Hugo Motta não se curva ao Supremo e pode pautar a votação da anistia

Hugo Motta discursa em evento Lide Brazil Investment Forum, em Nova York

Motta fez consulta jurídica antes de responder ao Supremo

Carlos Newton

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), está surpreendendo o governo Lula, que contava com seu apoio para impedir que seja aprovada a anistia aos manifestantes do 8 de Janeiro, numa manobra que encerraria também os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o chamado Núcleo 1 do golpe de Estado.

Lula levou Motta em sua viagem ao Japão e conversou longamente com ele. Mas o presidente da Câmara escapou de banda. Durante sua participação no evento Lide Brazil Investment Forum, que aconteceu há alguns dias em Nova York, Motta afirmou que tem o papel de “blindar” a pauta da Câmara da polarização, mas cobrou “autocrítica dos Poderes” para harmonizar o país. 

NOVA DISPUTA – Na verdade, está aberta de uma nova frente de batalha entre Câmara o Supremo, porque Motta colocou a votação uma medida norma que autorizava a suspensão da ação judicial contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Com isso, também abria brecha para beneficiar outros réus, como o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dois dias depois, a decisão foi derrubada pela Primeira Turma do STF, ao alegar que a suspensão ficaria restrita apenas a crimes cometidos após a diplomação do parlamentar, excluindo apenas o 8 de Janeiro

Cobrado pela oposição bolsonarista, Motta consultou a assessoria jurídica da Câmara para se posicionar sobre o caso. A resposta foi favorável e Motta determinou que se enviasse o recurso ao Supremo, para que o plenário total, com 11 ministros, examine a decisão da Primeira Turma.

RESPOSTA AO STF – A equipe jurídica que assessora Hugo Motta, afirma que a Câmara tem direito de sustar o processo contra Alexandre Ramagem.

A aliados, Motta destacou que a reação dos deputados à decisão foi muito negativa, pois os parlamentares consideraram a medida uma afronta ao Legislativo.

“Nós vamos trabalhar para blindar a nossa pauta da polarização. Tenho me esforçado bastante para que implementemos essa agenda. Essa pacificação passa pela harmonia entre os Poderes, mas cada Poder tem que fazer autocrítica para colaborar com essa harmonia” — salientou o presidente da Câmara.

MAIORIA ABSOLUTA – Em tradução simultânea, a realidade é que Motta representa os outros 512 deputados. Se a ampla maioria deles (315) votou para sustar o julgamento de Alexandre Ramagem, na forma da lei, não cabe ao Supremo alegar o contrário, se não há provas de que Ramagem estava envolvido nos preparativos do golpe, pois desde março de 2022 já havia deixado o governo e estava morando no Rio, empenhado em sua campanha para deputado federal.

Com toda certeza, é uma maluquice acreditar ou supor que Ramagem, morando no Rio, era do núcleo principal do golpe, se ele nem estava mais onde o grupo se reunia, a centenas de milhas dali, como diria o genial Djavan.

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P.S. –
Não é aconselhável o Supremo tentar subjugar Motta.  A qualquer momento ele pode pautar a anistia e aprová-la com a maior facilidade, incluindo Bolsonaro, Braga Netto e outros envolvidos. Será uma novela interminável. Comprem pipocas.
(C.N.)
 

Fake news envolvendo Miriam Leitão mostra que a Polícia precisa agir

É #FAKE que a colunista Míriam Leitão tenha publicado artigo 'luz no fim do  túnel' sobre crise no INSS | Fato ou Fake | G1

Falsificação imita a coluna da jornalista em O Globo

José Carlos Werneck

O site g1 publicou a notícia de que “circula nas redes sociais o que seria o print de um texto publicado no jornal “O Globo” e escrito pela colunista Miriam Leitão, no qual ela afirmaria que “rombo no INSS é a luz no fim do túnel para a salvação da economia e controle da inflação”.]

O texto alega que “descontos nos benefícios deixam o aposentado com menos recursos, o que o faz gastar menos”, gerando um recuo da inflação”.]

APENAS FAKE NEWS – Esse texto, porém, nunca foi publicado pela colunista. Portanto, a informação é simplesmente fake news, diz a matéria publicada pelo g1, acrescentando que à seção especializada “Ao Fato ou Fake”, Miriam Leitão confirmou que não é de sua autoria o texto.

“Eu nunca escrevi isso, nem escreveria. Tenho defendido o oposto: que o governo precisa ser eficiente e rápido em devolver o dinheiro às pessoas lesadas por esse roubo. Esse raciocínio é tosco, e eu evidentemente jamais o formularia. Está claro que é falsificado por quem tenta tirar a credibilidade de quem está dizendo, como eu, que é preciso investigar tudo nesse roubo que começou no governo Bolsonaro”.

TUDO FALSO – O print que circula nas redes mostra uma suposta publicação feita nesta terça-feira (13) às 19h30, horário em que nenhum conteúdo da coluna foi postado. Além disso, as fontes de título e subtítulo exibidas na imagem são diferentes do padrão usado pelo jornal “O Globo”.

Nesta terça-feira, a coluna da jornalista Míriam Leitão fez sete publicações, apenas uma delas sobre o caso de fraude no órgão, com o título “INSS: Governo deve oferecer várias formas de comunicação às vítimas, inclusive a presencial, e se preparar para pôr dinheiro público no ressarcimento”.

Realmente estamos vivendo tempos muito difíceis. Até quando? A Polícia especializada em cibernética precisa agir, para identificar o autor e levá-lo à justiça, porque se trata de grave crime digital. 

PIB será bom no primeiro trimestre, com risco de apagão no final do ano

Mas… | Brasil 247

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

 

Vinicius Torres Freire
Folha

A economia deve ter crescido pelo menos 1,5% no primeiro trimestre de 2025, em relação ao trimestre anterior, o final de 2024, dizem estimativas melhores do PIB (Produto Interno Bruto). Recorde-se que o crescimento do primeiro trimestre de 2023, forte, foi de 1,4%. Desde fins de março, as estimativas vêm sendo revisadas levemente para cima.

Sim, o resultado deve ser engordado por um bom desempenho da agropecuária. Ainda assim. No crescimento anual (primeiro trimestre de 2025 ante início de 2024), o agro contribuiria com um quinto do total do avanço. Serviços e indústria ainda teriam resultados positivos.

ENCOLHIMENTO – Sim, há expectativa de que o segundo semestre seja de encolhimento do PIB. O Índice de Confiança Empresarial do Ibre da FGV desceu a níveis de 2023, influenciado por expectativas. A avaliação da situação atual continua razoável, pois a economia se reanimou depois de uma virada de ano mais fraca.

No fim das contas, o ano de 2025 terminaria com crescimento em torno de 2%. Seria bem pior do que os 3,4% de 2024. Mas o Brasil cresceu em média 1,4% ao ano de 2017 a 2019, depois da Grande Recessão, antes da epidemia.

