Kassio assume o TSE sob ameaça de guerra das urnas e pressão bolsonarista em 2026

Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros teme agressões por posição política

Charge do Jônatas (Política Dinâmica)

Samuel Lima
O Globo

O nível de preocupação dos brasileiros com a violência política não reduziu de forma significativa desde a eleição presidencial passada, aponta pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha.

A cinco meses de exercerem novamente o direito ao voto, 60% dos brasileiros dizem ter medo de sofrer agressões físicas em razão das suas escolhas políticas ou partidárias. A taxa era similar, de 68%, há quatro anos.

POLARIZAÇÃO – O relatório aponta que essa preocupação se manteve elevada no período, mesmo quando comparada a um cenário desolador em 2022, com uma “eleição presidencial altamente polarizada, marcada por episódios de violência política, discursos de confronto e dúvidas lançadas sobre o próprio processo eleitoral”. De acordo com a organização, “esse ambiente tende a elevar a percepção de risco para além da experiência objetiva imediata”.

A pesquisa aponta ainda que 2,2% dos entrevistados disseram ter sofrido violência política nos últimos 12 meses. Apesar de estatisticamente menos frequente do que outros crimes, é possível estimar, a partir desses números, que algo entre 2,6 milhões e 4,7 milhões de brasileiros passaram pela situação no espaço de apenas um ano, considerando a margem de erro do levantamento.

O medo de ser agredido por razões políticas é mais frequente entre as mulheres — público em que alcança 65%, contra 53% dos homens. As classes mais pobres (D e E) também apresentam maior prevalência nesse cenário (64%) em comparação com a classe média, ou C (59%), e principalmente em relação ao eleitorado mais rico, das classes A e B (55%).

INFLUÊNCIA DO CRIME – Outro indicador relevante passa pela influência do avanço do crime organizado pelo território. Dentre os 41% dos entrevistados que relatam a presença de grupos ligados ao tráfico de drogas e milícias nos bairros onde moram, mais da metade (59%) respondeu que procura evitar se manifestar politicamente por receio de contrariar esses grupos e sofrer algum tipo de represália ou punição.

— De certa forma, virou um tabu, porque muitas vezes as facções e as milícias tentam influenciar os resultados eleitorais — afirma o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV, Renato Sérgio de Lima, que se refere a essa prática como mais um exemplo de “governança criminal” estabelecida de modo direto ou indireto nas localidades.

A pesquisa foi realizada pelo Datafolha através de entrevistas presenciais em pontos de fluxo, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, distribuídas em 137 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, com nível de confiança na amostra de 95%.

Lula se humilhou diante de Trump e mostrou ser marionete de Joesley 

Charge de Genildo: Trump provoca Lula com ironia sobre aposentadoria por  invalidez - Sobral Online

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Paula Sousa
Site Brasilagro

O Brasil assistiu, em choque e silêncio constrangedor, ao que a história registrará como o maior vexame diplomático de todos os tempos. O que era para ser uma visita de Estado transformou-se na “Operação Salva-Joesley”. Esqueça a retórica de soberania ou o “pai dos pobres”; a verdade nua e crua, revelada pela agência Reuters e pela mídia mundial, é que o presidente do Brasil atravessou o Atlântico como um “carrapato insistente” para servir de escudo humano a bilionários investigados.

Enquanto o Palácio do Planalto tentava vender a imagem de um encontro entre iguais, a Reuters jogava um balde de água gelada: o jato da J&F Holding, de Joesley Batista, saiu do Colorado direto para Washington. Os irmãos Batista não estavam lá a passeio; eles eram os verdadeiros diretores do espetáculo. Segundo o colunista Lauro Jardim (O Globo), Joesley estava em Washington especificamente por causa do encontro Lula-Trump.

DESPRESTÍGIO – A humilhação começou antes do aperto de mão. A Casa Branca só confirmou a audiência na noite de terça-feira, no que a diplomacia chama de desprestígio institucional. Lula foi mantido no vácuo até o último minuto, enquanto seus donos, os Batista, operavam nos bastidores.

Assim, o “pai dos pobres” virou o “garoto de recados” da JBS, empresa que, segundo a Época, mantinha contas na Suíça com 300 milhões em propina do PT.

