Piada do Ano! Fachin manda AGU pagar defesa de Moraes, processado por Trump

Fachin diz que tem conversado com Moraes sobre o encerramento do inquérito das fake news – CartaCapital

Moraes pediu que Edson Fachin “mandasse” a AGU defendê-lo

Carlos Newton

A sempre bem-informada colunista Bela Megale, de O Globo, publicou nesta quinta-feira uma notícia surpreendente, ao revelar que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a representar Alexandre de Moraes na ação que corre contra ele no Tribunal da Flórida, nos Estados Unidos.

A informação é muito estranha, com certeza uma Piada do Ano, e requer tradução simultânea, porque o ministro Fachin não tem poderes nem competência para dar ordens à AGU, que é um ministério subordinado à Presidência da República e não tem ligação direta com o Supremo, onde apenas defende processos do interesse da União e suas autarquias, tipo INSS etc.

ESCULHAMBAÇÃO – A esdrúxula decisão de Fachin é mais uma comprovação da bagunça que hoje caracteriza o Poder Judiciário brasileiro, antes tão organizado e recatado, nada a ver com a fogueira de vaidades que o consome hoje, o genial escritor Tom Wolfe que nos perdoe.  

Depois de fugir da citação por um ano e três meses, o ministro Moraes foi intimado agora em maio pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble, no processo movido contra ele nos Estados Unidos. As duas empresas acusam o ministro brasileiro de tentar estabelecer censura prévia nas redes sociais dos EUA e de perseguir militantes oposicionistas que se refugiaram em território americano.

O processo contra Moraes foi apresentado na Justiça Federal do Estado da Flórida e já está correndo o prazo para o réu contestar as acusações.

SURREALISMO PURO – Ao invés de sacar parte dos R$ 80,1 milhões que sua família conseguiu tomar do Banco Master naquele contrato de R$ 129,6 milhões, e usar esse dinheiro para contratar um escritório de advocacia americano, Moraes resolveu economizar um punhado de dólares e pediu a Moraes a ajuda da AGU.

É surrealismo puro. Sem levar em conta que não tem poder de dar ordens à AGU, Fachin atendeu ao pedido. E como o atual advogado-geral da União é José Messias, totalmente despreparado, ele vai aceitar essa missão impossível, embora saiba que a AGU não tem sucursais no exterior e seus integrantes não possuem registro para atuar nos EUA.

Em tradução simultânea, caso a AGU não aceite contratar advogado nos EUA, o destrambelhado Moraes está se arriscando a ser julgado à revelia, sem apresentar defesa, o que significa condenação sumária.

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P.S. 1
Este é apenas mais um episódio da série que exibe o despreparo dos atuais membros do Supremo.   Ao autorizar a ação fictícia da AGU, Fachin afirmou que “o que está em questão, para além da figura individual de ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional.”

P.S. 2Na verdade, nada disso está em jogo. Moraes é que bancou o insano, ao emitir ordens de restrição a serem cumpridas pela Justiça americana, além de perseguir e mandar prender e extraditar oposicionistas refugiados nos EUA, distribuindo uma série de determinações absurdas, que jamais serão cumpridas, pois a Justiça americana se sentiu tão afrontada que decidiu processar Moraes.

P.S. 3Por fim, o que Moraes pretende é  usar a ordem patética de Fachin para fazer a AGU bancar os custos da defesa dele lá na matriz USA. E o Barão de Itararé comentaria: “Era só o que faltava…”. (C.N.)

Brasil já venceu os EUA e poderia vencer novamente, mas Lula é ignorante demais

Tribuna da Internet | Lula se humilhou diante de Trump e mostrou ser  marionete de Joesley

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

Essa ridícula e perigosa crise diplomática com os Estados Unidos é de causar revolta em quem conhece a brilhante trajetória de nossa diplomacia, que soube travar e vencer disputas arriscadíssimas, como a anexação do Acre, em 1903, quando a então jovem república brasileira enfrentou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que era a maior potência mundial, onde o Sol jamais se punha, segundo seu orgulhoso lema imperialista.

Foi nessa época que se fortaleceu a cobiça internacional pela Amazônia, devido à estratégica importância da borracha, usada na fabricação de pneus para carros, caminhões, motos, bicicletas e aviões. Só existia borracha na região boliviana do Rio Acre, onde era extraída por colonos brasileiros e exportada pelo porto de Belém.

O OURO NEGRO – A riqueza produzida pela borracha era tanta que atraia cada vez mais migrantes brasileiros e do exterior. Nessa época, os Estados Unidos, com apoio do Império britânico, então fizeram um acordo com a Bolívia, pagando caro para criar chamado Bolivian Syndicate, destinado a gerir com leis norte-americanas a região, explorar a borracha e expulsar os brasileiros.

A reação foi fulminante. Liderados por Plácido de Castro, ex-major da Brigada Gaúcha, em 6 de agosto de 1902 os seringueiros atacaram a guarnição do Exército boliviano no principal vilarejo do Acre e assumiram o controle da situação.

A Bolívia mandou mais tropas e embarcações de sua Marinha, mas os seringueiros resistiram, apesar das numerosas baixas.

LUTA RENHIDA – Plácido de Castro era um grande estrategista e conduzia os seringueiros sem o menor apoio do Exército ou da Marinha do Brasil, que tentavam fazer com que se entregasse. Mas isso não aconteceu.

Após uma série de batalhas, Castro conseguiu dominar pontos estratégicos como Puerto Alonso (atual Porto Acre), e forçou a Bolívia a retirar suas tropas em 24 de janeiro de 1903.

A partir daí se iniciou a negociação diplomática, com mediação internacional, em que o Brasil foi representado  pelo Barão do Rio Branco, que saiu vitorioso ao conseguir um acordo de indenização à Bolívia, alternativa que teve ferrenha oposição dos governos dos EUA e da Grã-Bretanha, que foram derrotados no importante episódio.

NÃO ALINHAMENTO – O fato concreto é que os imperadores Pedro I e Pedro II souberam escolher grandes importantes para comandar a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, que depois passou a ser conhecida como Itamaraty, nome do belíssimo palácio-sede no Rio de Janeiro.

Poucos se dão conta disso, mas foram os diplomatas brasileiros que criaram a diplomacia do não-alinhamento, que depois viria a ser adotada por outros países, como Suíça e Uruguai. A estratégia foi consolidada por figuras históricas como José Bonifácio de Andrada e Silva, José Joaquim Carneiro de Campos e José Maria da Silva Paranhos, o visconde de Rio Branco, membro da Academia Brasileira de Letras e principal articulador da Lei do Ventre Livre.

O não-alinhamento floresceu na gestão do filho de Paranhos, que Dom Pedro II transformou no Barão do Rio Branco, reconhecidamente o gigante da diplomacia brasileira, que derrotou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha nas mesas de negociação em que fixou nossas fronteiras ocidentais.

TEMPOS MODERNOS – Essa independência na diplomacia foi preservada pelo regime militar e seguiu em frente, somente sendo desprezada a partir dos governos do PT. A culpa é do então ministro José Dirceu, que mandava em Lula no início do primeiro governo e entregou o Itamaraty aos chamados “barbudinhos”, liderados por Celso Amorim.

Desde então o Brasil abandonou o não-alinhamento e se uniu à Rússia, à China e à Índia no grupo BRICS, além de Cuba, Venezuela, Nicarágua etc.

O resultado é que o governo de Lula comprou uma briga dura com os Estados Unidos, ao invés de estar se beneficiando com uma diplomacia que defenda os interesses do Brasil, ao invés de se guiar por posições falsamente ideológicas.

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P.S.
Com seu despreparo, Lula colocou o Brasil num caminho perigoso e acha que se trata de um problema de soberania, quando a causa é uma política diplomática totalmente equivocada. E ninguém sabe o que esses erros do governo do PT podem provocar. (C.N.)

Juiz federal retém sem julgar a ação que visa suspender apostas nas BETs 

Charges: Entra no ar hoje o maior sistema de pilantragem que uma nação pode  adotar!

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

O advogado Luiz Nogueira, que representa em juízo o ex-deputado Afanasio Jazadji, enviou ao presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, um pedido de preferência para julgamento da ação apresentada para suspender o funcionamento das empresas Bets de apostas, porque o processo judicial está paralisado nem qualquer justificativa.

“Há 70 dias tramita na 18ª Vara Federal Cível do Distrito Federal ação popular, objetivando a imediata suspensão da jogatina denominada Bets, que está aniquilando a poupança popular, provocando endividamento incontrolável, desagregação familiar, agravamento de doenças mentais e psiquiátricas, com crescente prejuízo ao erário público em decorrência da maior demanda por socorro médico em hospitais públicos, afora a interminável propaganda pelos meios de comunicação incentivando crianças e jovens ao vício do jogo, que é ilegal e imoral, muito embora a Portaria SPA 1231/2024, do Ministério da Fazenda, tenha transformado o governo federal em sócio dessa anomalia”, diz o Dr. Luiz Nogueira.

DADOS OFICIAIS – Segundo o advogado paulista, dados oficiais apontam que essa modalidade de jogo, em sua maioria bancada por sites de apostas ligados a cassinos internacionais, está retirando do País cerca de R$ 20 bilhões mensais.

Projeções indicam que a jogatina desenfreada durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol captará, excepcionalmente, só no Brasil, cerca de US$ 3,5 bilhões, e no mundo, mais de US$ 35 bilhões.

