Charge do Kleber Sales (Correio Braziliense)
Carlos Newton
Se o Barão de Montesquieu ainda estivesse entre nós, ficaria estarrecido ao saber que sua genial teoria do equilíbrio entre os três Poderes estava senso esculhambada numa antiga colônia portuguesa na América do Sul, que ganhara independência em 1822 e se tornaria uma das maiores e mais importantes nações.
Charles-Louis de Secondat, que se tornou Barão de Montesquieu, foi o principal mestre do iluminismo, que revolucionou o pensamento político e possibilitou a consolidação das democracias. Era de família nobre e nasceu no imponente castelo de La Brède, na França, em 1689. Poderia aproveitar a vida, mas preferiu estudar para desenvolver a mente e o espírito.
CARREIRA JURÍDICA – Aos onze anos entrou para o Colégio de Juilly, comandado por avançados padres oratorianos, que ensinavam a doutrina iluminista da época. Aos 16 anos entrou para a faculdade de Direito e dez anos depois foi nomeado magistrado no Tribunal de Bordéus, que presidiu até 1726.
Era muito rico e a partir daí viajou pela Europa e morou em Londres, dedicando-se a estudos de Filosofia, História e Geologia.
De volta a Paris, uniu-se a outros grandes pensadores, como Voltaire e Rousseau, como um dos líderes do Iluminismo, criando em 1748 a teoria da independência e fiscalização dos Três Poderes, numa época em que não existiam democracias, apenas reinados, ditaduras e califados. Tornou-se, assim, o grande inspirador da democracia.
DESMORALIZAÇÃO – Se aparecesse hoje no Brasil, Montesquieu ficaria perplexo com a desmoralização da independência e harmonia entre os Três Poderes. Aqui debaixo do Equador, o Judiciário resolveu mandar em tudo e criar uma espécie de ditadura branca ou falsa democracia.
Sem o menor pudor, a Supremo Corte se intromete abertamente nos outros Poderes e faz o que bem entende, sem que não haja uma forte reação da sociedade. O mais recente episódio ocorreu nesta quinta-feira, dia 4, quando o presidente do STF, Edson Fachin, atendeu a um pedido do ministro Alexandre de Moraes e mandou a Advocacia-Geral da União defendê-lo no processo que o presidente Donald Trump move contra ele nos EUA.
A decisão esculacha a tese de Montesqueu, porque a AGU é um ministério do Executivo e Fachin não tem poderes para comandá-lo. Mas quem se interessa?
TUDO NORMAL? – Com exceção da Tribuna da Internet, a imprensa amestrada publicou a notícia sem maiores comentários, como se a AGU estivesse sob direção de Fachin e tivesse de obedecer a ele.
O ministro da AGU, Jorge Messias, que é tão despreparado quando Fachin, aceitou essa destrambelhada ordem, mas ainda não disse como vai cumpri-la. Na verdade, é uma missão impossível, porque o ministro Jorge Messias terá de encontrar algum advogado da União que tenha se formado nos Estados Unidos e feito o Exame da Ordem na Flórida (Bar Exam).
Se Messias encontrar alguém com tal formação, esse advogado da AGU tem 21 dias para contestar a denúncia, e o prazo começou a correr em 30 de maio.
UMA GRANDE FARSA – Diante dessa impossibilidade, veio à tona uma grande farsa, que a Tribuna da Internet denunciou com exclusividade. Na verdade, Moraes não quer ser defendido pela AGU. Seu objetivo é fazer com que a AGU contrate e pague um caríssimo escritório americano, que já foi contatado por ele.
Essa decisão de Fachin, portanto, é um escárnio e desmoraliza a teoria de Montesquieu, pois demonstra um conluio existente entre os ministros do Supremo, especialmente porque Moraes não precisa de ajuda financeira da AGU.
As declarações de renda e de bens dele e da mulher Viviane Barci exibem uma fortuna superior a R$ 120 milhões, que incluem os R$ 80,1 milhões recebidos do Banco Master. E chegaria a R$ 170 milhões, porque o escritório da família iria receber mais R$ 50 milhões do banqueiro Vorcaro, à vista, caso a negociação com o Banco Regional de Brasília fosse concluída.
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P.S. – Como se vê, o solícito Edson Fachin e o trêfego Jorge Messias, ao colocarem a AGU a serviço de Moraes, não estão atendendo ao interesse público. Pelo contrário, estão fazendo falsa caridade com o dinheiro do povo. Apenas isso. (C.N.)
