Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump reduz pressão interna sobre sucessão da direita

7 thoughts on “Encontro de Flávio Bolsonaro com Trump reduz pressão interna sobre sucessão da direita

  1. Foto de araque com Trump não livra Flávio do Master

    Flávio Rachadinha foi a Washington para tentar virar a página da crise desencadeada em sua pré-campanha pela descoberta das relações de “irmão” com Daniel Vorcaro.

    Volta com uma foto ‘protocolar’ ao lado de Trump (sentado), mas longe de conseguir virar a página de um roteiro bem mais intrincado que o de “Dark Horse”, a produção alegadamente milionária sobre a vida de seu pai.

    Para conseguir o encontro na Casa Branca, Flávio contou com a ajuda do time avançado do bolsonarismo nos States, integrado por Dudu Bananinha e Paulo Figueiredo.

    A viagem também parece ter sido providencial para a turma alinhar as versões até aqui completamente desencontradas para o repasse de pelo menos R$ 61 milhões (ou US$ 10 milhões) de Vorcaro ao pré-candidato do PL.

    Mas, como nem tudo na política se resume a uma operação para foto, como parece acreditar o comitê de gestão de crise bolsonarista, a realidade teima em impedir que a família mude de assunto na marra.

    A fotografia mandrake com Trump acabou chegando no dia em que a Polícia Federal voltou a bater à porta do ex-governador do Rio Cláudio Castro, aliado do clã e responsável, segundo as investigações, por viabilizar politicamente uma operação que destinou pelo menos R$ 2 bilhões da Rioprevidência a papéis e fundos do Master.

    — Tudo em contexto de crescente dificuldade do banco, diante de aparente crise de liquidez, tornando essencial a captação de aplicações junto a RPPSs e de substituição de instrumentos por novos produtos financeiros — conforme sustentou a PF.

    O clique de araque com Trump fora da agenda oficial também ocorreu um dia depois de o dono do PL, Valdemar, dizer com a maior tranquilidade na GloboNews que Flávio visitou Vorcaro em São Paulo em 2025 “para ver se conseguia o restante do dinheiro” prometido pelo banqueiro para o filme, nada menos que outros R$ 73 milhões.

    A operação Casa Branca não resolve o problema central: a quantidade de perguntas sem resposta aumenta a cada dia. E a lista agora ganha um apêndice nada trivial com os detalhes do capítulo Rioprevidência, cujos ingredientes Flávio tentou afastar numa de suas primeiras versões:

    – O aporte de fartas quantias de dinheiro público — no caso dos beneficiários da instituição, no esquema de Vorcaro.

    A conclusão de que o Q.G. bolsonarista se enrola em versões desencontradas está consolidada mesmo entre eleitores que ainda buscam alternativa a Barba.

    Tanto é que os demais pré-candidatos que tentam pescar no aquário da direita têm tentado, de forma bem desajeitada, se beneficiar dessa sensação disseminada.

    Além disso, por mais que se tente espremer o limão seco da entrada relâmpago na sala de Trump, para tirar uma foto, ainda existe uma realidade incômoda para a intrépida trupe:

    – Os recentes encontros do republicano com Barba foram oficiais, mais produtivos e mostraram um recuo estratégico do governo dos Estados Unidos da defesa ideológica mais aguerrida do bolsonarismo.

    Para um movimento político que se alimenta antes de tudo de comunicação direta e de alto impacto imagético, a montanha pode ter parido um rato. Mesmo porque a foto de araque rendeu memes nada edificantes para Flávio.

    Assim como é ilusório imaginar que o caso está encerrado, continua prematuro decretar um dano irreversível para sua pré-candidatura.

    A troca no comando de comunicação da campanha trouxe novos profissionais para cuidar do marketing do pré-candidato do PL.

    Mas fica evidente que não bastará inventar um factoide, mesmo internacional, nem vetar perguntas sobre o assunto Vorcaro, como fizeram questão de impor na breve coletiva em Washington, para que o tema suma por mágica. Ele está mais latente e com maior capilaridade do que nunca.

    Fonte: O Globo, Política, Opinião, 27/05/2026 01h15 Por Vera Magalhães

    • E também a fotografia do post não é a deste encontro; Eduardo não esteve presente nem foi fotografado junto com Trump, É uma fotografia anterior; a real mostra apenas o Flávio, de pé, atrás do Trump, que está sentado. O que, aliás, deixa sérias dúvidas sobre a pretensa duração do encontro, porque se tivesse demorado mais do que uns poucos minutos o Flávio teria ter se sentado também.

  2. Mais um factoide de Flávio Rachadinha; desta vez em Washington.

    Produzir factoide é uma especialidade da famiglia, agora reconhecida internacionalmente, inclusive.

    • “Mais um factoide de Flávio Rachadinha; desta vez em Washington.

      Produzir factoide é uma especialidade da famiglia, ‘habilidade’ agora reconhecida internacionalmente, inclusive.”

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