
Congresso abriu espaço para mais despesas e transferências públicas
Pedro do Coutto
A derrubada, pelo Congresso Nacional, de três vetos do presidente Lula da Silva nesta semana representou muito mais do que uma derrota pontual do Palácio do Planalto. O episódio consolidou um movimento político que vem se aprofundando em Brasília nos últimos anos: o fortalecimento do Legislativo como centro autônomo de poder, capaz de impor derrotas estratégicas ao Executivo, ampliar despesas públicas e transformar o Orçamento da União em peça central da disputa eleitoral antecipada de 2026.
Mais uma vez, o presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, esteve no centro da articulação que reuniu deputados e senadores em torno da derrubada dos vetos presidenciais. Nos bastidores, parlamentares comemoraram não apenas a vitória política sobre o governo, mas principalmente a ampliação dos instrumentos que fortalecem a atuação municipal de deputados e senadores dentro da estrutura orçamentária federal.
MAIS DESPESAS – Na prática, o Congresso abriu espaço para mais despesas e mais transferências públicas justamente num momento em que o governo tenta sustentar o discurso de responsabilidade fiscal. O movimento reforça a lógica de antecipação eleitoral que já domina Brasília. Com eleições municipais se aproximando e a sucessão presidencial de 2026 entrando cada vez mais cedo no radar das lideranças políticas, cresce a pressão por mecanismos que permitam ampliar entregas eleitorais nas bases regionais.
O jornal O Globo definiu o cenário como um “vale tudo eleitoral”. A expressão resume bem o ambiente atual da política brasileira. Deputados e senadores querem ampliar capacidade de levar obras, equipamentos, recursos e benefícios a prefeitos e aliados locais, fortalecendo estruturas políticas regionais antes da próxima disputa nacional.
O problema é que essa expansão ocorre em um cenário fiscal cada vez mais apertado. O novo arcabouço fiscal limita o crescimento das despesas públicas e obriga o governo a operar dentro de margens mais estreitas. Ao derrubar vetos que continham despesas adicionais, o Congresso reduz ainda mais a capacidade futura do Executivo de acomodar investimentos, reajustes e expansão de políticas públicas.
REFLEXO – O impacto tende a ser sentido especialmente a partir de 2027. Qualquer governo eleito encontrará um Orçamento mais pressionado, com menos espaço para ampliação de despesas discricionárias. Isso afeta diretamente o funcionalismo público, já que reajustes salariais dependem da existência de recursos disponíveis e margem fiscal. Quanto maior o crescimento de despesas vinculadas a interesses políticos e eleitorais, menor será a capacidade de conceder aumentos salariais mais amplos no futuro.
Nos bastidores da equipe econômica, existe preocupação crescente com o efeito acumulado dessas derrotas fiscais. Técnicos do governo avaliam que a combinação entre pressão parlamentar, despesas obrigatórias crescentes e expansão de gastos políticos pode produzir um cenário de forte compressão orçamentária nos próximos anos.
O episódio também revela a transformação estrutural do sistema político brasileiro. Desde o enfraquecimento do presidencialismo tradicional após a crise do governo Dilma Rousseff, o Congresso passou a assumir controle crescente sobre o Orçamento e sobre a execução das políticas públicas. Presidentes da Câmara e do Senado hoje controlam fatias bilionárias de recursos por meio de emendas parlamentares e possuem capacidade real de impor agendas próprias ao Executivo.
PODER AMPLIADO – Na prática, o Brasil passou a operar sob uma espécie de presidencialismo compartilhado do Orçamento. O Executivo ainda mantém a responsabilidade formal pela condução econômica do país, mas o Legislativo ampliou significativamente seu poder sobre a distribuição de recursos e prioridades fiscais.
Enquanto isso, a oposição também enfrenta turbulências importantes. A crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro abriu uma disputa silenciosa dentro da direita sobre a viabilidade da candidatura presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As revelações envolvendo mensagens, áudios, encontros e negociações ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse” ampliaram o desgaste político do senador dentro do próprio PL. O problema deixou de ser apenas jurídico ou moral e passou a ser claramente eleitoral.
CRISE – Nos bastidores da legenda, dirigentes e parlamentares passaram a demonstrar preocupação com o risco de a crise atingir não apenas a candidatura presidencial de Flávio, mas contaminar candidaturas estaduais e proporcionais do bolsonarismo. O PL hoje concentra enorme força parlamentar, com uma das maiores bancadas do Congresso, e preservar essa musculatura se tornou prioridade estratégica.
É nesse ambiente que voltou a ganhar força o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Setores do PL e lideranças evangélicas passaram a defender reservadamente que Michelle teria hoje menor rejeição, menos desgaste político e maior capacidade de preservar automaticamente o eleitorado fiel ao bolsonarismo.
A movimentação revela algo importante: a sucessão de 2026 começou muito antes do calendário oficial. O Congresso amplia gastos e fortalece suas bases eleitorais. O governo tenta preservar algum controle fiscal. A direita enfrenta uma disputa interna silenciosa sobre liderança e sucessão. E o Centrão amplia ainda mais seu poder de arbitragem política.