O resultado do primeiro trimestre ainda seria bom inclusive para o investimento (em novas instalações produtivas, máquinas, equipamentos, softwares etc.). O crescimento seria próximo de 4%. Pelo indicador do Ipea, a alta no trimestre encerrado em fevereiro foi de 4,4%.

SALÁRIO MÉDIO – O bom crescimento do crédito e do emprego ajudaram. Até março, o salário médio continuava a crescer 4% ao ano acima da inflação; a soma de todos os rendimentos do trabalho (“massa salarial”) crescia a 6,6% ao ano.

Mas, apesar do melhor desempenho em mais de década, o ambiente parece de mau humor difuso, que transparece na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nas expectativas, “de mercado” ou da população.

Um motivo, vez e outra lembrado nestas colunas, é o fato de que o salário não aumentou muito nos últimos cinco anos, apesar da forte melhora recente: do momento anterior ao início da epidemia até agora, 6,5%. Não é lá grande coisa.

COVID E INFLAÇÃO – O desastre econômico da Covid e a inflação subsequente ainda pesam no bem-estar material, aqui e alhures (o que foi piorado pelo repique da carestia desde meados de 2024).

A gente se ocupa daquele meio ponto percentual da Selic e esquece do médio e do longo prazo, se esquece desses freios do ânimo, por exemplo um motivo importante da volta de Donald Trump, que vira o mundo do avesso.

Juros nos EUA, o valor do dólar, preços de commodities continuam a ter peso grande nas idas e vindas do crescimento do país. No curto prazo, um gasto maior do governo coloca mais lenha na fogueira, por vezes de modo excessivo, como desde 2023.

PERDER DE VISTA – Não importa muito o que o Banco Central faça: enquanto não se der jeito “no fiscal”, os juros de mercado continuarão altos a perder de vista, encarecendo o investimento, prejudicando a concorrência (criação de novos negócios) e atrasando o país.

Sim, há os problemas de funcionamento da economia. Apesar de reformas importantes (tributação, crédito etc.), ainda há muito a fazer e o efeito dessas mudanças leva tempo, como o investimento em pesquisa (falta), planos de inovação (faltam), escola.

Afora isso, temos de cozinhar um bom arroz com feijão macroeconômico, tecnicamente o mais simples, politicamente muito difícil. E assim continuaremos a discutir uns poucos décimos de porcentagem nos juros, no PIB etc.

Como diz Eros Grau, não existe Justiça aqui na Terra, mas somente no paraíso

O Judiciário virou parte do espetáculo", afirma Eros Grau

“Justiça virou parte do espetáculo”, lamenta Eros Grau 

Roberto Nascimento

Concordo com o grande jurista Jorge Béja no seu desânimo com a Justiça. Entretanto, devemos lembrar que o Judiciário reflete uma gigantesca crise da sociedade. De um tempos para cá, perdemos o freio, a ética, o caráter, e passamos perigosamente à política do vale tudo, sem exagero na avaliação.

Predomina a generalização da teoria de levar vantagem em todas as frentes, com um agravante: a violência entre as pessoas aumentou. Aquele antigo conceito de família, amizade, companheirismo, solidariedade, estima, está escorrendo pelos ralos do esgoto humano.

RETROCESSO GERAL – A decadência não é exclusividade do Judiciário, está nas ruas, nas altas rodas da sociedade, nos vários níveis de governo, nos sindicatos, nas torcidas dos clubes de futebol, nos condomínios, nas vilas e nas mansões.

Posso afirmar que, acompanhando a cena política desde a década de 80 e a caminho dos 80 anos, constato com profunda tristeza que o Legislativo é o mais trágico entre os Três Poderes.
O povo tem escolhido os piores representantes no Senado, na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.

O cenário é dantesco ou até pior do que o relato da Divina Comédia de Dante Alighieri.

INTERESSE COLETIVO – Não vejo os parlamentares correrem para votar matérias que melhorem a vida do povo e atendam aos interesses nacionais. Pelo contrário, só votam Leis que os beneficiem diretamente ou que sejam de seu interesse na continuidade de seus mandatos.

Suas excelências, nesse diapasão suicida, tentam seguir alimentando o dragão golpista, que ainda está à espreita, buscando uma forma para retomar o Poder. Para quê? Para nada. Uma vez no poder, conseguem ser ainda piores do que o grupelho que aí está.

Citando o ministro aposentado do STF, Eros Grau: “Não existe Justiça na Terra, somente no Paraíso”; aqui na Terra, hoje o Judiciário faz parte do espetáculo”..

Supremo mantém sigilo total sobre uso de jatos da FAB pelos ministros

COLUNA ESPLANADA] Presidente do STF solicita jatinho da FAB para palestra na Argentina | NACIONAL | Mossoró Hoje - O portal de notícias de Mossoró

Charge reproduzida do Arquivo Google

Mateus Vargas e Géssica Brandino
Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) descumpriu prazos da LAI (Lei de Acesso à Informação) e omitiu dados sobre viagens de ministros em aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) após dois pedidos feitos pela Folha. O tribunal nem mesmo informou por quanto tempo deixará sob sigilo as listas de passageiros das viagens.

O Supremo respondeu aos recursos apresentados pela reportagem mais de um mês depois do prazo definido pela lei e não revelou quais ministros solicitaram os deslocamentos nos aviões oficiais. A resposta só foi dada após a assessoria de comunicação do tribunal ser questionada sobre o atraso.

CINCO ANOS OU… – O Ministério da Justiça, autor de solicitações de parte dos voos para uso dos ministros do STF, já informou que deixará essas informações sob sigilo por cinco anos. A pasta, no entanto, disse que a decisão não se aplica às viagens solicitadas pelo próprio tribunal. Cabe ao Supremo definir esse prazo para os voos que mobiliza.

O governo Lula (PT) passou a emprestar aeronaves não apenas ao presidente do Supremo, mas também aos demais ministros, o que era incomum antes de 2023. A justificativa é que os ataques de 8 de janeiro deixaram as autoridades sob maior risco.

A FAB identifica em seu site apenas as viagens do presidente do STF, cargo hoje ocupado pelo ministro Luís Roberto Barroso. Ainda assim, apresenta horários dos voos, locais de origem e destino e previsão de passageiros, mas não mostra a lista de quem acompanhou o chefe do tribunal. Essa relação é apresentada apenas para as viagens de ministros do governo federal, entre outras autoridades.

À DISPOSIÇÃO – Os voos dos demais magistrados são classificados como “à disposição do Ministério da Defesa” e autorizados com base na brecha de um decreto de 2020 que permite ao ministro da Defesa liberar “o transporte aéreo de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras” por motivos de segurança.

Nesses casos listados como “à disposição”, porém, a FAB não especifica se o voo foi feito por uma autoridade do Supremo ou de outro órgão. Questionado por meio da Lei de Acesso à Informação, o STF não apontou quantas vezes os ministros usaram essa categoria de voo.

