
Charge reproduzida do Sobral em Revista
Luiz Felipe Pondé
Folha
A eleição foi um surto. A política sempre foi um lugar da psicopatia coletiva. Se os Bolsonaros carregam uma tradição de desprezo pelo caráter constitucional da democracia, os lulistas revelaram sua natureza autoritária óbvia: “Vote em Lula, vida ou morte!”.
O exército de Lula foi uma milícia. Uma forma de assédio moral. Entre Flávio ou Lula, a única diferença é o tipo de degradação do país. Essa degradação se dá pela miséria moral dos nossos líderes, materializada na delinquência da cultura política e no descuido com a sociedade.
DIFERENÇAS – Se Flávio tivesse vencido, haveria uma mudança de guarda nas gangues de Brasília. Como Lula foi para o quarto mandato, o PT aprofundará ainda mais seus tentáculos no poder corrompido do país.
Diante de um candidato com ares de perdido, obrigado a viver num mundo de adultos, permeado por escândalos, com histórico de vínculo com a milícia carioca e cercado por uma turba de furiosos nada inteligentes, ou, por outro lado, de um candidato e seu partido-gangue, que tem mantido o país sob sua tutela corrompida há quase 20 anos, as lágrimas deveriam ser a resposta mais justa para o funeral do Brasil que está diante de nossos olhos.
Falar em reeleger Lula depois de tantos anos era recusar ver como qualquer candidato ou partido no poder, por tanto tempo, terá necessariamente aparelhado a máquina do Estado quase ao ponto de não retorno.
MAIS CORRUPÇÃO – Num país corrupto como o Brasil, reeleição é incentivo à corrupção. O estrago que o PT vai fazer, em mais quatro anos de poder federal, será gigantesco. Lula enlouqueceu para se manter no poder, não apenas vendendo sua alma ao Diabo, mas entregando a alma do país ao anjo caído. Nesse clima, seu surto de que uma vitória de Flávio levaria o Brasil de volta a 1964 ganhou o Oscar de ridículo.
Por outro lado, imaginar que a vitória de Flávio tiraria o país das malhas da corrupção sistêmica era humilhante e sinal de inteligência mínima. Se os Bolsonaros flertaram com a intentona cafona de um golpe militar em 2022 e 2023, o PT pretende destruir a democracia através de seus equipamentos culturais e educacionais dispersos pela malha social, além da própria máquina colonizada do Estado.
Qualquer voz contrária ao PT correrá o risco de perder seu espaço a cada minuto. O projeto autoritário do PT é muito mais sofisticado do que o dos Bolsonaros.
Apontando o risco real de o mais corrupto dos Bolsonaros vir a ganhar as eleições, carregando consigo sua tradição de desprezo pela constitucionalidade do regime democrático, os petistas de todos os matizes da sociedade fingiram não perceber que o PT é um partido em busca da eternidade.
DUAS QUESTÕES – Essas eleições indicam duas questões importantes para a esquerda e para a direita. Para a esquerda, que a era Lula acabou, e não o Brasil, como ele disse no debate da Band. Para a direita, está posto o desafio: se ela conseguirá ou não superar o trauma paralisante do bolsonarismo como o ocaso da sua racionalidade.
Independentemente do vencedor dessas eleições, o Judiciário continuará perdido. Ministros do Supremo Tribunal Federal continuarão a trabalhar por seus políticos de estimação.
Magistrados continuarão a destruir vidas, patrimônios e carreiras, ao sabor do seu gosto ideológico ou dos seus interesses pecuniários. Porque, quando uma democracia perde a imparcialidade do Judiciário, ela já perdeu tudo.
NOSSA REALIDADE – Só iludidos não sabem disso. A ideia de que Lula salvaria a democracia em 2022 do outro desvairado Bolsonaro, o pai, revelou-se uma farsa. O que o Lula, e o PT, queriam mesmo era avançar na sua formação de uma gangue federal plena. E agora o PT continuará na sua marcha para a barbárie, sob as palmas dos intelectuais e jornalistas vendidos.
Muitas são as formas de escolher a estupidez como modo de vida. As eleições têm se tornado um dos momentos em que revelamos nossa vocação para a estupidez de forma mais clara.
E a democracia liberal, tal como a conhecemos, poderá ser vítima, justamente, do seu modo de estabelecer sua soberania, via competição por votos, como dizia o economista austríaco Joseph Schumpeter. Nada indica que haverá melhora significativa no procedimento dos candidatos e eleitores nas próximas eleições. Existem indícios sutis de que uma sociedade se perdeu. Um deles é a falta de educação doméstica. O Brasil, e seus poderosos da República, perderam a vergonha na cara e passaram a comer de boca aberta. O país optou pela lama e pela barbárie.
PF apura se Flávio Bolsonaro teria deixado o país rumo aos EUA
A partir de uma notícia publicada pelo site argentino Infobae, de que Flávio Bolsonaro teria fugido do Brasil nesta madrugada a Polícia Federal apurou que o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira.
Segundo a informação publicada, Flávio teria decolado rumo aos EUA a partir de Puerto Iguazú, na Argentina, às 2h da manhã, a bordo de um jato Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly.
Neste momento, a PF está checando com as autoridades argentinas se existe alguma confirmação sobre um suposto ingresso de Flávio Bolsonaro naquele país.
A assessoria do senador foi contatada pela coluna sobre o caso, mas ainda não se pronunciou.
O Globo, Política, Opinião, 27/10/2026 08h45 Por Lauro Jardim
Parceiros, de uma coisa do capeta, na fraternal e servil obediência a soprada e mentalizada “IDÉIA FIXA”!
https://youtu.be/GhdpG5EvZ28?is=SoA0IlGp3qrq8gH2
A encarregada sutil genocida fonte, em:
https://youtu.be/cPHCOKK0HpI?is=-9EBr-vlSrvbuWI8