Governo promete cobrar punições
Fábio Amato
G1
O governo federal informou que acompanha 45 casos de violência política registrados desde a véspera das eleições, e que vai cobrar a punição dos responsáveis. Segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, os episódios deixaram 10 mortos.
Boulos apresentou o balanço durante uma coletiva no Ministério da Justiça e afirmou que os casos incluem atropelamentos intencionais, agressões físicas, disparos e atentados com armas de fogo, violência e coação contra indígenas e episódios de abuso e violência policial.
MAIS REGISTROS – O ministro afirmou ainda que Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina foram os estados com mais registros no levantamento apresentado pelo governo. “Isso é inadmissível. As medidas que vamos anunciar aqui vêm de uma sociedade que não tolera violência política. Isso não cabe na democracia, não pode e não ficará impune”, afirmou Boulos.
O governo anunciou que vai acompanhar a apuração dos episódios e cobrar a responsabilização dos envolvidos. A Polícia Federal ficará responsável pelos crimes que forem de competência federal. Já os crimes comuns continuarão sob responsabilidade das autoridades estaduais.
Nos episódios que envolvam suspeitas de violência policial, o Ministério da Justiça informou que acionará as corregedorias das polícias estaduais e acompanhará as investigações administrativas. O governo também afirmou que pedirá o afastamento dos policiais envolvidos.
VIOLÊNCIA POLÍTICA – Boulos manifestou solidariedade às famílias das pessoas que, segundo o balanço apresentado pelo governo, morreram em decorrência da violência política. “Dez pessoas foram mortas no Brasil por suas convicções políticas. Isso não é normal. O que a gente espera é que isso acabe, esse clima de intolerância e violência política”, afirmou.
O governo não detalhou as ocorrências que compõem o levantamento de 45 casos e a situação de cada investigação. Na terça (27), o G1 reuniu denúncias de violência relacionadas à reta final das eleições em diferentes estados. Entre elas estavam agressões físicas, ataques com objetos, disparos e atropelamento.
ATAQUES – A Polícia Federal abriu, por exemplo, inquérito sobre o ataque à vereadora Iara Pimentel (PT), em Montes Claros (MG), durante uma carreata de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um outro caso foi registrado em Três Pontas (MG), quando uma mulher usando um adesivo de Flávio Bolsonaro também foi agredida durante um ato político.
O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, afirmou durante a coletiva que a pasta também recebeu denúncias de crimes de ódio, intolerância e discriminação no ambiente digital.Segundo Borges, episódios envolvendo relações entre empregados e empregadores também foram comunicados ao Ministério Público Eleitoral. O governo informou ainda que a Força Nacional atua para garantir a segurança de grupos indígenas ameaçados.
Tem Jesus com a multiplicação dos pães. Será que tá.bem vão investigar a multiplicação dos votos, tem alguns casos muito estranhos.
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