Pressionado pelas pesquisas, Lula acelera pacote bilionário para reconquistar eleitores

Datafolha: Lula tem o dobro de apoio entre idosos e patina entre jovens

Avaliação negativa do governo manteve-se estável

Luis Felipe Azevedo
O Globo

A rodada mais recente da pesquisa Datafolha mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o dobro de apoio entre idosos do que junto aos mais jovens. O governo petista é avaliado como “ótimo e bom” por 18% dos brasileiros na faixa de 16 a 24 anos, enquanto 36% daqueles com 60 anos ou mais pensam da mesma forma. A margem de erro é de 5 pontos percentuais.

Entre os mais jovens, o governo Lula é avaliado como “regular” por 44% e “ruim ou péssimo” por 37%. Outros 2% não souberam responder. Na faixa de 60 anos ou mais, a gestão petista é vista como “regular” por 24% e “ruim ou péssima” por 37%. Já 3% não souberam responder.

16 a 24 anos 25 a 34 anos 35 a 44 anos 45 a 59 anos 60 anos ou mais
Ótimo e bom 18% 24% 29% 34% 36%
Regular 44% 30% 28% 24% 24%
Ruim ou pésssimo 37% 45% 42% 40% 37%
Não sabe 2% 1% 1% 2% 3%

 

CENÁRIO GERAL –  A poucos meses do início oficial da campanha eleitoral, em agosto, a avaliação negativa do governo do Lula manteve-se estável em 40%. Já a avaliação positiva recuou de 32% em março para 29%, enquanto a parcela que considera a gestão regular subiu de 26% para 29%.

No recorte sobre o desempenho pessoal de Lula em seu terceiro mandato, a reprovação oscilou de 49% para 51%, e a aprovação, de 47% para 45%. A percepção positiva supera a média entre os mais velhos (36%), os menos instruídos (43%) e os nordestinos (41%). Já a avaliação ruim ou péssima é mais frequente entre os mais instruídos (49%), moradores da região Sul (49%), evangélicos (52%) e quem recebe mais de 10 salários mínimos (58%).

AVALIAÇÃO SUPERIOR – Aos três anos e três meses de mandato, Lula mantém avaliação superior, nesse estágio, à do antecessor, Jair Bolsonaro (PL). No mesmo período de governo, Bolsonaro registrava 46% de ruim ou péssimo, 28% de regular e 25% de ótimo ou bom. O levantamento considera as gestões desde a redemocratização do país, em 1985.

A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03770/2026, foi realizada presencialmente com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 137 municípios do país, entre os dias 7 e 9 de abril.

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PT celebra derrota de Viktor Orbán e amplia ataque ao bolsonarismo

Políticos falam em fim de ciclo da extrema-direita

Júlia Cople
O Globo

Políticos do PT celebraram a derrota de Viktor Orbán, líder da extrema direita global, nas eleições da Hungria no último domingo. O então primeiro-ministro admitiu ter sido superado pela oposição no pleito e abriu caminho para uma transição de poder no país da Europa Central, que por 16 anos enfraqueceu instituições democráticas e tornou Budapeste em uma frente de resistência aos valores liberais no coração da União Europeia com seu modelo de “democracia iliberal”. O vencedor da votação foi o líder da oposição, Péter Magyar, do Tisza (Respeito e Liberdade).

Em novembro do ano passado, Orbán se reuniu com o então deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em Washington, nos Estados Unidos, e criticou as supostas “caças às bruxas políticas” contra Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. (O ex-presidente, aliás, passou dois dias na Embaixada da Hungria após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, em 2024.) No encontro nos EUA, o húngaro disse estar “firmemente ao lado dos Bolsonaros”. Eduardo, por sua vez, destacou que Orbán compartilhava da mesma “visão de mundo” de Donald Trump.

ALIADO DE BOLSONARO – Escolhido do Lula recentemente para comandar a articulação política do governo, José Guimarães (PT-CE) classificou Orbán como “aliado de primeira hora de Bolsonaro”. Ele ressaltou que o resultado do pleito na Hungria “representa uma vitória da democracia e um recado claro: o obscurantismo e o extremismo de direita, que atingiram seu ápice nas bolhas de desinformação das redes sociais, começam a entrar em declínio no mundo”.

Para Guimarães, que antes de assumir a Secretaria de Relações Institucionais era líder do governo Lula na Câmara, acrescentou que “a verdade e a democracia prevalecem sobre a mentira e o atraso organizado” e sugeriu que a derrota da extrema direita seria um prenúncio da eleição no Brasil.

