
Eleitores com mais de 70 anos representam 10% do total
oão Vitor Costa
O Globo
O presidente Lula (PT) conseguiu uma inédita virada neste 2º turno. Depois de ficar atrás no 1º turno, o petista passou Flávio Bolsonaro (PL) e conseguiu se reeleger com mais de 4 milhões de votos de vantagem anteontem. E um dos fatores apontados para a vitória foi a queda da taxa de abstenção, a menor desde 2006. Os méritos para o feito podem ser atribuídos à turma da melhor idade, que exerceu o direito ao voto, mesmo ele sendo facultativo a partir dos 70 anos.
Lucia Maria de Oliveira, de 77 anos, desistiu de votar no 1º turno, por conta do elevador quebrado na escola em que vota, no campus da Faetec em Quintino, na Zona Norte do Rio. “Estava cansada, sem coragem. Mas depois da vitória do Flávio, fui votar no 2º turno para fazer a diferença. Mesmo se o elevador não estivesse funcionando, subiria degrau por degrau”, conta ela, que vê Lula como quem pode “fazer o melhor”.
JOELHOS CALEJADOS – Mas os joelhos calejados da carioca não precisaram ser sacrificados porque o reparo do equipamento foi feito a tempo do 2º turno. Segundo a Faetec, foi necessária a substituição de uma peça, que precisou ser encomendada e não chegou antes do 1º turno.
Ao longo da campanha, a atração dos idosos era considerada uma das estratégias do presidente, já que liderava as pesquisas no segmento. O petista, que chegou a dizer um “levanta a bunda e vai votar” ao longo da corrida presidencial, agradeceu ao esforço das pessoas idosas em seu discurso da vitória, anteontem. Os 70+ representam mais de 10% do eleitorado. “Conseguimos convencê-las que o voto era importante”, reconheceu Lula.
Neste 2º turno, 30,5 milhões de brasileiros deixaram de ir votar, o que representa uma taxa de abstenção de 19,2%, menor patamar em 20 anos. O índice mostra ainda uma queda na abstenção entre os turnos, já que, em 4 de outubro, a abstenção havia sido de 21%.
ARROGÂNCIA – CEO do Instituto Travessia Pesquisas, Renato Dorgan afirma que encontrou idosos querendo votar em grupos qualitativos, mas a postura de Flávio Bolsonaro, entendida como arrogante, no debate da Band, “assustou eleitores” do segmento, assim como a fala dos “nove dedos” do candidato, numa referência ao adversário.
O cientista político cita ainda a desconstrução feita pela campanha petista sobre a declaração de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha bolsonarista, sobre mudanças na aposentadoria como um dos fatores. “A queda de abstenção com certeza tem parcela de idosos”, avalia Dorgan.
Em Engenheiro Paulo de Frontin, no interior do Rio, Maria França Cosme, de 93 anos, vestiu sua camisa vermelha para ir votar nos dois turnos. Acompanhada por um dos filhos, a aposentada — que trabalhou por 30 anos numa fábrica de guarda-chuvas da cidade — conta que sua motivação foi a sensação de que seu voto iria “valer muito”, já que esperava uma diferença pequena entre Lula e Flávio.
PELA FAMÍLIA – “Meu voto não é mais por mim, é pela minha família. Eles vão precisar”, conta Maria, mãe de dois, avó de quatro netos e bisavó de três. “Eu mesma nem preciso mais votar”, afirmou.
Pelas redes sociais, a presença massiva de idosos nas urnas foi tratada como ato de heroísmo em algumas postagens. O jornalista João Carlos Martins, por exemplo, publicou um vídeo no TikTok mostrando a avó, a aposentada Zulmira Magalhães, de 88 anos, “indo votar e fazendo Lula ganhar a eleição” com o seu andador, conforme escreveu na web.
“Fiquei muito feliz. Estava na casa da minha filha e a farra foi muito boa. Pularam, gritaram, cantaram. E fiquei junto: tenho 88 anos, mas estou firme e forte”, celebra a moradora de Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio, que votou nos dois turnos. “Achava que, com o Flávio, não ia dar certo”, disse.
BONÉ E BROCHE – Já em Irecê, no Centro-Norte baiano, o mecânico aposentado Roque Torres Amorim, de 101 anos, chegou a vestir boné e broche do PT, partido ao qual é filiado, para ir às urnas. Seu vídeo publicado no Instagram indo votar passa de 1 milhão de visualizações. Apesar de não gostar de celular, por entender que isso é “coisa de fofoqueiro”, Mestre Roque — alcunha inspirada no modo que chama a todos — atualmente é um influencer digital, em conta administrada pela família.
“Tem “véio” que tem medo de sair de casa, de cair, e por isso não vota. Eu não tenho medo. Em qualquer eleição, voto. Sabia que nós íamos ganhar, porque o Lula já trabalhou muito e cativou o povo”, opina Roque, que criou 14 filhos, responsáveis por levá-lo ao local de votação.
A eleição sob chantagem.
