
Flávio jamais se afastou dos ideais autoritários da família
Míriam Leitão
O Globo
A ideia de que falta a Flávio Bolsonaro apenas divulgar um plano de ajuste fiscal para ser um bom candidato impressiona pela falta de respeito à História recente do país. A principal questão do candidato do PL não é que cortes ele fará em qual despesa pública, mas sim que garantia tem a democracia brasileira de sobreviver a um segundo governo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro é filho do ex-presidente que está preso por tentativa de golpe de Estado. Ele defende o pai, jamais se afastou dos ideais autoritários da família, é apoiado pelos seguidores do ex-presidente, disse que sua prioridade é indultar o pai e anistiar todos os envolvidos. Precisará desenhar para ser entendido?
LUTA EXISTENCIAL – Desde que levou, em 2018, um golpista ao poder, a democracia brasileira enfrenta uma luta existencial. O governo Bolsonaro foi crime continuado. Ele ameaçou as instituições desde o começo e nesse propósito permaneceu até depois do último dia, coerente com o que sempre falou e fez na sua vida pública.
As provas da trama são abundantes, mas se fosse para escolher apenas uma, eu escolheria a reunião de 22 de abril de 2020, há seis anos. Trazida a público pelo então ministro do Supremo Celso de Mello, a reunião foi um nu frontal das intenções do governo Bolsonaro.
Seus ministros propuseram aproveitar a pandemia para burlar as leis ambientais, quiseram mandar um milhão de jovens para o quartel, prender governadores e prefeitos. O presidente avisou que iria interferir na Polícia Federal porque não esperaria “ferrar” (a palavra usada foi bem mais chula) sua família toda antes de tomar essa decisão, informou que tinha um serviço particular de informações.
PARANOIA – Aquela reunião foi realizada no começo da maior tragédia sanitária do país, a que matou 700 mil brasileiros. O encontro foi todo dedicado à paranoia e aos maus modos de Bolsonaro que falava um palavrão a cada duas palavras. Num governo normal, o encontro teria sido para formular, com o ministro da Saúde, a estratégia para enfrentar o vírus mortal que se espalhava pelo país. Mas Bolsonaro havia demitido Luiz Henrique Mandetta que tentara organizar a defesa do país e na reunião estava Nelson Teich, que quase não abriu a boca.
E por que Bolsonaro não fez o que qualquer governante normal faria no início de uma emergência de saúde pública? Porque ele usou todo o tempo que esteve no poder para conspirar contra a democracia. Os filhos são os seus maiores seguidores, sem qualquer dissidência. É uma família unida, neste aspecto.
SEM GRANDES REFORMAS – Um economista me disse que o problema dessa eleição é que nenhum dos dois principais candidatos está propondo fazer grandes reformas econômicas. Gostaria que fosse esse o dilema do Brasil. Mas estamos diante de um questão muito maior. Se Flávio Bolsonaro apresentasse uma lista dos sonhos de reformas econômicas e demonstrasse insuspeita capacidade de realização desse programa, ainda assim ele seria um perigo institucional.
Já está longe o tempo em que a clivagem no Brasil era de proposta econômica. Foi o que opôs, por exemplo, Fernando Henrique Cardoso e Lula nas eleições de 1994 e 1998. Agora infelizmente regredimos.
O que falta a Flávio Bolsonaro não é um “posto Ipiranga”. O que ele precisaria era não ser a continuação dos projetos golpistas do seu pai, mas ele é, e nunca escondeu isso. Ele já mostrou que tem seus próprios planos golpistas quando disse que é necessário usar medida de força contra o Supremo. Melhor não fingir que a dúvida é sobre que imposto será reduzido ou que despesa será cortada.
“TESOURAÇO” – O candidato da extrema direita disse que fará um “tesouraço”. Não deu conteúdo à palavra, mas foi o suficiente para encantar parte do pensamento econômico brasileiro. E de novo está sendo esquecida a História recente. O “posto Ipiranga” de Bolsonaro não entregou o que prometeu em nenhum aspecto. O governo foi iliberal também na economia. Existe a demanda por uma terceira via, mas não oferta. O PSD escolheu Caiado que age como satélite do bosonarismo. Zema também.
