
Soraya e Bivar integram estratégia governista
Alícia Bernardes
Armando Holanda
Correio Braziliense
O apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à candidatura da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) ao Senado e a presença do deputado federal Luciano Bivar (MDB-PE) como primeiro suplente do senador Humberto Costa (PT-PE) ilustram um fenômeno que marca a corrida eleitoral de 2026: antigos expoentes do bolsonarismo passaram a ocupar espaço nos palanques do presidente.
Ambos estiveram entre os principais nomes ligados à eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, mas romperam com o ex-presidente ao longo dos anos e hoje fazem parte da estratégia política da base governista em diferentes estados.
PRÓXIMA A BOLSONARO – Soraya foi eleita senadora pelo então PSL, partido que impulsionou a candidatura de Bolsonaro ao Planalto. Durante os primeiros anos do mandato, era considerada uma das vozes mais próximas do ex-presidente no Congresso. A relação, no entanto, começou a se desgastar antes das eleições de 2022.
Naquele ano, deixou a legenda, concorreu à Presidência da República pelo União Brasil e adotou um discurso cada vez mais crítico ao antigo aliado. Após a vitória de Lula, participou da cerimônia de posse do petista e passou a apoiar parte da agenda do governo, movimento que culminou, neste ano, com sua filiação ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, e com o apoio formal de Lula à sua candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul.
Nos bastidores do PT, dirigentes afirmam que a aproximação não ocorreu de forma automática. Integrantes da cúpula do partido relatam que houve uma avaliação sobre a trajetória recente da senadora e prevaleceu o entendimento de que Soraya passou a demonstrar convergência com pautas defendidas pelo governo, sobretudo na defesa das instituições democráticas e na relação com o Congresso. Interlocutores do Planalto também observam que a aliança amplia o campo político de Lula em um estado historicamente favorável ao bolsonarismo e ajuda a consolidar uma frente mais ampla para a disputa deste ano.
ROMPIMENTO – Outro personagem emblemático dessa reconfiguração é Luciano Bivar. Presidente nacional do PSL durante a campanha de 2018, ele foi um dos principais responsáveis por viabilizar a candidatura de Bolsonaro ao Planalto. O rompimento ocorreu ainda no primeiro ano do governo, em meio à disputa pelo controle da legenda e do fundo partidário.
Desde então, afastou-se do ex-presidente e passou a defender um posicionamento mais ao centro. Em entrevista ao Correio, Bivar afirmou que votou em Lula no segundo turno de 2022 por entender que aquele era “o caminho” que desejava seguir politicamente. Segundo o parlamentar, Bolsonaro promoveu uma guinada “muito à extrema-direita”, enquanto sua posição permaneceu ligada ao centro.
A nova posição de Bivar ganhou dimensão eleitoral em Pernambuco. Convidado para ser primeiro suplente de Humberto Costa, o deputado passou a integrar o mesmo palanque do presidente Lula e da candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo estadual.
FRENTE POLÍTICA – Aliados do senador afirmam que a escolha foi construída para ampliar o diálogo com setores moderados e fortalecer a composição entre PT, PSB e MDB. Na avaliação de dirigentes petistas, a presença do ex-presidente do PSL ajuda a sinalizar uma frente política mais ampla, capaz de atrair eleitores que já estiveram próximos do bolsonarismo, mas romperam com o movimento ao longo dos últimos anos.
Se, para o governo, essas adesões simbolizam a capacidade de ampliar alianças além da esquerda tradicional, para aliados de Jair Bolsonaro, elas representam exemplos de abandono do projeto político que levou a direita ao poder em 2018. Parlamentares da oposição classificam os movimentos como fruto de conveniências eleitorais e afirmam que antigos aliados trocaram as bandeiras conservadoras por espaço nas chapas governistas.
Já interlocutores de Soraya e Bivar rejeitam essa leitura e sustentam que ambos mudaram de posição por divergências políticas e pela defesa de um campo mais moderado. A presença dos dois nos palanques de Lula evidencia como a eleição de 2026 consolidou um redesenho das forças políticas iniciado após o fim do governo Bolsonaro, com antigos protagonistas do bolsonarismo ocupando hoje espaço na coalizão que sustenta o presidente da República.
O dinheiro compra tudo, e nossos políticos são fáceis de comprar
Campanha de Flávio troca marqueteiro pela 2ª vez após crises: Duda Lima assume posto
Oltramari e Fischer deixam a campanha após pouco mais de dois meses no comando da comunicação.
O problema, no caso, não seria de marqueteiros, mas do ‘marquetado’.
“Aldo Rebelo é anunciado como coordenador de campanha presidencial de Ronaldo Caiado.
Ex-ministro aceitou o convite após ter a candidatura ao Planalto negada pelo Democracia Cristã.”
Se ele coordenar mesmo pra valer, Caiado vai dos atuais 4% de intenção de voto para 3%, depois 2%, depois 1% e traço.
Barba falou merda na hora errada
“Na sexta-feira, ao visitar a Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), empresa responsável por desenvolver sistemas de defesas espaciais, Lula disse que o Brasil precisa investir mais nas Forças Armadas e na defesa nacional como um todo, porque “há loucos pelo mundo querendo fazer guerra”.
Em seguida, tratou da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 a 1870:
— E a gente não pode se esquecer que, embora a gente só gosta de paz, a gente seja de paz, a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu Uruguai, ao mesmo tempo invadiu Argentina.
E aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos — afirmou.”
Lembrete:
Os EUA não são amigos de quem quer que seja e muito menos tem amigos , onde seus interesses se sobrepõe aos demais , ou seja , se os EUA decidirem atacar o Brasil ou outro país qualquer , achando que seus interesses foram ou estejam sendo contrariado , ele não hesitará em faze-lo , principalmente por contar com o apoio dos nacionais internos da 5ª coluna ” Brasileiros ” , traidores e lesa-pátria , sendo que muito me admira o almirante Marcos Sampaio Olsen , comandante da Marinha , desconhecer esses fatos .