A petição assinala que somente a justiça cautelar de urgência poderá pôr um fim a essa incomensurável usurpação de recursos familiares, mas até agora não houve uma resposta do Judiciário. E cita a opinião do Papa Leão XIV, que criticou o crescimento dos jogos de azar e das apostas online, chamando-os de um “flagelo” que está arruinando muitas famílias. 

DISSE O PAPA – Segundo Luiz Nogueira, o Papa destacou o problema como uma crise social e de saúde mental e não apenas um prejuízo financeiro.

“Para o Sumo Pontífice, a dependência em jogos de azar destrói laços familiares e enfraquece a confiança nas relações sociais. Ele classificou o vício como um grave problema educativo, de saúde mental e de confiança social, citando dados sobre a expansão das apostas. Reforçou a necessidade de atenção aos danos causados pelo jogo compulsivo”.

O advogado do ex-deputado Afanasio Javadji, enviou cópia da petição à presidência do TRF1, ao corregedor e ao juiz da 18ª Vara Cível Federal do Distrito Federal, Arthur Pinheiro Chaves, na qual tramita a ação, pedindo providências contra as BETs.

Devemos admitir que “nossos criminosos” do CV e PCC são piores que os terroristas

A HISTÓRIA DA PRISÃO DE ELIAS MALUCO E M0RT3 DE TIM LOPES!

Comando Vermelho queimou Tim Lopes dentro de uma pilha de pneus

Carlos Newton

Com justa razão, muitos brasileiros ficaram envergonhados com a notícia de que o governo federal entrara “em alerta” após os Estados Unidos classificarem as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Realmente, uma genial Piada do Ano, com o próprio presidente da República entrando rapidamente “em alerta” para se encarregar de defender “nossos criminosos”.

O fato concreto é que o alerta surtiu efeito e teve resultado triplo – o presidente Donald Trump enfim designou novo embaixador para o Brasil, a representação diplomática dos EUA em Brasília publicou um guia explicando o baixo impacto da classificação das facções como organizações terroristas internacionais, e o governo americano apresentou novo tarifaço a exportações brasileiras.

Além disso, foi exibido um relatório gigantesco sobreirregularidades praticadas pelo Brasil, com algumas denúncias sem fundamento, mas outras totalmente comprovadas, como as decisões irracionais do ministro Alexandre de Moraes invadindo a competência da Justiça norte-americano, conforme já cansamos de apontar aqui na Tribuna da Internet.

VAI DAR ZEBRA – Ao indicar o novo embaixador, nesta segunda-feira, Trump mostrou que está pouco ligando para o governo do PT. Ao invés de nomear um diplomata de carreira, que possa suportar o convívio com Lula, o presidente americano escolheu Daniel Perez, um deputado estadual da Flórida, de apenas 38 anos, filho de refugiados cubanos e conhecido por seu radicalismo contra o regime de Havana.

É claro que a relação entre os dos países está mais do que comprometida, e de nada valerá o trabalho dos diplomatas contra o enquadramento de “nossos criminosos” como organizações terroristas. Note-se que, em busca de votos nacionalistas, Lula é capaz de defender até os criminosos do CV, sem lembrar que foram eles os torturadores e assassinos do jornalista Tim Lopes, um ardoroso defensor do PT.

PONTO DE VISTA – A definição de “terrorista” depende da nacionalidade. Considera-se assim o inimigo, aquele que mata nossos amigos. Vejam o caso de Menachen Begin, o grande líder israelense que negociou a paz com o palestino Anuar Sadat, três décadas depois de ter explodido o Hotel King David em Jerusalém, sede do Mandato Britânico na Palestina, matando mais de 90 pessoas, e de ter participado do massacre de Der-Yassin, onde foram exterminadas mais de 300 pessoas, entre adultos, mulheres e crianças. Herói em Israel, Begin era terrorista no mundo árabe.

Os norte-americanos também praticam abomináveis atos de terrorismo através da CIA, sua agência de espionagem, que usa drones, mísseis e bombas para matar militantes árabes, sem se importar se nesses ataques também morrem idosos, mulheres e crianças.

O canal Netflix está exibindo a série “Homeland”, considerada “eletrizante” pelo New York Times. Mostra a atuação sinistra da CIA no mundo árabe, denunciando cruamente a corrupção moral e mental de seus agentes e diretores, que atuam como bárbaros criminosos em suas atividades normais. Justamente por isso, os árabes costumam dizer que os terroristas são os norte-americanos, e não deixam de ter razão.

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P.S.
A diferença entre terroristas, deve-se repetir, depende da nacionalidade. Os americanos torturam e executam inimigos, mas se dizem democratas. Seus inimigos fazem o mesmo, embora também não demonstrem respeito à democracia. A grande diferença, porém, é a Primeira Emenda, de 1791, que dá aos americanos o direito de denunciar seus próprios terroristas, sem temer serem torturados e executados, como ocorre com os produtores da série “Homeland”. Mas a democracia americana pode existir somente nas grandes cidades americanas, pois sabe-se que na prisão de Guantánamo não há direitos humanos. Aliás, no interior dos Estados Unidos o clima de faroeste jamais acabou e continua prevalecendo, porque manda quem pode e obedece quem tem juízo, como também ocorre aqui no Brasil. Mas isso já é outra história desse mundo cão em que vivemos. (C.N.)

Caiado e Zema empatam com Lula e mostram que a terceira via tem chance

Sem decolar, Caiado e Zema indicam possibilidade de unir forças

Caiado e Zema decolaram logo na primeira pesquisa

Carlos Newton

Chega a ser inacreditável. Na quarta-feira, dia 27, os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se reuniram em São Paulo e anunciaram um acordo inicial para formar uma chapa conjunta no início de agosto. Assim, quem estiver à frente nas pesquisas sairá para presidente e o outro disputara como vice na coalizão.

Foi o que bastou. Dois dias depois, a pesquisa RealTime Big Data saiu em campo e ouviu 2 mil pessoas na sexta e no sábado. O resultado do levantamento é impressionante, porque indica uma forte tendência contra a polarização que caracteriza a política brasileiros nos últimos anos.

SEGUNDO TURNO – O resultado do primeiro turno não trouxe maiores novidades. Nas projeções de 1º turno, o presidente Lula da Silva, pré-candidato do PT, Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro 31%, e os demais candidatos ficam com 6%, no máximo.

No entanto, quando as entrevistas passaram a indagar sobre o segundo turno, o quadro mudou de forma surpreendente. Embora as projeções continuem mostrando que Lula tem 45% contra 40% do senador Flávio Bolsonaro, o cenário é outro contra os presidenciáveis do PSD e do Novo.

A pesquisa RealTime Big Data mostra que Lula e Caiado aparecem empatados com 43% cada. Contra Romeu Zema, há empate técnico, dentro da margem de erro, com Lula pontuando 43% e Zema 40%.

TERCEIRA VIA – O resultado é mesmo auspicioso. Demonstra que grande parte do eleitorado já cansou da polarização e anseia por uma terceira via, seja lá qual for. Mostra também que o ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu um erro brutal ao indicar o próprio filho, ao invés de apoiar o governador Tarcísio de Freitas, que venceria facilmente a eleição.

Como diria Helio Fernandes, o cidadão-contribuinte-eleitor não aguenta mais ser levado a escolher o menor pior entre petistas e bolsonaristas. O caminho preferido é escolher governantes com menos radicalismo político e mais experiência administrativa, para conduzir a reforma dos Três Poderes, que estão levando o país à exaustão.

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P.S. 1
Divulgada nesta segunda-feira, dia 1º, a pesquisa RealTime Big Data foi um balde da água gelada no entusiasmo dos petistas, que consideram Flávio Bolsonaro um candidato mais fácil de derrotar. Tudo indica que Rolando Caiado e Romeu Zema (ou vice-versa) têm condições de crescer muito, pois ainda faltam quatro meses para o primeiro turno das eleições.

P.S. 2 – A pesquisa estourou como uma bomba também no PSD, cujo presidente Gilberto Kassab não quer ganhar a eleição e fará o possível para boicotar a chapa com o Novo. Kassab se considera dono do partido. Ele teme que Caiado se fortaleça a ponto de comandar o PSD e mandá-lo procurar sua turma. (C.N.)   

Kassab tenta atrapalhar, mas a terceira via de Caiado e Zema já está ganhando espaço

Kassab admite discutir vice de Caiado

Kassab teme que Caiado vença e assuma o controle do PSD

Carlos Newton

Como dizia o Barão de Itararé, era só o que faltava. Quando surge a possibilidade de uma terceira via com chances de ganhar eleitores e surpreender os favoritos na reta de chegada, logo aparece algum cretino para atrapalhar. O fato concreto é que dois pré-candidatos – Ronaldo Caiado (PSD)  e Romeu Zema (Novo) – conseguiram se entender para a formação de uma chapa comum, mas o presidente do PSD, Gilberto Kassab, demonstra que pretende dificultar a coalizão.

Como todos sabem, Kassab é o maior espertalhão da política brasileira. Conseguiu criar seu próprio partido, ressuscitando o PSD, que sob seu comando jamais disputa eleição presidencial. Fica sempre neutro e depois apoia o vencedor do segundo turno. Com isso, Kassab ganha o comando de ministérios, autarquias e estatais. E assim o PSD foi crescendo de forma impressionante.

GRANDE SURPRESA – Desta vez, o PSD surpreendeu ao aparecer com três presidenciáveis, os governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PA) e Ronaldo Caiado (GO). Mas eles não conseguiram se entender, Leite e Ratinho acabaram desistindo e Caiado se filiou ao partido, na undécima hora.

O lance de Kassab era ir abanando a candidatura de Caiado, mesmo sem chances, para esperar o segundo turno e fechar apoio ao vencedor, como sempre faz.  

