadas por serem mulheres — cerca de 1.492 casos — e, em 2023, já haviam sido contabilizadas 1.463 vítimas. Essas cifras não são meras estatísticas: representam vidas interrompidas, famílias destroçadas e comunidades marcadas por medo.

Há padrões dolorosos por trás desses dados. A maioria esmagadora das vítimas conhece o agressor: em cerca de 8 em cada 10 casos o autor é companheiro ou ex-companheiro. A residência, que deveria ser o espaço de proteção, é o local onde muitas mulheres são mortas — quase dois terços dos casos ocorreram dentro de casa.  A cor da pele também é um indicador brutal da desigualdade: a maioria das vítimas é negra. Esses recortes deixam claro que o feminicídio se entrelaça com desigualdade social, racismo e falhas das redes de proteção.

Dizer que “o Brasil mata mulheres” é chocante — e, por isso, necessário. As explicações não se reduzem a um único fator. Há uma confluência de elementos: uma cultura de normalização da agressão contra a mulher, sistemas de proteção pública muitas vezes ineficientes, ausência de políticas públicas contínuas e investimentos insuficientes em prevenção e atendimento, além de falhas no registro e na resposta imediata quando a mulher denuncia. Quando a denúncia não é seguida por proteção, criam-se condições para que a violência escale.

INDIGNAÇÃO – As ruas mostram algo que os gráficos também apontam: indignação e vontade de mudança. Mas o protesto não é substituto de política pública. Para transformar o grito das manifestações em políticas permanentes são necessárias ações concretas e integradas: formação de profissionais de segurança e saúde para atendimento com perspectiva de gênero; ampliação e qualificação das casas de acolhimento; investimentos em programas de prevenção nas escolas e comunidades; mecanismos ágeis para afastamento do agressor e monitoramento eletrônico quando cabível; e políticas que enfrentem o racismo e a vulnerabilidade econômica que aumentam o risco para tantas mulheres.

Também é preciso melhorar o registro e a coleta de dados: só com informações precisas será possível direcionar recursos e avaliar resultados. A própria evolução dos registros durante a última década mostra que, em parte, o aumento observado também se deve a melhores práticas de notificação — mas nem por isso o número deixa de ser uma tragédia. Entre 2015, quando a Lei do Feminicídio foi sancionada, e os anos mais recentes, contabilizam-se dezenas de milhares de vítimas; cada número carrega uma história que exige memória e justiça.

LONGO PRAZO – No campo da cultura e da educação, a transformação é de longo prazo, mas imprescindível. Campanhas públicas eficazes, educação nas escolas sobre respeito e igualdade, formação de masculinidades não violentas e responsabilização judicial são peças de um quebra-cabeça que, montado, pode reduzir a banalização da violência. Paralelamente, a imprensa, os espaços artísticos e as redes sociais têm papel central em manter a pauta viva e em dar voz às vítimas sem revitimização.

As manifestações recentes — de São Paulo ao Rio, de capitais a pequenas cidades — têm um papel simbólico e prático: mostram que a sociedade não aceita mais a normalização do assassinato de mulheres. Mas essa energia precisa encontrar concretude: projetos de lei que priorizem prevenção e proteção, orçamentos que garantam atendimento e abrigo, sistemas de justiça que agilizem medidas protetivas e uma política pública intersetorial que transforme a raiva em resultado eficaz. A urgência é evidente; a resposta não pode mais ser fragmentada.

Ao final, o que as ruas pedem é simples e humano: que as mulheres vivam. Não como estatística, mas como pessoas com sonhos, trabalho, afeto. É responsabilidade do Estado, da sociedade e de cada um de nós transformar o grito em medidas que salvem vidas — hoje, amanhã e sempre. Se queremos um país que se orgulhe de suas cidades, não podemos aceitar que parte delas continue marcada por medo; é preciso agir, já.