Nesta quarta-feira, completaram-se seis anos da reunião ministerial em que foi escancarada a natureza do governo Bolsonaro: antidemocrático e insensível às dores do país. Não se pode alegar desconhecimento. Graças a Celso de Mello pudemos ver exatamente o que acontecia no interior daquele governo. Os fatos que se seguiram confirmaram que o projeto não era governar, mas destruir a democracia.
O choque que veio de dentro: Tucker Carlson larga a mão de Trump
O maior guru da direita dos EUA pede desculpas por eleger Trump e implode a ponte de Flávio
O cenário no mundo conservador mudou de cor e temperatura com o pedido de desculpas público de Tucker Carlson.
O jornalista que foi o motor da extrema direita nos EUA agora se arrepende de ter ajudado a eleger Donald Trump.
Isso não é pouco, é o reconhecimento de que as promessas de Trump, como a de um pacificador, eram na verdade vazias.
O racha é profundo. Ao pedir desculpas por ter caído e vendido uma ilusão, Tucker deixa Trump abandonado e seus pupilos brasileiros sem roteiro.
No banquete do realismo, o arrependimento do agora ex-Trumpista é o veneno que o clã Bolsonaro tentará fingir que não bebeu.
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 23/04/2026 08:00 Por Ricardo Noblat
Opinião do Noblat e do porco que fuça o chão em um chiqueiro é a mesma coisa.
Vovò Mafalda é aquela que foi beijar o coturno do Carniceiro e Sanguinário Fidel Castro….lá em Cuba com seus cumpanheros de cartilha soça-comuna..
“Nunca tenha medo do seu inimigo”…
Concordo!
Sumiu o boné do Maga? Ninguém usa mais?
“Tem gente no Brasil que defendia as políticas do Maga, aquele boné vermelho.
Isso mostra invasão a países, guerra, instabilidade internacional, volatilidade dos preços do petróleo.
Mas o que sumiu foi o boné do Maga, ninguém usa mais.”
(Renan Filho, ministro dos Transportes)
Metrópoles, Frase do Dia, 21/03/2026 07:00 Por Guga Noblat
Ao contrário do que possa parecer, pode ser sinal de inteligência e de compreensão da realidade.
Por qual razão será que não estão usando mais, hein?
Concordo, mas não que ele seja uma ameaça à democracia. Se eleito, teremos mais uma ameaça. Teremos 5 ou mais anos de corrupção e desmoralização dos poderes públicos.
Já temos um STF que deveria ter como sigla MTF (M de medíocre) e temos uma Câmara de disputados emporcalhada por representantes deles mesmos. E além disso, não dá mais para aguentar um governo corrupto do PT. O que fazer para melhorar eu não sei. Talvez rezar ajude. Ou arranjar uma grana por fora e sair do país, como fez o outro Bolsonaro.
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. E além disso, não dá mais para aguentar um governo corrupto do PT.
Tragam um Oscar para o Sr. Sablons..
Reciprocidade = Piada pronta.
Um foi expulso por quebra de lei e irregularidades cometidas em outro país. O outro o que fez? Qual o “wrongdoing” ?
Em parte, até concordo com d. Miriam Leilão, perdão, LeiTão. Agora, ser membrA da ABL, caralh…., perdão, caraca!!!
Todos sabem que o conceito de democracia para a esquerda é totalmente diferente do proposto pelos gregos
Quem hoje a senhora Miriam Leitão consegue convencer com suas ideias antiquadas?
Sua mentalidade é da década de 60.
Atualmente ela só sabe dizer que inflação e os gastos dos governos PT são bons.
Para turma deles são bons. Quantos não ficaram ricos, basta ver os filhos do molusco
Depois do que o Lula e o Taxxad fizeram com a economia brasileira, ninguém pode ser pior. Só o Lula e o Taxxad podem se superar.
Flávio é um tiro na própria cabeça.
Mas Lula também é.
O maniqueísmo de Miriam Leitão chega a ser comovente.
