
Bolsonaristas levam bandeira gigante dos EUA à Paulista
Pedro do Coutto
No último 7 de setembro, data marcada historicamente pela celebração da Independência, as ruas do Brasil foram palco de mais um capítulo da polarização política que divide o país.
Em São Paulo, sobretudo na Avenida Paulista, milhares de apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram para defender uma anistia ampla, que incluiria o direito do ex-presidente disputar as eleições de 2026.
BANDEIRA POLÍTICA – Entre bandeiras verde-amarelas, discursos inflamados e a presença de lideranças como Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas, a tônica do ato foi clara: transformar a anistia em bandeira política antes mesmo do veredito do Supremo Tribunal Federal. Esse pedido antecipado, porém, tem um efeito paradoxal — ao exigir clemência antes da sentença, os manifestantes parecem admitir, de forma implícita, a culpa dos réus envolvidos nos episódios do 8 de janeiro.
O que chamou ainda mais atenção foi a presença de símbolos estrangeiros, em especial uma enorme bandeira dos Estados Unidos, além de cartazes em inglês pedindo a intervenção de Donald Trump no processo. Para parte da militância, tais gestos seriam apenas um “agradecimento” ao ex-presidente norte-americano pelas recentes críticas ao STF e apoio público a Bolsonaro.
Para outros, porém, a cena soou como um ataque direto à soberania nacional, abrindo espaço para a crítica imediata do presidente Lula, que aproveitou seu pronunciamento oficial para reafirmar: “o Brasil não é colônia e não aceitará tutelas externas”. Nesse embate de narrativas, fica evidente como os símbolos políticos podem se tornar armas de disputa pela legitimidade.
ANÁLISE – A defesa da anistia, tão presente nas falas e cartazes da manifestação, precisa ser analisada sob um viés mais profundo. No Brasil, a história mostra que a anistia sempre foi uma saída negociada para períodos de crise, mas quase nunca veio acompanhada de justiça plena. Do fim da ditadura militar às recentes tentativas de apagar responsabilidades pelo 8 de janeiro, o recurso é frequentemente usado para evitar rupturas institucionais, mas ao custo de deixar feridas abertas na sociedade.
Ao pedir esse benefício antes da decisão judicial, os manifestantes não apenas antecipam o resultado, como também fragilizam a confiança na Justiça, que deveria ser o espaço legítimo de resolução dos conflitos. Outro ponto que merece reflexão é a dimensão geopolítica trazida pelo gesto dos bolsonaristas.
Em um mundo cada vez mais multipolar, com disputas intensas entre Estados Unidos, China, Rússia e União Europeia, ver brasileiros pedindo a interferência direta de um líder estrangeiro para influenciar sua política interna não é apenas um sinal de radicalismo, mas também de fragilidade democrática.
AUTONOMIA – A política externa brasileira sempre buscou o equilíbrio e a autonomia, pilares que agora são colocados à prova pela instrumentalização simbólica da bandeira americana em território nacional. Isso reabre um debate essencial: até que ponto o Brasil quer reafirmar sua soberania ou se arriscar a viver sob a sombra de influências externas?
À medida que o Supremo se aproxima de um julgamento histórico, com expectativa de condenações pesadas, e o Congresso discute projetos de anistia que podem reescrever a responsabilidade de centenas de acusados, o país mergulha em um dilema político e institucional.
A disputa não se limita ao destino de Bolsonaro ou de seus aliados: está em jogo a própria compreensão da democracia brasileira, seus limites de soberania e a maturidade de nossas instituições diante da pressão das ruas. Se os atos do 7 de setembro de 2025 mostraram algo, foi que a batalha pelo futuro político do Brasil não se trava apenas nos tribunais ou no Parlamento, mas também na arena simbólica onde se confrontam independência e dependência, justiça e impunidade, soberania e submissão.
Quem “aplica” o suado fruto do suor dos brasileiros no exterior, em imóveis ou em paraísos fiscais, como deverá ser qualificado?
“Amador” da pátria, eu sugeriria.
Interessante que ninguém até hoje questionou o venal PSTU (tal como o PSOL e outros), que usa uma bandeira com a foice e o martelo.
