Namorada desiste do noivado em Roma e abandona Vorcaro definitivamente

Namorada 'stalkeada' por Vorcaro nas redes sociais curte dias em NY e Miami

Vorcaro e Martha iam noivar numa festa de R$ 200 milhões

Deu no Estadão 

A influenciadora Martha Graeff, que namoradva de Daniel Vorcaro, contratou nova assessoria e um advogado. A equipe, que afirma ter havido rompimento do relacionamento há alguns meses, procurou veículos de imprensa para informar que ela não tem nada a ver com o Banco Master, o contato entre ambos ocorria principalmente à distância, garantindo que Martha Graeff e Vorcaro já não mantinham o namoro “há alguns meses”.

“Martha vive fora do Brasil há cerca de 20 anos, atualmente em Miami, e também não vai ao Brasil há alguns meses”, diz o comunicado.

NEGÓCIOS À PARTE – A influenciadora também afirma ausência de relação com os negócios do banqueiro, hoje sob investigação.

“As mensagens que vêm sendo mencionadas publicamente referem-se a conversas privadas trocadas durante o período em que estavam em um relacionamento, em um contexto estritamente pessoal, como qualquer casal que compartilha aspectos do seu dia a dia. Martha nunca participou ou teve qualquer envolvimento com os negócios ou atividades profissionais de Daniel Vorcaro”, diz uma nota da assessoria.

Em manifestação separada, o advogado Lúcio de Constantino afirma haver constrangimento diante da exposição das mensagens. O defensor também menciona adoção de medidas judiciais e extrajudiciais para proteção dos direitos da cliente.

NOIVADO EM ROMA – Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo relatou planos de Vorcaro para uma festa de noivado em Roma, na Itália. O projeto incluía um festival com apresentação da banda Coldplay. A proposta previa evento estimado em R$ 200 milhões, com artistas internacionais e ambientação inspirada no filme O Poderoso Chefão.

Mensagens analisadas pela Polícia Federal também indicam planos para o Carnaval no Rio de Janeiro. Em uma conversa, Vorcaro menciona a possibilidade de encontro com Ivanka Trump.

Segundo o diálogo obtido pelos investigadores, Martha teria proximidade com Ivanka: “Ela não para de mandar mensagem sobre o carnaval”.

SEGUNDA PRISÃO – Vorcaro teve a segunda prisão decretada na última quarta-feira (4). Atualmente permanece na Penitenciária Federal em Brasília.

O banqueiro tornou-se alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação sobre suspeitas de irregularidades na gestão do banco.

A Polícia Federal aponta comando de organização criminosa, com existência de “braço armado” e necessidade de prisão para interromper a atuação do grupo.

FORA DA LISTA – Martha Graeff não integra a lista de investigados. O nome passou a circular após divulgação de trocas de mensagens entre ela e Vorcaro encontradas no celular do banqueiro. O aparelho passou por perícia da Polícia Federal.

Nos diálogos aparecem mensagens pessoais e comentários sobre encontros com autoridades. Vorcaro também menciona políticos e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

E seu advogado agora ameaça a imprensa, dizendo: “A Sra. Martha Graeff adotará, com a presteza necessária, todas as providências cabíveis para a salvaguarda de seus direitos, não hesitando em valer-se das medidas judiciais e extrajudiciais pertinentes em face daqueles que venham atentar contra a sua integridade ou privacidade”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O ditado é válido: os ratos abandonam o navio quando está afundando. Por fim, como dizia Vinicius de Moraes, “o amor é a coisa mais triste quando se desfaz”. (C.N.)

Senadores viabilizam CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Banco Master

Instalação de CPI depende do aval de Davi Alcolumbre

Lauriberto Pompeu
O Globo

Um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, atingiu o número mínimo de assinaturas para que o colegiado possa ser instalado. Até o começo da tarde desta segunda-feira, o pedido reuniu o apoio de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o autor do requerimento que quer investigar a conduta dos ministros no escândalo do banco Master. Entre os endossos há uma maioria de senadores ligados à oposição, inclusive Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente. Nenhum parlamentar do PT assina o pedido. O único senador da base governista a endossar o documento foi Flávio Arns (PSB-PR).

AVAL – A criação da comissão de inquérito, no entanto, depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O chefe da Casa Legislativa tem resistido a instalar uma CPI sobre o tema. Uma CPI mista para investigar o escândalo do banco Master também já tem assinaturas, mas está sem perspectiva de ser instalada.

Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota sobre o contrato com o Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário em um inquérito que tramita na Suprema Corte. No texto, o escritório afirma que durante o período do contrato, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, produziu 36 pareceres e fez 94 reuniões de trabalho. A nota afirma que a banca nunca atuou perante o STF.

Por sua vez, Toffoli era o relator no Supremo do caso envolvendo o Banco Master, mas deixou a função em fevereiro após um relatório da Polícia Federal revelar mensagens de Daniel Vorcaro, dono do banco, que faziam citações ao ministro. A relatoria passou para ministro André Mendonça.

Gilmar Mendes dá 72 horas para MP justificar “penduricalhos” salariais

Minha charge de hoje na @folhadespaulo

Charge do Jean Galvão (Folha)

Márcio Falcão
g1 / TV Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, relator da ação que contesta o pagamento de penduricalhos, determinou neste domingo, dia 8, que o Ministério Público do Rio de Janeiro preste informações complementares que comprovem o cumprimento das decisões sobre o pagamento de verbas indenizatórias.

A expressão ‘penduricalho’ é utilizada para se referir a verbas indenizatórias, gratificações e auxílios que são somados ao salário de servidores públicos. Essas gratificações servem para compensar gastos relacionados ao exercício da função ou ressarcir direitos não usufruídos.

