Folha diz que Fachin pode tirar de Mendonça os casos Master e INSS, mas é conversa fiada

Efeito Moraes poderá fazer Lula perder uma eleição que ganharia com facilidade

Lula não quer mais saber da amizade com Moraes

Lula não quer mais saber de sua amizade com Moraes

Carlos Newton

Mais uma vez, será uma eleição eletrizante, a ser decidida em dois turnos, sem que se possa apontar quem será o vencedor. Porém, de antemão já se sabe que a disputa presidencial será decidida por apenas um dos muitos itens que influenciam os eleitores – os índices de rejeição. Sem a menor dúvida, será uma disputa entre as rejeições de Lula da Silva (PT), em sua oitava e última campanha, e o estreante Flávio Bolsonaro (PL).  

Em comum, os dois candidatos têm várias características, pois além de apresentarem os mais elevados índices de rejeição, ambos estão envolvidos em corrupção, tornaram-se enriquecidos ilicitamente e são despreparados para governar, fato que demonstra como é complicar entender a política brasileira.

EM CIMA DA HORA – O mais impressionante é que, na chamada undécima hora, estão surgindo situações capazes de influenciar fortemente o comportamento da faixa de eleitores que vai decidir essa ferrenha disputa, formada pelos indecisos.  E não se pode precisar o percentual aproximado, porque, num país marcado pela corrupção como o Brasil, como se poderia confiar nas pesquisas eleitorais?

Poucas semanas atrás, o candidato do bolsonarismo parecia derrotado, devido a sua proximidade ao banqueiro Vorcaro. Mas o vento mudou, em cima da hora, e seu crescimento agora é inquestionável.

Um dos fatores já era esperado – o cansaço de Lula, que é o mais idoso presidente do mundo e completa 81 anos em outubro. Lula está visivelmente exaurido e não consegue mais fazer campanha todos os dias, uma circunstância que é compreensível e aceitável, porque o petista começa a não dizer coisa com coisa.

EFEITO MORAES – Nesta reta final, porém, o principal fator negativo para Lula é o chamado efeito Moraes. É inacreditável que o presidente, em plena campanha para reeleição, tenha aceitado jantar na mansão de Alexandre de Moraes, um ministro desonrado, sem eira nem beira, e o objetivo dessa confraternização é exclusivamente fazer conluio com dois políticos ultrajados e ultrajantes – Davi Alcolumbre e Hugo Motta, os poderosos chefões do Congresso.

Depois desse encontro nada republicano, não demorou para o Supremo se emporcalhar de vez, com as gravações das mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O efeito tem sido devastador, o escândalo aumenta a cada dia, e assim será até o julgamento de Moraes pelo plenário, que deve ocorrer na semana anterior à eleição.

O pior para Lula é que o resultado do julgamento lhe será adverso, em qualquer hipótese. Se Gilmar Mendes pedir vistas para anular o julgamento ou se o amigo Moraes for afastado do STF, o efeito será terrível para o presidente. E se o ministro for inocentado, será pior ainda, devido ao alto índice de impunidade relativa do ar. E assim Lula estará passando ao segundo turno em má situação, não há qualquer dúvida, arriscado a perder para um estreante como Flávio Bolsonaro, um político rachadista e sem expressão..

###
P.S. 1 –
Diante de um problema
dessa gravidade, não existe marqueteiro capaz de reverter o quadro. Lula já sentiu o drama e declarou na quinta-feira passada, ao lado de Fachin, que “numa democracia, ninguém pode usar cargo em benefício pessoal”. E logo depois Lula acrescentou que o ministro Edson Fachin e o procurador-geral Paulo Gonet têm de resolver a situação “sem proteger ninguém”. Ou seja, mais um pouco e Lula dirá que nem conhece Moraes…

P.S. 2Os petistas estão perplexos e culpam o ministro André Mendonça. Acham que a investida dele contra Moraes, às vésperas das eleições, não pode ser mera coincidência.

