Com Bolsonaro preso, entorno do ex-presidente acumula investigações e ações no STF

Eduardo responde a ação e Valdemar voltou a ser investigado

Fernanda Fonseca
CNN

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mas enquanto Bolsonaro permanece preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, aliados políticos e pessoas de seu círculo próximo também enfrentam uma série de investigações e processos em andamento no Supremo.

Na última sexta-feira (6), a Primeira Turma começou a julgar a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o pastor Silas Malafaia pelos crimes de injúria e calúnia. Relator do caso, Moraes votou pelo recebimento da acusação. O julgamento não analisa culpa ou inocência, mas apenas se há indícios mínimos para a abertura de uma ação penal. Caso a maioria dos ministros acompanhe o relator, Malafaia passará à condição de réu e responderá a processo criminal no Supremo.

DECLARAÇÕES – A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro, e tem como base declarações feitas pelo pastor contra generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército, incluindo o comandante da Força, general Tomás Paiva. Em abril de 2025, durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, Malafaia chamou os generais do Alto Comando de “cambada de frouxos” e “cambada de covardes”, além de afirmar que os militares seriam “omissos” e não “honrariam a farda que vestem”.

Ao votar, Moraes afirmou que a PGR apresentou uma narrativa clara dos fatos, indicando as circunstâncias de tempo, lugar e a conduta atribuída ao pastor. Os demais ministros da Primeira Turma têm até o dia 13 de março para registrar seus votos no sistema eletrônico da Corte. A tendência é pelo acolhimento da denúncia.

EDUARDO BOLSONARO  – Outro integrante do entorno do ex-presidente já responde a processo no Supremo. O STF formalizou no início de fevereiro a abertura de uma ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.

A Primeira Turma aceitou, em novembro do ano passado, denúncia apresentada pela PGR. Votaram pelo recebimento da acusação os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Na denúncia, apresentada em setembro de 2025, o procurador-geral Paulo Gonet sustenta que Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo teriam articulado uma série de ações para tentar interferir em processos judiciais e constranger autoridades, com o objetivo de beneficiar o ex-presidente.

O caso foi investigado no mesmo inquérito em que Bolsonaro também foi indiciado pela Polícia Federal. A PGR, no entanto, decidiu não apresentar denúncia contra o ex-presidente nesse processo específico. Bolsonaro já foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

VALDEMAR COSTA NETO –  O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também voltou a ser alvo de investigação no Supremo. Em decisão tomada pela Primeira Turma em outubro de 2025, o político passou novamente a ser investigado por suposta participação na trama golpista.

Costa Neto havia sido indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2024 no inquérito que apurou crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Apesar disso, no momento de apresentar a denúncia, a Procuradoria-Geral da República não incluiu o dirigente partidário entre os denunciados na investigação.

Em outubro, porém, a maioria da Primeira Turma concordou com pedido de Moraes para retomar as apurações contra Costa Neto pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

12 thoughts on “Com Bolsonaro preso, entorno do ex-presidente acumula investigações e ações no STF

  1. De uma coisa eu tenho certeza, as oligarquias patrimonialistas, congregadas no Aparato Petista perderam sua Geni.

    Tentavivas de resgatar a “defesa da Democracia”, “combate da fake news nazifacistas” e outras baboseiras mais perderam qualquer sentido.

    Não olharam para o relógio eleitoral e foram com tudo pra cima do bolsonarismo, enebriados pela vingança e ébrios pelo tilintar e a febre do ouro.

    O Judas só á álibi enquanto estiver sendo malhado, depois que foi pra fogueira, já era.

    Estamos vendo a tentativa de creditar o Masterão ao Bolsonaro, com o cara preso e pessoalmente sequer citado, é muita falta de tempo.

    Tando que o jacu de gaiola, o tal, José Guimarães, líder de alguma coisa por aí, aquele do assessor cuequeiro, esteja creditando ao Flávio ser um “fantoche de Trump”, como bandeira eleitoral.

    Ô, coitado!

    É uma total falta de discurso.

    “Transformaram o país inteiro num puteiro” pra nada.

    É de bom alvitre que não se perca mais tempo com as banderias rotas e desgastadas pelo tempo.

    Nem pra terceirizar a presidência, serve Lula.

    Entregou-a pra quem entende nada da Realpolitik e pensa, mergulhado num narcisismo pueril, que o tempo para.

    Perdeu, mané!

  2. Um antigo senador reclamava com o presidente americano, aquele senador é um canalha, o presidente respondeu, very well, americano adora falar very well, é um canalha, mas é nosso canalha.
    Já o ‘nosso’ canalha responderia, do meu lado não existe canalha, só no deles.
    Mas, para os bons canalhas, uma boa facada no bucho, ajuda; um bom enforcamento com camiseta, um avião que cai, e um bom tiro de chumbeira de carregada pela boca na cara, melhor ainda.

  3. Jair Bolsonaro , quando eleito foi somente recrutou gente boa e com ilibada reputação , por isso acho injusto tamanha perseguição a essa gente , enquanto que não faltam bandido livres , leves e soltos Brasil afora , desfrutando dos produtos de seus crimes .

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