SEM JUSTIFICATIVA – Mendes considerou insuficientes as informações prestadas pelo procurador-geral para justificar o cumprimento das determinações anteriores. Por isso, estabeleceu prazo para o MP RJ tem até 72 horas para se explicar.

O Ministério Público terá que detalhar como estão sendo feitos os pagamentos de verbas indenizatórias, inclusive de eventuais valores retroativos autorizados e pagos entre janeiro e fevereiro, com a indicação das datas de autorização e de efetivação dos pagamentos, bem como a documentação que comprove quando a ordem de pagamento foi encaminhada à instituição financeira.

O decano do Supremo reiterou que está vigorando a primeira decisão proferida nos autos, em 23 de fevereiro,  que proibiu imediatamente o pagamento de valores retroativos.

AUTORIZAÇÃO – Apenas em 26 de fevereiro, com o objetivo de harmonizar prazos, foi autorizada a quitação desse tipo de verba, mas exclusivamente em relação a valores que já estivessem regularmente programados para o período correspondente.

No final de fevereiro, Gilmar Mendes determinou que verbas de caráter indenizatório, os chamados penduricalhos, somente podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.

A decisão também definiu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) devem se restringir à regulamentação do que já estiver previsto em lei, com indicação clara da base de cálculo, do percentual aplicado e do limite máximo do benefício.

OUTRO PRAZO – Por meio de liminar, o ministro firmou um prazo de 60 dias para que tribunais e Ministérios Públicos estaduais interrompam o pagamento dos penduricalhos com fundamento em leis estaduais.

Também deu 45 dias para que sejam suspensos os pagamentos instituídos por decisões administrativas ou por atos normativos secundários.

“O pagamento de quaisquer verbas, após os prazos acima assinalados, em desconformidade com a presente decisão consubstanciará ato atentatório à dignidade da justiça e deverá ser apurado no âmbito administrativo-disciplinar e penal, sem prejuízo do dever de devolução de tais valores”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Constituição de 1988 tratou corretamente do assunto e proibiu, terminantemente, o recebimento de qualquer valor acima do teto salarial do serviço público. A preocupação dos constituintes foi tamanha que o respeito ao teto salarial foi fixado em dois dispositivos diferentes. Mas o tempo passou e os juízes forçaram a barra, desrespeitaram a Constituição e iniciaram a rapinagem dos cofres públicos, de forma voraz e indecente. Detalhe importante: todos os penduricalhos ilegais foram autorizados pelo Supremo. Agora, Flávio Dino e Gilmar Mendes entram de sola contra os penduricalhos, justamente num momento em que o STF precisa mostrar serviço, digamos assim. Será coincidência? O assunto é importantíssimo e vamos voltar a ele com detalhes estarrecedores. (C.N.)

Escândalo do Master desmoraliza STF e põe em xeque a liderança de Fachin

A reação de Fachin, a ironia do General e outras frases da semana | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Carolina Brígido
Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) bem que tentou se distanciar do escândalo do Banco Master, mas foi arrastado de novo para os holofotes. A revelação de que Alexandre de Moraes trocou mensagens com Daniel Vorcaro no dia que o banqueiro foi preso pela primeira vez mostra que não há liderança capaz de segurar as rédeas de ministros e devolver credibilidade ao tribunal.

Antes, o Supremo era motivo de críticas pela conduta de Dias Toffoli, que conduzia as investigações e, ao mesmo tempo, tinha no histórico de sua empresa uma milionária movimentação financeira com fundo ligado a Vorcaro. A solução encontrada nos bastidores foi afastar o ministro da relatoria. Agora, a gravidade da situação não mostra uma porta de saída para a crise.

SEM SAÍDA – O presidente do STF, Edson Fachin, terá dificuldade para tirar o tribunal da crise de credibilidade que enfrenta. E Moraes está absolutamente enfraquecido. Não é relator do caso e sequer participará dos julgamentos sobre a fraude financeira, porque integra a Primeira Turma e o processo tramita no colegiado vizinho.

Ainda assim, a falta de reação do ministro diante de provas da relação próxima que mantinha com Vorcaro contamina o Supremo como um todo.

Os diálogos vazados, somados ao contrato milionário da esposa de Moraes com o Banco Master, dificultam ainda mais o trabalho de Edson Fachin. Para tentar limpar a imagem do tribunal, o presidente da Corte defendeu o afastamento de Toffoli da relatoria das investigações. A solução para tentar tirar o Supremo do novo capítulo de escândalos exige mais engenhosidade.

TENTAR EXPLICAÇÕES – E não é por falta de habilidade política de Fachin. De fato, que outro ministro do Supremo, se estivesse na presidência, conseguiria convencer Moraes a fornecer explicações plausíveis para o envolvimento dele com os negócios de Vorcaro?

A bandeira do código de conduta hasteada por Fachin ficou pequena. Se houvesse um código em vigor agora, ele provavelmente não teria sido capaz de impedir a ligação de Toffoli e Moraes com o Banco Master — o que aprofundaria a crise de credibilidade do tribunal.

Hoje, fica claro que o alto sigilo imposto por Toffoli às investigações protegeram Moraes.

VAZAMENTOS – Quando André Mendonça assumiu a relatoria, franqueou acesso ao material sigiloso a um número maior de pessoas. A decisão forneceu mais elementos para os investigadores avançarem nas descobertas. Por outro lado, aumentou a chance de vazamento de informações sensíveis.

