Baptista Junior diz que rompeu com antigos aliados
Bela Megale
O Globo
Ex-comandante da Aeronáutica na gestão de Jair Bolsonaro, Carlos de Almeida Baptista Junior conta no livro “Eu disse não: uma trincheira antigolpista (Autêntica Editora), como foi uma das vozes ativas nas Forças Armadas contra as pressões de Jair Bolsonaro para se manter no poder após a derrota para Lula, em 2022.
Testemunha central no processo que condenou o ex-presidente e militares do primeiro escalão de seu governo à prisão por tentativa de golpe, o ex-comandante da Força Aérea falou à coluna sobre os momentos de maior tensão daquele período, detalhou o rompimento com o amigo Walter Braga Netto e os prejuízos causados pelo ex-presidente aos militares.
Por que o senhor escolheu lançar o livro durante o período eleitoral?
Muitas pessoas começaram a dizer que eu estava lançando no período eleitoral para influenciar as eleições. Não tenho a menor intenção que um livro influencie hoje no Brasil as eleições dentro dessa polarização enorme. Não escrevi o livro para ser um instrumento de propaganda eleitoral para nenhum dos candidatos. No último capítulo, falo que nós também somos os culpados das mazelas do Brasil. Isso passa pelo nosso voto. E não só o voto para presidente. Achei que, se desse tempo, seria bom que algumas pessoas pudessem ler e entender essa reflexão para não nos colocarmos na posição de vítima nem de culpado.
Por que não escreveu antes?
Primeiramente, eu não podia fazer isso enquanto estava na ativa. Depois, eu não ia lançar o livro durante o período em que as ações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe estavam em andamento. Era inimaginável eu testemunhar e escrever um livro logo depois. E, em terceiro lugar, leva tempo para escrever um livro, encontrar uma editora. Quando vi a possibilidade de lançá-lo antes das eleições, achei que seria bom.
O senhor acredita que estamos livres de viver um processo similar a essa tentativa de golpe no futuro?
Acho que a cada dia é menos provável, mas não acho impossível.
Por que há tanta dificuldade de uma parcela significativa da população em acreditar na tentativa de golpe?
O populismo só existe porque há quem acredite em qualquer coisa que um populista fala. Hoje, só existe um populista Lula ou um populista Bolsonaro porque seus seguidores acreditam naquilo que eles falam. Acreditam que esse é o mito, acreditam que aquele é o pai dos pobres. Isso são construções políticas. Temos um processo mental que nos leva a compreender e a filtrar aquilo que a gente não gosta e só aprovar aquilo em que já temos alguma tendência a acreditar.
Bolsonaro sempre atacou o sistema eleitoral e sinalizou que não aceitaria o resultado das eleições se fosse derrotado. Por que se surpreendeu quando ele defendeu a tentativa de golpe?
Eu não achei que ele fosse tão longe porque Bolsonaro sabia que não ia ter unanimidade nas Forças Armadas para um golpe. Não foi surpresa para ele não ter unanimidade. Teria um defeito de raciocínio muito grande para acreditar nisso. Então não sei se ele tem ou não.
O senhor assumiu o comando da Aeronáutica em meio a uma crise, com a demissão do ministro da Defesa e comandantes das Forças. O que o motivou a aceitar o convite? Se arrepende?
De maneira alguma. Eu estava indicado para ir para Nova Iorque servir dois anos na ONU. Já tinha vendido algumas coisas de casa. E eu trocaria isso para comandar a Força Aérea por um mês. Isso não é diálogo de demagogo, não. Você imagina, depois de 40 anos passando por tantas funções que eu passei, eu achava que podia fazer a diferença na instituição que é a minha casa. Meu pai comandou a Força Aérea. Eu queria tentar dar um foco mais operacional para a Força Aérea, cumprindo a missão de defesa da pátria. Estava muito confortável com isso. Não estava confortável com essa parte política.
Foi um erro dos militares terem aceitado fazer parte do governo Bolsonaro?