A recepção de Donald Trump foi marcada por um climão vergonhoso. Lula chegou à Casa Branca às 11:21 e foi recebido pela Porta Sul. Como bem notado pela imprensa internacional, essa é a porta dos fundos, onde se tira o lixo e se recebe o delivery. Nada de tapete vermelho na Ala Oeste. Foi a portinha dos rejeitados, a mesma dada a líderes de menor expressão.

DESGRAÇA SELADA – O vídeo do encontro é de dar vergonha alheia: Lula, como um bêbado de rodoviária, tentou tocar o braço de Trump, que se esquivou como quem evita ter a carteira roubada. E para coroar a vergonha, Lula deu o primeiro passo em solo americano com o pé esquerdo. Literalmente e figurativamente, a desgraça estava selada.

A humilhação não parou por aí. Em um gesto de desprezo absoluto pelas instituições brasileiras, Trump simplesmente expulsou o Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, da Sala Oval.

O chefe da polícia brasileira foi mandado esperar no corredor como um estagiário sem convite. E o que fez o nosso “Presidente”? Abanou o rabo e aceitou a ordem do homem de verdade na sala, o laranjão.

MEDO DA VERDADE – Se o encontro foi a “vitória” que Lula contou na embaixada, por que ele proibiu a imprensa? A delegação brasileira pediu para fechar as portas e cancelou a coletiva. O motivo? O pânico de perguntas reais.

Segundo o Daily Wire, os jornalistas americanos estavam prontos para massacrar Lula sobre a perseguição política contra Jair Bolsonaro, as condenações arbitrárias do STF e as falas passadas onde Lula chamou Trump de “fascista” e “nazista”.

Lula “amarelou”. Fora do aquário controlado da GloboNews, da Daniela Lima ou do ICL (Instituto Chupa o Lula), ele entra em modo de defesa e foge. O correspondente David Alandete e o canal France 24 mataram a charada: Lula foi lá tentar salvar sua imagem derretida no Brasil, onde a água já bate no pescoço.

TEATRO NA EMBAIXADA – Após sair escondido “pela porta dos fundos”, sem foto oficial e sem comunicado conjunto (apenas um post seco de Trump mencionando tarifas — um sinal de guerra comercial), Lula correu para o ambiente seguro da embaixada brasileira. Lá, longe do “xerife de Washington”, ele inflou o peito.

Disse que “peitou” Trump sobre terras raras, sobre o Pix e até sobre Cuba. Mentira descarada. Alguém acredita que o sujeito que não teve coragem de defender seu próprio chefe da PF na Sala Oval daria bronca em Trump a portas fechadas?

O que ocorreu foi uma rendição. Como o New York Times descreveu, foi uma “trégua frágil” de um líder politicamente enfraquecido.

JBS NA BERLINDA – Para refrescar a memória do brasileiro: a JBS não é uma potência por mérito. É uma empresa que, segundo o Estado de Minas, “sugou o BNDES” para se expandir. É a empresa que, de acordo com o El País, pagou a maior multa da história por corrupção.

A Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, foi cirúrgica: a JBS tem um histórico documentado de corrupção, cartéis e, pasmem, trabalho escravo. A investigação americana (Seção 301) está fechando o cerco. Trump ofereceu recompensas de até 30% da multa para quem denunciar as práticas ilícitas dos frigoríficos brasileiros (JBS e Marfrig).

O desespero de Joesley é financeiro. Ele sabe que se o Departamento de Justiça americano apertar, o castelo de cartas cai. E a especulação que corre nos bastidores de Washington é que a JBS é a grande financiadora da perseguição contra a direita no Brasil.

IMPÉRIO DA CARNE – O dinheiro que banca o luxo de delegados em Miami e a estrutura que tenta asfixiar Bolsonaro viria do império da carne. Trump, percebendo isso, resolveu atacar a fonte. Sem o dinheiro de Joesley, o “esquema PT-STF” perde o oxigênio.

O resumo da ópera é devastador. O Brasil tem um presidente que é uma marionete de bilionários corruptos. Lula foi aos EUA não como chefe de Estado, mas como um capacho dos irmãos Batista.

Voltou humilhado e com o bolso cheio de tarifas punitivas, o álibi perfeito para o discurso populista de 2026: culpar o ‘imperialismo’ de Trump pelo desastre econômico que a subserviência de Lula aos bilionários provocou.