STF vira a página do golpe e mira crime organizado, emendas e filhos de Bolsonaro

Soltura de Rodrigo Bacellar: como votou cada deputado na Alerj

Bacellar foi preso suspeito de vazar informações 

Deu no Estadão

Por 42 votos a favor a 21 contrários – além de duas abstenções -, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta segunda-feira, 8, o Projeto de Resolução 2.116/2025, que prevê a revogação da prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União). A medida tinha como relator o deputado estadual Rodrigo Amorim (PL).

Bacellar foi preso na última quarta-feira, 3, suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun, que capturou o então deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação criminosa com a facção Comando Vermelho (CV). A prisão foi determinada após mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi cumprido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Unha e Carne.

REVOGAÇÃO – O relatório de Amorim, que é líder do governador Cláudio Castro na Alerj, não trata sobre o mérito da prisão e das medidas cautelares impostas por Moraes, apenas sobre a revogação da prisão de Bacellar.

A votação provocou divisão entre os parlamentares. A maioria saiu em defesa do presidente da Alerj e do governador, como o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). Para o parlamentar, a decisão de Moraes “não se sustenta” e, segundo ele, não há envolvimento de TH Joias e Comando Vermelho com Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar.

“SIMPLES MEME” – “O que nós temos no que nós recebemos aqui nesta casa? Nós recebemos a decisão do ministro Alexandre Moraes. O que nós temos nessa decisão? Três prints. Um deles, do deputado TH Joias mandando: “Mudei o telefone”. E o presidente Rodrigo Bacelar respondendo com um meme. Um meme simples, um único meme”, disse Knoploch.

Já o deputado Flávio Serafini (PSOL), da oposição, defendeu que os elementos probatórios para a prisão de Bacellar “estão colocados” e são “gravíssimos”. “Até o dia 3 de setembro desse ano, a gente tinha aqui nessa Casa um parlamentar (TH Joias), um suplente de parlamentar no exercício do mandato, acusado de lavar dinheiro, de importar drogas, de importar armas, de importar equipamentos antidrones para para fornecer para as organizações criminosas, para as facções que atuam aqui no estado do Rio de Janeiro”, disse.

VOTOS –  A favor do Projeto de Resolução e, consequentemente, pela soltura de Rodrigo Bacellar: Alan Lopes (PL); Alexandre Knoploch (PL); Andre Correa (PP); Arthur Monteiro (União); Brazão (União); Bruno Boaretto (PL); Carla Machado (PT); Carlinhos BNH (PP); Carlos Macedo (Republicanos); Chico Machado (Solidariedade); Daniel Martins (União); Danniel Librelon (Republicanos); Dr. Deodalto (PL); Dr. Pedro Ricardo (PP); Elton Cristo (PP); Fábio Silva (União); Felipinho Ravis (Solidariedade); Filippe Poubel (PL); Franciane Motta (Podemos); Fred Pacheco (PMN); Giovani Ratinho (Solidariedade); Giselle Monteiro (PL); Guilherme Delaroli (PL); India Armelau (PL); Jorge Felippe Neto (Avante); Julio Rocha (Agir); Lucinha (PSD); Marcelo Dino (União); Munir Neto (PSD); Rafael Nobre (União); Renan Jordy (PL); Renato Miranda (PL); Ricardo da Karol (PL); Rodrigo Amorim (União); Samuel Malafaia (PL); Sarah Poncio (Solidariedade); Thiago Gagliasso (PL); Thiago Rangel (PMB); Tia Ju (Republicanos); Val Ceasa (PRD); Valdecy da Saúde (PL); Vitor Junior (PDT)

Contra a resolução e pela manutenção da prisão: Atila Nunes (PSD); Carlos Minc (PSB); Célia Jordão (PL); Claudio Caiado (PSD); Dani Balbi (PCdoB); Dani Monteiro (PSOL); Elika Takimoto (PT); Flavio Serafini (PSOL); Jari Oliveira (PSB); Lilian Behring (PCdoB); Luiz Paulo (PSD); Marcio Gualberto (PL); Marina do MST (PT); Professor Josemar (PSOL); Renata Souza (PSOL); Renato Machado (PT); Rosenberg Reis (MDB); Sergio Fernandes (PSB); Verônica Lima (PT); Yuri Moura (PSOL); Zeidan (PT)

Piada do Ano! Brasil tornou-se o país mais bagunçado do mundo

Reprodução do site da Rádio Vargem Alegre

Carlos Newton

Quando a gente pensa que a política no Brasil chegou ao fundo do poço, em termos de desrespeito moral, corrupção e indignidade, logo aparece uma notícia confirmando que a situação está piorando ainda mais.