A informação foi confirmada pelo Ministério da Defesa por meio da Lei de Acesso. A pasta apontou que os ministros do STF usaram ao menos 154 voos da FAB de janeiro de 2023 a fevereiro de 2025, sendo que mais de 70% deles levaram apenas um magistrado. Os números referem-se apenas aos voos classificados como “à disposição” do Ministério da Defesa e não consideram as viagens do presidente da corte.

NÃO HÁ PADRÃO – O advogado Bruno Morassutti, da ONG Fiquem Sabendo, avalia que não há padrão no STF sobre a divulgação dos voos.

“Infelizmente, há entendimentos diferentes entre os ministros sobre a divulgação de viagens. O STF perde muito em não dar transparência adequada para essas informações. Prejudica a imagem da instituição desnecessariamente num momento politicamente sensível”, afirma.

Morassutti afirma que o Supremo é obrigado a seguir a Lei de Acesso, mas não o regulamento que se aplica aos órgãos do Executivo federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
“É importante destacar que todas as requisições de uso de aviões da FAB para o Presidente do STF se fundamentam em razões de segurança institucional”, disse o Supremo nas respostas iniciais, para concorrer à Piada do Ano. O que há é que os ministros têm medo de viajar em aviões de carreira e serem xingados pelos passageiros, como já aconteceu várias vezes. (C.N.)

A grande verdade é que o Brasil já está cansado de aturar Lula e Bolsonaro

BTG/FSB: Lula tem 41%, e Bolsonaro, 34%; diferença entre eles cai 6 pontos | Metrópoles

É uma polarização indigesta, que ninguém aguenta mais

Vicente Limongi Netto

Bolsonaro age e fala como se ainda estivesse com direitos políticos em dia. Abusa da arrogância e da prepotência. Para jornalistas, agora é atencioso. Faz juras que mudou depois da nova operação. Garante que será um bom presidente.

Não vai mais se cercar de batalhões de militares e vai ser educado com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A promessa mais fofa e sublime: estará na fila para tomar todas as vacinas. Até contra a raiva.

ATÉ O FINAL – Ameaça ser candidato à Presidência da República até o último minuto da prorrogação do jogo. Tolice atroz. Sonho que se tornará pesadelo. A teimosia de Bolsonaro gera conflitos entre bolsonaristas graduados.

Querem cuidar da vida. Porém, muitos têm medo de encarar e dizer verdades para o ex-presidente. Temem que a insistência de Bolsonaro só atrapalhe os planos do PL, para decidir quem afinal vai disputar a Presidência da República pelo partido.

O tempo é precioso. Bolsonaro perde tempo. Se ilude à toa. É mais fácil Lula baratear os alimentos no Brasil – e também colocar na cadeia, até apodrecer, os ladrões dos aposentados – do que Bolsonaro recuperar os direitos políticos para disputar, novamente a presidência da República. O Brasil está cheio de Lula e Bolsonaro.

CASA DA MÃE JOANA – Coitado do mestre Machado de Assis, sofrendo no céu por saber que a centenária Academia de Letras, que criou e fundou com imenso amor e competência, virou casa da mãe Joana, com falsos escritores e intelectuais.

Em busca do tempo perdido, Machado de Assis pediu ajuda a Marcel Proust, para baixarem um decreto abolindo o medonho e ultrajado fardão.

E a nova e revigorada ABL vai passar a receber, com honras merecidas, autênticos imortais que dispensam fardões. A começar com Divaldo Pereira Franco. Dedicou a vida as pobres. Médium, orador espírita e embaixador da paz, Divaldo escreveu mais de 200 livros, traduzidos em 17 idiomas. Humanista, Divaldo ensinou que “o amor é o sublime elixir da plenitude”.

Infelizmente, Lula e o PT não têm um Nikolas Ferreira para chamar de seu

Deputado federal Nikolas Ferreira repete estilo de vídeo do Pix e pressiona por CPI do INSS - TV Pampa

Nikolas domina a comunicação moderna e enlouquece o PT

Mario Sabino
Metrópoles        

Depois de viralizar com o vídeo divulgado em janeiro sobre a tentativa de monitoramento do PIX — 330 milhões de visualizações até o momento —, ele voltou a causar pesadelo entre os petistas com um vídeo sobre a fraude bilionária no INSS, revelada pelo Metrópoles.

O filminho do deputado Nikolas Ferreira já tem mais de 100 milhões de visualizações. O alcance nos primeiros dias foi menos da metade do que o do PIX, mas humilhou todas as tentativas de resposta da tropa de choque governista. Juntas, elas não alcançaram 6 milhões de visualizações.

NA ZONA CINZENTA – Nikolas Ferreira é, em si, um fenômeno. Muito bem articulado, ele é hábil para situar o seu discurso na zona cinzenta entre verdade comprovada e possibilidade avançada, algo muito natural na guerra política, embora os seus adversários se apressem em tachar tudo de fake news e queiram censurá-lo e até mesmo cassá-lo, já que cassação de parlamentar virou algo tão fácil quanto roubar celular.

O deputado é a ponta do iceberg. É divertido ver como os petistas estão comendo poeira nas redes sociais. Logo eles, os inventores das milícias digitais no primeiro mandato de Lula.

Logo eles, que pagavam blogueiros sujos com dinheiro público para emporcalhar a reputação de adversários políticos e de jornalistas independentes que revelaram o esquema do mensalão (como eu).

RUIM DE RODA – O início promissor não teve continuação, pois é. A esquerda, e não apenas a nacional, é ruim de redes sociais. A sua forma é antiga, a sua linguagem é ultrapassada e o seu tempo de reação é lento.

Dá para entender. Com o seu ideário socialista empoeirado, a esquerda ainda arrebanha os seus quadros em grêmios e diretórios estudantis.

A direita, por sua vez, agrega jovens nas redes sociais, atraídos pela ideologia individualista do enfrente o sistema e faça você mesmo. Ter militantes que nasceram nas redes é bem mais eficaz do que contratar influenciadores que só fazem frila em política. É que o sujeito precisa ter alguma convicção, e quando a convicção se casa ao talento comunicativo excepcional, tem-se um Nikolas Ferreira.

JANONES RACHADISTA – O PT ainda tentou suprir a sua carência nas redes sociais, cooptando André Janones. O sujeito infernizou por algum tempo os bolsonaristas, mas o mundo dele caiu quando veio à tona que fazia rachadinhas.

Foi salvo de ser cassado por Guilherme Boulos e teve de fazer acordo com a Procuradoria e devolver o dinheiro surrupiado, para não ser processado criminalmente. André Janones foi aposta com data de validade.

A velhice da esquerda fica evidente nas redes, e é por isso que ela tenta censurá-las. Já que a esquerda não tem um Nikolas Ferreira para chamar de seu, melhor calar o Nikolas Ferreira com o porrete judicial.