P.S. 3 – O delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, não consegue mais dormir, porque o ministro Mendonça tem munição de grosso calibre contra ele e contra a namorada Renata Varandas, que acumula as profissões de jornalista e lobista. No desespero, Gilmar pediu vistas e evitou o afastamento de Andrei, que está completamente desmoralizado na Polícia Federal. E vida que segue, diria João Saldanha, surpreso com os rumos que o Brasil tomou no futebol e na política. (C.N.)

Barroso e Lewandowski ficam fora do manifesto dos ministros e fazem papel constrangedor

Gilmar faz esforço enorme para evitar que Moraes provoque derrota de Lula

BLOG DO VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: CHARGE: O DESPREZO DE GILMAR MENDES

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Felipe de Paula, Fausto Macedo, Aguirre Talento e Carolina Brígido
Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a decisão de André Mendonça que afastou, nesta terça-feira, 8, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Gilmar afirmou que decisões “tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral” devem ser submetidas ao Plenário da Corte, e não a uma das Turmas. O ministro pediu vista apenas 11 segundos após a liberação, no plenário virtual, da votação sobre o referendo do afastamento de Andrei.

A Segunda Turma do Supremo, apesar do pedido de vista de Gilmar, formou maioria para referendar a decisão de Mendonça cerca de 10 minutos após a abertura da votação. Acompanharam o relator da Operação Compliance Zero os ministros Nunes Marques e Luiz Fux. Falta o voto de Dias Toffoli.

TRÊS PONTOS – As razões do pedido de vista feito por Gilmar após 11 segundos de votação se sustentam em três pilares, segundo o ministro. O primeiro é o pouco tempo para analisar o caso. Gilmar afirmou que o processo “foi incluído em pauta no próprio dia do julgamento, menos de uma hora antes do início da sessão virtual”, o que “impediu o exame da integralidade dos autos e da decisão submetida a referendo”.

O segundo ponto questiona o fato de o afastamento ter sido determinado por Mendonça “a partir de solicitação formulada por partido político (Novo)”, em “aparente contrariedade” ao Código de Processo Penal e ao Regimento Interno do STF.

Por fim, o decano criticou ainda o envio de “incidentes conexos, oriundos de uma mesma apuração” para colegiados diferentes.

PLANO DE GILMAR – Aliado de primeira hora do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar sustenta que “a decisão de afastamento cautelar registra elementos que sugerem que o relatório de inteligência teria sido produzido pelo Diretor-Geral da Polícia Federal por provocação de membro da Primeira Turma desta Corte”.

Para Gilmar, se essa premissa for considerada, “a competência para exame dos atos imputados a integrante do Tribunal é do Plenário, e não da Segunda Turma”.

No terceiro pilar, Gilmar citou entendimento do Plenário que, com base na “paridade de armas” e no “dever de neutralidade do Estado em relação aos partidos políticos e candidatos”, considerou inconstitucionais decisões “tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral”.

AFASTAMENTO Na manhã desta terça, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. Mendonça ordenou que a PF, por meio de sua Corregedoria, abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os “graves fatos identificados” na produção de relatórios de inteligência.

Andrei Rodrigues entregou na semana passada ao ministro Alexandre de Moraes um relatório de inteligência após ter recebido uma ordem do ministro.

Como mostrou o Estadão, o documento diz que não possui valor probatório, e não pode servir como elemento de acusação, mas Moraes usou o material no inquérito das Fake News para acusar André Mendonça de abuso de autoridade, depois que o ministro solicitou a confecção de um relatório da PF contendo conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, nas quais o banqueiro chega a pedir orientação se deveria fugir do país diante das investigações.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Gilmar Mendes está exercitando sua maior especialidade, o “jus embromandi”. Recentemente, fez uma harmonização que melhorou seu visual, mas o caráter continua o mesmo e ele saiu em defesa do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que está envolvido no caso Master junto com a namorada, a jornalista e lobista Renata Varandas. Mas as iniciativas de Gilmar Mendes têm um encontro marcado com o fracasso, porque Luiz Fux e Nunes Marques apoiaram Mendonça e o diretor da PF foi mesmo afastado. Agora, Moraes, Toffoli e Andrei têm chance zero de escaparem incólumes desse escândalo. Não há embromação que dê jeito. (C.N.)