IMPRENSA AMESTRADA – Enquanto a mídia nacional “comprada” tenta dourar a pílula, a mídia mundial — Reuters, CNN Ekonomi, El País, Guia do Investidor, Diário do Poder — mostra a realidade: Lula é um personagem imprevisível (o “dinâmico” de Trump é código para instável) que vende a soberania nacional (Pix e minerais) para ganhar um afago de quem ele chamava de nazista há meses.

O covarde tentou posar de gigante, mas a história não perdoa quem rasteja na sombra da própria farsa. O Brasil foi rifado no balcão de negócios da Casa Branca em troca de um post vazio no Instagram, sem foto oficial e sem honra.

Acorde, militante petista: o ‘pai dos pobres’ é, na verdade, o funcionário do mês do cartel da carne e o capacho de luxo dos bilionários da propina.

LULA AJOELHADO – Enquanto os petistas defendem o indefensável, Lula blinda seus senhores, entrega nossa soberania mineral de joelhos e estende o tapete para facções criminosas.

É estarrecedor e abjeto que, na era da informação livre, você ainda escolha ser massa de manobra de um projeto de poder que fede a traição.

A “sanguinidade de Lampião” das palestras morreu em Washington; o que sobrou foi um pseudo líder acuado, entregando as joias da coroa para salvar a pele de seus donos. Não é apenas cegueira ideológica; é um atestado de submissão vergonhoso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Matéria espetacular, enviada por Mário Assis Causanilhas, sempre atento aos bastidores da política. A análise da historiadora Paula Sousa mostra que os irmãos Batista são os poderosos chefões desse governo mafioso e usam o presidente para defender os interesses da organização criminosa empresarial JBS. (C.N.)

Ex-presidente do BRB vai para cela que abrigou Bolsonaro na “Papudinha”

Caso Master: Ciro Nogueira diz que operação da PF é ‘roteiro absurdo de ficção’

Ciro Nogueira diz ser alvo de perseguição

Deu no O Globo

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi às redes sociais nesta terça-feira afirmar que a operação da Polícia Federal da qual foi alvo na última semana é parte de um “roteiro absurdo de ficção”. A publicação foi feita um dia após o político trocar de advogado para assumir sua defesa na investigação sobre o caso do Banco Master e eleger Conrado Gontijo.

“Não é a primeira vez que sou vítima de ataques em ano eleitoral. Mas essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora. Eu sigo de cabeça erguida, consciência tranquila e confiança de que a verdade vai prevalecer mais uma vez. Quero que a polícia investigue com rigor, pois sei que não cometi nenhuma irregularidade e isso ficará provado novamente. Com o tempo e os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar”, publicou no Instagram.

“DESTINATÁRIO CENTRAL” – Segundo a Polícia Federal, o presidente nacional do PP é apontado como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo a instituição financeira e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nogueira rompeu com a banca Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Aliados do líder do PP afirmam reservadamente que a troca partiu do próprio senador e faz parte de uma reorganização mais ampla da estratégia jurídica e política após o avanço das investigações.

Fachin articula diálogo com Congresso em meio à crise da Lei da Dosimetria

Ciro Nogueira procura novo advogado e Brasília devia aprender a se valorizar

PF investiga compra de triplex de R$ 22 milhões por Ciro Nogueira em meio  ao caso Banco Master #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon  #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Vicente Limongi Netto

O famoso e badalado Antonio Carlos Castro, o Kakay, não é mais advogado do senador encalacrado, Ciro Nogueira (PP-PI), porque não houve acordo nos honorários e Kakay saiu dando entrevista demais. Mas continuam amigos de infância.

Kakay pediu 20 milhões de reais, para defender o senador presidente do PP, denunciado pela Policia Federal por envolvimento com Daniel Vorcaro. O senador jura pela honra dele que é inocente. Vítima de armações políticas.

VIDA DURA – O presidente do PP diz que vive com sacrifício, tem apenas o salário de senador. Precisou colocar a mãe dele como suplente para ajudar nas despesas e pagar o combustível de seu jatinho particular  com recursos públicos da verba parlamentar do Senado.

Ciro Nogueira não concordou com o valor dos honorários e Kakay arrumou as trouxas, os vinhos importados e os charutos cubanos, e foi cuidar da vida. Que anda muito difícil para muita gente. Inclusive para ele.

Kakay precisa reformar o apartamento que tem em Paris, que costuma emprestar a políticos, magistrados e amigos, mas anda meio duro. 