Meu caro. Tudo isto esta sob a batuta do “grande maestro”. Sabes quem é, né?
Deixar estar, os perderam Manés pagaram com muito prazer essa conta, ainda mais sabendo para quem é
Tensões no STF estão prestes a explodir
Passada a semana do feriado, a volta ao trabalho presencial deverá ser acompanhada por um clima para lá de pesado no STF.
As tensões que vêm se acumulando entre os ministros nos últimos meses, em razão de divisões internas e discordâncias quanto ao papel do Judiciário no jogo institucional, tendem a deixar os bastidores e resultar em algum tipo de confrontação explícita.
Os gatilhos são vários, mas o estopim foi aceso com a organização de um evento pelo presidente do STJ, Herman Benjamin, para tratar de ética no Judiciário, simultaneamente à realização do Fórum de Lisboa, evento anual promovido pelo IDP, instituição de ensino fundada pelo Gilmar Mendes.
O evento, que está em sua 14ª edição, ganhou na imprensa e entre os frequentadores o apelido de “Gilmarpalooza”, numa analogia entre a sua grandiosidade e o conhecido festival internacional de música.
Todo ano reúne diversas autoridades brasileiras, portuguesas e de outros países, além de empresários e acadêmicos do mundo jurídico, numa programação de palestras, mesas de debates e lançamento de livros.
A confluência de autoridades e empresários com interesses nos três Poderes num ambiente propício ao lobby tem sido uma das razões para eventos dessa natureza terem entrado na mira dos críticos.
O congresso organizado pelo presidente do STJ, que contou com palestras do presidente do STF, Edson Fachin, e Cármen Lúcia, escolhida por ele para relatar um até aqui incipiente código de conduta da Corte, foi marcado por críticas indiretas a essas e outras práticas.
Ficou explícita a divisão vigente hoje no Supremo. De um lado, o grupo sob a órbita de influência do decano e de Moraes. De outro, Fachin, um presidente minoritário que enfrenta imensa dificuldade de implementar a agenda que timidamente empunhou.
O próprio Gilmar já tratou de tirar o mal-estar da coxia ao cobrar publicamente Fachin pela paralisação da discussão de temas importantes no tribunal.
Ele acusou o colega de recorrer a filibuster, prática de obstrução legislativa característica do Senado dos States, e listou uma série de processos importantes, com repercussão econômica, que se encontram parados.
Há também temas da política pendentes de decisão por iniciativa da ala ligada a Gilmar. Ele próprio pediu vista da ação que questiona as mudanças introduzidas pelo Congresso à Lei da Ficha Limpa.
Essa indefinição condiciona a possibilidade de vários políticos que estavam inelegíveis, mas poderiam ser candidatos graças à nova interpretação dada pelo Legislativo, prosseguirem com suas campanhas.
Flávio Dino, que integra o grupo de Gilmar, também paralisou a discussão sobre a realização de eleições diretas ou indiretas no Rio para suprir a vacância criada com a renúncia do governador e do vice — diferentemente de outros estados que passaram por situações similares, mas já realizaram pleitos indiretos.
Para além das divergências jurídicas e filosóficas sobre o papel do Judiciário, existe ainda um elefante estacionado no plenário do STF que torna as relações ainda mais explosivas, e ele se chama caso Master.
O relator do caso, André Mendonça, designado depois que Toffoli finalmente se declarou suspeito para continuar relatando o caso a que ficou aferrado por mais de dois meses, tem conduzido o explosivo inquérito longe dos holofotes da imprensa e das redes sociais, mas sob o escrutínio desconfiado de colegas.
Os próximos dias também fornecerão combustível extra para a crise, com a decisão do MPF e do relator sobre a nova tentativa de delação de Vorcaro, que, a depender do que decidir revelar, pode engolfar integrantes da já conflagrada Corte, como Toffoli e Moraes.
Fonte: O Globo, Política, 05/06/2026 02h00 Por Vera Magalhães
“Só quando a maré baixa é que se vê quem estava nadando sem roupa”, disse Warren Buffett.
A autoridade mais poderosa do país já não estaria tão impassível com antes.
IMPOSTO É ROUBO!
…..e o que o povo tem com isso? Terá que rebelar-se ou “infringir-se” em sua eternizada natureza de
“expecta-dores”, para assumir o alheio papel de corretor de exageros e ilegalidades criados por todas iluminadas sumidades, para tanto alçadas e locupletadas visando tão somente e desavergonhadamente implodir tudo que ainda se mantém de pé?