“O Brasil também saberá reafirmar, nas urnas, seu compromisso com a democracia e seus valores. Mostrará que o governo do presidente Lula retomou o crescimento econômico, alcançou recordes de emprego e renda, ampliou investimentos em programas sociais e infraestrutura e resgatou a soberania nacional, reconquistando o respeito do país nos fóruns internacionais”, escreveu.

PÁGINA HISTÓRICA – Já o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nas redes sociais que a Hungria “escreveu uma página histórica”. “Com participação recorde, o povo derrotou Viktor Orbán e impôs uma derrota devastadora à extrema-direita, encerrando um ciclo de 16 anos de autoritarismo, obscurantismo e ataque à democracia”, destacou o petista, para quem “o mundo se torna mais feliz quando a extrema-direita perde”.

Lindbergh avaliou que a vitória na Hungria mostrou que “nenhum projeto de ódio é invencível, nenhum autoritarismo é eterno e nenhum governo fundado no medo consegue calar para sempre a vontade popular”. Assim como Guimarães, ele também citou o clã Bolsonaro e a expectativa por um resultado parecido em outubro.

“Que a derrota histórica de Orbán sirva de recado para o Brasil: em outubro, vamos derrotar a extrema-direita aqui também. Com voto, com povo e com coragem, vamos vencer o ódio, defender a democracia e enterrar o bolsonarismo”, disse.

DERROTA DO FASCISMO – O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) compartilhou um vídeo em que opositores de Orbán celebram o resultado das eleições nas ruas de Budapeste. “A derrota do fascismo é contagiante! Vamos repetir no Brasil em outubro derrotando a extrema direita bolsonarista e seus aliados do Centrão”, acrescentou.

Já o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Marcio Macedo também exaltou a derrota “do aliado de Bolsonaro”. “Representa uma vitória da democracia e indica um enfraquecimento da extrema-direita no mundo. Encerra assim, um ciclo de 16 anos de autoritarismo, perseguições e obscurantismo”, destacou

Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF e abre mão de se defender pela segunda vez

Processo seguirá a tramitação normal

Pepita Ortega
O Globo

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro faltou, na tarde desta terça, ao interrogatório da ação em que é réu por coação no curso do processo. A ausência não implica em qualquer prejuízo para o ex-parlamentar e o processo vai seguir a tramitação normal. Por outro lado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro abre mão, pela segunda vez, de se defender no âmbito do processo.

VIDEOCONFERÊNCIA – O procedimento ao qual Eduardo Bolsonaro faltou aconteceu por videoconferência. Trata-se de uma audiência de instrução que, em razão da ausência, durou apenas dois minutos. Após o interrogatório ser considerado prejudicado, o juiz auxiliar do gabinete do relator, Alexandre de Moraes, determinou que a defesa do ex-deputado e a Procuradoria-Geral da República apresentem, em até cinco dias, possíveis requerimentos de outras diligências a serem feitas no bojo da ação.

O magistrado ainda anotou que, Moraes abrirá o prazo para as alegações finais – quando a defesa e a acusação apresentam os últimos argumentos antes do julgamento de mérito do caso. Para que se passe a tal momento processual, o relator terá que determinar o encerramento da etapa de produção de provas do caso.

INTIMAÇÃO – O STF tentou intimar Eduardo Bolsonaro da decisão que marcou a audiência, mas não teve sucesso. Em fevereiro, Moraes determinou a citação por edital do ex-deputado, em razão de ele se encontrar, “de forma transitória, fora do território nacional”.

O ex-deputado, no entanto, não apresentou a defesa prévia nem constituiu advogados para representá-lo. Por essa razão, a Defensoria Pública da União passou a defender o ex-parlamentar.

O ex-deputado é acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — em um esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

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Zema ataca PL, fala em “frutas podres” e descarta a aliança com Flávio Bolsonaro

Zema tem reiterado que pretende manter sua pré-candidatura

Bruna Barboza
O Globo

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo Romeu Zema fez críticas diretas ao campo da direita nesta segunda-feira e disse que o PL tem “frutas podres”. A declaração ocorre em meio a especulação de que Zema poderia abrir mão de ser cabeça de chapa para ser alocado como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Planalto.

— Eu sou uma direita que não tem corrupção, não tem escândalo. E tem direita aí que também está envolvida com coisas erradas. Então eu sou de direita, mas sou diferente. No PL eu acho que tem algumas frutas podres lá. No Novo, se tiver, a gente coloca para fora — disse Zema após participação em evento da Associação Comercial de São Paulo.

