
Gonet é citado 24 vezes no relatório da PF
Rafael Moraes Moura
Yago Godoy
O Globo
Mencionado 24 vezes no relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, provocou incômodo e constrangimento entre colegas do Ministério Público Federal (MPF) ao decidir comparecer pessoalmente à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15) que pode resultar na abertura de uma investigação contra o ministro.
No início do mês, Gonet defendeu a nulidade do relatório em que é citado, posição que deve ser reforçada ao longo do julgamento. Para o chefe do MPF, o relator do caso Master, André Mendonça, excedeu os limites de sua competência, ao pedir a confecção do relatório sem obter antes um aval do plenário do STF.
PRESENTE NA SESSÃO – Após pressão dos pares, algumas manifestações da PGR no caso foram assinadas pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, mas Gonet decidiu mesmo assim comparecer à sessão. “A presença do Gonet no julgamento provoca incômodo da classe inteira, de cima a baixo. A classe o considera impedido”, disse um integrante da cúpula da PGR ouvido reservadamente pela equipe da coluna.
Um outro membro da PGR aponta que, segundo o Código de Processo Penal, aos membros do Ministério Público se “estendem as prescrições relativas à suspeição e aos impedimentos dos juízes”.
No último dia 4, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu abrir um procedimento interno para analisar as mensagens extraídas do celular de Vorcaro atribuídas a Gonet. O procurador-geral da República foi indicado e reconduzido à chefia do MP com o lobby de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, de quem foi sócio no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).
CHARUTO E UÍSQUE – Numa das mensagens obtidas pelos investigadores, Gonet falou sobre a intenção de fumar charuto e beber uísque Macallan com o banqueiro em Londres. O encontro seria na segunda edição de um Fórum Jurídico patrocinado pelo Banco Master na Inglaterra, em 2025, que acabou sendo cancelado.
No ano anterior, Gonet esteve na primeira degustação bancada por Vorcaro, que também contou com as presenças do ministro Alexandre de Moraes e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. As mensagens de Gonet foram enviadas a Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, que as encaminhou para Vorcaro.
“SAUDADE” – No dia 28 de março de 2025, Soares enviou para Vorcaro uma mensagem em que Gonet diz “estar com saudade” do banqueiro. O ex-defensor do Master, ao encaminhar a mensagem, diz que o procurador-geral o “adora”. “Agradece muito o carinho. Saudades dele, vamos marcar de estar juntos”, responde Vorcaro a Soares, falando sobre a relação com Gonet.
Antes disso, no dia 15 de março, Soares enviou uma foto a Vorcaro ao lado de Gonet. “Liga aqui, ele quer falar com você”, escreveu ao banqueiro. As ligações ocorreram poucos minutos depois, de 57 segundos, 27 segundos, 17 segundos e três minutos e 49 segundos.
“Grupo” de Alexandre de Moraes
O “grupo” ou ala de ministros aliados a Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), frequentemente mencionado na mídia durante crises e votações sensíveis, costuma ser integrado por nomes influentes da Corte como Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além de contar com o trânsito político e articulações próximas de ministros como Dias Toffoli.
Gilmar Mendes: Atua como principal decano e voz de defesa política do grupo nos embates públicos do plenário.
Flávio Dino: Participa ativamente das questões de ordem e contrapontos nas discussões com a presidência e alas opositoras.
Cristiano Zanin e Dias Toffoli: Destacam-se nos bastidores na condução ou acesso a documentos e análises de materiais sensíveis de inquéritos.
Esse grupo atua de forma coesa nas articulações de plenário para gerenciar crises institucionais, influenciar quóruns e barrar avanço de investigações contra integrantes da própria Corte.
Coletânea dos cadáveres morais ambulantes.
A Cara do Demônio Gono diz tudo…..
Como disse o Narcoladrão “se deve, tem que pagar..”
PS.
Aliás, um não pagou e foi morar na Espanha, vivendo uma vida melhor do que Sultão das Árabias,
segundo o faccionado soça-comuna patético patife canalha…
“..vive em “condições precárias””.