O presidente do PSD não esperava que Caiado fizesse acordo com Romeu Zema para juntar as forças, apresentando ao eleitorado uma possibilidade viável de terceira via. O acordo é justo – no início de agosto, quem estiver em terceiro lugar nas pesquisas sai para presidente e o outro fica de vice na chapa.

EM CIMA DO MURO – Neste sábado, três dias depois do acordo entre Caiado e Zema, o presidente do PSD publicou um texto enigmático no Instagram. Ao invés de celebrar a aliança, Kassab disse que “muitas etapas e entendimentos precisam ser cumpridos, dentro e fora do nosso partido, até que seja tomada uma decisão sobre o perfil da nossa chapa”.

Kassab afirmou ainda estar à disposição “para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva, sabendo, de antemão, que ela será a melhor para o futuro do nosso projeto”.

Na verdade, está apavorado com a possibilidade, mesmo remota, de Caiado vencer a eleição e depois conquistar o controle do PSD, deixando Kassab à margem.

COMBINAÇÃO – Na sexta-feira, Kassab combinou com o ex-senador Jorge Bornhausen (SC) e o ex-deputado Heráclito Fortes (PI) uma entrevista na Folha para defenderem o nome dele como vice, o que seria uma Piada do Ano.

E no sábado o criador e dono do PSD apareceu com esse texto na rede social, a propósito de comentar a entrevista de Bornhausen e Fortes, que ele mesmo combinara.

Kassab é corrupto, safado e mentiroso, só pensa em seus interesses pessoais. Mas desta vez ele quebrou a cara, porque Caiado e Zema vão seguir em campanha, até o momento que entenderem ideal para anunciar a chapa, que tem a preferência do agronegócio e da Faria Lima.

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Com essas manobras ardilosas, Kassab acaba ajudando Caiado e Zema, porque os dois estão ganhando espaço no noticiário político. Ainda faltam quatro meses para a eleição. É tempo suficiente para a terceira via de concretizar, queira Kassab ou não, pois ele não terá coragem de impedir a chapa. Assim, tudo indica que vai ser uma eleição eletrizante. (C.N.)

Programa que Lula criou contra o crime organizado é uma tremenda enganação

Tribuna da Internet | A insegurança pública avança no país, eis uma  realidade inquestionável

Charge do Sinovaldo (Jornal VS)

Carlos Newton

Sempre que se aproximam as eleições, Lula da Silva usa a mesma técnica – arromba os cofres públicos, distribui dinheiro a rodo, aumenta o endividamento do país e espalha um clima de falsa euforia que anima seus iludidos eleitores.

Como o esquema tem dado certo, o governo petista segue com a enganação, porque não se mexe em time que está ganhando, especialmente em ano de Copa do Mundo, que sempre coincide com as eleições presidenciais no Brasil.

GRANDE EMBROMAÇÃO – O Programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que acaba de ser lançado, é mais uma dessas embromações. Prevê ardilosamente um investimento total de R$ 11 bilhões em segurança pública. No entanto, desse montante, Lula só aceita gastar R$ 1 bilhão; os outros R$ 10 bilhões terão de ser investidos pelos governos estaduais. Ou seja, Lula está fazendo festa com o dinheiro dos outros.

Os recursos federais estão divididos em quatro eixos estratégicos de atuação. O principal é de Asfixia Financeira (R$ 302,2 milhões), segmento focado em desarticular a economia das facções, integrando órgãos como Polícia Federal, COAF, Banco Central e Receita Federal para rastrear e bloquear lavagem de dinheiro.

Os outros segmentos são: Sistema Prisional (R$ 324,1 milhões), com ações de fortalecimento e controle das penitenciárias; Elucidação de Homicídios (R$ 196,7 milhões), com investimentos para reduzir a impunidade em crimes contra a vida; e Enfrentamento ao Tráfico de Armas (R$ 145,2 milhões), através do rastreamento de armamentos, para inibir o poder de fogo dos criminosos.

TUDO NO PAPEL – Em termos de marketing, é uma beleza. Às vésperas de sua derradeira participação em eleições, Lula da Silva enfim resolve combater “os nossos criminosos”, que o presidente da matriz USA chama de “terroristas”, exatamente como o ministro Alexandre de Moraes fez em relação a mais de 1,5 mil “acampados” do 8 de Janeiro.

Como diz o antigo ditado, o papel aceita tudo. Lula pode prometer à vontade, anunciar mundos e fundos, porque na verdade não pretende entregar nada, e “nossos criminosos” continuarão numa boa.

Os governadores estão anunciando adesão ao programa, mas é tudo empulhação. Os R$ 10 bilhões que Lula anunciou como investimentos dos Estados não existem, porque quase todos os governos estão literalmente quebrados e não têm condições de pedir empréstimos ao BNDES, que cobra juros de aproximadamente 10% ao ano, os menores do mercado, mesmo assim os governos estaduais não têm condições de pagar.

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Para vencer a criminalidade, é preciso mudar os rumos do país. O primeiro passo será reduzir gastos desnecessários, como os penduricalhos e as falsas verbas indenizatórias que favorecem a elite dos Três Poderes. Acabar com as mordomias, os jatinhos, os carros oficiais (blindados ou não) e os seguranças que servem às famílias dessa gentalha, inclusive os ex-presidentes da República. Aliás, dois estão presos (Collor e Bolsonaro), mas mantêm os privilégios. Além disso, moralizar as emendas parlamentares, para que sejam atendidas em função da prioridade social. E ter um funcionalismo público que realmente sirva ao povo, especialmente em matéria de educação, saúde e casa própria. Isso é o mínimo a ser feito. Mas quem se interessa? (C.N.)

Moraes tem outros problemas graves nos EUA, além do processo judicial de Trump

Moraes é citado em ação nos EUA; caso amplia tensão diplomática com o STF, avaliam analistas – Noticias R7

Moraes é processado por Trump e investigado pelo Capitólio

Carlos Newton

A vida está dando uma bela lição no ministro Alexandre de Moraes, que precisa urgentemente usar parte dos R$ 80,2 milhões que conseguiu receber do banqueiro Daniel Vorcaro e contratar um grande escritório de advocacia nos Estados Unidos, para defendê-lo na ação movida pela plataforma de vídeos Rumble e pela  Trump Media & Technology Group, que é proprietária da rede social Truth, do presidente Donald Trump.

Mesmo que gaste parte da fortuna para se defender, Moraes será irremediavelmente condenado pela Justiça Federal americana, porque não tem como justificar as violações à Primeira Emenda da Constituição, que desde 1791 garante os direitos fundamentais dos cidadãos lá na matriz.

OUTROS PROBLEMAS – Além dessa ação judicial que vai condená-lo por estabelecer censura, perseguição política e outros graves crimes ao exercer a magistratura, Moraes tem outros problemas nos Estados Unidos, com destaque para a investigação que está sendo feita pelo Congresso americano sobre a atuação política de Moraes em seus julgamentos relacionados aos EUA.

Divulgado recentemente, o relatório inicial do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA acusa diretamente o ministro do Supremo de violar a liberdade de expressão em solo americano. Para o Comitê Judiciário, comandado atualmente pelo Partido Republicano, Moraes montou uma campanha de censura e lawfare que atingiu o cerne da democracia brasileira.

Por meio de intimações na Justiça dos EUA, o Comitê Judiciário obteve cópias de ordens de Alexandre de Moraes às redes sociais dos EUA, determinando a remoção de postagens e a suspensão de contas, como se a Justiça da filial Brazil se sobrepujasse à Justiça da matriz USA.

85 ANEXOS – O relatório é impressionante, acompanhado de 85 anexos. A maioria deles consiste em decisões de Moraes ordenando às redes sociais americanas a suspensão de contas e a remoção de postagens. Há, por exemplo, quatro diferentes ordens para a plataforma de áudio Spotify remover conteúdos do youtuber Bruno Aiub, o Monark.

“Baseado em novos documentos obtidos pelo Comitê, este relatório fornece evidências adicionais de como o regime de censura do Brasil mina a liberdade de expressão nos Estados Unidos, por meio da edição de ordens de remoção de conteúdo com efeitos globais, parcerias com censores em outros países e pela remoção de proteções legais das plataformas de redes sociais”, diz o relatório.

Não há como Moraes se desfazer das acusações, porque as provas são abundantes, fornecidas por ele próprio, ao deflagrar uma patética campanha para calar as críticas de oposicionistas que se manifestavam contra o governo Lula nas redes sociais.

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Outro erro de Moraes foi pedir a extradição do ex-deputado Alexandre Ramagem, que o ministro condenou à prisão e à perda do mandato e do cargo de delegado federal, sem haver a menor prova de participação dele na trama golpista. A extradição não será concedida e será judicialmente usada contra o próprio Moraes. Mas este é outro assunto importante, que depois abordaremos. (C.N.)

Chapa de Caiado e Zema (ou vice-versa) pode ser a terceira via e tem chances de vitória

Caiado e Zema têm algo para Flávio - 27/05/2026 - Cláudio Hebdô - Folha

Charge do Cláudio de Oliveira (Folha)

Carlos Newton

Aleluia, irmão! Ainda resta uma esperança de nos livrarmos de Lula de Silva e da família Bolsonaro, de uma vez por todas. Essa perspectiva tornou-se verdadeira esta semana, com a reunião entre os dois presidenciáveis alternativos de maior chance – Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo. Pela primeira vez desde o início da pré-campanha, eles estiveram juntos, nesta quarta-feira, dia 27, e o resultado foi auspicioso.