Mendonça não parece disposto a retroceder — nem em relação ao sigilo, nem ao estilo de conduzir as investigações. Ele tem dito a pessoas próximas que não vai aliviar para ninguém, e isso inclui autoridades.

Pessoas com acesso às investigações atestam que há menções nos autos a pessoas com direito ao foro especial no Supremo. As suspeitas recaem, portanto, sobre integrantes do governo, do Congresso Nacional e do Judiciário.

IMPEACHMENT– E como isso termina? Com tantas autoridades envolvidas no caso Master, é pouco provável que haja disposição política para o Congresso Nacional abrir processos de impeachment contra Moraes e Toffoli.

A dupla, aliás, não está isolada no Supremo, longe disso. Flávio Dino e Gilmar Mendes são relatores de processos sobre cortes de penduricalhos que atingem os Três Poderes. Dino é relator de um processo sobre desvios de emendas parlamentares. A munição para o fogo cruzado está posta.

Pode até ser que, concretamente, não haja consequência alguma para a conduta dos ministros. O mais provável é que Fachin continue quebrando a cabeça para gerir um tribunal desgovernado, que padece dos impactos institucionais causados pelas escolhas individuais de seus ministros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA única saída para Moraes e Toffoli é a aposentadoria, único jeito de evitar o impeachment. Quanto aos processos que deverão movidos contra eles, isso é outro departamento, porque o corporativismo é uma chaga que desgraçadamente contamina todos os ministros do STF, a meu ver. De qualquer forma, comprem pipocas. (C.N.)

Ary, o grande compositor mineiro, tinha belas inspirações na Bahia

Carmen Miranda, 105 anos da mais brasileira das cantoras - Jornal GGN

Carmen Miranda gravou o sucesso de Ary Barroso

Paulo Peres
Poemas & Canções

O radialista, músico e compositor mineiro Ary de Resende Barroso (1903-1964), na letra de “No Tabuleiro da Baiana”, retrata com muita criatividade os quitutes do culinária baiana e traça uma bela história de amor. Esse samba foi lançado pela atriz e cantora Aracy Cortes numa peça de teatro de revista em 1929 e gravado por Carmen Miranda e Luiz Barbosa em 1936. 

NO TABULEIRO DA BAIANA
Ary Barroso

No tabuleiro da baiana tem
Vatapá
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô

Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá

No coração da baiana tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você

Juro por Deus
Pelo senhor do Bonfim
Quero você, baianinha, inteirinha pra mim
E depois o que será de nós dois
Seu amor é tão fugaz, enganador

Tudo já fiz
Fui até num canjerê
Pra ser feliz
Meus trapinhos juntar com você
E depois vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração              

Prisão de Daniel Vorcaro vira munição eleitoral e coloca Planalto na defensiva

Caso pode gerar disputa de narrativas com a oposição

Deu na CNN

De acordo com a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deve gerar forte impacto político, especialmente por ocorrer em ano eleitoral. O caso já se tornou um elemento de disputa entre diferentes forças políticas e pode influenciar o cenário das próximas eleições.

Clarissa avalia que o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser afetado durante a campanha eleitoral, uma vez que o caso Master favorece o discurso anticorrupção no campo bolsonarista. A investigação é vista pelo Palácio do Planalto como uma “bomba enorme” no meio do processo eleitoral, com potencial para prejudicar o desempenho do presidente nas urnas.

EMBATE –  A analista da CNN destaca que um elemento que adiciona complexidade ao caso é o aparente conflito entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a PGR (Procuradoria-Geral da República). O ministro do STF André Mendonça, responsável pelo caso, utilizou um tom descrito como “quase provocativo” ao afirmar que, se as medidas requeridas pela PF (Polícia Federal) não fossem acolhidas com urgência, poderia haver risco à segurança de pessoas envolvidas e dificuldade na recuperação de “ativos bilionários”.

O documento assinado pelo ministro sugere uma “névoa de desconfiança” em relação à atuação da PGR, insinuando que haveria motivos não explícitos para eventual demora na análise do caso. Esse embate institucional acrescenta uma camada política adicional à operação.

NARRATIVAS –  Enquanto o caso Master se desenrola, já se observa uma disputa de narrativas entre governo e oposição. Por um lado, representantes do governo federal argumentam que é a PF vinculada à atual gestão que está conduzindo a investigação com transparência, com apoio do Banco Central. Por outro lado, há uma tentativa de associar figuras próximas a Vorcaro com políticos do campo bolsonarista.

Clarissa comenta que o governo destaca que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o maior doador de campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), figuras importantes da oposição. Simultaneamente, há movimentações no Congresso que são interpretadas como tentativas de “congelar” a operação e diminuir sua repercussão midiática.

JOGO POLÍTICO – O caso Master se configura como um elemento com potencial para influenciar o jogo político nacional, especialmente por ocorrer no início de um período eleitoral, quando as disputas por narrativas se intensificam e qualquer escândalo pode ter impacto significativo nas urnas.

Após a repercussão da decisão, o gabinete do ministro procurou a imprensa para afirmar que a decisão atinge somente o caso de Roberta Luchsinger – o que não ficou claro no próprio despacho. Questionada sobre a que o ministro se referia e se a decisão só atingiria outros investigados caso provocassem ao STF, a assessoria do ministro informou que ele não se manifestaria sobre o assunto.

Piada do Ano! Escritório de Viviane Moraes tenta esclarecer contratação por Vorcaro

Advogada divulgou detalhes do contrato com o Master

Túlio Amâncio
G1

O escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota nesta segunda-feira (9) na qual esclarece como foi feita a contratação de serviços pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também informa que “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, “para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica”, informa. O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados. “Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação”, prossegue o texto.