Creio que foram militares demais no primeiro escalão. Nas empresas estatais e alguns órgãos de previdência, acho que os militares foram muito bem.
Por que o senhor propôs antecipar a troca de comando das Forças Armadas antes da posse de Lula?
Naquela tensão, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2022, eu achei que nós precisaríamos dar alguns recados para a sociedade. Na minha cabeça, era uma maneira de mostrar que não haveria ruptura institucional porque nós iríamos passar o comando das Forças para os escolhidos pelo presidente eleito. Ou seja, nós não vamos continuar como comandantes porque haverá mudança de governo.
Como foi a repercussão?
Repercutiu como uma crise, como o desejo de não prestar continência para o presidente eleito. Isso não existe. A continência é um ato de saudação à autoridade, não à pessoa. Todos os militares devem continência ao presidente da República, seja quem for. Vi que a repercussão não era bem aquela que tínhamos previsto. Almocei com o ministro Múcio e ele colocou seu desconforto com essa passagem antecipada de comando. Eu disse que o objetivo era dar um recado claro sobre a transição. Ele pediu para eu passar o comando após a posse de Lula. Como o Múcio é imbrigável, alterei a data para tudo correr dentro da normalidade.
Qual foi o momento mais tenso que viveu nessa tentativa de golpe?
Os dias 14, 22 e 24 de novembro de 2022 foram muito tensos, todos eles. Foi quando o presidente Bolsonaro acreditou na possibilidade do Instituto Voto Legal ter achado um erro nas urnas.
Teve uma última conversa com Bolsonaro depois do 8 de janeiro?
Uns 10 dias depois do 8 de janeiro vi uma televisão com uma tarja embaixo de uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizendo que muitos dos erros de Bolsonaro eram culpa dos militares. Quando vi aquilo, tirei uma foto da tela e mandei para ele, que estava nos Estados Unidos. Em seguida, ele me ligou. Eu falei: “Presidente, olha aqui o que está acontecendo. Depois de tudo isso, quem vai levar toda essa carga são as Forças Armadas. O senhor podia ter acabado com isso.” Ele respondeu que não seria capaz de mudar o pensamento dessas pessoas. Eu acho que ele podia ter mandado todo mundo para casa, reconhecido a derrota.
Militares ganharam ou perderam com Bolsonaro na Presidência?
As Forças perderam confiabilidade, talvez seja essa palavra. Porque sempre houve uma parte da sociedade, até pelo nosso processo histórico, que não tinha um bom alinhamento, uma boa percepção das Forças Armadas, e agora esse leque ampliou. Mas confio que as Forças Armadas vão recuperar essa confiabilidade mantendo sua postura de Estado, de que não estão aqui para defender A ou B.
Como lidava com a pressão exercida por Bolsonaro depois da derrota para apoiarem uma ruptura institucional?
Os meses de novembro e os anteriores foram muito difíceis por conta das reuniões da fiscalização das urnas e das trocas de mensagens entre o Ministério da Defesa e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O apoio da minha esposa foi fundamental. A quadra de tênis me ajudou a descarregar energia também
O senhor relata no livro que sofre de insônia. Perdeu muito o sono nesse período?
Eu tinha muita convicção do que deveria ser feito. Não cura insônia, mas garante que você não tenha no futuro um arrependimento. Mostro no livro a quantidade de amigos que devo ter perdido, que acham que não aceitar um golpe é apoiar alguma atitude do outro governo. Eles diziam: “O BJ não aprovou o golpe porque concorda com a corrupção”. Eu não concordo com os excessos de poder, eu não concordo com muitas coisas que há de errado no país em todos os governos. Mas o golpe não é a solução desses problemas. Só ia trocar o sinal da equação. O que eu fiz foi cumprir a lei, e não quero ser herói por causa disso. Ninguém deveria ser herói por cumprir a lei ao não apoiar o golpe.
Qual foi o maior custo pessoal para o senhor por manter essa postura legalista?