Louve-se o desprendimento de Zema, que foi ao escritório eleitoral de Caiado, em São Paulo, ao invés de sugerir um local neutro para o encontro, digamos assim.

CHAPA ÚNICA – “Conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data-limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente”, disse Zema em referência ao dia 15 de agosto, fim do prazo para inscrição de chapas na Justiça Eleitoral para o pleito de 2026.

Em tradução simultânea, o ex-governador mineiro está informando claramente que já foi feito um pacto entre os dois. Ou seja, ficou decidido que eles vão formar uma chapa única. Quem estiver melhor colocado nas pesquisas será o candidato a presidente, e o outro ficará como vice.

Ao contrário do que Zema previu, essa decisão não deverá ser tomada na data-limite. Antes de 5 de agosto, as pesquisas já terão indicado quem deve encabeçar a chapa, para que os dois possam reiniciar a campanha em novos moldes.

UNIÃO JÁ – No entanto, nada impede que Zema e Caiado (ou vice-versa) comecem logo a fazer campanha juntos, criando um fato novo e muito positivo nesta eleição presidencial. Note-se que é uma situação jamais vista na política brasileira e pode agradar muito aos eleitores indecisos que costumam decidir as eleições brasileiras, ao escolherem o menos pior no segundo turno ou ao preferirem voto em branco, nulo ou abstenção.

Cabe a esses eleitores, que significam quase um terço do total, viabilizar essa possibilidade de terceira via, optando desde já por qualquer um dos dois (Caiado e Zema, ou vice-versa), para fazer com que cresçam nas pesquisas.

O fato concreto é que esses dois pré-candidatos são muito melhores do que os favoritos, e o Brasil merece alguma alternativa menos corrupta e mais preocupada com os interesses nacionais.

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P.S. –
Esta deve ser a vez de Caiado, que tem 77 anos e mais experiência do que Zema, conhece bem o Congresso e foi o governador melhor avaliado do país. Aliás, Caiado fez história na política goiana ao se tornar o primeiro governador a ser eleito e reeleito no primeiro turno. Quanto a Zema, é bem mais jovem do que Caiado, tem apenas 61 anos e pode esperar sua vez numa boa, embora nada impeça que seja cabeça de chapa. (C.N)   

Lula finge “defender” Moraes na ação que Trump move contra o ministro do STF

Moraes pede resposta política de Lula às sanções de Trump e freia ação judicial nos EUA | Brasil 247

Para acalmar Moraes, Lula teve de criar uma força-tarefa…

Carlos Newton

No serviço público há grande número de funcionários e autoridades que não têm mais o que fazer, especialmente depois da pandemia, quando se generalizou o chamado home office, que agora está muito difícil de desfazer. Ao invés de arranjar trabalho efetivo para justificar os altos salários pagos com dinheiro dos impostos cobrados ao cidadão-contribuinte-eleitor, como dizia Helio Fernandes, essas autoridades preferem fingir que estão presentes, positivas e atuantes.

É nesse clima que surge a curiosa informação de que o Supremo Tribunal Federal, a Advocacia-Geral da União e o Ministério da Justiça criaram uma força-tarefa para encontrar a melhor maneira de dar uma resposta institucional do governo da filial Brazil à decisão da matriz USA, que está movendo um processo judicial contra o ministro Alexandre de Moraes.

PIADA DO ANO – O assunto realmente é grave, mas também parece Piada do Ano. Porém, ninguém deve se preocupar nem pegar em armas contra os marines, que já estão bastante ocupados com a dissimulada ocupação da Venezuela.

O problema não afeta o governo nem a população em geral, o único atingido é o ministro Moraes, além de sua família, é claro, que não pode mais visitar a Disney nem curtir a ansiada mansão em Miami, que seria comprada com parte daqueles R$ 129 milhões da venda de proteção ao banqueiro Vorcaro, dos quais só embolsaram R$ 81 milhões, uma quantia que já daria para sustentar a família até o fim de seus dias, seja em Miami ou em qualquer outra cidade do mundo, digamos assim. Mas ambição é um sentimento que sempre aumenta, jamais diminui.

Além do mais, o cofrinho da família continua enchendo com ajuda dos milionários que recorrem à assessoria especializada que a família oferece àqueles que têm altas contas a pagar nos tribunais.

MORAES PEDIU… – Apesar de a imagem de salvador da pátria estar totalmente destruída, o ministro Moraes ainda manda muito em Brasília. Pediu que o governo da filial tomasse uma atitude de enfrentamento à matriz USA, e o presidente Lula mandou reunir os suspeitos de sempre, como dizia o chefe de polícia no filme “Casablanca”.

Assim, na tentativa de acalmar Moraes, que é uma meta praticamente impossível, a força-tarefa  do Supremo, da AGU e  da Justiça já fez a primeira reunião, mas os integrantes não conseguiram nada, porque a missão é praticamente impossível

Motivo: quem está processando Moraes é a plataforma de vídeos Rumble e a Trump Media & Technology Group, uma empresa que pertence ao presidente da matriz, Donald Trump, que o governante da filial tenta agradar ao máximo e até pede que ele sorria nas fotos, para o PT usá-las na campanha eleitoral.

PRIMEIRA EMENDA – O problema de Moraes é que ele não sabe medir sua força e resolveu investir contra a famosa Primeira Emenda da Constituição da matriz, justamente aquela que protege as liberdades dos cidadãos.

De uma só tacada, falando em nome da filial, Moraes pensou que podia dar ordens à Justiça da matriz, mandar retirar isso ou aquilo nas redes sociais, prender e extraditar oposicionistas e até estabelecer censura prévia.

Os governantes da matriz, membros dos três Poderes de lá, não entendem por que Moraes ainda não internado. O próprio Trump, que é dono de uma rede social, ficou com medo das insanidades de Moraes e resolveu entrar na Justiça, para se proteger.

CITAÇÃO POR E-MAIL – Para fugir da Justiça americana, Moraes se escondeu atrás da burocracia diplomática. Durante meses se escondeu dos oficiais de justiça, a tal ponto que a matriz USA decidiu citá-lo por e-mail, para se defender no processo.

Agora, o processo vai tramitar rapidamente, com péssimo resultado. Quando o réu tenta fugir da Justiça e não se defende, como Moraes está fazendo, é julgado à revelia e rapidamente condenado.

Na reunião que teve com Trump, no último dia 7, Lula entregou-lhe um papel contendo a lista de nomes de autoridades brasileiras que estão proibidas de entrar na matriz, com Moraes encabeçando a relação. Trump recebeu o pedido e guardou na gaveta. Pode até liberar a lista, mas não adiantará nada, porque o processo contra Moraes vai continuar tramitando até a condenação, porque desde 1791 a matriz USA não aceita que ninguém descumpra a Primeira Emenda. Nem mesmo o poderosíssimo Moraes.

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P.S. –
Lula vai ficar embromando Moraes com a força-tarefa, porque é tudo uma Piada do Ano. O presidente petista não tem a menor intenção de brigar com Trump, porque sabe que ele pode atrapalhar sua reeleição. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

Possibilidade de “absolver” Bolsonaro gera mais uma crise entre ministros do STF

Discreto sem ser omisso: o estilo de Fachin no julgamento da tentativa de golpe - PlatôBR

Edson Fachin reagiu contra o lobby do grupo de Moraes e Gilmar

Carlos Newton

Desta vez, a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal é tão grave que nenhum dos ministros faz comentários. O  desentendimento ocorre exclusivamente nos bastidores e seu desfecho será importantíssimo na política brasileira, porque pode ocorrer exatamente às vésperas das eleições presidenciais, devendo influir em seu resultado.

O motivo da cisão é o próximo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja defesa apresentou um processo de revisão criminal que pode absolvê-lo, embora a maioria absoluta dos ministros do STF não aceite essa possibilidade.

7 VOTOS A 3 – Liderado por Alexandre de Moraes, o grupo de partidários da condenação de Bolsonaro era integrado por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que enfrentaram Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Assim, até agora a condenação do 8 de Janeiro no Plenário teve o placar de 7 votos a 3 no Plenário e de 4 a 1 na Primeira Turma.

Essa situação ocorre porque os réus processados em 2023, antes da mudança nas regras regimentais, são julgados pelo Plenário, enquanto os demais estão sendo julgados na Primeira Turma, como aconteceu com Bolsonaro.

Mas agora houve uma dissidência, e placar no Plenário pode passar a 6 a 4, porque o presidente Edson Fachin decidiu obedecer às novas regras do Regimento e determinou que o novo processo de Bolsonaro tramite na Segunda Turma.

REGRAS ATUAIS – Fachin agiu corretamente. As normas antigas atribuíam ao Plenário a competência para julgar presidente, ministros, parlamentares etc., mas as regras atuais só preveem julgamento no Plenário quando eles ainda estão no exercício do cargo. Justamente por isso, Bolsonaro foi julgado pela Primeira Turma e não pelo Plenário. E a revisão, portanto, agora tem de ser feita pela Segunda Turma.

Diz o artigo 263: “Será admitida a revisão, pelo Tribunal, dos processos criminais findos, em que a condenação tiver sido por ele proferida ou mantida no julgamento de ação penal originária ou recurso criminal ordinário”.

Notem que o Regimento,  quando cita “Tribunal”, o Regimento está se referindo a “Plenário”, conforme fica bem claro neste artigo, que a facção de Moraes e Gilmar tenta desconhecer.

ERRO NO SITE DO STF – Exatamente por isso, quando foi apresentada a revisão criminal, o grupo a favor da condenação de Bolsonaro “plantou” no site do Supremo a informação de que o julgamento do ex-presidente ocorreria no Plenário, onde ele seria inevitavelmente derrotado.