Julgamento sobre diretor da PF expõe divisão do STF entre Moraes e Mendonça

Gilmar interrompeu análise e busca tempo para solução

Mariana Muniz
O Globo

O julgamento da decisão de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, começou a revelar no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a formação de uma ala alinhada ao ministro em meio à crise que divide a Corte. Ao mesmo tempo, o pedido de vista de Gilmar Mendes interrompeu a análise e deu mais tempo para que os ministros busquem uma solução para o impasse nos bastidores.

Mesmo com a suspensão, Mendonça conseguiu formar maioria para manter sua decisão, com os votos antecipados de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, dois ministros que vinham sendo contabilizados entre os possíveis apoios ao magistrado nas discussões internas provocadas pelo caso Master. Dias Toffoli, por sua vez, não votou. Apesar da interrupção do julgamento, a liminar de Mendonça continua em vigor.

APOIO A MENDONÇA – Desde que a crise entre Mendonça e Alexandre de Moraes se agravou, ministros passaram a mapear apoios diante da perspectiva de que diferentes aspectos do embate fossem submetidos ao plenário. Fux já era considerado o apoio mais seguro de Mendonça, enquanto Kassio aparecia entre os ministros que poderiam funcionar como fiéis da balança.

O pedido de vista de Gilmar, porém, interrompeu a conclusão do julgamento e abriu uma janela adicional para as articulações internas. Decano do Supremo e ministro com maior trânsito político dentro e fora da Corte, Gilmar tem atuado nas discussões para tentar construir uma saída para a crise institucional. O pedido de mais tempo ocorre justamente quando o placar deixa mais clara a correlação de forças dentro do tribunal. Na semana passada, com as turbulências já em andamento, Gilmar teve um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A suspensão não derruba, por si só, a decisão de Mendonça. Enquanto o julgamento não for concluído ou não houver uma nova deliberação do Supremo sobre o tema, a liminar permanece produzindo efeitos.

CONTABILIDADE – A composição dos votos também chama atenção diante das contas que vinham sendo feitas internamente desde o início da crise. Pessoas próximas a Moraes contabilizam Cristiano Zanin, Flávio Dino e o próprio Gilmar como integrantes de uma ala mais próxima ao ministro. Do outro lado, Mendonça tinha Fux como apoio considerado mais seguro e buscava conquistar novas adesões, entre elas a de Nunes Marques. Cármen Lúcia e o presidente do STF, Edson Fachin, também eram vistos como possíveis fiéis da balança.

A votação desta terça revela o primeiro retrato concreto de como parte dessas articulações pode se traduzir no plenário. Ela não significa, porém, que a mesma maioria será automaticamente reproduzida em todas as discussões decorrentes da crise.

Ministros ouvidos nos últimos dias têm ressaltado que a composição de cada grupo pode variar de acordo com o objeto submetido ao colegiado, se a legalidade dos procedimentos adotados nas investigações, o conteúdo dos relatórios da Polícia Federal ou eventuais apurações sobre a conduta de integrantes da Corte.

DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIOS – A crise se agravou após a divulgação de relatórios produzidos pela área de inteligência da Polícia Federal. Mendonça afirma que foi submetido a “monitoramento sistemático” pela corporação e que houve “monitoramento e coleta dirigida” de informações sobre ele e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. A decisão destaca que seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto.