MENSAGENS –  Na última semana, uma reportagem publicada pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, trouxe novos prints de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF na noite de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes negou que as mensagens enviadas pelo banqueiro foram para ele. O texto diz que os prints das mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.

SERVIÇOS PRESTADOS – A nota especifica os serviços prestados e documentos entregues como resultado do contrato. As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual.

Ao todo, informa os seguintes encontros para a realização dos trabalhos: 79 reuniões presenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de três horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato; 13 reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas; duas reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 horas.

CASO MASTER –  A liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, e a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição, marcaram mais um capítulo de uma crise que já vinha se desenhando há meses e que também levou à liquidação do Will Bank e do Banco Pleno, integrantes do mesmo grupo.

O banco operava sob risco elevado de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos financeiros com remunerações muito acima do padrão. O principal deles eram os CDBs emitidos pela instituição.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI). Tentativas de venda do Master, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.

NOTA NA ÍNTEGRA:

“O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados esclarece que foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 (quinze) advogados. Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual, realizaram:

94 (noventa e quatro) reuniões de trabalho, sendo:

I.1) 79 (setenta e nove) reuniõespresenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de 3 (três) horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato;

I.2) 13 (treze) reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 (duas) presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 (duas) horas;

I.3) 2 (duas) reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 (duas) horas.

A atuação de uma das equipes jurídicas, juntamente com os consultores contratados, englobou a elaboração de Opiniões Legais nos casos solicitados pelo Departamento de Compliance; Revisão da Política de Captação para o Regime Próprio da Previdência Social – RPPS; Revisão do Programa de Compliance & PLDFT para a obtenção do Selo Pro-Ética, implicando em: Revisão da Estrutura do Departamento de Compliance; Revisão do Código de Ética e Conduta; Elaboração das Políticas necessárias – Política de relacionamento com Poder Público; Política de licitações e contratos; Política de contato com concorrentes; Política de conflito de interesses; Política de Partes Relacionadas, entre outras; Revisão das demais políticas e procedimentos da área de Compliance para adequação ao exigido pela Corregedoria Geral da União – CGU.

Foram produzidos 36 (trinta e seis) pareceres e opiniões legais acerca de uma ampla gama de temas, como aspectos previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, de compliance, proteção de dados e crédito, entre outros.

Elaboração e apresentação de processos para certificação de ética e governança, com mapeamento das atividades, levantamento de documentação-base, análise das oportunidades, elaboração e revisão e treinamentos do público-alvo sobre as novas políticas, a partir da revisão do Código de Ética e Conduta, políticas de integridade, estruturação do departamento de compliance e apoio à alta administração.

Elaboração e revisão do Manual de Gestão e Captação de Recursos do RPPS, Política de Relacionamento com o Poder Público, Política de treinamento, capacitação e certificação continuada, Política de PLDFT, Política de Risco Operacional, Política de Sucessão de Administradores, Política de Transação com Partes Relacionadas, Política de Canais de Denúncia e Investigações, Política de Gestão de BNDU, Política de fusões e aquisições, Política de Gestão de Consequências, Política de investimentos pessoais, Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática, Política de Suitability, Política de Comunicação, Política de Saúde e Segurança no Trabalho, Manual de Contratação de Parceiros, Manual de Procedimentos Conheça seu Parceiro – KYP, Manual de Procedimentos Conheça seu Prestador de Serviço Terceirizado.

A equipe jurídica ajudou a implementar o Novo Código de Ética e Conduta do banco, com apresentação presencial às Superintendências, e realizou consultoria sobre temas do mercado financeiro, como questionário AMBIMA, revisão de formulários de Due diligence; a elaboração de modelos de relatório regulatório sobre remuneração; preenchimento de autoavaliação do Pacto Brasil (25 de setembro e 09 de outubro de 2025), entre outros.

Outra equipe do escritório Barci de Moraes, juntamente com os consultores, atuou, principalmente, na área penal e administrativa, na análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquérito civis, ações civis públicas e ações de interesse ou que pudessem produzir reflexos na atuação do Banco Master e de seus dirigentes, vários deles sigilosos, bem como na atuação contenciosa específica em ação penal, cujo ajuizamento ocorreu em 17/10/2024, e inquérito policial federal específico, cuja habilitação se deu em 8/4/2024.

O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal).

O Barci de Moraes Sociedade de Advogados tem uma trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – No início, julguei que fosse mais uma Piada do Ano. Depois, vi que a coisa é séria e se trata da Piada do Século. São serviços altamente qualificados, não há dúvida, mas antigamente eram chamados de enriquecimento ilícito. Depois a gente volta ao assunto. (C.N.)

Moraes se esconde da Justiça dos EUA e processo contra ele correrá à revelia

Moraes ao Washington Post: 'Não existe possibilidade de recuar um  milímetro'; leia a íntegra - Estadão

Moraes deu um jeitinho com Gonet para não ser intimado

Petrônio Viana
Metrópoles

O Advogado Martin de Luca, que atua para a Rumble e a Trump Media, empresas do presidente americano Donald Trump, reagiu à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de negar o pedido da Justiça norte-americana para citar o ministro Alexandre de Moraes em ação na qual o magistrado é acusado de censurar pessoas residentes nos EUA.

De Luca criticou o uso da Convenção de Haia como argumento e o fato de a decisão ter sido tomada em julgamento a portas fechadas.

DIZ O ADVOGADO – “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil teria bloqueado um pedido de um tribunal federal dos EUA para citar o juiz Alexandre de Moraes no caso Rumble por meio da Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial”, disse De Luca, por meio de suas redes sociais.