Como toda informação publicada pelo site do STF é considerada “oficial”, a imprensa praticamente inteira repetiu a informação falsa e anunciou que Bolsonaro agora será julgado no Plenário.

Apenas a Tribuna da Internet, a Carta Capital, em matéria de Leonardo Miazzo, e a Agência Brasil, em reportagem de André Richter, informaram corretamente que a análise da revisão criminal caberá à Segunda Turma, da qual fazem parte os ministros Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ou seja, o placar previsto é de 3 a 2 a favor de Bolsonaro, e não cabe recurso ao plenário. 

OUVIDORIA DO STF = Diante dessa grotesca manipulação das normas regimentais no site do STF, no último dia 16 a Tribuna da Internet tomou a iniciativa de denunciar o caso à Ouvidoria do Supremo,  pedindo que a informação falsa seja retirada do site da instituição.

Como até hoje isso não aconteceu, os repórteres e analistas da grande imprensa continuam achando que Bolsonaro será julgado no Plenário. Mas isso não acontecerá, porque o presidente Edson Fachin, ao reagir contra a manobra do grupo de Moraes e Gilmar, determinou o sorteio eletrônico entre os ministros da Segunda Turma, e Nunes Marques foi escolhido relator.

Essa decisão de Fachin confirma que o julgamento não será no Plenário, porque não houve sorteio de ministro-revisor. Em todo julgamento do Plenário é obrigatório haver revisor, uma função que não existe na Segunda Turma nem na Primeira. Por isso, a crise está em curso nas entranhas do Supremo, e Moraes, Gilmar & Cia. vão reagir duramente contra Fachin.

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P.S.
1 A evolução desse racha institucional vai depender da resposta da Ouvidoria. Caso seja confirmada a informação falsa, será sinal de que Fachin fraquejou e está aceitando descumprir as regras em vigor, para garantir a condenação ilegal de Bolsonaro no Plenário.

P.S. 2Cabe aqui uma observação. A Tribuna da Internet não está a serviço de Bolsonaro, Lula ou qualquer outro político. Apenas fazemos questão de defender que todo cidadão seja processado e julgado na forma da lei, sem haver perseguição ou favorecimento, como é exigido pelas normas da democracia. (C.N.)

Lula critica os juros, mas permite que os banqueiros controlem o Banco Central

Lula retoma cruzada contra Campos Neto e os juros altos - Vermelho

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Carlos Newton

Na era moderna, os economistas se transformaram em verdadeiros ilusionistas. Encontram dificuldades enormes para explicar fatos corriqueiros, citam teorias absolutamente absurdas e inventam conceitos que demonstram sua inesgotável criatividade em enganar os incautos. Na maioria das vezes, porém, existem explicações simples e fáceis de entender.

Por exemplo, não existe milagre em economia. Se um país gasta mais do que arrecada, caminha para um precipício. Mas os governantes não ligam para essa realidade. Lula da Silva, por exemplo, com sua longa experiência na política, é capaz de dizer que “o dinheiro vai sair de onde está e vai ser levado para onde ele deveria estar”.

NOVA TEORIA – Essa revolucionária teoria econômica foi inventada pelo próprio Lula e passou a ser adotada pelo governo, causando um espantoso e desnecessário crescimento da dívida pública.

Mas sempre arranjam alguma desculpa. Dizem, por exemplo, que muitos países importantes estão mais endividados do que o Brasil, que tem uma dívida pública bruta em torno de 91,4% do seu PIB. Países desenvolvidos como Japão (200%), Estados Unidos ( 124%) e França (116%) estão mais endividados que o Brasil nesta proporção.

Mas a falsa justificativa se desmonta sozinha, porque a diferença são os pequenos juros que incidem sobre a dívida deles e os enormes juros que fazem disparar a dívida brasileira.

POR QUE NÃO? – O próprio Lula questiona os juros altos, mas não toma nenhuma atitude para baixá-los. Está certo ao culpar o Banco Central, mas esquece que pode demitir o presidente do BC quando bem entender. Basta mandar que os ministros da Fazenda e do Planejamento lhe encaminhem o pedido, na forma da lei, em nome do Conselho Monetário Nacional, no qual os dois formam maioria. Porém, Lula jamais o fez.

Lula reclamava de Roberto Campos Neto, aquele que confiava tanto no próprio trabalho que deixava a fortuna investida no exterior. Mas o deixou no BC. Agora, reclama de Gabriel Galípolo, nomeado pelo próprio Lula, mas o mantém no cargo. Ora, até as paredes do Banco Central sabem que são os banqueiros que comandam a autarquia.

Somente senta naquela cadeira quem for indicado pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). O Planalto (leia-se: Lula) é refém da Febraban porque não tem coragem de enfrentar os banqueiros.

TUDO SIMPLES – A questão dos juros é simples. Quem ganha com a alta das taxas? Os chamados rentistas (termo criado por Marx e Engels) e os próprios bancos, que no Brasil não têm nenhum respeito ao interesse público e cobram mais de 400% ao ano nos cartões de crédito, algo inexistente no mundo civilizado.

Se Lula tivesse enfrentado e enquadrado os bancários quando chegou ao poder, o quadro hoje seria diferente. Mas ele é completamente ignorante e vive cercado de imbecis, como os demais presidentes contemporâneos, à exceção de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Itamar Franco.

O Brasil é subdesenvolvido, eivado de favelas, recordista em desigualdade social, mas pode se orgulhar de ter os mais rentáveis bancos do mundo, que dominam a política com mão de ferro. Nenhum candidato pode falar mal dos banqueiros. Se fizer qualquer denúncia, será silenciado de uma forma ou de outra.

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P.S. –
Desculpem o pessimismo, mas é difícil aguentar a realidade do Brasil, onde a riqueza total tenta conviver em paz com a miséria absoluta. O resultado está à vista de todos – a corrupção, a criminalidade, a violência e a insegurança. E ainda há quem culpe a Polícia, que conta seus mortos como se fosse uma estatística de guerra. (C.N.)

Se Caiado e Zema formarem uma chapa, suas chances de vitória serão concretas

Encontro de Caiado e Zema em Goiânia aumenta sinais para 2026 - Jornal Opção

Caiado e Zema, se tiverem juízo, formarão uma forte chapa

Carlos Newton

No Brasil, nunca houve uma sucessão presidencial como a de 1989 e acredita-se que jamais haverá nada igual, uma disputa tão acirrada e eletrizante, na primeira eleição realmente livre desde a vitória de Jânio Quadros e João Goulart em 1960, 29 anos atrás.

A anterior tinha sido uma decepção, porque foi indireta. Tancredo Neves (MDB) deu um passeio em Paulo Maluf (PDS), ganhando por 480 a 180 votos, com 26 abstenções, mas nem chegou a assumir e o vice José Sarney, velho aliado dos militares, foi quem exerceu o poder.

ELEIÇÃO DIRETA – Em 1989, pode-se dizer que a sociedade brasileira realmente estava representada nas eleições, que foi disputada por 22 candidatos, das mais diferentes tendências.

Affonso Camargo Neto (PTB); Afif Domingos (PL); Antônio Pedreira (PPB); Armando Corrêa (PMB); Aureliano Chaves (PFL); Celso Brant (PMN); Enéas Carneiro (PRONA); Eudes de Oliveira Mattar (PLP); Fernando Collor (PRN); Fernando Gabeira (PV); Leonel Brizola (PT); Lívia Maria Pio (PN); Lula da Silva (PT); Manoel Antonio Horta (PDCdoB); Mário Covas (PSDB); Marronzinho (PSP); Paulo Gontijo (PP); Paulo Maluf (PDS); Roberto Freire (PCB); Ronaldo Caiado (PSD); Ulysses Guimarães (PMDB); e Zamir José Teixeira (PCN).

Na verdade, eram 28 candidatos, mas seis foram barrados pela Justiça Federal. Dois deles seriam bem votados – o apresentador Silvio Santos (PMB) e o ex-presidente Jânio Quadros (PMS). Os demais não tinham a menor chance – Boris Nicolaievski (PS), D’Janir Soares de Azevedo   (PTN), João Ferreira da Silva (PAS) e Nildo Martins (PNAB).

UNIÃO NACIONAL – Collor era o “Dark Horse” da época e venceu Lula no segundo turno, deixando Brizola e Collor em terceiro e quarto lugar, mas acabou sofrendo impeachment e seu vice Itamar Franco fez um excelente governo de união nacional, apoiado por todos os partidos, à exceção do PT e do PCdoB, que eram contrários ao Plano Real.

Quase 40 anos depois, os brasileiros se preparam para nova eleição, desta com poucos candidatos e muita confusão. Existem dois favoritos destacados, mas nenhum deles empolga a nação. Lula é uma repetição cansativa do “Samba de Uma Nota Só”, enquanto o rival Flávio Bolsonaro é uma novidade que envelheceu em espantosa velocidade.

O problema dos dois é a altíssima rejeição, que possibilita, mesmo remotamente, a ascensão de um terceiro nome. Se Ronaldo Caiado e Romeu Zema se unissem na mesma chapa, a possibilidade de chegarem ao segundo turno passa a ser concreta, como aconteceu com Collor e Itamar.


P.S.
1Aqui no Brasil os taxistas adoram política e fazem campanha o tempo todo. No Rio de Janeiro, a chamada Rádio Táxi está defendendo Caiado na cabeça de chapa, com Zema de vice, porque o ex-governador goiano é mais experiente.  Os taxistas não votam em Lula de forma alguma e também resistem em votar em Flávio. É um indicativo importante, não há dúvida. ]

P.S. 2 – Dizer que Renan Santos (Missão) e Samara Martins (Unidade Popular) está empatados com Caiado e Zema é uma tremenda Piada do Ano, feito por instituto de pesquisa que não tem medo do ridículo. (C.N.)

