Governo Lula subestimou o Congresso e está acumulando derrotas, aponta analista

5 thoughts on “Governo Lula subestimou o Congresso e está acumulando derrotas, aponta analista

  1. Discursos farsescos de Lula e Flávio

    Sobre retórica dos líderes da corrida presidencial

    Com índices de aprovação frágeis, más notícias nas pesquisas de intenção de voto e uma derrota histórica em sua indicação para o STF, Lula abraçou o populismo em seu pronunciamento por ocasião do Dia do Trabalho.

    “Cada vez que damos um passo adiante para melhorar a vida do povo brasileiro, o sistema joga contra. O andar de cima, os bilionários, a elite que só pensa em manter privilégios às custas do povo. Se dependesse do sistema, nem a escravidão teria sido abolida no Brasil”, discursou.

    Parece cômica a retórica antissistema vinda de um político com o histórico de Lula —em seu terceiro mandato presidencial graças à anulação pelo STF, por questões formais, de suas condenações por relações promíscuas com grandes empreiteiras. Mas a escolha da palavra não é por acaso.

    Duas semanas atrás, falando em um evento de esquerda na Espanha, o petista reclamou da perda da bandeira antiestablishment para a ultradireita. “Nós nos tornamos o sistema. Por isso, não surpreende que, agora, o outro lado se apresente como antissistema”, disse.

    É notável que, entre uma declaração e outra do líder, o PT tenha realizado um congresso em que mostrou o objetivo de evitar polêmicas e atrair setores do centro político.

    Afinal, se discursos radicais inflamam seguidores fiéis, a disputa presidencial pode ser decidida, mais uma vez, por eleitores avessos à polarização.

    Cálculo semelhante é feito nas hostes de Flávio, hoje empatado com Lula nas simulações de segundo turno —e empenhado na missão inglória de parecer mais moderado que o pai condenado por tentativa de golpe de Estado.

    Flávio embarca no golpismo paterno ao lançar dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral brasileiro em um evento extremista nos EUA, mas por aqui procura parecer um candidato responsável ao discutir com empresários propostas para reformas fiscais vigorosas em 2027.

    Nem isso, porém, Flávio se dispõe a defender abertamente, por temer que ideias como interromper o aumento acima da inflação do salário-mínimo e dos gastos com saúde e educação lhe custem votos.

    Ao que parece, pretende prometer reequilíbrio orçamentário sem detalhar medidas difíceis, como na proverbial omelete sem quebra de ovos.

    Não espantam os malabarismos retóricos numa corrida em que os líderes na preferência dos votantes são também campeões em rejeição.

    É provável que radicalismo e moderação venham a ser apresentados conforme as circunstâncias e conveniências, sobretudo ao tratar do imperativo ajuste das contas públicas.

    Perdem os eleitores, aos quais serão oferecidos, em vez de opções programáticas, discursos farsescos — e, muito possivelmente, um governo tumultuado.

    Fonte: Folha de S. Paulo, Opinião, 3.mai.2026 às 22h00 Por Editorial

  2. Sr. Newton

    Não estou entendendo mais nada…

    Cadê a Soberania de que tanto fala o BandiDilmo de Nove Dedos….

    “Grupo australiano compra projeto de terras raras em Minas Gerais

    A Power Minerals adquiriu o “Morro do Ferro” por cerca de R$ 80 mi. O ativo adquirido ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento

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