“Ainda mais extraordinário é que a decisão foi tomada em um procedimento sigiloso e a portas fechadas”, criticou.

Na Justiça da Flórida, o Rumble e a empresa de Trump acusam Moraes de determinar ilegalmente o bloqueio de perfis de pessoas residentes nos EUA, em plataformas também sediadas no país. A carta-rogatória solicitando a intimação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi enviada em agosto ao STJ, órgão responsável por decidir sobre pedidos judiciais estrangeiros.

MAIS ARGUMENTOS – “A Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial existe para que tribunais de um país possam notificar formalmente réus em outro país sobre processos judiciais. Ela se destina a ser um ato rotineiro de cooperação judicial — não uma decisão política”, afirmou De Luca.

“Usar um procedimento secreto para impedir que Moraes sequer receba notificação de um processo levanta sérias questões sobre transparência e o Estado de Direito. E isso não interrompe o caso”, explicou o advogado brasileiro.

PROCESSO CONTINUA – O representante das empresas de Trump assinalou que essa decisão do STJ, não extingue o processo, que vai prosseguir nos Estados Unidos.

“Se um juiz estrangeiro enviar ordens extraterritoriais por e-mail para censurar usuários americanos que publicam discursos lícitos em território americano usando plataformas americanas, ele deverá, em última instância, responder perante um tribunal”, sustentou o advogado do Rumble e da Trump Media.

A decisão do STJ seguiu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que recomendou a rejeição da carta-rogatória sob a alegação de que os protocolos internacionais de cooperação jurídica impedem o trâmite de ações que tenham como alvo magistrados de outros países pelo exercício de suas funções.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com a inestimável ajuda do procurador-geral Paulo Gonet, o ministro Alexandre de Moraes está agindo como um foragido, escondendo-se da Justiça americana, para não ser citado e responder por seus atos. No seu delirante deslumbramento, Moraes expediu determinações aqui da filial Brazil para serem cumpridas pela Justiça da matriz Estados Unidos, uma espécie de Piada do Ano internacional. Agora está fugindo da Justiça, achando (?) que pode se livrar, mas o processo será retomado à revelia. Assim, se resolver passar um final de semana em Miami, na casa do amigo Vorcaro, será preso ao desembarcar na matriz. (C.N.)

Mudança no comando do TSE em junho acende o alerta no Planalto

Com sobrenomes influentes no STJ, parentes de ministros defendem milhares de ações

Saída de Tarcísio muda quadro e fortalece ofensiva de Lula ao Centrão

Caso Vorcaro espalha pânico no Congresso e ameaçam líderes do Centrão

Flávio monta tropa jurídica com ex-advogada de Lula e advogado da Lava Jato

Perícia desmente a versão de Moraes sobre mensagens com Daniel Vorcaro

Juiz americano ficou chocado com a perseguição de Moraes a Filipe Martins

Gregory Presnell - Ballotpedia

Juiz Presnell mandou rever a documentação

Fábio Zanini
Folha

Nos Estados Unidos, o juiz federal Gregory Presnell tenta corrigir erro cometido no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal na condenação de Filipe Martins, ex-assessor do então presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (5), após a realização de audiência, o juiz mandou que o governo americano apresente de forma integral e transparente os dados relativos aos registros de entrada do ex-assessor presidencial Filipe Martins no país no final de 2022.

Martins está processando o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e o serviço de imigração (CBP), alegando que os registros de entrada são fraudulentos e que ele não viajou aos EUA no período junto com o então presidente Jair Bolsonaro.

FALSA VIAGEM – Essa suposta viagem foi usada como argumento pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) para decretar uma prisão preventiva de Filipe Martins em 2024, citando risco de fuga.

Durante a audiência, o juiz federal Gregory Presnell analisou pedido do governo americano para encerrar o caso. A corte, no entanto, decidiu adiar qualquer decisão e determinou novas medidas, atendendo a pedidos da defesa de Martins.

O juiz ordenou que o governo apresente versões integrais, sem tarjas, de documentos que haviam sido entregues com trechos ocultados, para que sejam examinados.

ORIGEM SUSPEITA – Na audiência, os advogados do governo americano admitiram que os registros de entrada “não deveriam estar ali”, levando o tribunal a aprofundar a investigação sobre a origem da informação.

Presnell determinou ainda buscas mais ampla por documentos e mensagens que possam explicar como o registro foi criado e quem participou do processo. O magistrado reconheceu também a gravidade do caso e indicou oralmente que Martins tem o direito de conhecer as informações relacionadas ao registro migratório.

Martins atualmente está preso no Paraná, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal em outro processo, o da trama golpista. Ele cumpre pena preventiva, até que seus recursos sejam todos julgados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A condenação de Filipe Martins a 21 anos de cadeia foi um dos maiores erros judiciários cometidos por Alexandre de Moraes. Ele se baseou numa falsa informação para prender Filipe Martins. Quando o engano foi esclarecido, ao invés de soltar o suspeito, o ministro Moraes seguiu inventando motivos para mantê-lo preso. E o condenou a 21 anos simplesmente por ter entregue um papel a Bolsonaro que seria a minuta do golpe, sem nenhuma prova de que ele seria o autor do plano. Na matriz Estados Unidos, um erro desses significaria uma polpuda indenização, mas aqui na filial Brasil não rende uma moeda de dois reais. (C.N.)

Após condenação no STF, Bolsonaro tenta preservar sua patente de capitão

Advogados de Bolsonaro citam ‘capital de lealdade’

Pepita Ortega
O Globo

A estratégia da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar preservar a patente do capitão reformado é afastar a atuação política do ex-chefe do Executivo de seu histórico militar. Ao Superior Tribunal Militar (STM), os advogados apelaram para o “capital de lealdade extraordinário” de Bolsonaro e sustentaram que a manutenção da patente a um oficial reformado “não gera escândalo para a classe”.