Desta vez foi plenário da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) que aprovou nesta segunda-feira (dia 8) uma resolução para soltar o deputado Rodrigo Bacellar (União), detido preventivamente na Superintendência da Polícia Federal desde a última quarta-feira (dia 3).

ASSUNTO TABU – Impressionante o placar da votação – 42 votos favoráveis à soltura de Bacellar e apenas 21 contrários, além de duas abstenções. Assim, registra-se uma maioria mais que absoluta a favor do domínio da política pelo crime organizado, poque é disso que se trata.

Essas relações perigosas entre o crime organizado e a sociedade civil são um assunto tabu, que raramente é noticiado com o necessário destaque.

Mas esse ocultamento proposital e programado às vezes falha, e assim surge a notícia estarrecedora de que o ministro Dias Toffoli, aquele que jamais conseguiu passar em concurso público para juiz, viajou para Lima no jato de um diretor do Banco Marques, assistiu à vitória do Flamengo e comemorou mandando soltar os criminosos do colarinho imundo e determinando que o processo contra eles corra em sigilo.

E A POLÍCIA? – Ninguém discou 190 para chamar a Polícia, nada aconteceu a Toffoli, que recentemente acabou com a Lava Jato, já está até começando a liberar o dinheiro que os empreiteiros devolveram ao confessar corrupção disseminada.

Agora, entre uma liberação e outra, Toffoli pode fazer biscate em escândalos como o caso do Banco Marques.

Ao mesmo tempo, Gilmar Mendes muda a Constituição a seu bem prazer, como acaba de acontecer na blindagem dos integrantes do Supremo contra centenas de pedidos de impeachment, o que deixa Toffoli ainda mais confortável para esculhambar o trabalho da Polícia Federal, que investiga e prende, ficando na medida para o ministro mandar soltar, incontinente.

SUPREMA PODRIDÃO – O antes respeitado Supremo parece a Gaiola das Loucas. Como se sabe, os  tresloucados ministros deram carta branca para Moraes salvar a democracia.

No entanto, ao invés de seguir as leis, ele se transformou em Napoleão de presídio e inventou até decisões judiciais para serem cumpridas nos Estados Unidos, causando um atrito internacional que o rotulou de “terrorista” junto com sua mulher.

Mesmo assim, o ministro Moraes manteve as insanidades jurídicas que causaram a briga feia com o empresário Elon Muskd.

UM TRAPALHÃO – Em síntese, Moraes é um trapalhão, que abriu contra Musk uma disputa que não vai acabar nunca, pois é igual ao Inquérito do Fim do Mundo, aquele que era sobre fake news e depois incluiu o que aparecia pela frente.

No julgamento de Bolsonaro e Cia, o mais importante processo da História Republicana, Moraes no final se enrolou todo e declarou trânsito em julgado antes do tempo, quando ainda havia petições de Mauro Cid a decidir, assim como prazos abertos para recursos de Bolsonaro e mais sete réus. 

Simplesmente, o destrambelhado Moraes desconheceu tudo isso, encerrou o processo e agora não sabe o que fazer.

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P.S.
O prazo para Moraes responder ao recurso de Bolsonaro termina dia 13. Faltam só 4 dias. O que farão os advogados de Bolsonaro? Ninguém sabe. A ignorância deles é sesquipedal, como diria João Figueiredo, aquele presidente do “prendo e arrebento”. Mas o despreparo da defesa de Bolsonaro é outro assunto, que logo abordaremos, se deixarem. (C.N.)