Depois do amor, um silêncio poético de J.G. de Araújo Jorge

Tribuna da Internet | A importância de preservar a lembrança do romance, na  visão de J. G. de Araújo JorgePaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, político e poeta acreano José Guilherme de Araújo Jorge (1914-1987) ou, simplesmente, J. G. de Araújo Jorge, foi conhecido como o Poeta do Povo e da Mocidade, pela sua mensagem social e política e por sua obra romântica, como no poema “O Resto é Silêncio”, no qual  J.G. de Araújo Jorge sabe que o poeta e a amada estão um no outro, com se estivessem sozinhos.

O RESTO É SILÊNCIO
J.G. de Araújo Jorge

E então ficamos os dois em silêncio, tão quietos
como dois pássaros na sombra, recolhidos
ao mesmo ninho,
como dois caminhos na noite, dois caminhos
que se juntam
num mesmo caminho…

Já não ouso… já não coras…
E o silêncio é tão nosso, e a quietude tamanha
que qualquer palavra bateria estranha
como um viajante, altas horas…

Nada há mais a dizer, depois que as próprias mãos
silenciaram seus carinhos…
Estamos um no outro
como se estivéssemos sozinhos..

Farra no INSS! Presidente da Conafer omite seu salário e alega “sigilo oficial”

Foto colorida de homem de terno e chapéu estilo Panamá em plenário

Lopes imita Lula? Ou é o presidente que imita o sindicalista?

Mirelle Pinheiro
Metrópoles

No centro de um dos maiores escândalos já registrados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, tenta equilibrar sua imagem pública sobre uma linha cada vez mais tênue entre legalidade e omissão.

Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, em março de 2021, Çopes optou por não revelar quanto recebe da entidade e se refugiou em cláusulas de confidencialidade para evitar perguntas sobre a movimentação financeira da confederação. O escândalo foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023 (saiba mais abaixo).

SOB SIGILO – À época, confrontado pelos investigadores com dados que apontavam um salto vertiginoso na arrecadação da Conafer, de R$ 6,6 milhões para mais de R$ 40 milhões mensais em 2020, Carlos Roberto recusou-se a revelar seu salário, alegando que a entidade é privada e que, portanto, não estaria obrigada a prestar contas públicas.

Em outro momento, apresentou um “Termo de Confidencialidade” firmado com o INSS como justificativa para não detalhar informações sobre os beneficiários atingidos ou apresentar os documentos de autorização para os descontos, mesmo diante de mandados judiciais.

A alegação de sigilo respaldada na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) causou estranheza entre os investigadores. Para os responsáveis pelo inquérito, o uso reiterado de cláusulas de confidencialidade funcionou mais como barreira à transparência do que como instrumento legal legítimo.

DADO CONCRETO – Mas o sigilo perde força diante de um dado concreto: 35% de toda a arrecadação com os descontos era destinada diretamente à Conafer nacional, equivalente a milhões de reais mensais. Associações de base ficavam com 50% e federações intermediárias com 15%.

Ao ser questionado sobre a contratação da empresa Target Pesquisas de Mercado, responsável por “validar” os cadastros, Carlos disse que o serviço visava apenas regularizar filiações preexistentes.

O contrato, porém, custou R$ 750 mil aos cofres da confederação e envolveu outras empresas subcontratadas, entre elas a Premiar Recursos Humanos, citada em depoimentos como responsável por falsificar assinaturas e manipular arquivos em PDF. Um dos operadores confessou ter sido pago para adulterar documentos com a finalidade de forjar autorizações.

DENÚNCIAS PONTUAIS – Durante o depoimento, ao ser confrontado com esses relatos e com a denúncia espontânea feita em junho de 2021 por um colaborador ameaçado pelo próprio esquema, Carlos negou envolvimento direto. Classificou as denúncias como “pontuais” e disse que a confederação sempre atuou com boa-fé.

Mas o avanço das investigações mostrou que em 2021 a Conafer saltou de 42 mil para mais de 279 mil filiados. O crescimento coincidiu com o auge da pandemia e com a redução no atendimento presencial do INSS, cenário que favoreceu a aplicação do golpe.

Milhares de aposentados e pensionistas descobriram os descontos apenas meses depois. Alguns, com benefícios próximos ao salário mínimo, tiveram até R$ 77 abatidos por mês, e a Conafer é uma das principais entidades envolvidas na fraude.

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NOTA REDAÇÃO DO BLOG
– Como dizia o filósofo chinês Confúcio, uma imagem vale mais do que mil palavras. Essa fotografia de Carlos Lopes, por exemplo, exibe um homem vestido de cafajeste, e a gente fica sem saber se ele está imitando Lula ou se o presidente é que decidiu imitar o portentoso sindicalista. (C.N.)

INSS na mira: Quando o Estado falha com os que mais precisam

Charge do Jônatas (politicadinamica.com)

Pedro do Coutto

A revelação de que quase meio milhão de aposentados e pensionistas foram alvo de descontos indevidos em seus benefícios do INSS demonstra mais do que uma brecha explorada por entidades oportunistas — escancara a falência de mecanismos de controle dentro do próprio Estado. Quando 98,6% dos que se manifestaram dizem desconhecer qualquer vínculo com as associações que retiraram dinheiro de suas aposentadorias, não estamos falando de erro isolado. Trata-se de um esquema de larga escala, com traços de conivência estrutural.

O mais alarmante nessa operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União não é apenas o número de vítimas, mas o tempo em que essas fraudes puderam ocorrer sob o olhar aparentemente cego da administração pública. Como é possível que 41 entidades atuem livremente com descontos em folha sem uma verificação robusta de autorização? A resposta, infelizmente, está no tipo de gestão negligente que o sistema previdenciário brasileiro tem tolerado há décadas.

PAGAMENTO – A resposta oficial, embora articulada, soa defensiva. O presidente do INSS, Gilberto Waller, fez questão de repetir que o pagamento será feito diretamente pela folha e que o segurado não deve dar informações a ninguém. A ênfase na cautela — ainda que válida — escancara o receio de que o vácuo institucional seja explorado por novos golpistas. Mas há uma ironia cruel nisso: os próprios canais do governo já foram, de fato, explorados por supostas “associações” que tiveram acesso facilitado às folhas de pagamento.

É difícil acreditar que esse tipo de fraude seja realizado sem o envolvimento, direto ou indireto, de servidores ou prestadores de serviço ligados ao sistema. A DataPrev, que processa essas informações, também está no centro das atenções, e ainda assim, sua responsabilidade prática tem sido pouco debatida. Fala-se em “monitoramento”, mas não há qualquer indício de responsabilização efetiva por falhas que permitiram o início e a perpetuação dessas práticas.

Outro ponto que merece crítica é a reação da plataforma digital. A nota de protesto contra os “curiosos” que congestionam o sistema soa como um desvio de foco. Ora, se o número de vítimas é tão expressivo, não seria mais sensato reforçar os canais digitais, garantir estabilidade e transparência, ao invés de pedir silêncio da população? A curiosidade, nesse caso, é legítima — o medo de ser mais uma vítima é real.