Os detalhes constam de uma das duas petições que a defesa de Bolsonaro apresentou ao STM na última semana. Em um dos documentos, os advogados pedem que o vice-presidente da corte, brigadeiro Francisco Joseli Parente Camelo, seja declarado suspeito para analisar o caso. No outro, apresentam os primeiros argumentos para tentar segurar o título militar de Bolsonaro.

PERDA DE PATENTE – O Ministério Público Militar pediu a perda de patente do ex-presidente após sua condenação, imposta pelo Supremo Tribunal Federal, por liderar um plano de golpe de Estado. Pedido similar foi apresentado contra os demais militares sentenciados no mesmo caso. No STM, a representação para declaração de indignidade para o oficialato apresentada contra o ex-presidente é relatada pelo ministro Carlos Vuyk de Aquino.

Os advogados contestam a eventual participação do vice-presidente do STM no julgamento de Bolsonaro em razão de uma entrevista concedida pelo ministro em 2023 sobre o 8 de janeiro. Na ocasião, o brigadeiro afirmou que quem tivesse cometido crimes e chegasse ao STM seria punido. A defesa sustenta que o militar “antecipou sua decisão”, pois teria avisado que iria “impor punição a qualquer oficial que viesse a ser condenado” por crimes relacionados aos atos golpistas.

Já ao pedir a manutenção do posto, patente e direitos militares de Bolsonaro, a defesa elenca uma série de argumentos que perpassam pela carreira militar do ex-presidente. “Considerado o contexto civil das condutas, a condição de militar reformado e a inexistência de utilização da cadeia de comando para qualquer finalidade subversiva, não se identifica incompatibilidade institucional concreta apta a justificar a medida extrema da perda do posto e da patente”, registra o pedido apresentado ao STM.

DUPLA PUNIÇÃO –  Os advogados sustentam, por exemplo, que a perda de patente significaria uma dupla punição para Bolsonaro. Dizem que os 27 anos de prisão impostos pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-presidente já são uma pena “excessiva” e que a adição da sanção militar “representa excesso desproporcional”.

“A imposição adicional de perda de patente, para além desta pena privativa de liberdade — já grandiosa em sua magnitude —, não acrescenta qualquer fim novo que não tenha sido já satisfeito pela pena penal. Representa acréscimo de castigo que vai além daquilo que a justiça exige e que a proporcionalidade, em qualquer interpretação razoável, autoriza”, alegam.

CONDUTAS CIVISNa frente em que tenta diferenciar o Bolsonaro político do Bolsonaro militar, os advogados dizem que as condutas dele foram “de natureza política, presidenciais” e não “decisões dirigidas a militares da ativa com propósito de induzir insubordinação”. Alegam que o pedido para perda de patente, feito pelo Ministério Público Militar, tem como base questionamentos a condutas civis do ex-chefe do Executivo.

Os advogados sustentam que Bolsonaro não deu “ordem militar ilegal” nem “empregou cadeia de comando para subversão disciplinar ou mobilização operacional da Força à margem da legalidade”. Alegam que a conduta civil do ex-presidente “não possui impacto institucional que justifique sanção de perda de patente”

“Suas manifestações foram políticas, não castrenses (relativas à vida militar). Suas decisões foram presidenciais, não militares. Nenhuma de suas condutas afetou diretamente a hierarquia ou a disciplina das Forças Armadas”, reforçam. “Declarações proferidas no ambiente político, ainda que incisivas ou vigorosas, não se confundem com ordens de comando emitidas no interior de organização militar”, seguem.

CONDUTAS INDIGNAS – Nessa linha, a defesa contesta a própria competência do STM para analisar o caso. Sustenta que, quando a Corte considera ‘indignas’ condutas que não afetam a “operacionalidade” das Forças Armadas, há uma “distorção para fins de vingança pessoal”.

Ao fundamentar o pedido, os advogados dizem que aplicar uma “sanção extrema” de perda de posto e patente a um oficial reformado “desborda dos limites da razoabilidade”. O argumento é o de que, quando um oficial já não mais “transita no ambiente militar” a manutenção da patente “não gera escândalo para a classe”, consistindo um “vínculo meramente estatutário e previdenciário que em nada afeta a prontidão de emprego da Força”.

“Inexistindo o convívio diário, o exercício do comando ou a ascendência sobre subordinados, a punição deixa de servir ao propósito de “limpeza” da tropa para tornar-se um ato de vindita estatal desprovido de função social”, sustentam os advogados.

FUNÇÃO PÚBLICA – Os advogados argumentam que Bolsonaro não tem função pública, “não integra cadeia hierárquica operacional, não possui ascendência funcional sobre tropas ou comandos” e está afastado de “qualquer esfera decisória institucional”. Nessa linha, a defesa diz que a manutenção da patente não tem “impacto concreto” sobre a estrutura hierárquica ou disciplinar das Forças Armadas.

A defesa também apelou para o ‘capital de lealdade’ de Bolsonaro no ambiente militar para tentar evitar que ele seja considerado ‘indigno’ pelo STM. Um dos pedidos feitos ao tribunal é para que toda a documentação sobre a carreira militar de Bolsonaro seja juntada ao processo em curso na Corte castrense.