Na decisão, Mendonça classificou a produção desse material como ilegal e afirmou que os relatórios também faziam análises sobre sua atuação como magistrado. O ministro sustenta ainda que Moraes tinha conhecimento prévio da existência dos documentos e registra que o material foi encaminhado por Andrei em 1º de setembro.

Impeachment de Moraes vira moeda de troca pela presidência do Senado

Senadores veem Alcolumbre à espera das eleições

Thaísa Oliveira
Folha

Com a escalada da crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avaliam que ele vai esperar o resultado das eleições para decidir sobre o impeachment de ministros.

Uma pessoa próxima a Alcolumbre afirma que ele não vai ceder à pressão do bolsonarismo pela destituição de integrantes da corte antes de saber quem será o próximo presidente da República e os 54 novos senadores. Só a partir disso decidirá se abre um processo de impeachment e contra quem.

CÁLCULO POLÍTICO – No cenário atual, a chance de um pedido de afastamento de um ministro do STF prosperar no Senado passou a ser tratada como algo possível até por parlamentares que antes costumavam rechaçar essa possibilidade. O cálculo de Alcolumbre envolve sua campanha pela presidência do Senado no ano que vem —que ocorre tradicionalmente no primeiro dia de funcionamento do Congresso Nacional, em fevereiro.

Alcolumbre, dizem aliados, sabe que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes é a única moeda de troca capaz de atrair o apoio de senadores bolsonaristas para ser reeleito. Por isso, precisa entender exatamente qual será o peso do grupo no Senado após as eleições.

O presidente do Senado é amigo de Moraes e sempre se colocou contra a possibilidade de afastá-lo do cargo. Políticos próximos a Alcolumbre dizem que a posição dele continua exatamente igual. Parte do grupo reconhece, porém, que, a depender do perfil de senadores que emergir das urnas, será difícil impedir a abertura de um processo.

INVESTIDA – O impeachment de Moraes se tornou uma das principais investidas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a condenação por tentativa de golpe. Políticos de diferentes posições afirmam que o ministro André Mendonça deu ainda mais fôlego à campanha de candidatos ao Senado que prometem avançar contra o Supremo ao revelar, na terça-feira (1º), detalhes sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Como mostrou a colunista Mônica Bergamo, Alcolumbre também discutiu com pessoas de confiança a possibilidade de abrir um impeachment contra Mendonça, de quem é desafeto. Um interlocutor do senador afirma que o ministro atropelou o rito formal ao pedir uma investigação contra Moraes na semana passada.

De acordo com outra pessoa do entorno do senador do Amapá, parte dos argumentos na mesa para o impeachment de Mendonça está no relatório sem assinatura citado por Moraes para a investigação do colega por abuso de autoridade. Até mesmo senadores da base governista que também costumavam rechaçar o afastamento de ministros do STF hoje admitem que essa possibilidade se tornou real —seja no caso de Moraes, de Mendonça ou de outro magistrado.

REFORMA NO JUDICIÁRIO – Um líder partidário diz, sob reserva, que o escândalo pode desencadear uma reforma no Judiciário a partir do ano que vem, até com o impeachment de mais de um ministro. Parlamentares também lembram diferentes propostas aventadas nos últimos anos, como a criação de um mandato fixo, em substituição à aposentadoria compulsória aos 75 anos, e o aumento da idade mínima para indicação, que hoje é de 35 anos.

“A minha opinião é que a gente deve dar um tempo para que, diante de todos esses escândalos, o próprio Supremo dê uma posição. Acho que, se não der, o Senado ficará na obrigação de fazer alguma coisa”, diz o senador Cid Gomes (PSB-CE).

Moraes conversou pessoalmente com Alcolumbre na última quarta-feira (2) —um dia depois do relatório em que vieram a público mensagens enviadas a ele por Vorcaro. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

REAÇÃO – Poucas horas após o encontro, o presidente do Senado reagiu à cobrança pela abertura do impeachment do ministro, citando o pedido de R$ 130 milhões feito ao ex-banqueiro pelo candidato à Presidência do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), para um filme sobre o pai. “Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.

