
Desafio de reconstruir a confiança nas instituições permanece
Marcelo Copelli
Revista Veja
Nem sempre foi fácil acompanhar a vida pública brasileira. Durante muito tempo, informações relevantes permaneceram distantes do olhar da sociedade. Hoje, problemas que antes passariam despercebidos são rapidamente identificados e debatidos. O Brasil tornou-se mais consciente de suas fragilidades — e talvez seja justamente aí que comece o paradoxo. Ainda assim, permanece uma pergunta desconfortável: por que mais transparência não foi acompanhada por mais confiança institucional?
A questão parece contraditória apenas à primeira vista. Durante muito tempo, consolidou-se a expectativa de que mais transparência produziria automaticamente mais confiança. A lógica era intuitiva. Se os problemas fossem expostos, poderiam ser enfrentados. Se as informações fossem acessíveis, as instituições se tornariam mais responsáveis. Se as irregularidades fossem identificadas, a integridade acabaria fortalecida.
VIRTUDES E FRAGILIDADES – A transparência revelou-se eficaz para iluminar falhas, reduzir zonas de opacidade e ampliar a fiscalização social. Mas sua principal função nunca foi produzir confiança. Seu papel é tornar visível o que antes permanecia oculto. E o que ela revela inclui, inevitavelmente, virtudes e fragilidades.
Essa distinção ajuda a compreender um dos paradoxos mais relevantes do debate contemporâneo sobre corrupção. Quanto mais uma sociedade aperfeiçoa sua capacidade de identificar problemas, maior tende a ser sua exposição a eles. O sucesso dos mecanismos de controle não elimina automaticamente as falhas que revelam. Em muitos casos, apenas as torna impossíveis de ignorar.
O resultado é um cenário peculiar. O país conhece melhor suas vulnerabilidades sem que isso produza, necessariamente, uma percepção equivalente de melhoria institucional. A visibilidade dos problemas cresce mais rapidamente do que a percepção das soluções. E, quando isso acontece, instala-se uma sensação persistente de que as falhas são permanentes, mesmo quando a capacidade de identificá-las e enfrentá-las jamais foi tão elevada. É nesse ponto que a corrupção revela um de seus efeitos mais profundos.
DANOS IMEDIATOS – Habitualmente, a corrupção é analisada pelos danos imediatos que provoca. Calculam-se perdas financeiras, estimam-se desperdícios e avaliam-se impactos administrativos. Esses custos são reais. Mas existe uma consequência menos evidente e potencialmente mais duradoura: a corrosão gradual da confiança que sustenta a vida pública.
Poucos ativos são tão valiosos para uma sociedade. Ela reduz custos, facilita a cooperação e permite que instituições funcionem de forma eficiente. Quando está presente, pessoas e organizações concentram energia na produção de resultados. Quando se deteriora, uma parcela crescente dos esforços passa a ser direcionada para a prevenção de riscos.
A consequência aparece de forma silenciosa. Tempo e recursos que poderiam ser direcionados à inovação ou à execução de políticas acabam consumidos pela preocupação constante em evitar erros, riscos e desvios. É justamente por isso que reduzir o combate à corrupção aos mecanismos de controle seria insuficiente. Eles são indispensáveis para identificar desvios, impor consequências e proteger o interesse público. Mas há um limite para aquilo que conseguem entregar. Sua função é revelar problemas, não necessariamente reconstruir a confiança perdida.
ENFRENTAMENTO – Transparência produz visibilidade. Controle produz supervisão. Responsabilização produz consequências. Mas confiança exige algo diferente. Ela é construída quando as instituições demonstram consistência ao longo do tempo. Surge quando as regras são previsíveis, quando as decisões produzem resultados concretos e quando a sociedade percebe que as falhas identificadas não permanecem sem resposta. Mais do que expor problemas, importa demonstrar capacidade de enfrentá-los.
Talvez seja precisamente essa a grande questão brasileira. O país avançou de forma significativa na construção de mecanismos destinados a revelar problemas. Essa conquista democrática merece ser preservada. Mas o desafio que surge adiante é mais complexo. O objetivo já não é apenas ampliar a capacidade de identificar falhas, e sim fortalecer instituições capazes de gerar confiança.
Essa mudança de perspectiva é fundamental. Sociedades não prosperam apenas porque conseguem identificar seus erros. Tornam-se mais fortes quando são capazes de aprender com eles. A transparência é indispensável porque permite conhecer a realidade. Mas a confiança nasce quando a sociedade percebe que esse conhecimento é capaz de gerar transformação.
CONFIANÇA – O verdadeiro paradoxo brasileiro da corrupção talvez resida exatamente aí. Nunca tivemos tantos instrumentos para compreender nossos problemas nem tanta informação sobre as fragilidades institucionais. E, no entanto, continuamos a enfrentar dificuldades para converter esse conhecimento em confiança.
Superar esse desafio exige reconhecer que transparência, integridade e governança não representam etapas concorrentes de um mesmo processo. São funções complementares. A transparência revela. A integridade orienta. A governança organiza. A confiança emerge quando as três conseguem atuar em conjunto.