PLANEJAMENTO – O risco dessa antecipação permanente é institucional. Quanto mais cedo o sistema político passa a operar exclusivamente sob lógica eleitoral, menor tende a ser o espaço para planejamento de longo prazo, racionalidade fiscal e construção de políticas estruturais.
O Brasil entra, assim, numa fase de forte fragmentação de poder. O Congresso se fortalece, o Executivo perde capacidade de coordenação plena e os partidos reorganizam suas estratégias já mirando 2026. No centro desse processo está o Orçamento — transformado, cada vez mais, em instrumento de sobrevivência política, disputa eleitoral e consolidação de poder.
Pensam em seus desassemelhados?
O que acontece aqui é um reflexo do nível de nossos politicos e de nossa cultura, somos ainda um país do terceiro mundo
Ralamos o ano tudo pra sustentar esta súcia de inúteis, tendo à frente Lula, que apresenta estes resultados:
1. Educação
📊 Posição: ~60–70/80 (PISA – OCDE)
➡️ Baixo desempenho global e alta desigualdade interna.
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2. Infraestrutura
📊 Posição: ~70–100/140 (World Economic Forum)
➡️ Gargalos logísticos e déficit em saneamento.
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3. Estado democrático
📊 Posição: ~40–60/167 (EIU Democracy Index)
➡️ Democracia “imperfeita”, com fragilidades institucionais.
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4. Tecnologia e inovação
📊 Posição: ~50–70/130 (WIPO – Global Innovation Index)
➡️ Ciência razoável, inovação produtiva limitada.
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5. Criminalidade (homicídios)
📊 Posição: entre os ~20 mais violentos do mundo (UNODC)
➡️ Altas taxas de homicídio e violência urbana.
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6. Desigualdade de renda
📊 Posição: top 10–20 mais desiguais (Banco Mundial – Gini)
➡️ Forte concentração de renda estrutural.
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7. Desenvolvimento humano
📊 Posição: ~70–90/190 (PNUD – IDH)
➡️ Desenvolvimento intermediário global.
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8. Eficiência estatal (governança)
📊 Posição: percentil ~50–60 (World Bank)
➡️ Capacidade estatal mediana-baixa.
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9. Desigualdade de gênero
📊 Posição: ~80–100 (PNUD)
➡️ Diferenças persistentes em renda, poder e violência.
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10. Desigualdade racial
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores contrastes raciais estruturais das Américas (IBGE).
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11. Desigualdade regional
📊 Sem ranking global direto
➡️ Um dos maiores desequilíbrios internos do mundo (IBGE).
Como um presidente inútil deste é idolatrado e pode ser eleito de novo?
Uma das explicações:
Educação
📊 Posição: ~60–70/80 (PISA – OCDE)
➡️ Baixo desempenho global e alta desigualdade interna.
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Lula é marxista, criou, mantém o lumpesinato como descrito por Marx:
A teoria marxista do lumpemproletariado foi desenvolvida principalmente por Karl Marx e Friedrich Engels.
O termo aparece em obras como O 18 Brumário de Luís Bonaparte.
O que é o lumpemproletariado?
Para Marx, o lumpemproletariado é a camada mais marginalizada e desorganizada da sociedade, composta por pessoas fora do trabalho produtivo regular. Exemplos citados por ele incluem:
• mendigos;
• criminosos;
• aventureiros;
• prostitutas;
• vagabundos;
• desempregados permanentes;
• pessoas vivendo de atividades informais ou ilícitas.
Diferença entre proletariado e lumpemproletariado
Proletariado
• Trabalhadores assalariados;
• Produzem riqueza no sistema capitalista;
• Possuem consciência de classe potencial;
• Poderiam organizar uma revolução socialista.
Lumpemproletariado
• Grupo social fragmentado e sem organização política estável;
• Muitas vezes depende de favores, clientelismo ou atividades marginais;
• Segundo Marx, poderia ser facilmente manipulado por elites políticas ou econômicas.
Ideia central de Marx
Marx considerava o lumpemproletariado uma classe social pouco confiável politicamente.
No O 18 Brumário de Luís Bonaparte, ele argumenta que Napoleão III utilizou setores marginalizados para apoiar um governo autoritário.
Críticas modernas
Diversos autores marxistas posteriores discordaram parcialmente de Marx:
• Alguns afirmam que marginalizados também podem desenvolver consciência política;
• Outros consideram o conceito excessivamente preconceituoso;
• Há debates atuais sobre relação entre exclusão social, desemprego estrutural e dependência econômica.
Uso atual do termo
Hoje, “lumpemproletariado” é usado em debates políticos e sociológicos para descrever:
• massas excluídas do mercado formal;
• populações extremamente precarizadas;
• grupos dependentes de economias informais ou assistencialismo estatal.
O termo costuma ser polêmico porque pode soar pejorativo dependendo do contexto.
ChatGpt
Lula não é um molusco, é um fungo que nasce e cresce alimentando-se da miséria e da ignorância do lumpesinato que criou, mantém e explora.
Seu voto vem dos miseráveis e dos grotões que sua incompetência gera e faz crescer.