
Charge do Nani (nanihumor)
José Perez
Ao analisar os últimos 100 anos da política brasileira, citando cada presidente ou ditador desde Artur Bernardes, que entregou o poder em 2027, o jornalista Carlos Newton fez nesta quinta-feira uma triste constatação sobre o avanço da prática da corrupção na política, mas não se referiu ao reflexo desse fenômeno no dia-a-dia dos brasileiros.
Desde o mensalão, no primeiro governo de Lula e do PT, a corrupção dos governantes – e políticos em geral – passou a dominar o noticiário da imprensa e as redes sociais. Como o exemplo vem de cima, consolidou-se uma cultura das transgressões, que sempre existiu, pois falhas de caráter são permanentes no homo sapiens, mas agora chegamos a um limite intolerável.
PRODUTO EM FALTA – Todos (ou quase todos) querendo levar vantagem. Não há a mínima coesão social. Um brasileiro não se identifica com o outro. Pode-se dizer, sem medo de errar, que a honestidade é um produto em falta entre os cidadãos de todas as camadas sociais, sem exceção.
Tente consertar um armário ou instalar um aparelho de ar-condicionado, como é o meu caso aqui em Brasília. Todos os profissionais que anunciam serviços na internet e foram chamados para fazer orçamento, sem exceção, todos tentaram me enganar.
Para começar não perguntam sobre o serviço em si, sempre indagam em qual bairro será prestado. Depois vem a criação de dificuldades em sequência, para então dar um preço exorbitante. Para fazer manutenção do meu automóvel, tenho que levá-lo bem longe, até depois do chamado Parque da Água Mineral, uma reserva ecológica que virou ponto turístico. Conheço uma oficina mecânica lá, onde os donos não me exploram.
OUTROS EXEMPLOS – Recentemente, precisei de assessoria jurídica. Os dois advogados que procurei, pensando que eu seja absolutamente ignorante no assunto, me deram até informações falsas e orientações erradas para cobrar o máximo possível, sendo que um deles é ex-delegado federal e o outro ex-promotor de justiça. Ou seja, ambos têm altas aposentadorias que lhes permitem uma vida confortável, sem precisar explorar os clientes.
Presenciei à noite um furto de um bueiro de metal na semana passada e vi que havia uma viatura parada no Setor Hospitalar Sul. Corri até os policiais e relatei a situação, inclusive apontando o ladrão que ainda estava próximo.
Os dois policiais, que estavam assistindo futebol pelo celular com fones de ouvido, me responderam que eram obrigados a ficar naquele local para dar proteção a uma autoridade e não podiam sair. Assim, pediram que eu ligasse para 190 e aguardasse a viatura da ronda. Pode isso?
TRÊS PODERES – A situação está fugindo ao controle, a meu ver porque os três Poderes apodreceram simultaneamente. Ninguém investiga nem pune os integrantes das elites sociais. A impunidade dos poderosos está na imprensa e nas redes sociais, incentivando as demais camadas a entrarem na farra da enganação mútua.
O recente jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal diz muita coisa sobre nossa atual situação. Ele reuniu o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, a pretexto de conciliar interesses. E chamou o ministro Cristiano Zanin para presenciar o conluio.
Assim, quando o exemplo acintosamente vem de cima, como evitar a corrupção no andar de baixo?
O pior é a exploração vil da Indústria da Miséria e da Exclusão, mantida pela inépcia programada da jacuzada pra desenvolver o país.
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Repte-se as mesmas “qualidades” do coronelato da República Velha e seu domínio dos grotões e da miséria.
Trata-se da Velha República Tardia.
Solução: ressuscitação da sociedade civil a la Diretas Já e nova Constituição.
O que pode acontecer com o mais que provável impeachment do jacu de gaiola, caso seja reeleito.
Eu gostaria que esse cara desse nome aos bois. Pois, tudo quase o que acontece agora é culpa das elites. Acho que grande parte das pessoas que estão nessa classe são pessoas honestas. O que está levando esse Paira o buraco é a classe política e algumas áreas do judiciário. Quantos corruptos foram presos e afastados. Ontem li que o toffoli limpou a barra de um ex-presidente peruano
Estamos detonando o robô Jaco, porque não sabe dialogar sem ofender os outros
Carlos Newton
Na vida tudo tem limites, inclusive minha paciência para aturar desaforos. Aqui no Blog, temos poucas regras. Não aceitamos palavrões nem ofensas a ninguém, inclusive aos articulistas e comentaristas. Assim, é fácil conviver por aqui.
Mas há quem não aceite opiniões contrárias e ofenda os demais participantes que não comunguem as mesmas ideias e teses.
DISSE JACO – O comentarista que se assina Jaco é um robô do PT que passou os limites e ofendeu justamente o editor do blog, na seguinte postagem:
Qualquer pessoa com o mínimo de informação,sabe quem são os aliados do Flávio Bolsonaro. Nem vou perder meu tempo.
O CN, no RJ, apoia essa rapaziada….gente de bem…que paga em dinheiro e faz o bem protegendo as pessoas… mediante a pagamento é claro. Ninguém é de ferro.
CN é um pessoa de bem,temente a Deus e desapegado.
Quase uma Madre Teresa de Calcutá.
DESCARTÁVEL – Essas coisas as pessoas como Jaco falam de longe, fica fácil. Não ligo a mínima para idiotas como ele, que não me conhece e não sabe que sou mais perverso do que Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, somados.
Então, com um prazer quase sexual, estou deletando do blog esse imbecil, que é um robô pago pelo PT para passar o dia inteiro lendo a Tribuna, é um reles viciado em opinar e vai ter de arranjar outro espaço para vomitar suas depressões.
E vamos em frente, sempre respeitando a opinião dos outros.