Entre afago e anistia, o Congresso que foi alvo do golpe agora suaviza os algozes

21 thoughts on “Entre afago e anistia, o Congresso que foi alvo do golpe agora suaviza os algozes”

  1. Mudança de correlação de forças políticas do país

    A rejeição da indicação de um indicado de Lula ao Supremo não ocorria desde Floriano Peixoto. A ideia de que é fruto de escolha errada e falta de capacidade de articulação até seria suficiente para explicar.

    Mas o que ocorreu vai além da insatisfação de Alcolumbre, que havia sugerido Rodrigo Pacheco para cargo. Lula preferiria que o senador mineiro fosse seu candidato a governador em Minas Gerais, porém, agora, não será nem uma coisa nem outra, até porque não quer.

    Na sequência, a derrubada pelo Congresso, sob comando de Alcolumbre, dos vetos presidenciais ao projeto de lei que diminui as penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, como o ex-mito, mostra que há algo mais profundo.

    Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos contra o veto e 144 a favor, com cinco abstenções. No Senado, foram 49 votos pela rejeição do veto e 24 contra.

    Qualquer nome que seja indicado por Lula antes das eleições, sem acordo com o Centrão, também será derrubado. Se insistir, o presidente passará pelas agruras de Floriano, que teve cinco indicados barrados pelos senadores.

    Guardadas as proporções históricas, as duas votações revelam uma mudança de correlação de forças políticas do país. Qualquer iniciativa que não leve isso em conta estará fadada ao fracasso.

    O chamado “Centrão ampliado” cumpre, hoje, papel semelhante ao das oligarquias da Primeira República: não é uma força ideologicamente coesa, mas um bloco pragmático, orientado pela lógica da sobrevivência política e da maximização de recursos.

    Apoia o governo enquanto isso lhe for conveniente, mas não hesita em se alinhar à oposição quando a expectativa de poder se desloca. Esse deslocamento está em curso.

    O Congresso se move não apenas em função do Palácio do Planalto, mas das eleições de 2026. Há, contudo, uma diferença importante.

    Na República Velha, o poder oligárquico se exercia de forma relativamente estável, baseado em estruturas sociais rígidas e no controle do voto. No Brasil atual, a dinâmica é mais fluida, mediada por pesquisas de opinião, redes sociais e ciclos eleitorais mais curtos, além de uma derrama de emendas parlamentares impositivas.

    Ainda assim, o padrão se repete: a captura do sistema político por interesses regionais organizados, em detrimento de projetos nacionais mais amplos.

    Fonte: Correio Braziliense, Nas Entrelinhas, 03/05/2026 – 08:34 Por Luiz Carlos Azedo

    Leitura relevante.

  2. Essa turma se faz de esquecida ou não tem massa cinzenta, o que é uma característica da esquerda. Será que não lembra do golpe do fachin para soltar o molusco da cadeia. Pobre ABL por ter entre seus membros uma pessoa igual a essa.

  3. Alcolumbre não perde por esperar. Ele vai conhecer a ‘gratidão’ dos bolsonaros mais à frente, assim como outros tiveram ‘a oportunidade de conhecer’.

  4. Esses sujeitos meliantes e marginais senador Davi Alcolumbre e senador Flávio Bolsonaro , são extremamente nocivos aos interesses do Brasil e do seu povo.

  5. Coitado do Machado de Assis

    Está se revirando no túmulo..

    Dona Múmia Lixão não dá uma linha sobre a corrupção de 20 anos do BandiDilmo de Nove Dedos…

    O Fardão está pesado demais…

    HA!HA!HAHA!HA!HA

  6. Lula tem agora nova chance. Pode escolher melhor seu indicado. Deveria ser uma indicada. Sim, uma mulher. Preferencialmente uma mulher negra. Existem muitas pessoas que atendem ao requisito principal, o do notório saber jurídico. Se o que a oposição alega é que Messias tem excessiva proximidade com o presidente, esse perfil deve ser afastado.

    Pelas barbas do Profeta…””

    Tirem o fardão dessa militante.!!!

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