Supremo precisa corrigir sua informação falsa sobre novo julgamento de Bolsonaro

Supremo Tribunal Federal

Marques é relator no julgamento que pode libertar Bolsonaro

Carlos Newton

É absolutamente inaceitável que o Supremo Tribunal Federal insista em divulgar no seu site uma informação falsa e claramente manipulada a respeito do novo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os jornalistas acreditam na veracidade das notícias publicadas oficialmente pela instituição e jamais as colocam em dúvida. Por isso, estão incorrendo em graves erros ao tomar como base as notícias manipuladas pelo portal da Suprema Corte.

Quando é acessado algum portal de busca sobre a revisão criminal requerida pelos advogados de Bolsonaro, surge logo a matéria do site do STF, anunciando que o ex-presidente será julgado pelo Plenário, onde sua derrota seria praticamente certa, por 7 votos a 3 ou 6 a 4, enquanto a Segunda Turma deve ter maioria a seu favor.

ERRO GROSSEIRO – Publicada no dia 8 por Suelen Pires, a matéria do STF cita o artigo 6º, inciso I, alínea b, do Regimento Interno, mas a norma não se aplica ao caso, porque se refere à revisão criminal de julgamentos feitos pelo próprio Plenário, e não pelas Turmas.

O julgamento de Bolsonaro, como se sabe, ocorreu na Primeira Turma. Por isso, agora está sendo revisto pela Segunda Turma, tendo como relator o ministro Nunes Marques. Segundo Regimento, cada Turma funciona como revisora da outra.

Portanto, além de corrigir a falsa informação, cabe ao Supremo apurar quem a transmitiu à jornalista Suelen Pires, porque a manipulação pode ter sido proposital, para abrir terreno a um julgamento ilegal de Bolsonaro no Plenário, onde seria derrotado, ao invés de ser julgado pela Segunda Turma, conforme as normas em vigor.

EFEITO IMEDIATO – A informação equivocada ou manipulada pelo Supremo teve efeito imediato na cobertura da imprensa, porque a ampla maioria dos órgãos de comunicação acabou repetindo o erro do STF.

A notícia acabou saindo com diversas versões. O apresentador Cesar Tralli, no Jornal Nacional, disse que, segundo a defesa do ex-presidente, o julgamento deveria ter sido no plenário da corte, algo inexistente no Regimento. As outras emissoras repetiram o erro ao vivo e nos seus portais.

O pior foi a matéria de Pepita Ortega em O Globo, baseada em informações absurdas sobre o Regimento e repetindo a informação do site oficial do STF, ao dizer que o processo seria “finalizado com o julgamento no Plenário”.

MAIS ERROS – Jussara Soares, da CNN, foi pelo mesmo caminho. Disse que “o recurso pede que um novo relator seja sorteado na Segunda Turma para garantir a imparcialidade, com a decisão final submetida ao plenário da Corte”.

Na Folha, Ana Pompeu e Isadora Albernaz repetiram a mancada, ao informar: “O julgamento deverá ser feito, em tese, pelo plenário completo da corte. O regimento interno do STF fala que a revisão será feita pelo “tribunal”, mas isso ainda deverá ser consolidado mais à frente, sobretudo pelas mudanças no entendimento sobre as competências do plenário e das turmas”.

A repórter Mariana Aquino, do Poder360, também se equivocou ao dizer que “o objetivo é invalidar a sentença de 27 anos e 3 meses de prisão, sob o argumento de que houve cerceamento de defesa e que o processo deveria ter sido julgado pelo plenário da corte, e não pela Primeira Turma”, mas não é isso que o Regimento determina.

DUAS VERSÕES – O Estadão primeiro acertou em matéria de Hugo Henud, divulgando a versão correta sobre o recurso, sem mencionar que caberia ao plenário decidir. Mas o jornal depois recaiu no mesmo erro, em reportagem de Maria Magnabosco. “Escolhido relator da ação apresentada pela defesa de Bolsonaro, Nunes Marques deve levar o caso ao plenário, que não deve reverter a pena aplicada pela Primeira Turma a Bolsonaro”, publicou a repórter, repetindo o erro do site do STF.

Além da Tribuna da Internet, que denunciou a informação falsa do Supremo, apenas dois veículos divulgaram a versão verdadeira. A Carta Capital, em matéria de Leonardo Miazzo, informou que “a análise da revisão caberá à Segunda Turma, da qual também fazem parte os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça”. 

E o jornalista André Richter, Agência Brasil, confirmou: “Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal foi enviada para a Segunda Turma da Corte. E listou corretamente os argumentos da defesa.

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P.S. 1
Essa pesquisa mostra a influência negativa da manipulação do site do Supremo, fazendo com que muitos jornalistas tenham cometido graves erros na cobertura do novo julgamento do ex-presidente Bolsonaro.

P.S. 2A Suprema Corte tem obrigação de corrigir o grotesco equívoco, cometido dia 8 e até hoje continua sendo repetido pelos jornalistas brasileiros, com efeito multiplicador nas redes sociais etc. Já fizemos esta solicitação formal à Ouvidoria do STF, mas ainda não houve a necessária correção, que vamos continuar cobrando. (C.N.)

Supremo erra ao investigar perito que teria vazado contrato dos 129 milhões

Tribuna da Internet | Ministros do Supremo acreditam que já é hora de virar a página do 8 de janeiro

Charge do Zappa (humortadela.com)

Carlos Newton

“Na imprensa, pouco se cria e muito se copia”, podíamos dizer, parafraseando a máxima do radialista pernambucano Abelardo Barbosa, o “Chacrinha”, que veio tentar a vida no Rio de Janeiro na década de 40, com outros amigos também geniais, entre eles o cronista Antonio Maria e o jornalista e compositor Fernando Lobo, 

Nesse lance de copiar e publicar que caracteriza a disputa desenfreada pela informação, muitos portais, sites e blogs hoje bloqueiam a leitura de suas matérias e exigem que os leitores sejam assinantes. Na Tribuna da Internet, porém, funcionamos ao contrário. Qualquer leitor pode copiar e republicar tudo o que estivermos divulgando, mas seria ético e útil se citassem o autor e a fonte, é claro, o que nem sempre acontece.

DANDO O EXEMPLO – Aqui na Tribuna, o editor-chefe dá o exemplo e sempre cita os autores até de frases que utilizamos, como a de que “o ministro Alexandre de Moraes tem 129 milhões de motivos para viver preocupado”, criada pelo colunista Mario Sabino, do site Metrópoles..

Infelizmente, porém, a maior parte dos jornalistas não age assim e costuma se assenhorar do trabalho alheio e até das frases e bordões, embora não custe nada escrever ou dizer que “segundo fulano…”. No entanto, poucos fazem isso.

Muitos falsos jornalistas comportam-se como o chupim, a ave brasileira famosa por seu parasitismo, porque não constrói a própria casa e a fêmea não choca os ovos nem cuida dos filhotes. Ao contrário, a fêmea chupim deposita seus ovos nos ninhos alheios para que sejam chocados e criados por outros pássaros.

HÁ COINCIDÊNCIAS – Mas há também coincidências, que ocorrem quando jornalistas de diferentes órgãos de imprensa divulgam a mesma tese. Um exemplo claro ocorreu esta semana. Na terça-feira, a excelente jornalista Raquel Jardim publicou no Estadão um artigo excelente sobre João Claudio Nabas, perito da Polícia Federal.]

Ele  está sendo perseguido pelo STF sob suspeita de ter vazado não somente o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, e o Banco Master, mas também as conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro no dia da prisão do banqueiro.

O texto de Raquel Landim – “Por que investigar o perito em vez das mensagens entre Moraes e Vorcaro?” – foi publicado no Estadão às 21h06 de terça-feira, dia 19. Na manhã seguinte, às 7 horas, publicamos na Tribuna o artigo “STF persegue policial que vazou contrato dos 129 milhões e que devia ser elogiado”.

IMPRENSA LIVRE – É uma maravilha quando isso ocorre, pois demonstra que a imprensa livre pode e deve trabalhar unida, visando a fortalecer a democracia e  moralizar o funcionamento dos três Poderes.

Outros veículos de comunicação se fazem de desentendidos e não tocam mais nos assuntos relacionados a irregularidades praticadas por ministros do Supremo, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Esse silêncio da grande imprensa ajuda a que o país esqueça as graves ilegalidade que vêm sendo cometidas por autoridades dos três Poderes, que tentam ocultar escândalos verdadeiramente inesquecíveis e que precisam punir, sem o menor receio. Mas quem está sendo punido é justamente o servidor público que fez a estarrecedora denúncia.

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P.S.
O mais importante é que, na forma da lei (art. 154 do Código Penal), o servidor não pode ser punido, porque agiu “com justa causa”, em defesa dos interesses nacionais. Portanto, o Supremo é que deveria proceder mais corretamente e responder logo ao questionamento da jornalista Raquel Landim: “Por que investigar o perito ao invés das mensagens entre Moraes e Vorcaro?”. Eis a grande questão. (C.N.)

Novos advogados de Bolsonaro erram a defesa e deixam brecha para condená-lo

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Marcelo Bessa errou na defesa de Jair Bolsonaro

Carlos Newton

Ao contrário do que publicamos na manhã de hoje, 21 de maio, não cabem elogios aos novos defensores de Jair Bolsonaro, muito pelo contrário, aliás. Um trecho da petição que apresentaram na revisão criminal, enviado à Tribuna pelo sempre atento comentarista José Vidal, demonstra que Marcelo Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury cometeram o mesmo erro dos advogados anteriores, ao pedir que o julgamento seja feito pelo Plenário do Supremo.