Prisão de Bolsonaro e generais é um “marco”, dizem intelectuais, em carta aberta

Grupo diz que “República brasileira respirou”

Deu na Folha

Intelectuais de diferentes áreas divulgaram uma carta aberta em que afirmam que a prisão de Jair Bolsonaro (PL) e de quatro militares da mais alta patente representa uma inflexão histórica no país e demonstra que a democracia brasileira está aprendendo a se defender.

No texto, o grupo ressalta o ineditismo do acontecimento do último dia 25 e diz que o fato de a Justiça ter conseguido processar, julgar e responsabilizar “figuras outrora intocáveis revela um aprendizado institucional raro em países com histórico de tutela militar”.

INTERVENÇÃO – “A República brasileira nasceu sob tutela militar, marcada por golpes, intervenções e tentativas reiteradas de limitar o poder civil. […] Sempre pesou sobre nossa democracia o fantasma do pretorianismo: a intervenção abusiva dos militares na vida democrática, seja explícita, seja silenciosa”, diz a carta.

“A condenação desses quatro expoentes militares [os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos] é, portanto, mais do que uma punição individual. É um marco com pelo menos três significados profundos: verdade, justiça e memória.”

VIGILÂNCIA – “Democracia exige vigilância, responsabilização e compromisso público com a ideia simples e revolucionária de que o poder pertence à população e não às armas”, afirmam os signatários. “Ainda assim, no dia 25 de novembro de 2025, a República brasileira respirou.”

O documento foi organizado pela doutora em ciência política e pesquisadora na Universidade de Lisboa Beatriz Rey e pelo advogado e doutor em Direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Lucas Paulino. Também assinam a carta, entre outros, o escritor e sociólogo Sérgio Abranches, o professor de Ciência Política João Roberto Martins Filho, a antropóloga Maria Filomena Gregori, a cientista política Luciana Gross Cunha e o escritor João Paulo Cuenca.

CARTA ABERTA SOBRE O SIGNIFICADO HISTÓRICO DE 25 DE NOVEMBRO DE 2025

No dia 25 de novembro de 2025, o Brasil viveu um acontecimento inédito: pela primeira vez em nossa história, militares de alta patente foram presos para cumprir pena por crimes contra a ordem democrática. Os generais da reserva Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, assim como o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, passaram oficialmente para a condição de condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a confirmação do trânsito em julgado do processo que reconheceu a responsabilidade criminal deles pela participação ativa na tentativa golpista que buscou reverter o resultado legítimo das eleições presidenciais de 2022 e usurpar o poder de forma autoritária.

A este grupo soma-se Walter Braga Netto, general quatro estrelas, ex-ministro da Defesa e ex-ministro da Casa Civil, que em 2022 concorreu à vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro (PL), derrotada por Lula e Alckmin. Em setembro de 2025, Braga Netto já havia sido condenado a 26 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Esse fato não pode ser tratado como rotina institucional nem como mero desdobramento processual. Ele representa uma inflexão histórica.

A República brasileira nasceu sob tutela militar, marcada por golpes, intervenções e tentativas reiteradas de limitar o poder civil. Mesmo após 1988, a separação entre o governo eleito e a estrutura militar nunca esteve plenamente consolidada. Sempre pesou sobre nossa democracia o fantasma do pretorianismo: a intervenção abusiva dos militares na vida democrática, seja explícita, seja silenciosa.

A tentativa golpista de 2022 foi o ponto mais recente e mais grave dessa história. Durante o governo de Jair Bolsonaro, setores militares e civis tramaram ações para fragilizar o processo eleitoral, desacreditar a Justiça Eleitoral e fomentar a ruptura institucional. A estratégia incluiu desinformação, sabotagem institucional, uso político das Forças Armadas e estímulo a manifestações antidemocráticas. Não foi improviso: foi projeto.

A condenação desses quatro expoentes militares é, portanto, mais do que uma punição individual. É um marco com pelo menos três significados profundos: verdade, justiça e memória.

Primeiro, o fato do Supremo Tribunal Federal conseguir processar, julgar e responsabilizar figuras outrora intocáveis revela um aprendizado institucional raro em países com histórico de tutela militar. Não estamos diante de uma democracia plena, mas de uma democracia que, aos poucos, está aprendendo a se defender.