Na terça-feira passada, ao ser questionado sobre o impeachment de Moraes, o senador respondeu que não é normal haver 109 pedidos e que a pressão feita pela oposição acontece “há muito tempo”. “A minha percepção é que tem 109 pedidos, isso não é normal. [São] 109 solicitações no Congresso, [a respeito] dos dez ministros do Supremo, de pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.”

Empresariado se mobiliza e pressiona Fachin por código de conduta no Supremo

Superintendentes da PF cogitam entregar cargos em reação ao afastamento de Andrei Rodrigues

Delação de “Mineiro” põe US$ 12,3 milhões de Vorcaro no centro do caso Dark Horse

Direção do PT acende o alerta com queda de Lula e cobra reação da campanha

Petistas atribuem rejeição a erros da campanha

Julliana Lopes
CNN

O aumento da desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas mais recentes provocou incômodo dentro do PT e abriu uma nova rodada de críticas à condução da campanha.

Dirigentes e integrantes do partido ouvidos reservadamente atribuem parte da piora, que varia de 3 a 7 pontos a depender do levantamento, a erros na coordenação política e na comunicação desta fase da disputa.

DESORGANIZAÇÃO – As reclamações atingem o núcleo mais próximo do presidente, que inclui nomes como Sidônio Palmeira e a primeira-dama Janja da Silva, mas não se restringem a eles. A avaliação de petistas é que a campanha ainda não conseguiu organizar uma mensagem capaz de conter o desgaste de Lula e responder com rapidez aos movimentos dos adversários.

Há também queixas sobre a divisão de funções e sobre o peso de decisões tomadas por um grupo considerado restrito. Internamente, dirigentes defendem uma participação maior do partido na definição da estratégia eleitoral.

A piora nos números reforçou, dentro do PT, a cobrança por ajustes na campanha. A avaliação é que o momento exige uma coordenação mais afinada entre partido, comunicação e núcleo político do presidente.

Segunda Turma forma maioria para manter chefe da PF afastado por decisão de Mendonça

AGU recorrerá contra afastamento do chefe da PF e alegará violação de competência do presidente

Mendonça afasta Andrei Rodrigues do comando da PF, e Gilmar tenta bloquear

Decisão precisa ser referendada pela 2ª Turma do STF

Luísa Martins
José Marques
Folha

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Na mesma decisão, Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. No início da sessão, com um pedido de vista, Gilmar Mendes tentou evitar os afastamentos, mas foi derrotado.

O que motivou Mendonça, segundo a decisão desta terça, foi a manipulação de um relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

JULGAMENTO – A decisão desta terça ainda precisa ser julgada pela Segunda Turma do Supremo, que é composta pelos ministros Luiz Fux (presidente), Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Nunes Marques, além do próprio André Mendonça. Fux convocou uma sessão virtual extraordinária nesta terça para analisar a decisão de Mendonça contra Andrei Rodrigues.

Andrei recebeu a notícia da decisão antes de discursar em um evento de início de curso de agentes da Polícia Federal. No auditório da Academia Nacional de Polícia, em Brasília, 735 alunos aguardavam sentados há cerca de 40 minutos um representante da chefia da PF se posicionar sobre o ocorrido.

ESTOPIM – Alexandre de Moraes e André Mendonça são os dois pivôs do que se tornou a maior crise institucional da história recente do STF. O estopim foram as mensagens, reveladas pelo Estadão e às quais a Folha também teve acesso, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes.

Às vésperas de ser preso pela Polícia Federal, o dono do Master pediu ao ministro informações sobre a investigação contra ele mesmo, marcou encontros entre os dois e inclusive perguntou se deveria fugir do país. O relatório contra Moraes foi produzido pela PF, mas a pedido de Mendonça. O material também registra pedidos para que fossem acionados Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

CONTRA-ATAQUE – Moraes contra-atacou e, também com base em um documento da polícia, pediu que seu colega fosse investigado por abuso de autoridade. Este relatório, porém, é classificado pela própria PF como “sem valor probatório” e ainda traz queixas contra Jorge Messias, advogado-geral da União.