Os advogados sustentam que “não se pode ignorar” que o ex-presidente “demonstrou, historicamente e reiteradamente, capacidade de compreender e respeitar valores militares”. Argumetna que um “ato isolado grave” não pode apagar o “patrimônio de 40 anos de dedicação documentada institucionalmente

ANTECEDENTES – A petição também ressalta que o ex-presidente serviu “11 anos nas Forças Armadas sem antecedentes disciplinares”. Depois comparam tal período com os “três anos de vida” em que Bolsonaro foi presidente e, “em contexto radicalmente diverso da estrutura castrense”, “pratica atos são condenados criminalmente”.

“A pergunta que se coloca não é: “o ato foi grave?”. É: “o ato foi tão grave que apaga 40 anos de demonstração de valores militares? Que apaga múltiplas honrarias de grau elevado? Que apaga ausência de antecedentes disciplinares?” A resposta deve ser negativa em contexto como este”, alegam.

Penduricalhos retroativos quadruplicam e somam R$ 12,5 bilhões em cinco anos

Charge reproduzida do Arquivo Google

Luany Galdeano
Adriana Fernandes
Folha

Os gastos com o pagamento de retroativos salariais para juízes e desembargadores da ativa e aposentados quadruplicaram em cinco anos e chegaram a R$ 4,2 bilhões no ano passado. De 2020 a 2025, essas despesas somaram R$ 12,5 bilhões, de acordo com levantamento feito pela Folha com base em dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Os valores estão corrigidos pela inflação.

As verbas retroativas são um dos principais penduricalhos que engordam os contracheques dos magistrados. São conhecidas entre os servidores como “puxadinhos”. Na última semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes liberou, por 45 dias, o pagamento de penduricalhos retroativos reconhecidos administrativamente e já programados para o período.

ADICIONAIS – Atualmente, uma série de adicionais permite pagamentos retroativos. Eles podem ser dados, por exemplo, para juízes e desembargadores que não usufruíram de férias, adicionais por tempo de serviço ou licenças compensatórias. Estas últimas dão direito a um dia de folga a cada três trabalhados em casos em que há acúmulo de funções, acervo processual ou trabalho extraordinário, em períodos como feriados e fins de semana, mas podem ser convertidas em verba indenizatória, se não forem gozadas.

Os magistrados também recebem verbas retroativas quando novos penduricalhos são autorizados pela Justiça ou pelos próprios tribunais, em atos administrativos. Assim, juízes e desembargadores recebem o adicional referente a períodos anteriores, reajustados pela inflação. Em 2020, foram pagos R$ 992,8 milhões de valores retroativos. O número acelerou nos últimos dois anos.

Em maio de 2025, o CNJ proibiu os tribunais de autorizarem novos retroativos por meio de decisões administrativas. No entanto, as verbas que já existiam até aquela data continuam sendo pagas. Em boa parte dos casos, a autorização para pagamentos retroativos parte da atuação de entidades da categoria –como associações de juízes–, quando solicitam novos benefícios.

LICENÇA COMPENSATÓRIA – Em dezembro de 2025, por exemplo, o CNJ autorizou que o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) recebesse uma verba retroativa referente à licença compensatória, um dos penduricalhos que mais se espalha entre as cortes. Com a autorização, juízes e desembargadores da ativa e aposentados na corte paranaense puderam receber valores retroativos desde 2015. A decisão também deve turbinar os contracheques de magistrados do TJPR.

Na ocasião, o CNJ afirmou em nota que a licença compensatória não é um “penduricalho”, nem um benefício criado recentemente, mas um benefício que é consequência de lei federal de 2015 para compensar acúmulo de função. O CNJ afirmou ainda que o TJPR seguiu os procedimentos necessários para o reconhecimento da verba. Procurado, o tribunal do Paraná não respondeu até a publicação desta reportagem.

Como mostrou a Folha, metade dos 20 magistrados estaduais que receberam os maiores salários no país em 2025 são aposentados. Ao se tornarem inativos, eles podem receber, retroativamente, uma série de verbas referentes a períodos anteriores que ainda não haviam sido usufruídas.

EXERCÍCIOS ANTERIORES – Segundo dados do CNJ, uma juíza chegou a receber R$ 1,7 milhão apenas com pagamentos retroativos em 2025. Ao todo, 58 magistrados receberam valores acima de R$ 200 mil com as verbas referentes a exercícios anteriores.

Gilmar havia decidido na última semana que os pagamentos retroativos fossem imediatamente suspensos. No entanto, ele voltou atrás após alerta da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), que havia afirmado haver incompatibilidade de prazos entre a decisão de Gilmar e a liminar do ministro Flávio Dino, que barrou os penduricalhos para todo o funcionalismo público e deu 60 dias para que os órgãos públicos façam um pente-fino nas verbas pagas fora do teto constitucional.

Segundo a entidade, não haveria como suspender imediatamente os retroativos antes de concluído o período fixado por Dino para reexame dos penduricalhos. Diante disso, Gilmar e Dino unificaram o prazo para 45 dias contados a partir de 23 de fevereiro —e o decano autorizou, até lá, o pagamento dos retroativos.

CRONOGRAMA – Gilmar afirmou, no entanto, que “somente poderão ser pagos valores retroativos administrativamente que já se encontravam regularmente programados para o período correspondente, em estrita observância ao cronograma previamente estabelecido e às disponibilidades orçamentárias já consignadas”.

O adiamento do julgamento causou um banho de água fria nas organizações da sociedade civil envolvidas com essa agenda. Eles prometem um corpo a corpo de pressão no Congresso, nas próximas semanas, pela aprovação de um projeto para barrar os supersalários.