Segundo, tentativas de golpe não podem ser tratadas como divergência política ou erro administrativo. São crimes contra a soberania popular. Responsabilizar seus líderes (e não apenas os executores) é condição para quebrar o ciclo histórico de impunidade que, em 1964, custou ao Brasil 21 anos de ditadura.

Terceiro, o ato do dia 25 de novembro não repara o passado sozinho, mas ajuda a construir o futuro. Uma democracia se mantém não apenas por votos, mas também pela memória dos riscos enfrentados e pela coragem de proteger sua integridade institucional.

A condenação desses militares, por mais relevante que seja, não é suficiente para encerrar o ciclo golpista. A permanência do pretorianismo nas Forças Armadas exige reformas profundas, institucionais e culturais, para que a ruptura democrática deixe de ser uma tentação permanente ou um recurso disponível. Sem essa transformação estrutural, o risco de repetição permanecerá vivo, apenas à espera de uma nova oportunidade.

Reconhecer isso é parte do mesmo compromisso democrático que torna possível responsabilizar quem atacou a República. Porque responsabilizar é um passo; transformar é o desafio. E se há algo que a história tem tentado ensinar ao Brasil —e que tantas vezes recusamos aprender— é que nenhuma democracia sobrevive quando seus cidadãos passam a tratá-la como garantida. Não é. Democracia exige vigilância, responsabilização e compromisso público com a ideia simples e revolucionária de que o poder pertence à população e não às armas.

Ainda assim, no dia 25 de novembro de 2025, a República brasileira respirou. Ainda com cicatrizes, ainda com ameaças, ainda com dúvidas, mas respirou. Que este fato não seja exceção. Que seja início. Porque nenhuma democracia sobrevive quando os que a atacam acreditam estar livres de consequências.

Ciro Nogueira descarta Flávio e tenta impor Tarcísio e Ratinho como eixo da direita

É preciso haver penas mais rigorosas para punir a violência contra mulheres

25 de Novembro – Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra a  Mulher - SITRAEMG

Reprodução do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

O Correio Braziliense enfatiza a indignação do presidente Lula, semelhante ao desespero da sociedade diante da escalada brutal e covarde de feminicídios: “Até a morte é suave para agressor de mulher”, bradou Lula.  Nesta linha, a colunista Ana Dubeux (Correio Braziliense de 7/12) salienta dramático repúdio:

“Mulheres fazem apelos, ensinam, denunciam, levantam bandeiras, escondem-se, fogem, tentam de todo jeito escapar da violência. Mas os homens bárbaros, covardes, nojentos, e assassinos as encontram na rua, no transporte público, no trabalho, principalmente em casa”.

CLAMOR DO MEDO – A dor de Dubeux é infinita. O que escreve é clamor do medo que está atacando e destruindo lares e famílias. Ricas e pobres. Dubeux acrescenta:” Estamos cansadas, amedrontadas e angustiadas. Temos leis. Temos mecanismos de proteção que poderiam funcionar muito melhor”.

Os números das estatísticas de feminicídios são estarrecedores. Até o momento em 2025 somam- se 1.075 mulheres assassinadas. Média inacreditável de 4 mortes por dia. As penas para esta escória de monstros e pervertidos agora chegam a 40 anos de cadeia. Mas elas precisam ser exemplares. Cumpridas com severo rigor. Embora, a meu ver, o melhor para esta corja de canalhas seria pena de morte ou prisão perpétua, como existem em muitos países.  Sem indecorosas saidinhas e muito menos audiências de custódia.

Sem perdão. Porque no Brasil a impunidade destrói tudo de bom que existe. Precisamos ter esperanças e fé. Mas que venham acompanhadas de atitudes exemplares. Que tragam mais paz e respeito às mulheres.

PT ignora pré-candidatura de Flávio e centraliza ataques em Tarcísio como adversário estratégico

Flávio anunciou ter sido escolhido por seu pai

Sérgio Roxo
O Globo

Apesar do anúncio da pré-candidatura a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na última sexta-feira, resolução do diretório nacional do PT aprovado no sábado passado que trata sobre as diretrizes eleitorais para 2026 centra críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Para o partido, Tarcísio é o “principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista”.