Mirante da Torre de TV de Brasília: tudo que você precisa saber - Viajante  Sem Fim

A Torre precisa de iluminação mais moderna

TORRE APAGADA – Brasília é uma cidade marcada por símbolos. Entre eles, a Torre de TV de Brasília ocupa lugar de destaque, um dos pontos mais visitados da capital, cartão-postal vivo, espaço de encontro, turismo e contemplação. Ainda assim, é tratada com uma displicência difícil de compreender.

Enquanto outras cidades do mundo transformam seus monumentos em experiências visuais marcantes, como a icônica Torre Eiffel, que se reinventa todas as noites com uma iluminação planejada, elegante e simbólica, Brasília parece não enxergar o potencial que tem diante dos próprios olhos.

A Torre de TV já é bela por si só, mas poderia ser muito mais, um espetáculo urbano, um marco noturno, um elemento permanente de orgulho coletivo. Imaginem a Torre pulsando luz. Cores que se alternam no céu do Planalto, fachos que se projetam como um chamado, como um abraço luminoso sobre a cidade.

SHOW DE LUZES – Seria uma iluminação majestosa que, noite após noite, transformaria o espaço em um verdadeiro espetáculo, como um show de fogos diário, onde famílias e turistas se reuniriam para compartilhar o mesmo encantamento. A cidade viva, reunida em torno de um símbolo que finalmente emociona.

O que se vê hoje, no entanto, é um esforço ainda tímido. Houve avanços, é verdade. A iluminação melhorou, ganhou algum destaque. Mas ainda está longe do que o monumento merece e do que Brasília pode oferecer. Falta projeto. Falta visão. Falta vontade política.

Uma iluminação cênica bem concebida não é gasto supérfluo, é investimento em turismo, valorização urbana e autoestima. É criar um ponto de referência que dialogue com a cidade, celebre datas, emocione quem passa e encante quem visita. É transformar o ordinário em extraordinário.

MAUS GESTORES – O Brasil está repleto de bons exemplos que não saem do papel por conta de gestores que não ousam, não enxergam e não priorizam o que realmente importa.

É pedir demais imaginar uma iluminação à altura da nossa Torre? Um projeto ousado, tecnológico, com um feixe de luz rotativo no topo, à semelhança do farol da Torre Eiffel, que marque a paisagem e reafirme a presença de Brasília no cenário mundial?

Alguém consegue imaginar aquele mezanino belíssimo, com visão de 360º, sendo administrado pela iniciativa privada? Brasília não precisa de mais concreto, precisa de luz. E, sobretudo, de quem tenha coragem de acendê-la.

Master: Negócio “de pai para filho” envolve ex-CEO do BRB e aliado de Rueda

Nunes Marques é sorteado para relatar recurso de Bolsonaro contra condenação no STF

Casimiro de Abreu conta como descobriu Deus quando era menino

CASIMIRO DE ABREUPaulo Peres
Poemas & Canções

O poeta Casimiro José Marques de Abreu (1839-1860) nasceu em Barra de São João (RJ) e foi um intelectual brasileiro da segunda geração romântica. Sua poesia tornou-se muito popular durante décadas, devido à linguagem simples, delicada e cativante, como se vê nesse poema contado que era menino quando descobriu “Deus”.

DEUS
Casimiro de Abreu

Eu me lembro! Eu me lembro! – Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?”

Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: – Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por tentar intimidar STF e influenciar julgamento do golpe

Kassab diz que Tarcísio seria candidato melhor que Flávio Bolsonaro e Caiado

Moraes quer ignorar o Direito, estuprar a Constituição e imobilizar o Congresso

Tribuna da Internet | Confirmado! Na ânsia de condenar Bolsonaro, Moraes  descumpriu a lei

Charge do Schmock (Revista Oeste)

Mário Sabino
Metrópoles

Estranha democracia, a brasileira, onde um único juiz, o ministro Moraes, pode suspender monocraticamente a aplicação de uma lei aprovada pelo Congresso, no caso específico a da Dosimetria.

O Congresso aprovou a lei, a Associação Brasileira de Imprensa e o PSOl entraram com Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) para derrubá-la no tapetão do STF — e Moraes tomou uma decisão fora das regras do jogo.

SEM JUSTIFICATIVA – O pretexto foi uma ação impetrada por uma condenada em 8 de janeiro, que pede a aplicação da Lei da Dosimetria para reduzir a sua pena.