Ou vota 13 ou perde.
Um Nordeste riquíssimo, que deria estar lotado de cassinos, complexos turísticos, transporte e logística de ponta.
Simboliza um país que tem tudo.
Menos boa administração.
Uma lavanderia gigantesca, sem limites como as igrejas dos crentelhos.
Aqui não estamos preparados pra isso.
A sacanagem com dinheiro público iria comer solta.
Pense nisso…
P.S. Não foi uma eleição sob chantagem.
O Rachado cansou de falar em perdas dos benefícios da população.
Não ouviu essa parte do miliciano, cantando de galo?
Abs.
José Luis
Chantagem dupla.
Mas a máquina foi ligada a todo vapor.
Quanto às lavanderias, são muitas.
Entretanto, são muitas as vantagens e os lucros concentrados pelo atraso fabricado.
Terras incríveis, produtivas, verdadeiros paraísos, sem estradas.
A escolha do menos ruim é fruto das disfunções desse sistema, licrativo para alguns, mas falido para a população.
Bolsonarismo transforma Lula em lenda da política mundial
Na tentativa de acabar com Lula, os Bolsonaro e seus asseclas acabaram cometendo o equívoco de transformar o petista em uma lenda da política mundial ao elegê-lo para um quarto mandato presidencial.
E “quando a lenda se torna fato, publique-se a lenda.” (*)
_____________
(*) Essa frase icônica vem do clássico filme de faroeste “O Homem Que Matou o Facínora” (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962), dirigido por John Ford.
Ela é dita pelo editor do jornal local, Maxwell Scott (interpretado por Carleton Young), ao descobrir a verdadeira e menos heroica história por trás do mito político da cidade.
Lula foi eleito por idosos, jovens e adultos numa aclamação coletiva.
_____________
Diante do patamar alcançado por Lula ao eleger-se para o quarto mandato presidencial, torna-se irrelevante o reconhecimento ou não de sua vitória por parte de adversários políticos como Flávio Rachadinha.
Esse gesto não mereceria sequer uma nota de rodapé na história da trajetória política do presidente.
https://www.metropoles.com/minas-gerais/com-flavio-nos-eua-pedro-rousseff-pede-apreensao-do-passaporte-de-nikolas
Incrivel nossa impossibilidade de ver o óbvio, o cristalino e repetir as ladainhas disseminadas pelos poderosos de plantao e seus feitores
Vejam esta materia:
Idosos foram às urnas, reduziram abstenção e ajudaram Lula a virar a eleição
A perfumaria do texto, reflet equase que somente a ladainha do ganhador. ” O povo com medo de Flavio tirar seus direitos, votou em massa no pai dos pobres”
Nenhuma pergunta sobre quem incutiu este medo:
O discurso levianamente minimo de flavio falando em cortar parte das loucuras de lula ou
o continuado e disseminado terrorismo oficial e de seus sequazes, de que flavio vai destruir o sus, vai acabar com aposentadorias, vai extinguir todos os chamado beneficios sociais?
Parece que estamos nos loucos anos 20 em que todos viviam o paraiso das piramides das ações , tudo era festa e nada iria turvar este horizonte roseo. Aí veio 29 e foram aqueles anos terriveis.
Claro, se uma forma moderna de 29 acontecer, ( e vai acontecer pois a piramide da felicidade petista nao se sustentará indefinidamente) não será pela irresponsabilidade, incapacidade de lula e seus liderados , mas sim. por algum designio malévolo de bolsonaro (preso, vigiado 40 hs por dia) seus filhos (fugidos) e pelas sempre disponiveis “zelites” como no filme Casablanca, as culpadas de sempre.
Nenhuma palavra sobre a irrepónsabilidade do povo que se lança com feroz avidez a toda sorte de “beneficios sociais com contrapartida eleitoral obrigatória” , recusando qualquer forma minima de dignidade de buscar sua independnencia financeira e se agarra com todas as forças a garra esquerdista, como muito provavelmente o sr entrevistado de 14 filhos.( mal consegui criar 2 com meus recursos).
Nenhuma palavra sobre paradinha de 30 minutos e nem paradona de 2 horas.
Nem de esdruxula canetada salvadora milimetricamente aplicada as 17:01 hs.
Apanho dos dois lados por tentar manter um mminimo de lucidez, distante dos dois polos fanatizados mas é impossivel nao se indignar com esta catarse coletiva, feita por quase todos 24 hs após as urnas.
Parece aquele velho ditado sobre ter varios parceiros:
Nao tem problema, lavou tá limpinho/a.
Ai está, em 24 hs lavamos toda a sujeira da campanha, da eleição e vamos continuar a festa.
os malvados foram elimindaos, fugiram e agora é só festança em nome do rei
Infelizmente o fantasma nao fugiu: 29 aconteceu e acabou a festa e banhos cheirosos em gambá , discursos inflamados sobre sensação de cheiro e alucinação olfativa coletiva, não elimina o potencial manancial de novos e fétidos odores