
Charge do Cazo (Arqivo do Google)
Pedro do Coutto
A queda da medida provisória que previa a taxação dos mais ricos para equilibrar as contas públicas em 2025 expôs, mais do que uma fraqueza fiscal, uma fragilidade política do governo. Em um orçamento de R$ 5,9 trilhões, a arrecadação adicional de R$ 46,5 bilhões — menos de 1% do total — dificilmente seria decisiva para a estabilidade financeira do país.
Ainda assim, a proposta naufragou diante de resistências no Congresso e da pressão de setores privilegiados, transformando o episódio em um símbolo da dificuldade brasileira de enfrentar desigualdades estruturais com coragem política.
DEBATE – O valor envolvido pode parecer pequeno, mas o debate que ele suscita é gigantesco. A questão central não é contábil, e sim simbólica: quem deve pagar a conta do Estado? Enquanto a população sente o peso dos impostos indiretos sobre o consumo, os grandes patrimônios continuam pouco afetados por uma tributação realmente progressiva.
Quando o governo propôs que as camadas de renda mais alta contribuíssem mais, enfrentou uma barreira que transcende partidos — um pacto silencioso de manutenção de privilégios. Assim, a derrota da MP mostrou que o poder econômico ainda dita os limites da política tributária no Brasil.
Do ponto de vista técnico, é difícil sustentar que R$ 46,5 bilhões inviabilizariam o orçamento. Ainda mais considerando que a dívida pública ultrapassa R$ 9 trilhões e que o custo com juros — resultado de uma taxa básica em torno de 15% — consome mais de um trilhão por ano.
ARGUMENTO – Mesmo assim, o argumento da “responsabilidade fiscal” foi usado para frear a proposta, revelando uma contradição histórica: o país que aceita pagar juros reais acima de 10% se recusa a cobrar um pouco mais dos que concentram a riqueza. A economia, portanto, não derrubou a MP — foi a política, em sua face mais conservadora e previsível.
A derrota também evidencia as tensões na relação entre Executivo e Congresso. Lula, que vinha em trajetória de recuperação de popularidade após a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda e a aproximação diplomática com Donald Trump, sofreu um revés dentro de casa.
A base aliada fragmentou-se, e o governo mostrou fragilidade na articulação política. Ainda assim, o estrago não parece irreversível: medidas alternativas podem surgir, seja por via legislativa, seja por ajustes pontuais em tributos sobre lucros, dividendos e ativos financeiros. O desafio é reconstruir consenso sem abrir mão do princípio da justiça fiscal.
MENSAGEM – Mais profunda, porém, é a mensagem que o episódio transmite à sociedade. O Brasil continua sendo um país em que o tema da tributação dos mais ricos é tratado como tabu, como se questionar a desigualdade fosse uma ameaça à estabilidade. O medo político de enfrentar esse debate enfraquece o pacto social e alimenta a descrença nas instituições. No fundo, a queda da medida não é apenas uma derrota de Lula — é um lembrete de que o país ainda não conseguiu alinhar seu discurso de desenvolvimento com uma prática de equidade.
Em um cenário de juros altos, dívida crescente e demandas sociais urgentes, o caminho para o equilíbrio fiscal não passa apenas por cortes ou ajustes simbólicos, mas pela coragem de reequilibrar quem paga e quanto paga.
A medida provisória que caiu poderia ter sido um pequeno passo nessa direção. Sua derrota, no entanto, serve como alerta: o Brasil precisa decidir se quer continuar refém do medo político ou se está pronto para discutir, com maturidade, o custo de sua própria desigualdade.
Pois é. E os que votaram contra ou que trabalharam pela derrubada da MP, como o governador de SP, alegam que foi para evitar aumento de impostos aos mais pobres. Me engana que eu gosto.
E depois não sabem porque Lula está subindo nas pesquisas.
A derrota da taxação dos mais ricos na Câmara dos Deputados, reflete a antecipação da eleição geral e principalmente de presidente da República em 2026.
Bolsonaro deu ordens na visita de Tarcísio no dia 29/09, na mansão de Bolsonaro, preso em domiciliar em Brasília para o governador lugar para deputados recomendando o voto contra.
Caiado, Zema e Ratinho Júnior também fizeram pressão, entretanto, o governador Tarcínico foi o mais eficiente, porque ligou para todos os deputados do Centrão e para os presidentes do União Brasil ( Antônio Rueda) corrupto notório, Ciro Nogueira do PP( Progressista) e o pastor Marcos Feliciano do Partido Republicano.
Esta ação de Tarcínico é uma prova cabal, de que o governador é candidato a presidente e que mente deslavadamente quando vem a público afirmar que seu objetivo é concorrer a mais um mandato de governador.
Nenhuma dessas figuras políticas, no mau sentido do termo, não tem nenhum compromisso com o equilíbrio fiscal, querem na verdade o Poder a qualquer custo, sem compromisso com a melhoria das condições de vida do povo brasileiro.
A Organização Petista extorque a Sociedade pra satisfazer seus interesses escusos e os escabrosos das oligarquias cleptopatrimonialistas.
Extorque , extorque e mesmo assim faz que a Dívida cresça exponencialmente.
A Lava Jato mostrou que este kô de ser contra azelites é estelionato.
https://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/03/7-bilionarios-afetados-pela-lava-jato-tem-patrimonio-total-de-r-288-bilhoes.html
Lula odeia e quer extorquir as elites que seguram a onda da Economia e produzem efetivamente. Esta do lado sas elites cleptopatrimonialistas das quais é nero office-boy. Inútil, improdutivo e incomprtenre como elas
O que acha das elites produtivas e que não vivem da corrupçãoe assalto do povo.
https://veja.abril.com.br/coluna/radar/parte-do-agro-e-fascista-diz-lula/
Este Lula é um estorvo, a maior farsa da História, que quer que permanecemos na Idade da Pedra Lascada.
Pilantra!
Prum analfabeto em Economia, que diz que seus livros estão superados, exigir que saiba o que é a Curva de Lafer, chega a ser covardia.
https://blocktrends.com.br/noruega-aumenta-impostos-curva-laffer-taxar-bilionarios/
Ótima matéria, o Pedro do Coutto tem razão e mostrou a realidade, a sociedade tem que ter coragem e enfrentar esse desafio de frente e para isso tem que pressionar os políticos.
“..Careca do INSS comprou prédio de R$ 4 mi à vista quatro anos após financiar lote de R$ 109 mil..
Sr. Pedro
Algumas dúvidas da 4a Série….
O Careca do INSS é um rico ou um pobretão.??
E o Frei, também careca, irmão do Narcola, é um rico ou pobretão que não tem onde cair morto, como se dizia antigamente..
PS.
A turma da 4a. série fica me pedindo para fazer essas perguntas….
aquele abraço
INSS: sindicato que tem irmão de Lula arrecadou R$ 259 milhões desde 2019
Investigação da PF apontou aumento da arrecadação de R$ 17 milhões em 2019 para R$ 90 milhões em 2023
Sr. Pedro
Esta noticia é melhor o Sr. ler com o cinto de segurança na cadeira para não ter problemas.
Sindicato ligado a irmão de Lula movimentou R$ 1,2 bi em 6 anos, diz Coaf…
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2025/10/02/sindicato-ligado-a-irmao-de-lula-movimentou-r-12-bi-em-6-anos-diz-site.htm?cmpid=copiaecola
O senhor Pedro é o nosso Homer Simpson, que é o dono das ripas, sendo assim é ele que escolhe em qual cacunda vai dar ripadas e em qual vai passar o pano.
Hehehe.