O ministro argumentou que não poderia julgar pedidos como o dela, enquanto estiverem tramitando ADINs que põem em dúvida a validade da legislação aprovada pelo Congresso. Ele poderia ter ficado nisso, mas não: deu uma caneta e suspendeu a aplicação da lei em casos relativos ao 8 de janeiro.

Não sou advogado, mas sei que direito é forma. É a forma concertada, cristalizada, aplicada no dia a dia, incansavelmente, nas petições, nos prazos, nos acórdãos, nos instrumentos recursais, que diferencia o direito daquilo que não tem forma ao adquirir qualquer uma: a vingança.

PROFANAÇÃO – Diversos advogados estão estupefatos com a profanação da forma do Direito, mais uma perpetrada desde há quase quatro anos, na suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria.

Moraes não suspendeu a lei no âmbito das ADIns das quais foi sorteado relator, em outro sorteio de resultado curioso no STF. Mesmo que o tivesse feito, a decisão monocrática seria contrária à previsão legal, segundo a qual só o tribunal poderia adotar uma medida cautelar tão drástica.

O ministro tirou do ar a aplicação da Lei da Dosimetria como relator de um processo de execução penal — o que só não é completo absurdo no país que anda normalizando absurdos completos.

DECISÃO ERRADA – Como escreveu o professor de processo penal Rodrigo Chemim, do Paraná: “A decisão é errada, até porque, quando se admite isso, cria-se uma categoria juridicamente estranha: uma espécie de suspensão monocrática, seletiva e incidental da lei, sem previsão constitucional clara e sem o procedimento próprio do controle de constitucionalidade.”

A aplicação foi suspensa sem que a lei tenha sido declarada inconstitucional e em relação a apenas alguns cidadãos. Como explicou Chemim, “continua formalmente válida para todos, mas deixa de valer naquele caso porque assim decidiu individualmente o relator”. E acrescentou:

“Se normalizarmos isso, a segurança jurídica deixa de depender da Constituição, da lei e dos procedimentos de controle, para depender da vontade decisória de quem julga. E, nesse cenário, a jurisdição constitucional deixa de funcionar como garantia democrática e passa a operar como instrumento de exceção”.

MOEDA DE TROCA – O ministro Alexandre de  Moraes ignorou a forma do Direito, suspendeu a Constituição e aboliu o Parlamento com a sua canetada.

E tudo fica ainda mais esquisito quando se sabe que as penas dos condenados de 8 de janeiro e de Bolsonaro podem ser usadas como moeda de troca para evitar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

O novo Desenrola e o desafio de enfraquecer os efeitos da Selic na economia

Minas vira campo de batalha entre Lula e Flávio Bolsonaro em eleição indefinida

Bem-vindos à modernidade e sua falta de fundamentação da moral e da ética

Charge do J. Bosco (Jornal O Liberal – PR) | Sobral em Revista

Charge do J. Bosco (Jornal O Liberal)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Não há nada de muito novo em filosofia moral. Afirmação forte, mas possivelmente consistente. Claro que há uma história da filosofia moral ou da Ética, mas essa história é mais propriamente variações de como resolver um problema básico: como proceder para realizar e fundamentar o bem e o convívio social?

Tampouco, as virtudes mudaram. Qualquer um treinado no assunto sabe que é, justo nessa hora, que inteligentinhos de todos os matizes gritarão de dentro do seu parquinho: mas o bem não é relativo? Existe mesmo o bem?

RELATIVISMO MORAL – Claro que existe o problema do relativismo moral, e se empurramos o tema ladeira abaixo, chegaremos ao niilismo – a moral, qualquer que seja, não tem nenhum fundamento e, portanto, dane-se a ideia de bem e mal – mas, normalmente, inteligentinhos fazem xixi nas calças diante de niilistas.

Alguns dirão que a ciência colocou problemas novos para a filosofia moral – uso esta expressão em detrimento de ética porque esta já caiu na banalidade, como energia. Podemos clonar gente? Editar genes para fazer bebês melhores? Pensar assim é típico de quem não conhece a história da filosofia moral.

Já Ésquilo na sua tragédia “Prometeu Acorrentado” colocava o problema do avanço da ciência e da técnica sob o signo do fogo: será que somos capazes de deter o segredo do fogo sem incendiar o mundo?

