Cidade do Pará na ‘lista suja’ do trabalho escravo recebeu R$ 11 milhões em emendas

Charge do Baggi (Arquivo do Google)

Eduardo Barretto
Estadão

A pequena cidade de Placas (PA), incluída na “lista suja” do trabalho escravo, recebeu pelo menos R$ 11,3 milhões de emendas parlamentares entre 2018 e 2024. Fiscais do Ministério do Trabalho flagraram o crime em 2024 contra três trabalhadores na zona rural da cidade de 19 mil habitantes. A pasta atualizou nesta semana o cadastro de empregadores que submeteram funcionários a condições análogas à escravidão.

Ao longo de seis anos, a cidade obteve emendas de 11 parlamentares paraenses. Seis deles exercem o mandato atualmente: senador Zequinha Marinho (Podemos), senador Jader Barbalho (MDB), deputado José Priante (MDB), deputado Airton Faleiro (PT), deputado Olival Marques (MDB), e deputado Henderson Pinto (MDB).

“CRITÉRIOS LEGAIS” – Entre os parlamentares procurados, apenas Marinho respondeu. Afirmou que os repasses “seguem rigorosamente os critérios legais e administrativos”. Leia o comunicado ao fim desta reportagem. A prefeitura de Placas não respondeu.

O Ministério do Trabalho incluiu 159 novos empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo na última segunda-feira, 6, um aumento de 20% em relação ao levantamento anterior. São 101 pessoas e 58 empresas. Ao todo, o cadastro público conta com 691 empregadores.

As fiscalizações de trabalho escravo envolvem, além do Ministério do Trabalho, órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública da União e o Ministério Público Federal. Denúncias sigilosas podem ser feitas por meio do Sistema Ipê, do governo federal.

COMUNICADO DO SENADOR ZACA MARINHO:

“Todas as emendas encaminhadas pelo parlamentar para prestação de serviços e aquisição de bens em benefício da população paraense seguem rigorosamente os critérios legais e administrativos exigidos pelo Poder Executivo. No caso específico do município de Placas (PA), com 18.668 habitantes, destaca-se sua alta dependência de transferências externas para manter os serviços básicos. Segundo dados do IBGE, em 2024, 94,79% das receitas municipais vieram de fontes externas, evidenciando a necessidade de apoio financeiro complementar para garantir o atendimento à população.”

7 thoughts on “Cidade do Pará na ‘lista suja’ do trabalho escravo recebeu R$ 11 milhões em emendas

  1. As emendas são melhores que acompra devotos dosbparlamentsres pela Organização Petista, como no Mensalão.

    Mas se trata de um sério problema de deturpação do deturpado orçamento, cujo objetivo não é programar os gastos governamentais de acordo com um projeto de longo prazo de superação de nosso atraso tecnológico e socioeconômico.

    O planejamento e de curtíssimo prazo que visa reeleger mandatmandatários inúteis e incompetentes como o Lula, com sua extração da mais valia absolutismo da Indústria da Miséria e sua cabeca da Era da Máquina de Escrever, se muito.

    Logo as emendas de um orçamento porco serão igualmente porcas.

    Quanto à corrupção, não esqueçamos que fora constitucionalizada com o assassinato da Lava Jato.

  2. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta quinta-feira (9) destituir os advogados que atuam na defesa de dois réus no âmbito do Núcleo 2 da suposta trama do golpe durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Segundo a decisão, os advogados Eduardo Kuntz e Jeffrey Chiquini, que defendem Marcelo Câmara e Filipe Martins, respectivamente, teriam “abusado do poder de defesa”.

    O crime está nos três podres. Ainda bem que meus filhos estão no exterior. Eu e eles podemos viajar para qualquer lugar, nada devemos, nem por “gratidão”

  3. Barba, uma farsa democrática

    Nenhum ator político, por mais habilidoso, cínico, hipócrita e calculista que seja, consegue manter indefinidamente uma imagem do que não é

    Em discursos cuidadosamente roteirizados, entrevistas concedidas a veículos simpáticos, fóruns internacionais sob encomenda, que não arranham a superfície de suas contradições, o chefão do PT encena o papel de estadista democrático.

    Nesses ambientes controlados, Barba fabrica a narrativa de que representa o antídoto contra o autoritarismo, quando, na prática, apenas encobre suas próprias convicções autoritárias.

    A farsa democrática é eficaz onde as perguntas são raras e a plateia, domesticada.

    Contudo, nos locais que escapam ao seu controle, a retórica encontra a realidade e a máscara cai. A imagem do democrata se desfaz, expondo o Barba que sempre se aliou a Fidel Castro, Hugo Chávez, Nicolás Maduro, Daniel Ortega, Vladimir Putin e companhia.

    (…)

    O Antagonista, Opinião, 10.10.2025 11:37 Por Ricardo Kertzman

    https://oantagonista.com.br/analise/lula-uma-farsa-democratica-diante-de-maria-corina-machado/

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