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Lula tem buscado explorar o contraste com Trump
Pedro do Coutto
Poucas horas antes da entrada em vigor de uma trégua entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump fez o que tem sido uma marca recorrente de sua política externa: lançou dúvidas sobre a própria estabilidade do acordo que anunciava. Ao sinalizar que o cessar-fogo poderia durar “por tempo indeterminado”, mas manter o bloqueio naval em um ponto sensível como o Estreito de Ormuz, Trump produziu mais do que uma ambiguidade — expôs uma estratégia.
Essa lógica, já observada por analistas, segue um padrão: negociar sob pressão máxima, manter instrumentos de coerção ativos e transferir ao adversário o custo político de qualquer ruptura. O problema é que esse tipo de condução amplia a imprevisibilidade global e, sobretudo, tensiona a opinião pública doméstica.
DESGASTE – Nos Estados Unidos, pesquisas recentes indicam desgaste na popularidade de Trump em seu segundo mandato, especialmente quando o tema é política externa e risco de novos conflitos.
A memória histórica pesa. A evocação da Guerra do Vietnã não é retórica vazia: ela reflete o temor profundo de uma sociedade que já pagou alto preço humano e político por intervenções prolongadas. Famílias americanas, hoje, mostram menor disposição para apoiar aventuras militares no Oriente Médio, sobretudo diante de um cenário econômico ainda pressionado por inflação e custos energéticos.
Do outro lado, a retórica também escala. Órgãos ligados à Guarda Revolucionária Iraniana rejeitam a narrativa de concessão e chegam a declarar vitória simbólica sobre Washington. Esse jogo de versões — típico de conflitos assimétricos — reforça a dificuldade de consolidar qualquer trégua duradoura. A diplomacia, nesse contexto, fica espremida entre discursos nacionalistas e cálculos estratégicos de curto prazo.
REFLEXOS – Mas os reflexos desse tabuleiro não param nas fronteiras do Oriente Médio. No Brasil, o cenário político começa a absorver — e instrumentalizar — essa tensão internacional. O presidente Lula da Silva tem buscado explorar o contraste com Trump, apostando em um discurso de soberania e estabilidade. Já no campo da oposição, nomes como Flávio Bolsonaro surgem como contraponto, alimentando uma polarização que, longe de arrefecer, se reinventa.
Nesse ambiente, figuras que tentam ocupar uma “terceira via” enfrentam o desafio clássico da política brasileira: existir entre dois polos altamente mobilizados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ensaia críticas à polarização enquanto mantém um pé no eleitorado conservador. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, se posiciona de forma mais direta, admitindo disputar espaço com Bolsonaro para chegar ao segundo turno contra Lula.
CONTORNOS DELICADOS – Se a disputa eleitoral já seria complexa por si só, ela ganha contornos ainda mais delicados com a sobreposição de crises institucionais e econômicas. O caso envolvendo o Banco Regional de Brasília e o Banco Master é um exemplo claro. A possibilidade de criação de mecanismos públicos para absorver ativos de baixa qualidade levanta questionamentos clássicos sobre risco moral, uso de recursos públicos e a fronteira entre socorro financeiro e favorecimento indevido.
O episódio ecoa padrões já estudados por organismos como o FMI e o Banco Mundial em crises bancárias: quando instituições públicas assumem prejuízos privados, a conta raramente é neutra — ela se traduz em perda de confiança e desgaste político. E, no Brasil, onde escândalos financeiros frequentemente se entrelaçam com disputas de poder, o impacto tende a ser ainda maior.
CONVERGÊNCIA – O que se desenha, portanto, é um cenário de convergência de crises. No plano internacional, uma trégua frágil entre potências com interesses conflitantes. No plano doméstico, uma eleição antecipadamente tensionada, marcada por polarização, ambições alternativas e novos focos de desgaste institucional.
No centro de tudo, permanece uma constante: a política como gestão de incertezas. Trump joga com a imprevisibilidade como instrumento de poder. No Brasil, lideranças tentam traduzir esse caos externo em capital político interno. Resta saber até que ponto o eleitor — no Brasil e nos Estados Unidos — continuará disposto a aceitar esse nível de instabilidade como parte do jogo. A resposta a essa pergunta pode definir não apenas eleições, mas o próprio rumo das democracias nos próximos anos.