NADA DE NOVO… – Mary Godwin, a menina criada entre filósofos – seu pai era William Godwin e ela cresceu em meio aos utilitaristas em casa – E que passou a ser “Shelley” quando se casou com o poeta Percy Shelley, no seu famoso “Frankenstein: ou o Prometeu Moderno”, como boa romântica que era, já temia os avanços da ciência e os problemas que ela criaria para a moral. Logo, nada há de novo nos dilemas morais que a ciência nos coloca.

Quanto a fundamentação do que seria o bem ou, por consequência, o que seria a fundamentação da moral, o problema já circula há algum tempo, mesmo antes do grande Dostoiévski lançar seu vaticínio: se Deus não existe, tudo é permitido.

Hugo Grotius (1583-1645), filósofo e jurista holandês que viveu em meio as terríveis guerras religiosas que dilaceraram a Europa e nos entregou temas como liberdade religiosa e estado apartado de denominação religiosa, tinha algumas preocupações.

GUERRA DE RELIGIÕES – Uma das preocupações de Grotius era como fundamentar a moral num espaço onde existiam diferentes concepções religiosas, e elas matando umas as outras. A outra, mais radical, e que ficou para a tradição da filosofia moral como sendo “a problemática de Grotius” é a seguinte: a lei natural que fundamenta a moral deve valer mesmo se Deus não existisse.

Noutras palavras: o bem deve ser o bem porque o bem é o bem, e não porque Deus quer seja o bem. As leis devem ser independentes da vontade de Deus, elas devem valer por si mesmas.

Essa problemática de Grotius estabelece as bases para a discussão de como fundamentar a moral se não for a partir da religião. Com esse passo, ele estabelece as bases para o direito moderno e o estado de direito laico.

SEM FUNDAMENTAÇÃO – A questão vira um problema, apesar que do ponto de vista estrito da lei se resolve com o estado de direito laico e as câmaras legislativas. Dane-se a fundamentação da moral, fiquemos apenas com a lei que nada tem a ver com justiça ou moral, como bem se sabe.

Entretanto, se a lei não resolve a totalidade do problema, ou se ela mesma nada tem a ver com o bem moral, o que fazer? Bem-vindos à modernidade e sua falta de fundamentação da moral.

Thomas Hobbes (1588-1679) tentará responder a problemática de Grotius. Para o autor inglês, o fundamento da moral será o contrato social – portanto, a política, o estado, o Leviatã – que rompe com o ciclo do estado de natureza pré-político em que “a vida era solitária, pobre, sórdida, bruta e breve”.

LEIS DO PODER – Para Hobbes não existem leis naturais universais, mas, apenas, leis criadas pelo poder daquele que detém o monopólio legítimo da violência. Assim, se pensarmos em vários estados impondo suas leis, contanto que mantenham a ordem, está tudo bem. Hobbes não lida com a ideia de “leis em si”, elas são puro fruto do poder político.

John Locke (1632-1704), tentando também responder a problemática de Grotius, dirá que sim, existem leis pré-políticas, a diferença de Hobbes, e que elas são “apenas” a pura razoabilidade da ordem social.

Os homens assinam um contrato social no qual o soberano deverá respeitar a liberdade individual – a liberdade religiosa começa todo esse debate em meio as guerras religiosas europeias –, o direito a propriedade, e a vida, portanto, o estado estará limitado por essas leis anteriores a ele. Nasce, assim, o liberalismo.

Tribunais desprezam o Supremo e criam outros penduricalhos após a proibição

ASMETRO-SI

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

A desfaçatez dos servidores públicos de elite demonstra ser inexpugnável e invencível. Apesar de o Supremo Tribunal Federal ter limitado o pagamento de verbas extras a magistrados, promotores, procuradores etc., os tribunais de justiça de oito estados, pelo menos, continuam a regulamentar ou estudam abertamente como criar novos penduricalhos, desmoralizando as decisões do STF, em processo relatado pelo ministro Flávio Dino.

Ao mesmo tempo, a poderosa e insaciável Advocacia-Geral da União, que tem 7.842 integrantes, também dá seguimento a essa exaustão dos recursos públicos, como se fossem inesgotáveis, embora a adoção de penduricalhos seja expressamente proibida pela Constituição de 1988.

Surge então a pergunta que não quer calar: Para que serve a Suprema Corte, se não consegue ser obedecida nem mesmo pelos operadores do Direito no serviço público?

