O petróleo financia o presente, mas a conta amarga a ser paga fica para 2027

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  1. De novo, a sombra da barbárie

    Avanço do bolsonarismo traz riscos de retrocesso democrático, perda de soberania e enfraquecimento de direitos fundamentais

    Outra vez, o Brasil está numa encruzilhada, e é difícil entender por que o país está passando por isso. Depois dos 4 anos de trevas obscurantistas de um governo fascista, julgávamos estar longe do risco bolsonarista.

    O presidente Lula consignou, em 12 de dezembro de 2022, na festa de diplomação, que só havia se candidatado novamente por intuir que era o único capaz de derrotar o desastre do Bolsonaro.

    Uma administração sem limites, com caminhões de dinheiro, com fábricas de fake news, sem ética e sem controle, só perderia para os erros do próprio governo; ainda assim, era necessário ter um líder popular, com a história de um Lula, para derrotar o fascismo.

    Um candidato inescrupuloso perder uma reeleição era uma tarefa quase impossível. Só o velho Lula poderia fazer tal façanha. E a fez. Foi, na definição correta dele, a vitória da civilização sobre a barbárie.

    O que é espantoso é que, mesmo com Bolsonaro preso, com um filho condenado e foragido nos EUA, com os embates públicos entre a mulher e o candidato escolhido, com a cúpula do governo passado recolhida à prisão –generais e ministros cumprindo penas de cadeia– e com os escândalos sobre corrupção, ainda assim, parte da elite brasileira, e grande parte da população, insiste em caminhar para o abismo.

    Não estamos tratando de propostas divergentes. Ao contrário: uma proposta é democrática, e a outra, golpista. Agora, o confronto é com um bando de loucos que querem entregar o Brasil ao fascista Trump.

    Não estamos decidindo entre modelos de governo que passam por uma discussão possível, entre os mais à direita, os do centro ou os da centro-esquerda.

    O que voltamos a discutir é a diferença entre a barbárie e a civilização. É a negação absoluta da política e o predomínio cego da corrupção, do fim das políticas públicas, da negação dos direitos humanos, do predomínio absoluto da misoginia, do fascismo, da violência e do caos.

    Agora temos ainda um fator agravante. O bolsonarismo, representado pela família e pelos seus seguidores mais próximos, resolveu escancarar: entregou abertamente o país ao poderio decadente norte-americano.

    Não há mais um discurso com um pingo de dignidade. Como sabem os fascistas que estão tratando com um presidente Trump do nível deles, e sabem que precisam negociar a hipótese de não prisão da família Bolsonaro, como um todo, resolveram colocar na mesa a soberania nacional.

    Não se discutem mais terras, minerais raros, ouro ou Amazônia. É a chave do país. A entrega absoluta. A rendição. A soberania pela liberdade, o afastamento da Papuda pela humilhação da perda da dignidade. Afinal, o que é dignidade para esse grupo?

    Como falar em dignidade, soberania, honra e pátria com um grupo tão reles, tão mesquinho e tão vil? Tristes tempos.

    Fonte: Poder360, Opinião, 14.ago.2026 – 5h58 Por Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), advogado criminal

    • “Agora temos ainda um fator agravante. O bolsonarismo, representado pela família e pelos seus seguidores mais próximos, resolveu escancarar: entregou abertamente o país ao poderio decadente norte-americano.

      Não há mais um discurso com um pingo de dignidade. Como sabem os fascistas que estão tratando com um presidente Trump do nível deles, e sabem que precisam negociar a hipótese de não prisão da família Bolsonaro, como um todo, resolveram colocar na mesa a soberania nacional.

      Não se discutem mais terras, minerais raros, ouro ou Amazônia. É a chave do país. A entrega absoluta. A rendição. A soberania pela liberdade, o afastamento da Papuda pela humilhação da perda da dignidade. Afinal, o que é dignidade para esse grupo?”

  2. MUNDO FINAL:
    MUNDO FINAL 🇺🇸❗️ | O prestigiante jornal The Guardian relatou que os marinheiros a bordo do porta-aviões dos EUA, o USS Abraham Lincoln, estão enfrentando uma grave crise de saúde mental, já que foram desembarcados há quase 9 meses contra o Irã sem tocar na terra e com escassez de alimentos e outras provisões, de acordo com The Guardian. Vários marinheiros tentaram tirar a própria vida, um até tentou jogar-se na água, extrema fadiga e a luta interminável contra os míssais e drones iranianos levaram a saúde mental dos marinheiros ao limite, uma esposa de um deles disse ao The Guardian que até mesmo uma rebelião ou uma revolta dos marinheiros contra seus superiores é temida, pedindo-lhes para retornarem a um porto seguro o mais rápido possível, uma situação que deveria ter acontecido em maio deste ano.
    De acordo com relatos, a falta de alimentos, lavanderia fora do serviço, banheiros quebrados e enlameados e longas períodos sem água quente, além da tensão da guerra em si, tornam a situação dentro do navio cada vez mais crítica, um marinheiro disse à sua mãe que há quase nenhum sabão, desodorante e pasta de dentes a bordo do navio, que contém 5000 marinheiros, quase como uma cidade flutuante.
    Um especialista em saúde mental disse que os militares a bordo do navio estão enfrentando pressão extrema, o desembarque em uma zona de guerra leva os homens ao limite: poucas horas de descanso devido à constante alerta, a incapacidade de ver sua família e entes queridos, que se somam ao constante barulho que o navio produz, juntamente com a escassez de serviços básicos, higiene e alimentos, levam os marinheiros a “implosão”.
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