Senti muito perder amigos, mas minha amizade com essas pessoas não pode depender delas ficarem fazendo uma revolução ou um golpe de Estado em grupos de WhatsApp, fragilizando a postura legalista da Força Aérea que eles serviram ou da instituição que disseram amar e proteger. Mas o pior foi ouvir um grande amigo mandar um major atacar os comandantes da Força Aérea, do Exército e suas famílias. Colocar a família nisso passou do limite, e tenho certeza de que Braga Neto se arrependeu.
Qual seu sentimento em relação ao Braga Netto hoje? Tem vontade de restabelecer algum contato?
Ainda me machuca muito ele ter mandado ferrar com a família. Isso é um ponto de ruptura. Em alguns aspectos, acho que ou é zero, ou é um. Eu não sei se, depois que virar zero, tem como voltar a ser um.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Baptista Júnior é um farsante, Senpre foi um dos mais entusiasmados golpistas. Quando o Alto Comando do Exército não aceitou derrubar Lula, ele afinou e agora tenta tirar uma onda de legalista, para tentar limpar o nome. Quen quiser acreditar nele, pode ficar à vontade. (C.N.)
Fato
“As Forças Armadas perderam a confiabilidade com Bolsonaro’ (ou seja, tornaram se menos confiáveis)”.
A FFAA perderam a credibilidade com todo o brasileiro honesto. Quanto aos desonestos, desonestos, são.
Se, no dia 8 de janeiro da invasão dos Três Poderes, o ex-mito não tivesse fugido covardemente para os Estados Unidos e comparecesse ao final da invasão, ele seria aclamado e entronizado pela turba golpista na cadeira presidencial como ditador, recebendo o imediato apoio das Forças Armadas favoráveis à intervenção, contrariamente ao que se costuma argumentar.
Ciente da situação, Barba já havia abandonado Brasília e se escondido em Araraquara, e seu vice também, indo para Pindamonhangaba.
Mas generais não receberiam mais ordens de um ex-capitão: chega!
E, na sequência dos acontecimentos, como ocorreu em outros golpes na América Latina, assumiria uma junta de generais para governar o país, deixando o ex-capitão de fora do processo.
Haveria alguma dúvida disso?
O ex-mito pode ser besta, mas não é burro
E foi consciente de que estava fora do jogo dos militares que ele fugiu para os States antes da invasão dos Três Poderes.
Ele seria apenas um testa-de-ferro para a junta militar assumir de fato o Poder.
À apreciação do Senhor Editor, dos Senhores Colunistas e dos Senhores Comentaristas.
bolsonaro,até quando faz coisa errada,não faz direito
Esse Comandante e o do Exército merecem nosso respeito por resistirem ao pretenddo golpe.
Idiotas de nascimento que votaram num ladrão condenado, para que ele voltasse à cena do crime e retomasse a roubalheira, incluindo no rol de assaltados os aposentados e os incapazes, acreditam em tudo: até num conspirador cujas mentiras esfarrapadas avalizaram a prisão de centenas de inocentes, alguns, como o Clezão, até perderam a vida nas masmorras do narco-regime PT/STF desse milico traíra.
A jornalista do consórcio finge entrevistar o verme desprezível, enquanto levanta a bola para ele chutar.
Nem um nem outro seria uma boa escolha, mas um quis assumir na marra, levado pela sua mente narcisística e doentia. Deu no que deu.
Desejo que seja sempre assim: ferro nesses borrabotas metidos a valente.
Cala a boca Batista!
Utilidade pública!
`Anota ai e prega na parede pra não sumir.`
Neste ano de 2026, nós teremos eleições!
Vocês sabiam que já temos 18 (dezoito) Partidos de Esquerda ou Centro-esquerda. Todos são ligados ao PT _(a nave-mãe)_!
Observem o número dos candidatos, pois eles não colocam a sigla do partido, exatamente para não percebermos quem eles são. Não votem em candidatos destes partidos!