EM DOIS ARTIGOS – Em 1988, na Assembleia Constituinte, os parlamentares deram tanta importância ao teto salarial que fixaram suas normas em dois dispositivos diferentes.  Um deles é o artigo 37, XI, que possui a seguinte redação:

“A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos”.

MANDA REDUZIR – O outro artigo, de nº 17, consta do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e manda reduzir “imediatamente” os pagamentos acima dos tetos:

“Os vencimentos, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição serão imediatamente reduzidos aos limites dela decorrentes, não se admitindo, neste caso, invocação de direito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título”.

Os textos são impecáveis, não deixam margem a dúvidas e foram revisados por uma comissão de lexicólogos, comandada pelo acadêmico Celso Cunha, considerado o maior especialista do país. Então, por que a Constituição não está sendo obedecida, com os penduricalhos se espalhando pelos Três Poderes?

CULPA DO SUPREMO – Ora, quando alguma determinação legal é desrespeitada, a culpa só pode ser do Supremo. Desde a entrada em vigor da Constituição que Ulysses Guimarães chamou de “Cidadã”, em 1988, os ministros do STF se dedicam ao esporte de criar subterfúgios para elevar os vencimentos do Judiciário.

Todos esses penduricalhos são ilegais, a partir do mais famoso, o auxílio-moradia, que beneficia juízes e procuradores com acréscimo de R$ 10 mil mensais, porém não é pago nem cogitado a quem fez concurso para autarquias federais e foi lotado em outro Estado, por exemplo.

Depois, inventaram as verbas indenizatórias, a pretexto de que os juízes trabalhavam demais, mesmo tendo duas férias anuais. Ora, o Supremo abriu a porteira, passa um boi, passou a boiada, agora está difícil de acabar com as mamatas.

SEM EXPEDIENTE – Os benefícios são inacreditáveis, sem falar nos magistrados que têm carros blindados com motorista e combustível liberado. Não há mais controle de presença, a maioria dos operadores do Direito trabalha em casa.

Às sextas-feiras, os tribunais ficam às moscas, é mais fácil ganhar na Mega Sena do que encontrar um juiz, e as varas funcionam em esquema de plantão. Já a Justiça Federal “trabalha” das 11 às 17 horas. O antigo horário de expediente não existe mais para magistrados, procuradores e promotores.

Mesmo assim, eles não param de inventar penduricalhos. Reportagem de Arthur Guimarães de Oliveira e João Pedro Abdo, na Folha, mapeou 14 novas iniciativas, em oito estados: na Bahia, no Ceará, em Mato Grosso, em Minas Gerais, no Pará, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. É como se os recursos públicos fossem inesgotáveis para esses exploradores do povo.

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P.S.
Conforme explicamos, a culpa é mesmo do Supremo. Seus ministros aceitaram o descumprimento da Constituição e os operadores do Direito passaram a se dedicar à dilapidação dos recursos públicos. Os ministros que apoiam os penduricalhos estão pouco ligando para a nação. Alguns até fingem que estão revoltados e tentam uma solução, mas são desmoralizados pelos tribunais estaduais e pela AGU. Nesse clima, alguém realmente acredita que os penduricalhos irão acabar? (C.N.)

Crise ética avança nos tribunais superiores e expõe conflito de interesses no Judiciário

Venda de cursos aprofunda debate sobre ética

Dora Kramer
Folha

O tema do conflito de interesses chegou para ficar, e pelo visto se ampliou, nos tribunais superiores. Já tínhamos o problema da venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a questão de ligações perigosas no Supremo (STF), a criação de novos penduricalhos na Justiça Militar (STM) e agora temos a venda de cursos para advogados na corte do trabalho (TST).

Esses tópicos não contam a história toda das incorreções em curso nesse universo, mas ao menos fortalecem a evidência da necessidade de um regramento de condutas. Códigos de ética, sozinhos, não dão conta do riscado, mas são um começo na imposição de freios a autoridades que exercem o poder de modo desenfreado e que ficariam no mínimo submetidas ao constrangimento de serem vistas como infratoras.

ANTIÉTICO – O presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, junta-se nessa cruzada (ainda inglória) ao ministro Edson Fachin, expondo a situação de maneira ainda mais clara do que tem feito o presidente do STF. “Ministros dando palestras em cursos pagos por advogados, ensinando como atuar no tribunal, é completamente antiético”, disse, pontuando o conflito de interesses com todos os efes e erres.