“Setores da direita brasileira, especialmente governadores, vêm atuando para sabotar políticas do governo Lula, criando obstáculos à ação federativa em áreas estratégicas como segurança pública,infraestrutura, educação e políticas sociais. Entre eles, o governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas, se destaca como principal interlocutor do projeto neoliberal e privatista, transformando São Paulo em laboratório da redução radical do papel do Estado, da entrega de bens públicos e do enfrentamento ideológico ao governo federal”, diz o texto, que foi divulgado na manhã desta segunda-feira.

ESCOLHIDO – Na sexta-feira, Flávio anunciou ter sido escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como nome do grupo político para disputar o Palácio do Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição. A definição foi mal recebida pelo mercado financeiro, com alta do dólar e queda na Bolsa.

Pesquisa Datafolha divulgada no domingo mostra que Flávio perderia para Lula em um eventual segundo turno em 2026 por uma diferença de 15 pontos percentuais. A diferença do petista para Tarcísio, por sua vez, é menor, de 5 pontos.

No documento aprovado no sábado, o partido também assume a bandeira da defesa da implantação do Ministério da Segurança Pública, que chegou a constar no programa de governo de Lula durante a campanha de 2022, mas nunca saiu do papel.

FOCO – “O PT reafirmou que o Brasil precisa de um Ministério da Segurança Pública e uma política de segurança nacional articulada, com foco em inteligência, combate financeiro ao crime e proteção das comunidades”, afirma a resolução.

A pressão pela criação da nova pasta foi reforçada após crises recentes, como a que envolveu a operação nos complexos da Penha e da Maré, no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos. Na ocasião, o governador Cláudio Castro acusou o governo federal de não ajudar os estados no combate à violência.

Direita articula Tarcísio e vê candidatura de Flávio como chantagem por anistia

Datafolha: 54% veem dano à tornozeleira como tentativa de fuga de Bolsonaro

33% acreditam que Bolsonaro teve um “surto paranoico”

Deu no O Globo

A maioria dos brasileiros acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) danificou a tornozeleira eletrônica que utilizava porque pretendia fugir. É o que revela pesquisa Datafolha realizada entre 2 e 4 de dezembro com 2.002 eleitores em 113 municípios. Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados veem o episódio como tentativa de fuga, enquanto 33% afirmam acreditar na versão de Bolsonaro, que atribuiu o dano a um “surto paranoico”.

Outros 13% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a suspeita de fuga é ainda mais acentuada: 60% afirmam que o ex-presidente tentou escapar.

CONTRASTES – Já a análise por renda mostra que a tese do surto encontra maior acolhida entre os mais ricos, grupo em que 40% dizem acreditar na explicação dada por Bolsonaro. O recorte regional revela contrastes significativos. No Nordeste, 61% veem tentativa de fuga, o maior índice do país. Sul e Norte/Centro-Oeste apresentam os percentuais mais altos de adesão à versão do surto, ambos com 40%, acima da média nacional de 33%.

A prisão do ex-presidente foi considerada justa por 54% dos brasileiros, enquanto 40% discordam da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), também de acordo com o Datafolha. Outros 6% não sabem ou não responderam.

LOCAL – Os pesquisadores também questionaram os entrevistados sobre o local onde o ex-mandatário deveria cumprir a pena, estipulada em 27 anos e três meses de cadeia pela Corte. Para 34%, Bolsonaro deveria cumprir a pena em casa. Já 26% pensam que ele deveria estar em um presídio comum, 20% em uma unidade militar, e 13% disseram na sede da Polícia Federal — onde o ex-presidente se encontra atualmente. Não souberam responder 7%.

O Datafolha aponta também que 36% dos brasileiros entendem que estão bem informados sobre a prisão definitiva de Bolsonaro. O montante é próximo dos 37% que dizem ter conhecimento sobre, mas estão mais ou menos informados. Já 11% apontam que estão mal informados, e 16% afirmam sequer terem tomado conhecimento.