Afinal, o objetivo de uma sociedade não pode ser apenas descobrir o que está errado. O verdadeiro teste da maturidade institucional está na capacidade de transformar esse conhecimento em melhoria concreta. Porque o desenvolvimento não depende apenas daquilo que um país é capaz de enxergar. Depende, sobretudo, daquilo que consegue fazer com o que vê.
Caro articulista Marcelo Copelli, responda-nos: Se o “p(h)oder” encontra-se em ocultas mãos e tramoias, o que poderão fazer meros “avaliza-dores” e havidos desassemelhados(não “iluminados”)?
Não podemos ter uma Nação com Transparência quando os Maiores e Verdadeiros Corruptos do Brasil Implantam e Comandam a Censura contra o Cidadão que critica os Atos Criminosos dos Três Poderes que Anulam Provas e Crimes do Crime Organizado nas Instituições de todos os Poderes. . Como podemos ter Transparência nos Gastos Públicos quando nos Órgãos Fiscalizadores tem em seus Membros, Familiares e Amigos que Ganham Licitações Milionárias na Administração Pública Federal como as Mídias informaram na semana passada, com o Silêncio e Aprovação desses Órgãos ??? Tem muita Raposa tomando conta de Carne no Brasil em todos os Poderes. Se houvesse Transparência Confiável e Respeitável nestes instantes de nossa República, as Autoridades teriam que fazer uma AUDITORIA ESPECIAL com EMPRESAS PRIVADAS , em todos os Poderes da Nação e em todas as sua UNIDADES, sem exceções , as Leis são claras, NÃO HÁ NENHUMA DESPESA PÚBLICA INAUDITÁVEL ! Como pode ser uma URNA ELETRÔNICA ( COM NATUREZA DE DESPESA DUPLA , DE COMPRA DE MATERIAL, E COMPRA DE SERVIÇO) SER INAUDITÁVEL ? O nome disso é GESTÃO TEMERÁRIA E CRIMINOSA ! Onde está a Transparência na Despesa Pública ? A lama e os Atos Inconstitucionais Confessos dos Três Poderes jamais farão ou deixarão existir TRANSPARÊNCIA NOS ATOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO BRASIL !
BRICS – A NOVA ORDEM MUNDIAL – BRASIL – RÚSSIA – INDIA – CHINA – ÁFRICA.
Ourinhos.Online
Duas das maiores redes de televisão dos Estados Unidos, ABC e NBC, além da CNN, decidiram não transmitir em seus canais principais um pronunciamento do presidente Donald Trump sobre segurança eleitoral.
A decisão foi tomada após debates internos nas emissoras e pressões de parlamentares e entidades, que temiam que o discurso repetisse alegações falsas sobre fraudes nas eleições americanas.
Irritado, Trump acusou as empresas de comunicação de tentarem silenciá-lo e afirmou que elas deveriam perder suas licenças de transmissão por não exibirem seu pronunciamento.
Especialistas em direito, no entanto, lembram que a Constituição dos Estados Unidos garante às emissoras liberdade para decidir o que desejam transmitir. Em vez da exibição ao vivo na TV aberta, as redes optaram por divulgar o conteúdo em plataformas digitais, acompanhado de contextualização jornalística.
Caiado aparece à frente de Lula no 2º turno!
Agora só lhe falta ressaltar o despreparo do menino impedernido e metido a gente.
E vamos adiante, que pra trás não da mais jeito.
Por outros lados e submundos:
Abrólhos!
“Você já ouviu falar de genocídio benevolente? Os Illuminati cunharam esse termo para descrever o objetivo final de seus planos, a ser perpetrado pelo seu vindouro Messias Maçônico. Você tem todo o direito de estar aborrecido e preocupado! Os líderes globais que dirigem o mundo para esse caminho do “genocídio benevolente” são aqueles que controlam os Exércitos, Forças Aéreas, Marinhas e todos os sistemas sofisticados de armamentos que existem no mundo! Eles são poderosos e pretendem perpetrar o genocídio benevolente neste mundo.
Agora, vamos retornar mais uma vez aos Protocolos dos Sábios de Sião:
“De nós promana o terror que tudo invade. Temos a nosso serviço homens de todas as opiniões, de todas as doutrinas; restauradores de monarquias, demagogos, socialistas e comunistas e toda a sorte de utopistas; atrelamos o mundo inteiro ao nosso carro: cada qual mina de seu lado os derradeiros restos do poder, esforçando-se por derrubar tudo o que ainda se mantém de pé. Todos os Estados sofrem com essas perturbações, pedem calma e estão dispostos a tudo sacrificar pela paz; mas nós não lhes daremos a paz, enquanto não reconhecerem nosso Governo Supremo, abertamente e humildemente.” [Protocolo 9; tradução de Gustavo Barroso].”
PS. Continua, em:
“Treinando as Tropas para o Tempo em Que a Lei Marcial Será Imposta em Todo o País.”
https://www.espada.eti.br/n2546.asp