Mensagens entre Vorcaro e Moraes incriminam o ministro do Supremo

Mensagens revelam conversa entre Vorcaro e ministro Moraes no dia da prisão

Moraes foi desmentido e desmoralizada pela TV Globo

Deu em O Globo

Confirmado: os dados das mensagens trocadas no dia 17 de novembro entre Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foram retirados do celular do banqueiro por meio de análise técnica da Polícia Federal que permite visualizar, ao mesmo tempo, a tela de WhatsApp com as mensagens e as imagens de visualização única nela contida. 

Nesta sexta-feira, em nota divulgada pelo próprio Supremo, Moraes negou ter recebido as mensagens do banqueiro reveladas pelo Globo.

NOVO SOFTWARE – Diferentemente do material enviado à CPMI do INSS, os dados a que o Globo teve acesso não são fruto de comparação entre os horários dos textos que constam em blocos de nota de Vorcaro e as mensagens enviadas por ele, embora coincidam, e sim resultado da extração realizada por um software específico que exibe conjuntamente as mensagens e os arquivos enviados, revertendo, na prática, a visualização única da mensagem.

No material exibido pelo Globo, constam no envio das mensagens o número e o nome do ministro Alexandre de Moraes, que foi conferido e checado pelo jornal.

Para proteger informações pessoais do ministro, o número de Moraes usado à época dos diálogos com Vorcaro foi coberto nos prints publicados nas edições impressa e digital da reportagem.

CONFIRMAÇÃO – As informações foram checadas e confirmadas pela reportagem do jornal ao longo da última quinta-feira (5), com fontes que acompanham de perto os desdobramentos do caso nas investigações a cargo dos especialistas da Polícia Federal.

O número do telefone celular utilizado pelo ministro Moraes não só respondeu quatro vezes às mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro com imagens de visualização única, como também respondeu com emojis de aprovação à primeira e à última mensagem enviada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
No desespero, Moraes redigiu uma nota, tentando desmentir a reportagem de O Globo, e mandou que fosse distribuída pelo Supremo e não por seu gabinete, para passar a ideia de que estaria sendo apoiado pelos demais ministros. Mas o Globo soube agir com firmeza e desmontou os ardilosos argumentos de Moraes, que mostrou não ter moral nem dignidade para continuar a ser funcionário público.  Precisa ser demitido a toque de caixa, como se diz no jargão militar. (C.N.)

Entre cassação e calendário, o jogo jurídico que pode levar Castro ao Senado

Flávio dispara entre bolsonaristas e assume liderança da direita nas ruas

Flávio passa Tarcísio e vira o favoritoem atos bolsonaristas

Yago Godoy
O Globo

A maioria dos manifestantes (74%) que compareceram ao ato bolsonarista na Avenida Paulista no último domingo prefere que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja o candidato da direita à Presidência. O quadro reforça a consolidação da pré-candidatura do filho de Jair Bolsonaro, mas também marca uma virada: em levantamentos feitos em manifestações anteriores do segmento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro apareciam à frente de Flávio entre os favoritos para representar Bolsonaro na corrida.

Os dados são do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), — coordenado por Pablo Ortellado e Márcio Moretto, da Universidade de São Paulo (USP) —, e da ONG More in Common. A pesquisa ouviu 704 manifestantes no ato em São Paulo, que contou com 20,4 mil apoiadores de Bolsonaro, conforme estimativa também do Monitor do Debate Político e da More in Common.

AUSÊNCIA – Em relação ao nome preferido para a disputa pelo Palácio do Planalto, apenas 10% citaram Tarcísio, que não esteve presente na manifestação após viajar à Alemanha para cumprir agendas na área de tecnologia. Outros 4% citaram Michelle, enquanto 9% mencionaram “outros nomes”.

Em março de 2025, no ato na Praia de Copacabana, no Rio, um levantamento do mesmo grupo de pesquisa apontou que 42% dos entrevistados preferiam, na ocasião, o governador paulista para o pleito. Àquela altura, Flávio somava apenas 6% de apoio, atrás até mesmo de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (16%). Michelle aparecia em segundo, com 21%.

Três meses depois, em junho de 2025, em um ato na Avenida Paulista, o estudo apontou Flávio ainda mais distante de outros nomes, sendo preterido até mesmo pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também pré-candidato à Presidência. Tarcísio se manteve na dianteira, mas foi seguido de perto por Eduardo que, àquela altura, articulava a imposição de sanções dos EUA ao Brasil.

PERFIL –  Entre o público presente no ato de domingo, 77% se definiram como sendo “muito de direita”. A maioria também declarou ser muito conservador em relação a temas como família e sexualidade (67%) e era formada por homens (62%).

O apoio ao impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), era outro ponto de unidade no movimento. Em relação a Toffoli, criticado por sua atuação nas investigações que envolvem o caso do Banco Master, o índice é de 93%. Já para Moraes, principal alvo bolsonarista dos últimos anos, o percentual alcança 95%.

DIVISÃO – Já em relação ao destino de condenados pelo 8 de Janeiro que cometeram violência ou vandalismo, há divisão. Somam 58% os que concordam com a prisão desse grupo: 33% consideram que os condenados devem seguir as penas estipuladas pelo STF, enquanto 25% defendem que, embora a detenção tenha que ser cumprida, as penas deveriam ser reduzidas. Outros 39% defenderam a anistia aos envolvidos.

A percepção muda em relação a presos que não participaram diretamente da depredação dos prédios da Praça dos Três Poderes. Nesse caso, a anistia deve ser concedida para 91% dos entrevistados. Em relação aos políticos e militares condenados pela trama golpista, 81% dizem que devem ser anistiados, 7% consideram que devem cumprir as penas e outros 7% defendem reduzi-las.