VÍDEO NAS REDES – O ex-governador também foi questionado sobre um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL. A gravação segue um viral nas redes, chamado “Será?”, em que os dois brincam com a possibilidade de formar uma chapa presidencial, invertendo especulações recorrentes sobre Zema ser vice.

No vídeo, o mineiro aparece ao lado de Flávio e sugere, em tom descontraído, que o senador poderia ser seu vice, ao que o parlamentar responde com a frase “será?”, antes de ambos rirem. A publicação ocorre em meio a discussões sobre possíveis alianças para 2026.

Questionado sobre o conteúdo, Zema desconversou e afirmou que se tratou apenas de um momento de descontração. Apesar disso, nos bastidores, o nome do ex-governador é citado como possível vice em uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele, no entanto, tem reiterado que pretende manter sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

CRÍTICAS AO JUDICIÁRIO – Zema também defendeu a prisão de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e elevou o tom das críticas ao Judiciário, mirando principalmente Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

A fala ocorre em meio aos desdobramentos das investigações do caso Master, que apontam ligações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. O caso motivou pedidos de impeachment no Senado contra Toffoli e Moraes por crimes de responsabilidade. Contra Toffoli, pesa a acusação de julgar processos nos quais seria suspeito; já Moraes é acusado de conduta incompatível com o cargo.

— Os intocáveis são aqueles que se consideram acima da lei (…). Principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois, para mim, não merecem só processo de impeachment, merecem prisão — disse Zema a jornalistas.

Prisão de Ramagem nos EUA testa influência do bolsonarismo junto a Trump

Ramagem estava nos EUA em situação irregular

Deu na CNN

A prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduana dos Estados Unidos (ICE) nesta segunda-feira (13) coloca em xeque a real influência do bolsonarismo junto ao governo de Donald Trump. O analista de política Pedro Venceslau vê o caso como um teste para a relação entre o movimento político brasileiro e as autoridades norte-americanas.

Ramagem estava nos Estados Unidos em situação irregular após ter seu passaporte cancelado, apesar de ter solicitado asilo político. “O fato de ele não ocupar o cargo de parlamentar no Brasil fragiliza o pedido de asilo político e também o discurso, a narrativa de perseguição no Brasil”, explicou o analista durante o CNN 360º desta segunda-feira.

DESAFIO – A detenção de Ramagem representa um desafio para Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que têm se apresentado como articuladores políticos com acesso à Casa Branca. “Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro são os responsáveis pela articulação política com a Casa Branca, até onde é possível chegar na Casa Branca e também no Capitólio. Os dois foram os responsáveis por articular as sanções da Lei Magnitsky”, destacou Venceslau.

Paulo Figueiredo, jornalista aliado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e sócio da empresa Imigrex, está representando Ramagem no caso. Em nota, Figueiredo afirmou estar prestando assistência ao ex-deputado e sua família, com expectativa de que seja liberado rapidamente, sem risco de deportação. No entanto, há contradição entre esta versão e as informações das autoridades brasileiras, que confirmaram cooperação entre os dois países.

Embora a prisão tenha sido realizada como parte da rotina da polícia imigratória americana, sem aparente decisão política inicial, o caso pode evoluir para uma questão diplomática. “Num segundo momento, a partir do fato de que existe um pedido de asilo feito pelo deputado, que está em algum escaninho da Casa Branca, passa, então, a ser uma decisão política de Donald Trump”, explicou o analista.

DILEMA – Segundo Venceslau, o dilema para os apoiadores de Ramagem é significativo: criticar a prisão sem criticar a gestão Trump seria contraditório, já que a detenção reflete justamente a política de “tolerância zero contra a imigração” que é considerada o “principal cartão de visitas” do presidente norte-americano.

Ramagem estava vivendo abertamente nos Estados Unidos, em um condomínio de luxo em Miami, participando de encontros políticos e reunindo-se com Eduardo Bolsonaro em diversas ocasiões.

“Depois dessa fuga por Roraima, usando o passaporte diplomático que ele tinha, ele não fez questão de se esconder no País, ele estava atuando politicamente, aparentemente se sentindo seguro de estar nos Estados Unidos, achando que não estaria no radar do ICE”, acrescenta Venceslau.