O Trump pode ter seus problemas, mas quem naõ tem. Agora explorar o contraste com o Trump é uma piada. pois o molusco ganha com diversos corpos de vantagem nos valores negativos
Lula tem histórico de tentar ‘criar caso’ com EUA
A promessa de Lula de aplicar “reciprocidade” no caso do delegado brasileiro expulso dos States por tentar burlar regras de imigração contra Ramagem, é apenas mais uma das várias tentativas do petista, ao longo dos anos, de “criar caso” e desestabilizar a relação entre os dois países.
Começou em 2004, quando Lula ameaçou expulsar o jornalista Larry Rohter, do New York Times, por reportagem sobre sua bebedeira. Lula acabou recuando. Sempre recua.
Em 2010, tentou “mediar” em favor do programa nuclear do Irã. Foi enxotado pelos EUA, que iniciava sanções contra a ditadura dos aiatolás.
Na guerra da Ucrânia, Lula passou pano para invasores russos. E apoiou os terroristas do Hamas contra Israel, onde virou persona non grata.
Em 2023, atual mandato, Lula passou a criticar a “hegemonia do dólar” e a colecionar provocações aos EUA, país que mais investe no Brasil.
Sem ter como reagir ao flagrante de manipulação do ICE para deportar Ramagem, o governo Lula listou opções de oficiais de inteligência a serem expulsos do País. Recuarem. Sempre recuam.
Fato é que expulsando um funcionário americano sem haver cometido violações semelhantes às do delegado, o Brasil estaria praticando retaliação e não reciprocidade.
Fonte: Diário do Poder, Opinião, 23/04/2026 0:24 Por Cláudio Humberto
Políticos que mal viram a cor do xadrez, mas que desprezam os verdadeiros presidiários.
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/23/1-preso-morre-a-cada-19-horas-no-sistema-penal-de-sp-maioria-e-por-doenca-tratavel-diz-relatorio.ghtml
Cabe lembrar que estamos na Terra.
No Brasil.
Em 2026.
Ou seja: aqui e agora são encarcerados os inocentes, a toda prova, e são soltos todos os bandidos.
A Injustiça absoluta
E absurda
Predomina
Itália recusa substituir Irã na Copa e detona Trump: “Vergonhoso”:
História de Notícias ao Minuto Brasil • 53 m •
3 minutos de leitura
O Governo de Itália colocou, nesta quinta-feira (23), totalmente de lado a possibilidade de a seleção nacional Italiana vir a substituir o Irã na Copa do Mundo, em resposta à proposta que Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos da América e ‘braço direito’ de Donald Trump, fez chegar ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.
“Eles devem jogar — o esporte deve estar fora da política”
“Agora, claro, não vivemos na Lua, vivemos no planeta Terra, mas se não houver mais ninguém que acredite em construir pontes e mantê-las intactas, bem, nós estamos fazendo isso.”
Infantino
O feriado de São Jorge, nesta quinta-feira, 23 de Abril, foi marcado pela entrevista do ministro Gilmar Mendes, concedida à jornalista Renata Lo Prete do O Globo, defendendo a inclusão do ex- governador de Minas Romeu Zema no Inquérito das Fakenews por ofender os ministros do STF nas redes sociais, com imagens de Legos associando a corrupção.
O ministro Gilmar também defendeu a reforma do Judiciário, nos quinze pontos anunciados pelo ministro Flávio Dino e disse que pode ampliar ainda mais. Criticou o CNJ, por ser lento no afastamento de ministros que vendem sentenças e para por fim na farra dos penduricalhos.
Gilmar Mendes, disse para Lo Prete, que há necessidade de um pacto republicano, que regule as indicações para as Agências Reguladoras, impedindo a indicações políticas, ataque ao crime organizado com o uso da inteligência, Reforma Política e informou que o escândalo do Banco Master, nasce na Faria Lima, Point do mercado financeiro em São Paulo, fazendo parecer o gigantesco Poder que os Bancos pequenos e grandes, na vida nacional tanto no Legislativo, no Executivo e no Judiciário.
O Decano do STF, ministro Gilmar Mendes, assumiu com toda a força, a defesa do Tribunal perante as críticas dos políticos e da imprensa, colocando o dedo na ferida exposta, que atinge gregos e troianos postados no topo da República.