ALENTO – A promessa de que não haverá prazo para a contestação é um alento tímido frente ao estrago causado. Mas o verdadeiro teste será a agilidade e transparência na devolução dos valores. E mais ainda: o governo tem a obrigação de fazer uma devassa nos processos de autorização de descontos em folha, auditar todas as entidades envolvidas e rever profundamente os critérios de cadastramento de associações no sistema previdenciário.

Se o Brasil quer mesmo proteger seus aposentados — aqueles que sustentam, com décadas de trabalho, a espinha dorsal do sistema —, precisa fazer muito mais do que ressarcir valores. Precisa punir os culpados, rever processos e assumir publicamente sua falha. Não basta dizer que “ninguém será deixado de fora”. O Estado já se ausentou demais. Agora, é hora de estar presente — com rigor, justiça e transparência.

Como “primeira-dama”, Janja da Silva não deveria acertar tiros no pé de Lula

Lula cobra ministros por vazamento sobre Janja em jantar com Xi Jinping |  Vero Notícias

Jamja pensa (?) que pode agir como cuidadora do marido

Marcos Augusto Gonçalves
Folha

O vazamento de um suposto constrangimento causado pela primeira-dama Janja da Silva em jantar com o líder chinês Xi Jinping acabou por expor um pouco do ambiente palaciano de desavenças e intrigas do governo Lula. Não há novidade nesse jogo de rasteiras pelas costas, disputas e armadilhas no mundo do poder.

O episódio, até bastante ameno, desperta contudo algumas questões, a começar pela discussão sobre qual seria o papel público do “primeiro-cônjuge”, digamos assim, já que mulheres casadas também exercem funções de liderança de governo e Estado, e o mesmo vale para o arco-íris de gêneros e orientações — só para citar um exemplo próximo, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, é gay assumido e casado.

PÚBLICA E PRIVADA – O ponto principal nessas situações deveria ser a separação republicana entre esfera pública e privada. O apropriado seria que a família presidencial, marido, mulher, filhos, mantivesse distância da manifestação pública naquilo que ela possa ter de governamental.

O casamento ou o parentesco não transformam ninguém em interlocutor ou representante oficial para assuntos de governo. Não se trata de ser cidadão de primeira ou segunda classe, trata-se de usar os canais adequados para se manifestar. Que exerçam sua cidadania e suas atividades em território nítido.

É verdade que muito depende de protocolos, dos assuntos, da ocasião… No caso em pauta, não se sabe ao certo o que aconteceu e exatamente que regras formais e culturais presidiam e orientavam as intervenções dos presentes no jantar oferecido por Xi Jinping e sua esposa.

ESTRITA FORMALIDADE – Segundo diplomatas consultados pela Folha, é rígido o protocolo que rege as visitas de Estado na China, em que tudo se passaria sob estrita formalidade. Pessoas que já interagiram nesses tipos de recepção afirmam que há pouco espaço para improvisação, e situações que fogem do previamente combinado seriam malvistas.

No encontro, Janja teria errado o tom? Deslizado no timing? Causou constrangimento de fato ou houve um exagero no relato vazado a jornalistas? Afinal, isso tem alguma relevância, além de recolocar o assunto da definição de funções?

Ao que tudo indica estamos no terreno mundano do “gossip” politiqueiro. Com um agravante: o vazamento só poderia ter ocorrido por intermédio de alguma autoridade presente.

LULA E O VAZAMENTO – O responsável não precisaria em tese ter entrado em contato com jornalistas, poderia ter comentado com alguém e este alguém ter soprado —com isso, após checagens, a história poderia ser contada. Não se sabe. Lula mostrou irritação com a quebra de confiança e afirmou que ele, não Janja, levantou o tema TikTok. Ela teria feito um comentário a seguir sobre conteúdos condenáveis veiculados pela plataforma.

Janja é vítima de preconceitos? Em alguns casos sim, mas também já deu motivos para questionamentos. Por exemplo: já mandou um “foda-se” público para Elon Musk (por mais que ele mereça) e fez no início da gestão de Lula uma denúncia redondamente equivocada a respeito do sumiço de móveis no Alvorada, em programa de TV, jogando a culpa nos Bolsonaros.

São casos que pelo menos dão margem a explorações políticas. Não deveria, além de tudo, ser função da primeira-dama atirar no pé do governo do marido.

Lição de Mujica que Lula e Bolsonaro não ouviram: poder público não é para ostentação

Ex-presidente do Uruguai, José Mujica em casa, em maio de 2014

Pepe Mujica era a imagem da sabedoria e da simplicidade

Roseann Kennedy
Estadão

A morte de Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, deixa recados silenciosos para líderes brasileiros, que precisariam ser ouvidos, por exemplo, pelo presidente Lula e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Mujica soube desapegar-se do cargo quando deixou a presidência, em 2015, e respeitou a alternância de poder.

Analistas políticos apontam que, ao apostar em um diálogo harmonioso entre esquerda e direita, ele contribuiu para o país escapar da polarização radical.

FIGURAS RARAS – “Chegamos a um ponto em que tivemos pouquíssimas figuras que representavam essa expressão mais harmoniosa do viés político. Mujica é uma dessas figuras raras que o pensamento de esquerda produziu. Ou seja, o combate era pelas ideias, não pela força do poder político e muito menos das armas”, diz Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Para Guilherme Casarões, professor de política internacional da FGV-EAESP, o estilo “muito particular” de Mujica foi importante para mitigar a polarização em seu país. “Como presidente, ele teve um papel de colocar o Uruguai no rumo da estabilidade, consolidando o país, talvez o único da América do Sul, que não é vítima dessas alternâncias bruscas de poder que vimos em outros lugares.”

“O recado que Mujica deixa é que o papel principal do poder público é garantir o bem-estar da população, essa é a tarefa número um, e não ostentar o cargo que possui. Essa foi a grande marca dele”, complementa Ramirez, da Fesp.

CONTRA DITADURAS – Presidente do Uruguai entre 2010 e 2015, Mujica ascendeu à política após anos de atuação na guerrilha armada Tupamaros. Chegou a ser preso durante a ditadura militar uruguaia e se tornou símbolo da esquerda latino-americana.

Já no fim da vida, condenou os regimes ditatoriais de esquerda de Nicolás Maduro na Venezuela e Daniel Ortega na Nicarágua. Mujica morreu nesta terça-feira, 13, aos 89 anos, em decorrência de complicações de um câncer de esôfago.

“Grande amigo do Brasil, o ex-Presidente Mujica foi um entusiasta do Mercosul, da Unasul e da Celac, um dos principais artífices da integração da América do Sul e da América Latina e, sobretudo, um dos mais importantes humanistas de nossa época”, pronunciou-se o governo brasileiro, por meio de nota divulgada pelo Itamaraty.