Tadeu Schmith, que diz coisas muito mais relevantes na equipe dos irmãos Marinho, foi claro na final do Big Brother Brasil:
O maniqueísmo é uma simplificação indigna de credibilidade.
Não é compatível não apenas com o jornalismo, com a economia, com a ciência política, com a história, mas com a própria e mínima honestidade intelectual.
Ainda mais na politicagem brasileira atual.
Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias
História de Ivan Longo • 7 h •
2 minutos de leitura:
Mercados hoje
Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias
Flávio reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias
Um plano econômico atribuído à equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, prevê o congelamento, na prática, de aposentadorias e de investimentos em áreas sociais. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a proposta é fazer com que esses gastos passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem aumento real.
Hoje, aposentadorias, salário mínimo e pisos de saúde e educação podem crescer acima da inflação. A mudança estudada eliminaria esse ganho real.
O que muda
De acordo com a reportagem, três frentes principais estão em discussão:
Aposentadorias e benefícios sociais: passariam a ter reajuste apenas pela inflação. Isso inclui benefícios do INSS e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Na prática, haveria congelamento do poder de crescimento desses rendimentos ao longo do tempo.
Salário mínimo: a proposta prevê separar o reajuste do mínimo pago aos trabalhadores dos benefícios previdenciários. Ou seja, mesmo que o salário mínimo suba acima da inflação, aposentadorias poderiam ficar limitadas à reposição inflacionária.
Saúde e educação: os pisos constitucionais — hoje vinculados a percentuais da arrecadação — deixariam de acompanhar o crescimento da receita. Na prática, os investimentos nessas áreas também ficariam congelados em termos reais.
Ajuste fiscal
O objetivo do pacote seria reduzir despesas públicas em cerca de 2% do PIB. A avaliação dentro da equipe ligada ao senador, segundo a Folha, é de que isso ajudaria a sinalizar controle das contas públicas e melhorar a confiança do mercado.
Impacto
Na prática, as medidas atingem diretamente aposentados e o financiamento de políticas públicas. Sem aumentos reais, benefícios e investimentos deixam de crescer junto com a economia, o que tende a reduzir renda e capacidade de atendimento ao longo dos anos.
As mudanças exigiriam alterações na Constituição e dependem de aprovação do Congresso.
Negativa
Após a publicação, Flávio Bolsonaro negou o conteúdo e classificou a informação como falsa:
“O dia já começa com combate às FAKE NEWS!
Fonte furada, nunca tratei do tema internamente!”
A Folha de S.Paulo afirmou que mantém a reportagem, baseada em relatos de integrantes da equipe e interlocutores da pré-campanha.
Além de congelar as aposentadorias, o candidato Flávio, um moderado de mentirinha, pretende adotar todas as loucuras tentadas pelo pai golpista.
Ataque ao Judiciário e as Urnas Eletrônicas, fim de todas as estatais e fim da estabilidade no funcionalismo público, congelamento dos proventos de aposentadoria, fim do pagamento do INSS pelos empresários, para reduzir o impacto na folha salarial paga pelos empresários e alinhamento automático a todas as demandas de Donald Trump, que inclui a liberação das riquezas minerais para os EUA e a construção de presídios para receber imigrantes expulsos dos EUA, o sonho de consumo de Trump, que considera o Brasil gigantesco demais e que pode abrigar centenas de presídios desafogando as prisões lotadas nos EUA.
É ver para crer, mas, haverá resistência, porque o Brasil não é uma Argentina do capacho Javier Milei nam um El Salvador do ditador Bukele.
Uma coisa é querer, não expôr com medo de perder votos e depois ter a força necessária para por em prática.
Na Democracia ele terá pouco espaço, mas , se optar pelo Golpe de Estado como fez o pai, aí é outros quinhentos.
Aí são outros quinhentos, uma tarefa difícil de concretizar. O Brasil não é país para principiantes e aventureiros. Há um objetivo permanente de defesa da pátria e da soberania nacional, que não podem se negociados em nenhuma hipótese.
Os presidentes, os Partidos Políticos, passam mais a nação continua, livre, leve e avançando lentamente e continuamente.