“Goza-dor”!
A maré veio subindo desde Prestes e quase ninguém dos neurónios zinabrados notou as ações laboratoriais das reutilizadas provetas e cobaias!
“Laboratórios & Indústria da Morte”, tudo à ver!
Lembrando, eis como utilidade pública, diante da multilateral “Indústria da Morte”!
“As 5 Leis Biológicas, do Dr Hamer”, conforme:
https://www.facebook.com/share/v/17G5jVPfXZ/
Prezado Couto, dificilmente convergimos..
Mas 8° parágrafo e último do seu texto, acertasse na mosca.
Excelente entrevista,para BBC.
A jurista Camila Villard Duran, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário, avalia que o sistema financeiro do Brasil possui mecanismos robustos para enfrentar as sanções americanas, mas que a dependência do dólar impõe limites à soberania monetária do país.
“No caso do Brasil, isso significa depender de recursos em dólar e de captação de moeda internacional para aplicações e relações externas. Assim, nossa soberania monetária se reduz, pois, embora o real seja plenamente exercido no território nacional, fora dele o país está sujeito às amarras do sistema financeiro global”, diz a especialista.
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Villard Duran é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e cofundadora do Instituto Mulheres na Regulação.
Na avaliação da especialista, o desafio de médio e longo prazo é reduzir essa vulnerabilidade.
“É urgente que se construa uma política mais robusta, com recursos humanos e financeiros, para desenvolver alternativas. A necessidade desse plano ficou ainda mais evidente no cenário pós-eleição de Trump”, questiona.
Para ela, o país deu passos importantes, como a implementação do Pix. “Recentemente, o Banco Central Europeu começou a defender o euro digital com o mesmo argumento: a necessidade de assegurar soberania monetária, sem depender de entidades privadas submetidas à lei americana”, pontua.
“Ou seja, o que a Europa está começando a discutir agora, o Brasil já implementou com o Pix. Essa vanguarda nos garante até mesmo uma blindagem parcial contra eventuais sanções externas que poderiam afetar o sistema interno.”
Mas, para dar mais passos adiante, ela alerta que é preciso trabalhar em cooperação internacional. “Mas precisamos, no médio e longo prazo, pensar em mecanismos cooperativos que permitam enfrentar crises internacionais de forma menos dependente dos Estados Unidos.”
Vou olhar o lado positivo de tudo isso. A eleição do ano que vem será entre quem defende o Brasil soberano contra os sabujos entreguistas. Espero e torço ardentemente que os sabujos entreguistas tenham uma derrota acachapante tanto no executivo como no Congresso e no Senado.
Mas se os sabujos entreguistas vencerem aí é o caso aí é o fim do Brasil soberano seremos nada mais nada menos que uma grande republiqueta de bananas.
Não há tanto motivo assim para se temer um estrangulamento cambial. Se fosse uns 25 anos atrás nossa situação seria desesperadora, mas hoje em dia nós somos muito mais independentes em relação aos caprichos estadunidenses, tanto em termos financeiros como comerciais e até mesmo tecnologicos. Não existe mais tantos motivos para continuarmos tão sabujos e entreguistas como os candidatos do bolsonarismo.
De certa maneira até torço para que eles invadam a Venezuela, tenho certeza que não será nenhum passeio provavelmente será um atoleiro muito maior do que foi o Vietnam e o Afeganistão.
Será sem duvida a aceleração do fim do império
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Como saber quem são os “sabujos entreguistas”:
As reservas de fosfatos do rio madeira estão nas mãos de quem?
As reservas de nióbio estão nas mãos de quem?
As terras agricultáveis estão nas mãos de quem?
As terras raras brasileiras estão nas mãos de quem?
As reservas de minérios dos mais variados estão nas mãos de quem?
As reservas de petróleo estão nas mãos de quem?
Todos sabemos quem esta entregando as riquezas do Brasil (PT) e quem esta comprando/tomando tudo do país (China)
Mais os entreguistas são Bolsonaro e bolsonaristas. Em 4 anos de governo, o que Bolsonaro entregou aos Estados Unidos? Nada! Absolutamente nada!
Quem passou toda essa riqueza para os chineses?