Haddad, ex-preferido, foi atropelado pelas novas necessidades eleitorais de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante cerimônia no Palácio do Planalto

Lula não tem amigos na política e já descartou Haddad

Merval Pereira
O Globo

O fato de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estar sendo citado para vários cargos, como candidato a presidente da República, governador de São Paulo ou Senador sinaliza que o presidente Lula já está encostando seu ministro da Fazenda.

Fernando Haddad nem foi à China. Poderia ter ido, porque a agenda internacional não impediria. Mas é uma ideia de Lula de cada vez mais tirar o foco de Haddad e colocar no que ele acha que precisa fazer para se eleger: investimentos, aumento dos gastos públicos e dos benefícios sociais.

AFASTAR O MINISTRO – Até a eleição, será uma política que nada tem a ver com Haddad. A ideia é afastar o ministro da Fazenda tanto da disputa para a presidência, evidentemente, quanto pela possibilidade de ele continuar na Fazenda.

Acho que ele vai para o sacrifício e se candidatar ao Senado. Lula, com toda razão, está preocupado com o Senado em 2026, porque a direita está toda jogando em cima de fazer mais de dois terços da Casa.

Então Lula vai querer Alckmin no Senado ou no governo de São Paulo, abrindo vaga para uma composição com um novo vice.

TUDO ENGAVETADO – As teses do ministro Haddad, de equilíbrio fiscal, foram atropeladas pelas necessidades eleitorais. Isso faz com que ele seja cogitado para várias funções que não ministro da Fazenda.

Começa a enfraquecê-lo até o ponto em que será trocado – até mesmo para se candidatar. O caminho é neste sentido.

A indicação é que ele está enfraquecido e enfraquecendo e terá novos caminhos partidários, como dirão quando ele se desincompatibilizar para se candidatar a algum cargo.

Lula comete graves erros dentro e fora do país, ao se juntar a Putin e Jinping 

Presidente da Republica, Luiz Inacio Lula da Silva, durante coletiva de imprensa em Pequim

Lula une o Brasil aos países ditatoriais que fazem censura

William Waack
Estadão

Lula parece ter desenvolvido certa intimidade com os homens fortes que mais corteja no momento, Vladimir Putin e Xi Jinping, aos quais passou a dar conselhos e pedir ajuda pessoal.

O conselho foi dado por telefone para Vladimir Putin, sobre como deveria se comportar em negociações de paz nas quais o homem forte de Moscou demonstra pouco interesse.

A ajuda foi solicitada a Xi Jinping: mandar alguém da confiança do imperador chinês ao Brasil para tratar da regulação de uma plataforma, o TikTok, à qual a mulher de Lula atribui importante atuação em favor de direitistas. Não há dúvidas de que em matéria de controle de redes sociais os chineses têm enorme expertise.

CENSURAR – Em outras palavras, o chefe de Estado de um país democrático vai pedir ao autocrata chefe de Estado de um país que vive sob o regime de partido único o empréstimo de um especialista em controle de plataforma digital. Nesse contexto, é óbvio que “regular” virou sinônimo de “censurar”.

Lula parece ter perdido de fato a noção do seu peso relativo no cenário das relações internacionais e do que significa o pedir ajuda a um especialista chinês em controle de redes sociais. Do ponto de vista internacional, Lula supõe ter voz em acontecimentos de grande alcance quando sequer é capaz de influenciar o cenário mais próximo, o da América do Sul.

Gestos, palavras e posturas de chefes de Estado de países como o Brasil criam fatos políticos, e os que Lula criou em Moscou e Pequim cabem na famosa categoria de tiro no próprio pé. Em Moscou e Pequim Lula assumiu um lado no grande confronto geopolítico atual, apesar de dizer o contrário.

NEUTRALIDADE – Não percebeu que, para o Brasil, a neutralidade pragmática tem mais inteligência estratégica embutida do que assumir, como fez na prática nas duas capitais, que o Brasil tem um “lado” nesse perigoso confronto que acompanha a dissolução da ordem internacional.

Do ponto de vista doméstico, embaralhou uma discussão já bastante complicada envolvendo Legislativo e o STF sobre a regulação de redes sociais.

Há exemplos de países democráticos (como a Alemanha, o mais conhecido deles) que contém dispositivos constitucionais cerceando a liberdade de divulgação de determinados símbolos e conteúdos políticos (no caso, nazistas).

DIREITO DE OPINIÃO – Há um considerável esforço internacional, envolvendo algumas das melhores cabeças no campo do direito, para estabelecer quais mecanismos permitiriam garantir o direito fundamental de opinião e bloquear nas redes sociais conteúdos criminosos e repulsivos.

A China, neste particular, continua sendo um exemplo de censura, não de regulação das redes sociais.

No caso de Lula, o problema com a perda de noção é o de ser acompanhada pela perda do senso de ridículo.

Na crise do caso Ramagem, Gonet defende o respeito a decisões do Congresso

Paulo Gonet: as 'bombas' na mesa do PGR indicado por Lula - BBC News Brasil

Gonet percebeu que é colocado como “bode expiatório

Igor Gadelha
Metrópoles

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta terça-feira (13/5), nos Estados Unidos, respeito a decisões aprovadas pelo Parlamento, desde que estejam de acordo com a Constituição.

Sem citar casos específicos, Gonet afirmou que, para preservar a segurança jurídica, é necessário que os órgãos aplicadores do direito respeitem as decisões tomadas por órgãos políticos.

“No direito, não temos, como na matemática, uma única resposta certa para os problemas. Mas faz parte de preservar a segurança jurídica que os órgãos aplicadores do direito respeitem as decisões tomadas pelos órgãos políticos, na medida em que essas decisões estão de acordo com a Constituição, que é, muitas vezes, bastante ampla para alcançar diversas soluções”, disse o procurador-geral.

TÊM DE RESPEITAR – “Na medida em que o Parlamento, que os órgãos políticos, tomaram uma decisão, os aplicadores têm de respeitar. E à medida que essas decisões estão de acordo com a Constituição, não podemos substituir uma decisão que tenha sido tomada por alguma [decisão] que o órgão técnico acredite que seja melhor”, disse Gonet em fórum promovido pelo Lide.

A fala de Gonet foi feita logo após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), cobrar, em discurso no mesmo evento, autocrítica de todos os Poderes para se alcançar a pacificação política do país. A cobrança de Motta e a fala de Gonet em Nova York ocorreram em meio ao embate entre a Câmara e o STF no caso do deputado federal bolsonarista Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Na semana passada, a Câmara suspendeu a investigação contra Ramagem no chamado Inquérito do Golpe, que tramita no Supremo. A Primeira Turma da Corte, porém, derrubou parte da decisão dos deputados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Paulo Gonet e Hugo Motta têm razão. É absolutamente necessário que os três Poderes se entendam e parem de se digladiar. Caso contrário, essa bagaça não vai dar certo. E a polarização não interessa ao país, com toda certeza. (C.N.)

