
Marques quer que institutos informem local das entrevistas
Gustavo Zeitel
Folha
Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que a divulgação prévia dos bairros onde ocorrem as pesquisas eleitorais pode provocar insegurança jurídica e a contaminação político-partidária nas sondagens. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, prepara um novo modelo de registro para pesquisas eleitorais, em que os institutos têm de detalhar o local das entrevistas e o perfil do eleitor entrevistado.
Kassio sinalizou a interlocutores que considera o protocolo atual genérico. Ele argumenta que quer ampliar a transparência do processo, com a divulgação de tais dados à população. No formulário atual, enviado para registro no TSE, os institutos devem informar, entre outros dados, o número de entrevistas, o percentual de homens e de mulheres entrevistados e qual a faixa etária deles.
CENSURA – A iniciativa de agora é mais um capítulo de uma investida de Kassio sobre o tema, após uma decisão que censurou um levantamento Atlas/Bloomberg e a proposta de um “selo de acurácia” para os institutos que publicarem pesquisas com resultados próximos ao apurado nas urnas.
Segundo o advogado eleitoralista Helio Silveira, a ideia de Kassio poderia ter sido discutida antes, uma vez que o processo eleitoral já está em curso, com as convenções partidárias. “Se divulgo previamente o local, as campanhas e as pessoas mal intencionadas podem influenciar o resultado da pesquisa”, avalia Silveira.
Para ele, deve-se evitar a mudança brusca do regramento às vésperas do pleito, reunindo um corpo técnico para discutir o tema no ano que vem, quando não há eleição. O projeto de Kassio envolve a apresentação das informações de cada pesquisa em um “layout”, a ser disponibilizado no site do TSE.
JUSTIFICATIVA – Em discussões com a sua equipe, o presidente da corte tem dito que o formulário é uma iniciativa simples de aperfeiçoamento e que não haverá interferência do tribunal no mérito das pesquisas, exceto em casos de judicialização. O ministro tem afirmado que os institutos precisam justificar, por exemplo, eventuais casos em que a amostra de eleitores é entrevistada em uma determinada área geográfica, e não em outra.
Se a pesquisa for realizada apenas numa região específica de um estado, essa informação precisa ser tornada pública, ele argumenta. A advogada eleitoralista Isabel Mota afirma entender as intenções do ministro e afirma ser necessário democratizar o conhecimento sobre como as pesquisas são realizadas.
Nesse sentido, concorda com a necessidade de aperfeiçoar o formulário, embora tenha dúvidas se agora é o momento ideal. “Fazer isso agora traz mais insegurança jurídica”, diz Mota, para quem a obrigação de justificar a escolha dos bairros não encontraria amparo na legislação eleitoral vigente.
TRANSPARÊNCIA – Na visão dela, o TSE deveria tornar transparente o perfil do eleitorado e exigir ampliação da amostragem das pesquisas. Em contraste, a advogada eleitoralista Maíra Recchia afirma que o atual formulário não é genérico e que contempla os dados necessários à transparência da pesquisa. Recchia lembra que o formulário deve ser registrado e que há mecanismos para impedir divulgação de uma sondagem em desacordo com as regras.
“A legislação eleitoral avançou muito. Nós temos uma Justiça Eleitoral atenta. Quando você recorta isso para bairros, a minha preocupação é uma ingerência local na manifestação daquele eleitorado”, afirma a advogada, acrescentando que o momento político do país não requer mudanças repentinas nas regras.
“Acabamos de sair de uma tentativa de golpe, temos um ex-presidente preso, assim como integrantes do alto comando do Exército. Acho perigoso termos essa mudança neste momento”, diz Recchia.
INTERFERÊNCIA – Segundo a advogada, a divulgação prévia dos bairros pode favorecer a atuação do crime organizado, que alicerça a sua atuação no controle de territórios. Nesse sentido, criminosos poderiam macular as pesquisas.
“Tudo já é extremamente transparente, você enxerga a metodologia, o atual formulário traz um mapa bem desenhado da pesquisa. Identificar o bairro é perigoso, e a Justiça Eleitoral já tem essa preocupação do crime organizado.”
Curiosidades da Terra:
A Ford reforçou sua equipe com cerca de 350 especialistas depois de perceber que a inteligência artificial ainda não alcançava a experiência humana em certas análises de qualidade.
Mesmo processando milhões de dados rapidamente, a tecnologia deixava passar problemas complexos. Por isso, veteranos e antigos colaboradores voltaram a revisar projetos e identificar falhas antes que os veículos cheguem aos clientes.
A experiência desses profissionais também está sendo compartilhada com os mais jovens e usada para treinar a própria IA com situações reais.
A Ford não abandonou a tecnologia. Apenas confirmou que os melhores resultados aparecem quando a velocidade das máquinas se une ao discernimento humano. Afinal, analisar milhões de informações é uma coisa; reconhecer qual detalhe realmente importa é outra.
Fonte: The Next Web – Ford had to rehire 350 engineers after its AI got vehicle quality wrong.
Se ocorrer uma mudança que favoreça o sistema os jornalistas da Folha aplaudirão freneticamente.
Mazariegos Rodas
A verdade é que os EUA 🇺🇸 e Israel 🇮🇱 não querem que isso seja conhecido, o Ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, torna isso claro.
O Egito cobra entre $200.000 e $700.000 por cada etapa através do Canal Suez; para grandes navios contêineres ou petroleiros, esta cifra pode ultrapassar um milhão de dólares.
A Turquia cobra uma taxa de passagem através do Porto de Istambul.
O Canadá cobra uma taxa de passagem pela Estrada de San Lorenzo.
Panamá coleta entre $100.000 e $450.000 por cada etapa; o custo da passagem pelo Canal de Panamá para grandes navios Neopanamax atinge $500.000.
Os EUA cobra uma taxa de passagem pela Estrada de San Lorenzo.
O Irã, por sua parte, se recusou a cobrar taxas de passagem pela Estrada de Ormuz por décadas.
Foi que o “bom” aqui foi o Irã?
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