
Líder supremo dominou a política do Irã por quatro décadas
Pedro do Coutto
A morte do aiatolá Ali Khamenei em meio a um bombardeio conduzido por Estados Unidos e Israel — ainda que envolta em versões conflitantes e suspeitas de infiltração interna em Teerã — simboliza mais do que um episódio dramático do tabuleiro geopolítico. Ela escancara a nova fase de confrontação aberta no Oriente Médio, em que operações militares se combinam com inteligência clandestina, guerra informacional e pressão econômica global.
O anúncio rápido e seguro do presidente Donald Trump sobre a morte do líder iraniano sugere um nível de coordenação estratégica que ultrapassa o campo puramente militar e invade o terreno da narrativa política internacional. Ao lado do premiê israelense Benjamin Netanyahu, Trump celebrou o episódio como um marco na tentativa de desestabilizar o regime iraniano.
ALINHAMENTO – A meta implícita é conhecida: enfraquecer a estrutura de poder em Teerã e abrir caminho para um governo mais alinhado ao Ocidente. No entanto, as consequências não se limitam ao plano político. O impacto imediato sobre o petróleo — cuja circulação global depende em grande medida do estratégico Estreito de Ormuz — tende a pressionar preços e gerar instabilidade econômica em cadeia, afetando desde grandes potências até economias emergentes como o Brasil.
Mas o centro da questão, do ponto de vista brasileiro, não está apenas na energia ou no comércio internacional. O verdadeiro dilema é político. Como reagirá o governo de Lula da Silva diante de uma ação militar de grande escala liderada por Washington e Tel Aviv?
A tradição diplomática brasileira, historicamente pautada pela defesa do multilateralismo e da solução pacífica de controvérsias, indica uma provável condenação do ataque. Ainda assim, a política externa nunca é neutra no plano doméstico: cada palavra pronunciada no cenário internacional ecoa nas disputas internas e nas urnas.
PAPEL DE MAURO VIEIRA – Nesse contexto, o papel do chanceler Mauro Vieira torna-se crucial. A velocidade da resposta diplomática pode definir o peso político da posição brasileira. Um pronunciamento tardio fragilizaria a autoridade do país no debate global; uma reação imediata, porém, pode expor o governo à crítica de alinhamento automático a um dos polos do conflito. O equilíbrio entre princípios históricos da diplomacia e cálculo eleitoral interno será decisivo.
A repercussão doméstica, por sua vez, tende a dividir a opinião pública. Setores mais conservadores, ideologicamente próximos da agenda de segurança e força defendida por Washington e Israel, podem convergir para posições representadas por figuras como Flávio Bolsonaro. Já parcelas do eleitorado alinhadas à tradição diplomática brasileira poderão ver com bons olhos uma condenação do uso da força. O resultado provável é um país polarizado não apenas em torno da política interna, mas também em relação à leitura do conflito internacional.
CHINA E RÚSSIA – No plano global, o episódio reabre as fissuras entre as grandes potências. A reação de atores como China e Rússia será determinante para medir o risco de escalada. Ao mesmo tempo, países europeus centrais — como Alemanha e França — tendem a buscar uma posição intermediária, pressionados pela dependência energética e pelo compromisso com a estabilidade regional. Já o Conselho de Segurança da ONU permanece limitado em sua capacidade de impedir conflitos, mais reativo do que efetivamente preventivo.
Para Lula, portanto, o desafio não é apenas diplomático, mas eleitoral. Condenar o bombardeio pode reforçar sua imagem internacional de defensor do diálogo, mas não garante ganhos automáticos no plano interno. Em um ambiente de polarização, cada gesto externo é reinterpretado à luz das disputas domésticas. A política internacional torna-se, assim, extensão da arena eleitoral brasileira.
A questão central permanece em aberto: o posicionamento diante da guerra renderá votos ou custos políticos? A resposta não está apenas nas pesquisas, mas na capacidade do governo de transformar princípios diplomáticos em narrativa convincente para a sociedade. Em tempos de conflito global, líderes não são julgados apenas por suas decisões, mas pela coerência entre valores, interesses nacionais e percepção pública. É nesse delicado equilíbrio que se definirá o peso político do Brasil — e de Lula — em meio a um Oriente Médio novamente em chamas.
“…podem convergir para posições representadas por figuras como Flávio Bolsonaro”
Sério, seu autor? Sr. Couto, sempre leio seus artigos aqui publicados; quase sempre, para ser mais correto. Sempre encontro neles uma argumentação clara e o conhecimento de um profissional. Nunca os comentei nem critiquei antes porque os leio como um aprendiz.
No entanto, sem os entretanto das discordias, me senti atordoado pelo peso que o senhor atribuiu ao tal de Flávio Bolsonaro na avaliação do ataque ao Irã. Sério mesmo, ou o senhor só quis fazer graça, dado que hoje é segunda, dia primeiro do mês e dia de pagamento de pensão dos funcionários do governo federal?
Por favor, diga que foi por isso, pois ainda continuo decidido a ser seu leitor assíduo.
O molusco sempre está do lado dos ditadores, a lista é grande
Lula é um porco anti-civlizacional que apoia tudo enquanto é daitadura sanguinária, narcotraficante, toturadoa, opressora do povo e no caso da Venezuela e Irã, duas ditaduras com enomres reservas de petróleo e cujos ditadores sanguinários e opressores do povo, conseguiram quebrar suas respectivas Economias.
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/02/crise-economica-provoca-manifestacoes-populares-no-ira.ghtml
Até hoje nã vi algo que minimamente preste, que o múmia Lula vê.