Cassação de Carla Zambelli é merecida, mas o Supremo errou na dosimetria

STF marca para maio julgamento de Zambelli e hacker de Araraquara por  invasão ao CNJ - Araraquara Agora

Cheia de si, Carla pegou pena maior do que a do hacker

Lucas Schroeder e Gabriela Boechat
da CNN

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na quarta-feira (14), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a dez anos de prisão por invasões dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos. Os magistrados determinaram ainda a perda do mandato da parlamentar.

Antes da execução da pena, porém, cabem recursos. A deputada pode apresentar ainda embargos de declaração, uma espécie de recurso no Supremo que não altera a condenação, mas adia o trânsito em julgado do processo. E uma eventual prisão da deputada precisa ser autorizada pela Câmara, assim como a  perda de mandato, que também cabe à Casa Legislativa

STF DECIDIRÁ – No entanto, a jurisprudência do STF é que, se a pena for superior a 120 dias de prisão em regime fechado, a própria Corte pode determinar a medida porque a Constituição prevê que o deputado perderá o mandato se faltar a um terço das sessões. Neste caso, a Mesa Diretora da Câmara apenas declararia a perda de mandato.

O hacker Walter Delgatti Neto também foi condenado no âmbito do processo a oito anos e três meses de prisão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.

Juntos, Zambelli e Delgatti Neto terão de pagar uma indenização estimada em R$ 2 milhões. A dupla havia sido denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em fevereiro pelos ataques aos sistemas do CNJ. O objetivo das ações seria incitar atos antidemocráticos.

DOCUMENTOS FALSOS – Segundo as investigações, Zambelli e o hacker inseriram documentos falsos no sistema do CNJ, como, por exemplo, um mandado de prisão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Conforme a denúncia da PGR, a parlamentar teve “papel central” na invasão dos sistemas eletrônicos do CNJ e foi a “autora intelectual” do ataque hacker.

Zambelli, segundo a acusação, “arregimentou” Walter Delgatti, prometendo a ele benefícios em troca dos serviços. Conforme a acusação, entre agosto de 2022 e janeiro de 2023, Delgatti invadiu “por várias vezes dispositivos de informática usados pelo Poder Judiciário, adulterando informações, mandados de prisão, alvarás de soltura, decisões de quebra de sigilo bancário, e inclusive determinando ao sistema que emitisse documento ideologicamente falso”.

SEM PROVAS? – Mas o que diz Zambelli? Em nota divulgada na sexta-feira (9), quando os ministros formaram maioria pela condenação, a defesa da deputada disse ser “absolutamente injusto” que Zambelli tenha sido “julgada e condenada sem provas irrefutáveis e induvidosas”.

“Absolutamente injusto que a Deputada tenha sido julgada e condenada sem provas irrefutáveis e induvidosas, ainda mais por fatos que desconhecia, como, por exemplo, os alvarás falsos que o mitômano Walter fez para seu primo e terceiras pessoas”, disseram os advogados, que também criticaram o processo conduzido pelo Supremo, dizendo que houve “inúmeras nulidades desprezadas e cerceamento de defesa”.

Consideraram ainda “inadmissível” a falta audiência com os integrantes da Turma e da possibilidade de sustentação oral dos advogados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Uma deputada atuante, que teria futuro na política, mas se perdeu por ingenuidade e desfaçatez. Ser parlamentar é uma honra e uma missão, que não inclui contratar criminoso a pretexto de fazer brincadeirinhas com autoridades. É uma cassação merecida, mas o Supremo exagerou na dosimetria. Pena de quatro anos de prisão já estava de bom tamanho. (C.N.)

Está na hora de Lula parar, sua atuação prejudica o país, ao invés de ajudar

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Esse  Mister Lula....

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Vicente Limongi Neto

Sugestão inacreditável do boquirroto Lula a Xi Jinping, tratado por ele como “companheiro” – pretende que o líder chinês meta o bedelho na rede social Tik Tok, no Brasil, a pedido de dona Janja da Silva. É o fim da picada.

Redes sociais são temíveis e repletas de facínoras impunes. Algo precisa ser feito. Mas pedir a ingerência de autoridade estrangeira afronta o Brasil. É uma nova bobagem para o arsenal de destrambelhos do chefe da nação.

PÉS PELAS MÃOS – Não é mais novidade para ninguém. Lula mete os pés pelas mãos toda hora. É irrecuperável.  De fazer inveja ao ex-presidente antivacina Jair Bolsonaro e à presidenta estocadora de vento Dilma Rousseff.

O mais grave é Lula sair em defesa da primeira-dama, dona Janja, garantindo que ela não é brasileira de “segunda classe”. Deus do céu. É de pasmar estátua.  Ficou no ar a diatribe do enfurecido petista. Não se sabe se estava se dirigindo a seus dóceis ministros, ou para senadores e deputados, para jornalistas, para seus apaniguados do Supremo Tribunal federal(STF), ou, ainda, para trabalhadores em geral. 

Quanta besteira, Manuel Bandeira!, diria o gigantesco jornalista Helio Fernandes, criador desta Tribuna. Lula é indelicado com os brasileiros. Hora de parar, Lula. Vai descansar. Entregue o bastão. Cansou. Frequentes ataques de fígado ao invés de respeitar o cérebro e o bom senso, tudo isso deslustra o cargo que ocupa. Atrasa o Brasil. Babaquices de Lula fazem a festa dos adversários.

Em Cannes, De Niro ataca Trump em nome da arte e da democracia

Aos 81 anos, De Niro nem pensa em parar de fazer filmes

Thiago Stivaletti
Folha

Robert De Niro nunca trabalhou em westerns, mas chegou a Cannes como um autêntico caubói americano: não sorri jamais, fala pouco – responde quase tudo com sim ou não –, mas quando resolve falar é para mandar bala nos inimigos.

Na cerimônia de abertura do festival, na última terça, ele fez um discurso aclamado contra Donald Trump. Nesta quarta (14), o astro de “Touro Indomável” contou um pouco sobre o filme que prepara sobre seu pai e, aos 81 anos, não deu o mínimo sinal de que pretende se aposentar.

DISSE O ATOR – “Envelhecer tem seus benefícios. Você aprende sobre as coisas, as pessoas, aprende a observar muito a vida”, declarou para uma plateia lotada de mais de 1.000 pessoas numa das grandes salas do festival.

Esse otimismo se mistura à tenacidade com que fala da morte. “Claro que eu tenho medo [de morrer], mas não tenho escolha. E se não temos escolha, é melhor lidar com ela, abraçar a vida, seguir em frente”, declarou aos fãs.

O papo com De Niro durou uma hora e meia e decepcionou quem esperava ouvi-lo relembrar grandes momentos da carreira, falar sobre personagens icônicos ou contar curiosidades de filmagem. O evento teve mediação do artista visual francês JR, conhecido por seus grandes painéis de fotografias gigantes instaladas em paisagens urbanas – muitos o conhecem do filme que fez com a cineasta Agnès Varda, “Visages, Villages”.