PS. Caberia ao povo, esse desconcerto(intromissão)?
A sabotagem, covardia e o crime no “Evento de Falsas Bandeiras” de 08.01.2023, conforme:
https://www.facebook.com/share/v/18MhQsvTAZ/
Um país que tem como presidente um analfabeto, alcoólatra, corrupto, condenado e preso por corrupção, senil e com Alzheimer espera o quê da vida? Quem coloca o diabo no trono só pode se sujeitar a ele. Enquanto a imbecilidade da imprensa amestrada continuar fazendo vistas grossas às atrociddades que acontecem no Brasil, fica fácil entender que o Moraes seja defendido pela AGU. Não é aí que o erro existe e sim na constante defesa das atrocidades cometidas.
Alexandre de Moraes viola a lei e o pacato cidadão paga a conta. O país está nas mãos de um bando de ladrões e narcotraficantes.
O país não está dividido, se estivesse, o Lula poderia andar pelas ruas e ser aplaudido pelos seus 50% de eleitores com Intenções de Votos do Datafolha o seu Instituto de Pesquisa que o Ama e Adora. Como é que o cara tem 50% das intenções e não consegue juntar, sem pagar, 100 pessoas em seus eventos , principalmente no Nordeste onde o Datafolha diz que ele tem maioria ? Só tá faltando o TSE criar um Instituto de Pesquisa dizendo que Lula tem 100% de aprovação. Essas Eleições que se aproximam se não houver Fiscalização Forte , inclusive sobre as mentiras das Mídias Apoiadoras da Ditadura, o Lula vai ser eleito por aclamação , já se fala que vão pedir (será o Lindbergh ?) ao TSE a Cassação e Inelegibilidade de todos Candidatos da Oposição antes do final de junho, e assim sucessivamente, apareceu candidato cassam e pedem aos Jornalistas Militantes dizerem que o candidato tá envolvido em alguma coisa até na Construção sem Licitação das Tumbas dos Faraós do Egito e a Polícia Política vai investigar e dizer que Tutancâmon na sua Tumba guardava documentos sigilosos e muito dinheiro vivo e com bolsas cheios de dólares e euros para gastar nas Festinhas em Lisboa do “CleptoCorruptosPalooza” com as “menininhas jurídicas da cleptoditadura do agreste” e tinha as Atas do Golpe de Bolsonaro, mesmo preso, conspirando contra a “CleptoDitadura Judicial do Prostíbulo Nacional” enterradas na Tumba , e Tutancâmon iria fazer uma Delação Premiada acusando Bolsonaro de construir Piramides no Egito sem Licitação conforme Relatórios do TCU. O Brasil ´ta prá lá do Fundo do Poço Moral, Ético, Jurídico e Administrativo, o Econômico já foi para o espaço. Como é que Representantes do Povo e do Governo Federal vão para os Estados Unidos Defenderem as Organizações Criminosas do Narcotráfico ? Essa gente não merece confiança ou respeito, é o pior que existe de homens públicos, os Prostíbulos da Praça dos Poderes abriram as portas para deixarem livres e soltos e impunes os Membros da “Academia Brasileira de Safadezas Gerais” !
Prezado Editor Doutor Carlos Newton, bom dia!
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Há os que afirmam estarmos em Ditadura.
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Acontece que a própria Constituição Federal Cidadã estabelece um Supremo … que tem seus membros não eleitos pela Cidadania, porém nomeados pelo Executivo, que é eleito, após aprovação pelo Senado do Legislativo que também é eleito.
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Inclusive a Cidadã prevê impeachment de membros do STF.
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Desse modo não há nenhuma Ditadura … há derrotados que não se conformam por não terem maioria nas eleições.
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Como emedebista dos históricos vemos o exemplo do MDB – fez uma constituição exemplar em que todos podem ser eleitos dentro da Lei. E o MDB não fez constituição que o favoreça.
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Deste jeito nadica de Ditadura, inclusive com comportamento exemplar dos militares.
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Saudações amigáveis do chegamais.
A AGU deve defender Moraes que representa uma insitituição brasileira. Seria muito estranho estranho e errado se o Estado permanecesse paralisado perante uma ação de empresa estrangeira. seria o fim da picada.
Porém, como Moraes foi eleito inimigo por alguns, tais pessoas querem que ele fique sozinho nesa batalha.