O Ladrão ficou órfão ….
Foi-se o sanguinário carniceiro sanguinolento genocida, assassino Tirano-Ditador Aito-lá…
Direto sem escalas para a Churrasqueira do Juízo Infernal, onde estão seus ‘cumpanheiros’…..
Ai Ah To Lá
Aí Atola
Aí A Tola
Aí Ato Lá
Lula Lá
De volta para a prisão
A destreza do Chanceler do presidiário e Maduro impressiona:
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/03/02/devemos-nos-preparar-para-o-pior-diz-celso-amorim-sobre-conflito-no-oriente-medio.ghtml
O ataque de Israel e Trump ao Irã cumpre objetivos distintos.
Netanyahu teme o arsenal nuclear do Irã, caso o regime clerical persa consiga produzir a bomba atômica. O primeiro ministro tem que minar o regime, que financia os Houtis, o Hamas e o Hesbollah, que lançam mísseis do sul do Líbano contra o território israelense.
Quanto a Donald Trump, a mudança do regime dos Aiatolás para um governo moderado sob influência americana, por exemplo, a volta da monarquia do Xa Reza Pallevi. O filho do Xá se encontra nos EUA, pronto para assumir a missão.
Trump quer isolar a China, impedindo a exportação do petróleo e gás iraniano para Xi Jimping. A China hoje é o maior concorrente ao poderio do leão do norte.
Há também um objetivo doméstico. Trump deseja desviar do olhar atento do povo americano, os juros altos, a inflação e o desemprego e nada como uma guerra para distrair o eleitor. Em novembro tem eleições para a Camara do meio do mandato e Trump tem medo de perder a maioria na Câmara dos Deputados para o Partido Democrata.
Quanto a morte do líder Supremo do Irã,Ali Kamenei , foi um furo golpe no regime clerical. Nos ataques conjuntos de Israel e EUA na manhã de sábado, além de Kamenei foram mortos o chefe da Guarda Revolucionária, o chefe da Inteligência e o ministro da Defesa, que estavam reunidos e foram pegos de surpresa.
O ataque contra as lideranças iranianas, em meio as negociações para limitar o enriquecimento de urânio, foi executado de última hora, para aproveitar a ocasião: A inteligência israelense detectou, autoridades militares e e líder Supremo na manhã de sábado no mesmo complexo residencial destruído para deliberarem sobre o acordo com os EUA em gestação.
O Irã não conseguia impedir a ação dos serviços secretos dos EUA e de Israel, que no último ataque, no ano passado destruiu uma usina nuclear dentro de uma rocha, há 60 m de profundidade. Alguém dentro do regime, traiu os chefes militares e o líder Supremo. Esse cenário de traição é antigo e contado em verso e prosa desde as tragédias gregas e romanas.
No entanto, não será fácil desmontar a Guarda Revolucionária iraniana, como quer fazer crer, o presidente Trump, tomando como exemplo a Venezuela, quando Maduro foi capturado e o novo governo, presidido pela vice cumpre ordens de Donald Trump, portanto, a Democracia é um mero detalhe para os EUA. Tudo continua da mesma forma na Venezuela, com um pequeno detalhe. O petróleo venezuelano pertence aos EUA e vida que segue.
Não eram as armas nucleares no Iraque.
Não era o narcotráfico na Venezuela
Não são as armas nucleares no Irã.
É o petróleo.
Assim como os minerais críticos.
Não apenas tomar, mas privar os concorrentes do acesso a esses recursos.
O colonialismo segue vencendo.
Enéas Carneiro:
QUEM NÃO TEM ARMAS NUCLEARES NÃO TEM COMO DISSUADIR O IMPERIALISMO.
Trump perdeu na economia, perdeu nas tarifas e agora partiu para a Guerra, seu último recurso.
Se Rússia e principalmente China resistirem ao chamado para a guerra, e o Irã conseguir resistir a exemplo do Iraque e do Afeganistão, Trump pode estar cavando a própria cova.
Não se pode acreditar em nada que Donald Trump fala. Trata-se de um mentiroso contumaz.
De dia disse que estava dando uma surra no Irã.
Agora a noite veio a público reclamar que os países europeus não ajudaram os EUA na destruição do governo iraniano, as custas da morte de 153 crianças dentre as quais, quarenta meninas.
ISRAEL e EUA começaram a guerra contra o Irã, então devem lidar com ela sozinhos.
Somente bombardeios contra a capital, Teerã, sem tropas terrestres americanas e israelenses ocupando o território persa, não terá o condão de mudar o regime. clerical.
Os europeus não querem entrar no conflito, porque é impopular receber nos aeroportos, soldados em caixões numa guerra criada por Trump e Netanyahu.
Não vai adiantar a choradeira de Trump, reclamando do Premier da Inglaterra. Os europeus estão mordidos com Trump, que ameaçou abandonar a OTAN ( Organização do Tratado do Atlântico Norte).
França e Holanda foram na onda de Obama na queda do ditador da Líbia, Muamar Kaddaf, destruíram a capital Triploli e hoje, o país está em guerra civil desde 2012. Milícias controlam as cidades e a capital, lutando entre eles, enquanto o povo líbio enfrenta a fome e a miséria.
Ninguém pensa na população, quando decidem despejar o arsenal da morte: mísseis e Drones assassinos.
Senhor Roberto Nascimento , ledo engano seu , sendo que os líderes políticos quando decidem atacar outros países , eles contam a com compreensão e apoio de seu povo , mesmo que sob mentiras e farsas , como agora EUA , ISRAEL contra o IRÂ .