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Datafolha: maioria vê poder excessivo, mas reconhece papel do STF na democracia

75% afirmam que ministros do STF têm poder demais

Deu no O Globo

Uma pesquisa Datafolha mostra que 75% dos brasileiros afirmam que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder demais, enquanto 71% consideram a Corte essencial para a proteção da democracia. O levantamento foi divulgado em meio às investigações do caso do banco Master, que levaram magistrados da cúpula a uma crise inédita de confiança

Segundo a sondagem, publicada na noite desta segunda-feira, apenas um quinto dos entrevistados discorda do excesso de poder dos ministros do STF e quase um quarto (24%) discorda do papel essencial do Supremo para a defesa democrática. Outros 3% não souberam responder, e 2% disseram não concordar nem discordar das duas afirmativas.

MARGEM DE ERRO – O Datafolha ouviu 2.004 pessoas, de 7 a 9 de abril, em 137 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03770/2026.

As perguntas integraram questionários do instituto pela primeira vez, logo não há série histórica comparativa. A pesquisa aponta ainda que 75% dizem que as pessoas acreditam menos no STF agora do que antes, e 20% discordam disso.

O descrédito é maior entre os que votaram no segundo turno de 2022 em Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão pela participação na trama golpista: neste estrato, 88% disseram que os ministros têm poder demais. No entanto, mesmo entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quase dois terços veem excesso de poder na Corte (64%). (Nestes recortes da pesquisa, a margem de erro é de quatro e de três pontos, respectivamente.)

PAPEL DO STF – Os que votaram em Lula no segundo de 2022 tendem a defender em maior proporção o papel essencial do Supremo para a proteção da democracia: 84%. O percentual chega a 60% entre aqueles que declararam voto em Bolsonaro, apesar da ofensiva do bolsonarismo contra ministros da Corte desde o andamento do inquérito das fake news e das apurações sobre o 8 de janeiro.

Aqueles que afirmaram ter votado em branco, ter anulado o voto ou não ter escolhido nenhum candidato, 67% disseram que os ministros do STF têm poder demais, e 73% apontaram que a cúpula do Judiciário nacional é essencial para a democracia.

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Maioria dos brasileiros defende Bolsonaro em prisão domiciliar, aponta Datafolha

37% acham que Bolsonaro deve cumprir a pena na prisão

João Ker
CNN

A maioria dos brasileiros é a favor de que o ex-presidente Jair Bolsonaro continue em prisão domiciliar, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (12).

O levantamento mostra que 59% dos entrevistados defendem o regime atual, enquanto 37% acham que ele deve cumprir a pena na prisão; 5% não souberam responder.

DOMICILIAR – A maior parte dos eleitores de centro e dos bolsonaristas também defendem que Bolsonaro seja mantido em prisão domiciliar. O índice de preferência pelo regime atual é alto até entre os que se declaram petistas.

Entre os que se declaram eleitores de centro, 53% acham que Bolsonaro deve continuar em prisão domiciliar, 41% são a favor de que ele volte ao regime fechado e 6% não souberem responder à pergunta. O índice de aprovação da prisão domiciliar é quase absoluto entre bolsonaristas: 94% defendem que ele cumpra a pena em casa e apenas 3% acham que ele de voltar à prisão; outros 2% não souberam responder.

Para a maioria dos eleitores do PT, entretanto, Bolsonaro deve ficar em regime fechado: 68% acreditam que ele deve voltar à prisão, 28% defendem que ele cumpra a pena em casa e 4% não souberam responder. A pesquisa foi feita com 2.004 pessoas em 134 cidades entre as últimas terça e quinta-feira (7 e 9).

GOLPE DE ESTADO – Bolsonaro foi condenado de forma unânime pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

O ex-presidente passou 125 dias cumprindo a pena em regime fechado. Ao longo do período, ele passou pelas celas da Superintendência da PF (Polícia Federal) e do Complexo da Papuda, ambos em Brasília. Ele também passou duas semanas em internação hospitalar após ser diagnosticado com um quadro de broncopneumonia bilateral, ele passou duas semanas internado.

NOVA TORNOZELEIRA – Em 27 de março, Bolsonaro recebeu alta e voltou para casa. Sua transferência para a prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou também o uso de uma nova tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente.

Inicialmente, Bolsonaro ficou em prisão domiciliar entre agosto e novembro de 2025, por descumprir medidas cautelares fixadas pelo STF. Ele foi transferido para o regime fechado depois que tentou remover a tornozeleira com um ferro de solda e, segundo a PF (Polícia Federal), apresentou risco de fuga do país.