Edson Fachin, presidente do STF, determinou na última semana que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei prestem informações sobre os diálogos com Vorcaro. Agora, em um novo capítulo desta crise, Mendonça pediu o afastamento de Andrei e justificou pela “superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes”.

Ele disse que isso “impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mendonça partiu para o ataque e vai destruir Andrei Rodrigues, que estava emporcalhando a Polícia Federal, uma instituição que tem prestado extraordinários serviços à nação. O delegado Andrei Rodrigues está envolvido com Vorcaro até o pescoço, junto com a namorada, Renata Varandas, que acumula as funções de jornalista e lobista. Gilmar Mendes (ele, sempre ele) se apresentou para fazer o trabalho sujo de defender os corruptos, mas saiu derrotado. (C.N.)

OAB se divide sobre a crise no Supremo, mas aumenta-a pressão contra Moraes

Candidatos a governador registram no TSE planos copiados de outros estados, e com erros…

Após condenações pelo golpe, candidaturas de militares e policiais caem 36%

Pesquisa evidencia que Flávio não subiu, porém desta vez foi Lula que despencou

Charge da Semana – Pesquisa eleitoral 2022 - Jornal A Estância de Guarujá

Charge do Babu (A Estância de Guarujá)

Bianca Gomes
Estadão

A última rodada da pesquisa Quaest registra que o  presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continuam à frente dos demais candidatos na primeira etapa da disputa, registrando 36% e 29% das menções, respectivamente. No segundo turno, os dois estão empatados, cada um com 41% das intenções de voto.

No primeiro turno da pesquisa divulgada na semana passada, portanto antes dos embates entre os ministros da Corte André Mendonça e Alexandre de Moraes, Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Ou seja, ambos oscilaram para baixo, na margem de erro.

Já no cenário de segundo turno, o petista aparecia com 42%, ante 41% do bolsonarista. Agora, a diferença entre os dois no segundo turno é inexistente, o que não acontecia desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

EM PLENA CRISE – O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dados do primeiro turno referem-se à simulação que inclui o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura, mas está inelegível.

Na pesquisa divulgada neste feriado de 7 de Setembro, o candidato Augusto Cury (Avante) tem 8% dos votos, Pablo Marçal tem 1% de menções. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, Romeu Zema (Novo), 2%, e Samara Martins (UP), 1%. Os demais nomes não pontuaram. Nesse cenário, os indecisos são 9%, e os votos brancos ou nulos, 8%.

NA ESPONTÂNEA – A Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não tem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos, Lula registra 28% de menções, seguido por Flávio, com 20%, e Cury, com 4%. Outros nomes somam 5%. Os indecisos na espontânea são 42%, e 1% votará branco ou nulo.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 41% das intenções de voto, e o senador, 41%. Nesse cenário, indecisos representam 5%, enquanto 13% que votarão branco ou nulo ou não irão votar.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quando a eleição se aproxima, as pesquisas têm de ser mais acertadas, para que os institutso não se desmoralizem. Nas próximas pesquisas, Lula continuará caindo e sua rejeição subindo. Nas minhas pesquisas pessoais, feitas com motoristas de taxi e de uber, ninguém aguenta mais Lula, somente os fanáticos. Em tradução simultânea, pode ser que Lula seja derrotado, mas por enquanto ninguém pode garantir. (C.N.).

Nem Moraes, nem Mendonça: crise no STF exige investigação sem blindagens

O voto de Cármen Lúcia pode decidir o futuro de Alexandre de Moraes no Supremo

PL leva guerra contra Lula ao TSE e tenta transformar eleição em batalha judicial