É inacreditável que não tenham estudado o Regimento em profundidade, mas está evidante que eles fizeram um pedido que não pode ser aceito, porque está vedado pelo artigo 6º, inciso i, alínea 5.  Essa norma regimental determina que o Plenário somente examine revisão criminal em seus próprios julgados. Ou seja, como Bolsonaro foi processado e julgado pela Primeira Turma, a revisão jamais pode ser feita pelo Plenário. Essa missão cabe à Segunda Turma, que funciona como revisora criminal da Primeira Turma, e vice-versa.

PETIÇÃO ERRADA – O editor da Tribuna deu fortíssima mancada. Ao consultar a petição inicial, de 90 páginas, constatou que os novos advogados tinham solicitado que o presidente do Supremo, Edson Fachin, fizesse sorteio do relator entre os ministros da Segunda Turma.

Com base nessa importante informação, o atrapalhado editor deduziu ingenuamente que os defensores de Bolsonaro haviam estudado em profundidade o Regimento. Na empolgação, até elogiou a qualidade da defesa, que foi claramente inspirada no voto de 429 páginas apresentado por Luiz Fux a favor de Bolsonaro na Primeira Turma, em dezembro.

Foi uma patuscada da Tribuna. Ao contrário do que afirmamos, os atuais defensores do ex-presidente demonstram ser tão equivocados quanto os nove advogados anteriores, que na defesa teriam embolsado R$ 16 milhões, segundo se comenta em Brasília, uma quantia até modesta em relação ao orçamento do filme “Dark Horse”…

CONFIRA O TRECHO –  O erro dos novos advogados  abre uma brecha para a recusa da petição, por impossibilidade processual, conforme nos informou o comentarista José Vidal:

“Assim, no caso sub examine, considerando que o acórdão rescindendo foi proferido pela Primeira Turma, requer-se, preliminarmente, que a presente revisão criminal seja distribuída com estrita observância do art. 77, caput, c/c art. 76 do RISTF, mediante a exclusão, da distribuição, de todos os Ministros integrantes da Primeira Turma, a fim de que o feito seja distribuído entre os Ministros da Segunda Turma dessa Suprema Corte, para ulterior processamento e julgamento perante o Plenário.”

Era a brecha que faltava para manter a condenação de Bolsonaro, que Luiz Fux já mostrou estar cheia de equívocos e exageros.

MARQUES DECIDIRÁ – Agora, Bolsonaro está nas mãos do relator Nunes Marques, que conduzirá a ação revisional e pode até recusar liminarmente a petição, alegando falha processual, como o ministro Alexandre de Moraes fez na Primeira Turma.

Mas há um segunda hipotese: Marques pode aceitar a petição e tocar o julgamento na Segunda Turma, com base na doutrina latina “iura novit curia” (o juiz conhece o direito).

Isso significa que o magistrado tem o dever de conhecer a legislação e aplicar as normas adequadas ao processo, não estando limitado ao que as partes citam na petição.

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P.S.1
Desculpem a nossa falha. A partir de agora, não elogiaremos mais ninguém, vai ser só paulada na cacunda, porque a atual defesa de Bolsonaro é tão despreparada quanto a anterior, e a confusão é geral, como dizia Machado de Assis.

P.S. 2 – Existe, ainda outra possibilidade, que seria um pedido de vista do ministro Fuz, para colocar em ordem a esculhambação reinante. Aliás, um dos autores da petição destrambelhada é Thiago Lôbo Fleury, que trabalhava no gabinete de Fux e deveria ter aprendido alguma coisa com ele, e parece que isso não ocorreu. Mas quem se interessa? (C.N.)

STF persegue policial que vazou contrato dos 129 milhões e que devia ser elogiado

Ministro André Mendonça, do STF, critica carga tributária brasileira – Fenafisco

André Mendonça ainda parece ingênuo e se deixou influenciar

Carlos Newton

É triste e desanimador ler reportagens informando que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, está apoiando a perseguição movida contra um servidor da Polícia Federal que teria vazado à imprensa a existência do contrato de R$ 129 milhões entre os criminosos que geriam o Banco Master e o escritório de advocacia comandado por Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Trata-se de um perito da PF. A justificativa fictícia para autorizar o afastamento dele e a operação policial de busca e apreensão seria a necessidade de punir vazamento de informações do caso do Banco Master à imprensa.

SEM PROVAS – Não há provas concretas contra ele, apenas suspeitas. Por óbvio, se existisse alguma comprovação, não seria necessária a operação de busca e apreensão. Portanto, ao autorizar o afastamento desse perito federal que integrava a equipe de investigadores do caso Master, o ministro André Mendonça cometeu erro de avaliação.

Mesmo se houvesse provas, é preciso analisar se realmente ocorreu crime, previsto no art. 154 do Código Penal. A violação de segredo profissional, na forma da lei, consiste na ação de “revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem”.

O segredo pressupõe a revelação de fato não notório e que a vítima deseje manter em sigilo. A revelação deve ter o potencial de dano, seja de caráter patrimonial, moral, pessoal, profissional etc. Mas há a ressalva clara de que só ocorre vazamento ilegal se não houver justa causa.

NÃO HOUVE CRIME – Mesmo se ficar provado que o perito federal vazou a informação, pode não estar configurado o crime. Pelo contrário, no caso o autor prestou inestimável serviço à nação. Não há a menor dúvida sobre isso. Deveria ser promovido e homenageado, ao invés de estar sendo perseguido.

Ao tomar conhecimento de que um ministro do Supremo estava prevaricando, pois prestava serviços de proteção a empresário criminoso, e a remuneração milionária e despropositada era feita através do escritório da família da autoridade, o perito federal simplesmente cumpriu seu dever.

O vazamento ocorreu com justa causa e merece a ressalva prevista no Código Penal. Sua atitude de transmitir a informação, para evitar a impunidade que caracteriza o comportamento abusivo de ministros da Suprema Corte, não teve fins lucrativos e o perito federal se arriscou muito, para não deixar impune um crime muito mais grave.     

MENDONÇA ERROU – Não há a menor dúvida de que o ministro André Mendonça cometeu grave erro, ao coonestar a inaceitável perseguição a um servidor público de alto valor e que não teme enfrentar os detentores do poder.

A relatoria do caso Master é a mais importante já assumida pelo ministro, que precisa agir diferente da maioria dos integrantes do STF e reconhecer que pode cometer erros e tem o dever de corrigi-los.

Para levar seu trabalho a bom termo, é certo que Mendonça precisa do apoio de servidores como este perito da PF, que está sendo perseguido implacavelmente por outros membros da equipe de investigação, que  fazem o possível e o impossível para livrar da Justiça os ministros Moraes e Toffoli, assim como outros figurões envolvidos com Daniel e Henrique Vorcaro. Alias, pois agora ninguém sabe quem chefia a quadrilha de mafiosos – se é o pai ou o filho.  

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A família Moraes recebeu R$ 80,2 milhões em dois anos. Documentos enviados à CPI do Senado que investiga o crime organizado mostram que o Master declarou 11 pagamentos de R$ 3.646.529,72 ao escritório ao longo de 2024, totalizando R$ 40.111.826,92. Em 2025, o Master repassou idêntica quantia ao escritório. Diante dessa realidade, Mendonça parece ser ingênuo demais para lidar com esse tipo de criminosos. O caso da perseguição ao perito da PF é bastante sintomático. Vamos aguardar e ficar de olho. (C.N.)

Bolsonaro imita Lula e também quer ser “descondenado” e libertado pelo STF

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Carlos Newton

Recordar é viver. Em dezembro, quando o julgamento de Bolsonaro chegava ao fim, seus advogados apresentaram o derradeiro recurso – agravo regimental, após recusa de embargos infringentes. Ao fazê-lo, os renomados criminalistas Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser, além de outros seis advogados coadjuvantes, demonstraram surpreendente despreparo.

Erraram duplamente. De início, ao encaminhar equivocadamente o agravo regimental ao relator Alexandre de Moraes. E, por fim, ao requerer que o recurso de Bolsonaro fosse julgado pelo Plenário, o que não era cabível. Ou seja, esqueceram de conferir o Regimento do Supremo, nenhum dos nove causídicos se preocupou em estudar o rito processual.

MORAES APROVEITOU – A defesa de Bolsonaro deveria ter dirigido o agravo ao presidente do STF, requerendo que fosse encaminhado ao ministro-relator da Segunda Turma, ainda a ser escolhido, nos termos dos artigos 76 e 77. Mas o recurso foi enviado equivocadamente ao relator da Primeira Turma, Alexandre de Moraes, que já deveria estar afastado do processo. Foi um erro fatal.

Na forma da lei, Moraes tinha de devolver o recurso ao presidente do STF, Edson Fachin, para ser sorteado o novo relator na Segunda Turma. Mas não o fez. Fingiu-se de desentendido e despachou ilegalmente, arquivando o agravo regimental a pretexto de que o processo já estaria extinto desde a recusa dos embargos infringentes, o que é outra barbaridade processual, pois não se pode encerrar nenhuma ação enquanto houver cabimento de recurso. E assim Bolsonaro passou a cumprir 27 anos e três meses de prisão.

Na época, apenas o editor da Tribuna da Internet protestou contra a ilegalidade, denunciando que Moraes e o Supremo estavam descumprindo o próprio Regimento. Esperava-se intensa repercussão da notícia. Mas não aconteceu nada.