1º PT……………..13
2º PCB…………. 21
3º Cidadania.. 23
4º PCdoB….….. 65
5º PCO………..… 29
6º PDT……………12
7º PMN….……… 33
8º PPL………….. 54
9º PSOL………… 50
10º PSB.. …….. 40
11º PSTU………. 16
12º PV…….…….. 43
13º REDE……….18
14° PSDB…….… 45
15° MDB…………15
16° UP……………. 80
17° UniãoBrasil.. 44
18° PSD……..…… 55
As Eleições, para Senador e Deputado Federal se aproximam.
Portanto, lembrem de descartar candidatos cujos números de registro sejam iniciados por: 12 – 13 – 15 – 16 – 18 – 21 – 23 – 29 – 33 – 40 – 43 – 44 – 45 – 50 – 54 – 55 – 65 – 80.
Estes 18 Partidos são todos ligados ao PT!
AJUDEM A DIVULGAR, para não elegermos mais candidatos destes partidos.
*P O R F A V O R, VAMOS DIVULGAR E ESCLARECER AOS CIDADÃOS DE BEM AINDA DESINFORMADOS*
3º Cidadania.. 23
O comunistão dando uma de camaleão
O pior de tudo é que foi tudo por nada, mentiras, factoides, casuísmos, golpes, ditaduras, estelionatos eleitorais, eleições do nada por coisa nenhuma em termos de mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, décadas e até séculos de tempo perdido, ou pior ainda, foi tudo pelo estado de coisa$ e coiso$ que aí está, não obstante o prazo de validade vencido há muito tempo, mas, não obstante tudo, ao que parece, dominados e movidos pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, ele$ não se fazem de rogados e nem se dão por achados. PORTANTO, A MENOS QUE DEUS SEJA DE FATO BRASILEIRO, tenha piedade do povo e interceda por nós de alguma forma, obrigando o establishment de plantão, gerado e protegido pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, enquanto donos de fato da república e do país, capturado pelos me$mo$ há 136 anos, a procederem no sentido das mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, em prol da democracia de verdade, enquanto poder e governo do povo para o povo, vai continuar tudo como dantes no velho quartel de Abrante$, como soe acontecer há 136 anos, até porque, nós, na nossa insignificância de simples mortais, na condição de vítimas, reféns, súditos escravos dos me$mo$, de mãos atadas e bocas amordaçadas não podemos fazer nada a não ser apenas sugerir com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, pacificamente, as mudanças que, a nosso ver, se fazem necessárias há muito tempo, posto que de fato resolvem o país, a política e a vida da população, para que todos possam viver e conviver, pacífica e satisfatoriamente, como irmãos, como temos feito há cerca de 40 anos, e como fizemos nas ruas do país em Junho de 2013, com a RPL-PNBC-DD-ME, a nosso ver, a mega solução, via evolução, com a posterior devolução da bola das mudanças ao congresso nacional para que agissem na forma legal, legitimamente, no sentido de levá-las a efeitos, posto que necessárias, improrrogáveis e inadiáveis há muito tempo, o qual, infelizmente, por sua vez, até esta parte da história, tem respondido apenas com bolas nas costas do povo brasileiro, que, em sã consciência, não suporta mais o continuísmo da mesmice dos me$mo$. https://tribunadainternet.com.br/…/quatro-decadas…/… https://tribunadainternet.com.br/…/com-o-brasil…/…
Farsante ou não , essa matéria deveria ser esfregada na cara do juiz do STF Luís Fux , por estar fazendo diabo para inocentar e soltar o ex-presidente Jair Bolsonaro .
Se fosse comprovada a fraude nas urnas haveria intervenção.
Como não houve recuaram.
Achar que aquele movimento de vândalos era golpe militar só na cabeça dos cretinos fundamentais.
Golpe sem tanque nas ruas é narrativa de esquerdopatas emprenhados pelos ouvidos.
Golpe é com divisão de tanques, esquadrões de caça e fuzileiros navais e paraquedistas armados nas ruas, golpe com batom é coisa de baitola.