FILME-ENSAIO – JR está preparando um filme-ensaio sobre De Niro em família e sua relação com o pai, um pintor abstrato que tinha o mesmo nome do filho e morreu em 1993. Um trecho do filme ainda em aberto, que tem participação de amigos do ator como Martin Scorsese e Sean Penn, foi exibido pela primeira vez.

Um tanto egocêntrico, JR focou mais de uma hora de conversa em seu próprio trabalho com De Niro, insistindo em perguntas que o astro já tinha se recusado a lhe responder.

Ainda assim, deu para saber um pouco mais sobre ele – por exemplo, que tem o hábito de acordar cedo e de guardar figurinos e objetos de todos os seus filmes. O material guardado era tão grande que nem sua assistente conseguiu dar conta, até que tudo foi transferido para a Universidade do Texas.

PAI E MÃE – A mesma preocupação com a posteridade fez com que guardasse todas as cartas escritas para a mãe, e o fez manter intacto o estúdio em que o pai trabalhava. Segundo JR, uma das grandes preocupações de De Niro era que a sua fama gigantesca em Hollywood ofuscasse o trabalho do pai.

O astro de “Assassinos da Lua das Flores” não quis dar grandes opiniões sobre o futuro do cinema, limitando-se a ressaltar a experiência única de ver um filme numa grande sala com outras pessoas.

Lembrou os seus grandes ídolos de infância e adolescência que o inspiraram a fazer cinema (Marlon Brando, James Dean, Montgomery Clift, Laurence Olivier) e lembrou dois filmes de Elia Kazan como obras que o marcaram nos primeiros anos: “Sindicato de Ladrões” (1954) e “O Clamor do Sexo” (1961), que assistiu quando tinha 18 anos.

ATACANDO TRUMP – No encontro desta quarta-feira, De Niro estava mais calmo e menos ferino do que na abertura do festival, na última terça (dia 13). Ali, seu discurso mostrou uma coragem bem maior que a de Tom Cruise na franquia “Missão: Impossível”, que teve sessão de gala com a presença do astro nesta quarta-feira.

A missão de De Niro parece bem mais impossível: abalar o poder de Donald Trump.

“No meu país, estamos lutando como loucos pela democracia que tínhamos como garantida. E isso afeta a todos nós. A arte abraça a diversidade, e por isso ela é uma ameaça a autocratas e fascistas. Nosso presidente presunçoso cortou fundos e investimentos para a arte e educação, e agora anunciou uma tarifa de 100% para filmes feitos fora dos EUA. Isso é inaceitável. Temos que agir agora. Sem violência, mas com paixão e determinação”, declarou, ao receber uma Palma de Ouro honorária das mãos de seu discípulo mais famoso em Hollywood, Leonardo DiCaprio.

“Covarde sei que me podem chamar, porque não calo no peito essa dor…”

Cifra: Atire a primeira pedra (Ataulfo Alves e Mário Lago) -  MúsicaBrasileira.Online

Ataulfo e Lago, dois mestres da MPB

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, ator, radialista, poeta e letrista carioca Mário Lago (1911-2002) é autor de alguns clássicos da MPB, entre eles, “Atire a Primeira Pedra”, em parceria com Ataulfo Alves. A letra versa sobre o grande desejo de um homem de se reconciliar com a mulher amada, a despeito do que os demais e até a própria amada pensem a respeito. O título faz referência às palavras de Jesus Cristo em João 8:7. O samba Atire a Primeira Pedra foi gravado por Orlando Silva, em 1943, pela Odeon.

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA
Ataulfo Alves e Mário Lago

Covarde sei que me podem chamar
Porque não calo no peito essa dor
Atire a primeira pedra, ai, ai, ai
Aquele que não sofreu por amor

Eu sei que vão censurar meu proceder
Eu sei, mulher
Que você mesma vai dizer
Que eu voltei pra me humilhar
É, mas não faz mal
Você pode até sorrir
Perdão foi feito pra gente pedir           

Há sinais preocupantes de estagnação, bagunça institucional e corrupção livre

Lula parece aceitar uma realidade em que pouco pode fazer

Na hora errada, Lula se aproxima demais de Rússia e China

William Waack
Estadão

Não há muito o que Lula possa fazer a não ser se acomodar, e esse parece ser mesmo o caminho que ele está seguindo. Começa pela sua taxa pessoal de popularidade e aprovação, acomodada em patamar baixo e dando sinais de que não vai se mexer muito —sinal dos tempos, equivale a uma espécie de “vitória”.

Acomodou-se ao fato de que seu governo pouco controla em dois sentidos convergentes, o da corrupção e o da ineficiência.

DESCONTROLE TOTAL – O escândalo de corrupção no INSS é um caso clássico de descontrole sobre os agentes políticos e públicos. Em outras palavras, nunca os corruptos se sentiram tão à vontade como agora (os fatores contribuintes são outra história).

Semelhante falta de controle administrativo é o que explica o crescimento acelerado de algo que não deveria estar acontecendo, segundo a equipe econômica do próprio governo: a dos Benefícios de Prestação Continuada, com seu evidente impacto fiscal.

Há uma curiosa sensação em relação ao governo Lula 3 de que as coisas não são feitas, simplesmente “acontecem”. Lula acomodou-se ao fato de que Legislativo e Judiciário reduziram os poderes do Executivo a um ponto inédito na história dessas instituições.

EMENDAS SECRETAS – Isto já era notório no caso da alocação de recursos via orçamento público, mas escancarou-se nas tratativas entre Legislativo e Judiciário para encontrar um jeito (sim, um jeito) de aliviar a situação dos acusados pelo STF de participação no 8 de janeiro sem anistiá-los. E a próxima acomodação à qual Lula assiste sem poder fazer nada ocorre dentro do Centrão.

A “super federação” anunciada por União Brasil e PP tem como motivação óbvia a capacidade de ampliar consideravelmente sua força financeira para formar o que os operadores políticos hoje em Brasília consideram a tarefa fundamental: constituir bancadas fortes que possam controlar em boa parte o que acontece na Câmara e no Senado. 

Mas ela vai além da ampliação do número de parlamentares e seu acesso a vários fundos públicos.

ACOMODAÇÃO GERAL – O governo sugere que os condutores das grandes articulações em Brasília estão perfeitamente acomodados com um cenário político no qual as moedas de troca perderam o valor, o Judiciário virou um integrante do consórcio dirigente em sentido amplo e o Executivo é um de estatura muito diminuta em relação ao que já foi, e não faz tanto tempo assim.

Os limites dessa grande “acomodação” (o contrário de uma grande “concertación” entre forças políticas) vão ser testados por fatores amplos, para os quais o “consórcio” não tem resposta nem comando únicos.

Eles são economia fraca, demografia jogando contra, e instituições desarticuladas incapazes de enfrentar crime organizado para não falar da execução de qualquer reforma estruturante. As eleições de 2026 vão dizer quanto o País vai se acomodar a isto também.