ENFIM, A VERDADE – Nenhum ministro do Supremo tocou no assunto, assim como nenhum jurista de renome – como Miguel Reale Jr., Ives Gandra Martins ou Modesto Carvalhosa – se manifestou a respeito. Todos se calaram, mas foi um silêncio respeitoso, porque ninguém teve coragem de contestar a afirmação do editor da Tribuna.

Quase seis meses depois, a verdade veio à tona e os novos advogados de Bolsonaro – Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury – seguem exatamente o caminho apontado em dezembro e janeiro pelo editor da Tribuna e apresentam a ação de revisão criminal. Desta vez, porém, enviaram acertadamente a petição ao presidente do Supremo, com pedido de sorteio do relator na Segunda Turma, que fará um novo julgamento de Jair Bolsonaro.

O grupo de ministros liderado por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes imediatamente armou um lobby, plantando notícias de que não adianta Bolsonaro ser inocentado na Segunda Turma, porque depois teria de ser julgado pelo Plenário, onde a condenação é certa.

LOBBY INÓCUO – A imprensa amestrada então saiu desmentindo a Tribuna, com matérias em O Globo, nos sites jurídicos Migalhas e Conjur, na CNN etc. e tal, mas as “informações” do lobby não têm a menor sustentação no Regimento. Já houve época em que o julgamento final de casos criminais cabia ao Plenário. Por isso, há réus do 8 de Janeiro que ainda estão sendo julgados em primeira instância pelo Plenário, enquanto outros são julgados na Primeira Turma, como ocorreu com Bolsonato.

Isso aconteceu porque, ao analisar o caso de Bolsonaro em 2025, o próprio Supremo confirmou as mudanças nas regras, ocorridas em 2020 e 2023, e desde então o Plenário somente pode julgar autoridades máximas (presidente, vice, ministros, parlamentares, magistrados de tribunais superiores etc.) em casos criminais e se ainda estiverem no exercício do cargo.

É justamente por isso que Jair Bolsonaro, condenado na Primeira Turma, só poderia mover ação de revisão criminal na outra Segunda Turma, sem direito a recorrer ao Plenário, ao contrário do que alega absurdamente o lobby dos ministros do STF, que chegou ao cúmulo de plantar notícia falsa no próprio site da Suprema Corte, conforme já denunciamos à Ouvidoria.

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P.S. 1 –
Na semana passada, mais 20 réus do 8 de Janeiro foram julgados no Plenário, porque os processos tinham começado antes da modificação do Regimento, em 2025. Perderam de 7 a 3. Votaram pela absolvição Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. Justamente os três ministros que formam maioria na Segunda Turma e vão fazer Bolsonaro ser “descondenado” igual a Lula, mas com uma diferença. O petista foi beneficiado por uma manobra jurídica claramente ilegal, enquanto a absolvição de Bolsonaro será rigorosamente dentro da lei.  

P.S. 2Vamos ver como reagirá o lobby dos ministros do STF ligados a Lula. Amanhã, iremos analisar a longa petição (90 páginas) apresentada pelos novos advogados de Bolsonaro. (C.N.)

Convocação da seleção se transforma num espetáculo grotesco e patético

Convocação da Seleção Brasileira muda horários na programação da Globo

Everaldo Marques foi um dos apresentadores da patuscada

Carlos Newton

Desta vez, a Copa do Mundo é nossa. Nenhum país conseguirá produzir um espetáculo tão ridículo e deprimente quanto o show preparado pela TV Globo e pela Confederação Brasileira de Futebol para a anunciar os 26 jogadores convocados para a competição.

É triste constatar que a TV Globo, depois de se tornar uma das mais respeitadas emissoras do mundo, tenha sido capaz de apresentar um programa tão deplorável e ridículo. Foi uma produção milionária em custo para a CBF, ainda não se sabe quanto a Globo cobrou, mas o resultado foi pífio, estúpido e entediante.

DEU SAUDADE – Os brasileiros têm saudade dos tempos em que a Globo era dirigida por executivos brilhantes, como Walter Clark e Boni de Oliveira. Hoje, a emissora é gerida por um neto de Roberto Marinho, que está conseguindo destruir um trabalho admirável do ponto de vista técnico, embora deplorável do ponto de vista político.

E a importância da tão esperada lista de convocados se perdeu em meio a um espetáculo marcado pela mediocridade e falta de imaginação criativa. Foi lamentável.

A única coisa positiva foi a convocação de Neymar. Se entrar em campo para jogar os últimos 30 minutos de cada jogo, vai fazer a diferença. Já foi campeão olímpico, pode ser campeão mundial.

Ouvidoria é alertada a retirar do site do STF as informações manipuladas

Atualizado em 13/3/2020

Ouvidoria Fala BR pediu 30 dias para responder à denúncia

Carlos Newton

Para qualquer repórter, é desconfortável defender sozinho uma tese jurídica, sem que outros jornalistas apoiem, sem que nenhum jurista de notório saber se manifeste contra ou a favor. E pior fica quando surgem juristas de nenhum saber fazendo reparos às reportagens, com base em informações manipuladas, totalmente errôneas, divulgadas pelo próprio Supremo em seu site oficial.

Publicada no dia 12 de maio pela jornalista Suelen Pires, a matéria do STF tem o seguinte título: “Ex-presidente Bolsonaro apresenta revisão criminal contra condenação por tentativa de golpe de Estado. E a manipulação da notícia vem logo abaixo, no subtítulo: “Instrumento processual é utilizado contra condenações definitivas, e a competência para julgamento é do Plenário”. Mas isso não existe.

INACREDITÁVEL – Realmente, não dá para aceitar que uma barbaridade dessas ocorra no site da Suprema Corte, acessado diariamente por jornalistas em busca de informações oficiais, que possam ser reutilizadas sem qualquer temor de adulteração das normais legais em vigor.

A reportagem do site do STF foi “atualizada” dia 14, mas continuou com o vício de origem, ao afirmar que o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso absolvido agora no julgamento da Segunda Turma, será julgado novamente pelo Plenário, onde a derrota é certa.

A que ponto chegamos… É óbvio que a jornalista Suelen Pires jamais tomaria a iniciativa de cometer erros propositais, em assunto de tal magnitude, porque poderia ser demitida. Portanto, algum ministro encarregou sua equipe de manipular as informações e passá-las à repórter ou aos editores do site

“REINTERPRETAÇÃO” – Assim, fica claro que o grupo de ministros ligados a Lula deu início à “reinterpretação” do Regimento, para evitar a correção dos erros judiciários e processuais cometidos pelo relator Alexandre de Moraes e pela Primeira Turma, que os coonestou.

Esses ministros tentam fingir que o artigo 6º regula o caso, mas é grotesco dizê-lo, pois só se aplica a quem foi julgado pelo Plenário, fato que não ocorreu com Bolsonaro, que foi processado pela Segunda Turma, e muito depois de ser presidente, repita-se.

Esses ministros procuram esconder também que em 7 de dezembro de 2023 ratificaram a competência das Turmas para processar e julgar ações penais.

NOVA REALIDADE – Originalmente, a competência para julgar ações penais era do Plenário. O congestionamento da pauta no “Mensalão” motivou em 2014 o deslocamento para as Turmas, para acelerar a resolução das ações criminais no menor tempo possível.

Depois, em 2023, confirmaram a distribuição dos processos criminais às duas Turmas, para continuar reduzindo a sobrecarga do Plenário, que passou a julgar apenas crimes comuns de presidente, vice, ministros, senadores, magistrados superiores etc., quando no exercício do poder.

Em 2025, nos preparativos para julgar Bolsonaro, o próprio Plenário reafirmou novamente que a competência era das Turmas, e uma cada uma delas funciona como revisora da outra, sem possibilidade de haver recurso posterior ao Plenário.

CASO BOLSONARO – Justamente por isso, Bolsonaro foi julgado pela Primeira Turma, sem ter direito de recorrer ao Plenário, o que seus advogados até tentaram fazer em dezembro, sem êxito. Seu único caminho, portanto, foi pedir um novo julgamento na Segunda Turma, em revisão criminal.

Desta vez, com cinco novos julgadores na Segunda Turma, a absolvição tem chances de prevalecer por 3 a 2,  com o voto que Luiz Fux já deu quando era da Primeira Turma, somado aos de Nunes Marques e André Mendonça, deixando Gilmar Mendes e Dias Toffoli como votos vencidos, conforme há meses temos afirmado aqui na Tribuna, com absoluta exclusividade.

Mas agora os ministros (aqueles de sempre) querem melar o jogo, caso Bolsonaro seja mesmo inocentado, e fazer com que venha a ser julgado pela terceira vez, mas em processo no Plenário, onde a derrota dele é garantida.

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P.S. –
Diante dessa situação abusiva e criminosa, a Tribuna da Internet está enviando a presente denúncia à Corregedoria do Supremo, para que tome providências e substituia a informação falsa que é mantida no Site oficial, assim como para apurar também quem foi o autor da manipulação e em que gabinete ou seção do STF ele trabalha. É o mínimo que a Tribuna da Internet pode fazer.

P.S. 2 – O número do protocolo é 03746202601393637. Enviamos a denúncia duas vezes. Uma foi encaminhada à Ouvidoria do STF e a outra ao portal Fala BR. O Supremo ainda nem confirmou recebimento, mas o Fala BR prometeu nos responder em 30 dias, com mais 30 dias se atrasar. Vamos esperar sentados, é claro. Amanhã, vou enviar de novo ao Supremo. (C.N.)