Ciro diz que Toffoli criou propaganda exclusiva para o petista
Deu no Diário do Poder
A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a veiculação de inserções extras da campanha de Elmano de Freitas (PT) no rádio e na televisão nesta sexta-feira (2) e sábado (3), provocou reação do candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB).
A medida ocorre às vésperas do primeiro turno, marcado para este domingo (4), após o encerramento oficial do horário eleitoral gratuito.
CASO INÉDITO – Em coletiva de imprensa, Ciro classificou a situação como inédita e criticou a determinação de Toffoli. “Você tem hoje um jogo de baralho completamente esquisito, porque, de forma absolutamente inacreditável, tenho 40 anos de estrada, nunca ouvi falar em coisa parecida”, afirmou.
Pela decisão, Elmano terá direito à compensação de 30 segundos adicionais a cada veiculação que deveria ter recebido entre 24 de setembro e 1º de outubro. Segundo Toffoli, o tempo não foi cumprido pelas emissoras e, por isso, deverá ser compensado nas 48 horas anteriores à votação. As emissoras que descumprirem a determinação estão sujeitas a multa de R$ 100 mil.
Ciro questionou justamente a veiculação da propaganda no período que antecede a votação. “O ministro Toffoli deu um horário eleitoral extra para o Elmano falar sozinho na televisão hoje e sábado”, disse.
DIZ A LEI – O candidato também citou a legislação eleitoral para contestar a decisão. “A lei brasileira, e é muito clara, ela diz que a campanha acaba na antevéspera e dá ao eleitor 48 horas de silêncio, em que ele vai orar, vai pedir a Deus luz, vai conversar com os amigos, vai conversar com a família, sem a zubinação da campanha na televisão e no rádio, que estão dentro da casa das pessoas.”
Na avaliação de Ciro, a decisão ainda cria uma situação excepcional para as emissoras de rádio e televisão, que passaram a ser obrigadas a transmitir as inserções mesmo após o encerramento regular do horário eleitoral.
“Pois bem, o ministro Toffoli, atendendo aos caprichos dos ditadores corruptos do Ceará, deu uma decisão sem pé nem cabeça, dando ao Elmano o direito de fazer uma massa violenta de propaganda, quebrando inclusive a grade das televisões, impondo multas de 100 mil reais a empresas privadas”, declarou o candidato do PSDB
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente matéria enviada pelo comentarista Dirceu Bertolini. Mostra que nem Dias Toffoli nem o ministro Nunes Marques, que preside o TSE, conhecem as leis eleitorais. São dois advogados medíocres que jamais julgaram nada e chegaram aos tribunais por vias nebulosas. O notório saber deles é zero. Quanto à reputação ilibada, “isso non ecziste”, diria Padre Quevedo, o caçador de assombrações. (C.N.)
O momento é de muita apreensão e desespero na campanha de Lula.
A divulgação da pesquisa Quaest acendeu o sinal de alerta máximo e instalou o pânico na campanha lulista, que agora corre contra o tempo diante do risco iminente de uma derrota acachapante.
Com Lula marcando 46% contra 45% de Flávio nos votos válidos, o pesadelo de ver a eleição ruir já no primeiro turno virou uma realidade assustadora para os articuladores do governo.
Esse cenário de desespero atinge níveis críticos com a iminente onda de voto útil: caso os eleitores de Caiado, Santos, Cury e Zema migrem significativamente para o candidato bolsonarista nesta reta final, a virada se tornará inevitável.
O clima de terra arrasada se consolida com os dados do segundo turno, no qual a Quaest já projeta a derrota de Lula por 42% contra 44% de Flávio, transformando o quartel-general lulista em um cenário de pura apreensão e desespero.
A ver. Não tem só a pesquisa da Quaest. E a pesquisa válida é a eleição.