Surpreende que tenha sido, como alega, pego de surpresa, visto que a maioria dos juízes —14 dos 25 do colegiado— complementam seus proventos com a atividade de fornecer a advogados o caminho das pedras para se dar bem na defesa de suas causas trabalhistas no tribunal onde serão julgadas. Isso não é exercício legítimo do magistério, é lição de lobby indevido.

DIVISÃO DA CORTE – Peca o magistrado Vieira de Mello, porém, ao reforçar e normalizar a divisão da corte entre os juízes que têm interesses e os que defendem causas, colocando-se na ala dos moralmente superiores. Fica, com isso, evidente a existência no TST do mesmo tipo de dinâmica partidária que contamina o STF.

Nessa toada, nada se corrige; tudo é jogado na vala das disputas internas por um protagonismo político incompatível com quem deve à sociedade o ofício da boa justiça.

Após ser criticado, Eduardo reage a Salles e expõe guerra aberta no núcleo bolsonarista

Salles acusou Eduardo de vender vaga em chapa ao Senado

Hyndara Freitas
O Globo

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) rebateu as críticas feitas pelo deputado Ricardo Salles (Novo-SP), que neste sábado reclamou da decisão do PL de lançar André do Prado (PL) como pré-candidato ao Senado por São Paulo, com apoio de Eduardo. Em uma transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira (11), Eduardo respondeu ponto a ponto as falas de Salles, disse que ele se transformou num “biruta de vento político”, que “está virando meme” e pediu “mais maturidade” para ele.

Salles se coloca como pré-candidato ao Senado e criticou a escolha de Prado como segundo postulante da direita ao cargo, na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Eduardo será o primeiro suplente de Prado. No sábado, em entrevista ao podcast IronTalks, Salles falou que Eduardo foi “fazer bravatas” nos Estados Unidos e o chamou de “burro”, e acusou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de ter praticado “corrupção” no Ministério dos Transportes.

“CALÚNIA” – Eduardo disse que Salles “partiu para a calúnia” ao dizer que ele estaria aceitando dinheiro para apoiar Prado. O filho de Jair Bolsonaro (PL) disse que precisava responder, mas que não irá processar Salles por tê-lo chamado de corrupto, mas pediu que ele provasse que há alguma espécie de “acordo financeiro” entre ele e André do Prado.

“Você está virando meme nas páginas, Salles, por causa dessa sua conduta de ser biruta de vento político. Você é quem está se desgastando, não sou eu não. Eu sou o primeiro suplente de uma chapa. Você está notoriamente quieto, todo mundo viu isso, porque você acha que essa é a estratégia correta de se manter dentro do tabuleiro político com mandato. Eu coloquei tudo na minha vida em jogo, uma candidatura encaminhada para o Senado, para me arriscar e tentar fazer pressão de fora”, falou.

NEGOCIAÇÃO – No sábado, em entrevista ao podcast “IronTalks”, Salles declarou que Eduardo teria feito parte do grupo que negociou a vaga de Prado em troca de receber até R$ 60 milhões. O ex-ministro afirmou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) descartou ter Prado em sua chapa como vice nas eleições deste ano “para não contaminar o governo” com supostos esquemas de corrupção.

“O Tarcísio sabe o que o PL do Valdemar vai fazer se ele puser o cara (André do Prado) de vice. O cara não foi aceito para ser vice. Estão querendo dizer que o candidato ao Senado do centrão corrupto, que justamente por essa razão não pôde ser vice para não contaminar o governo, passa a ter credencial para ser senador — afirmou. — A troco de quê que o Valdemar e o Prado convenceram o pessoal? Lá na Câmara, já estão dizendo: “pagou não sei quantos milhões”. Espero que seja mentira. Se der um telefonema para quatro deputados federais, os quatro vão falar a mesma coisa: “recebeu (dinheiro)”. Um fala R$ 20 milhões, outro fala R$ 60 milhões”, completou Salles.

NÃO JOGA NO GRUPO – Eduardo disse que Salles está “cag***” para os outros nomes que eram cotados para serem candidatos ao Senado em São Paulo, como o vice-prefeito Mello Araújo (PL), o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado estadual Gil Diniz (PL), e criticou sua postura de “não jogar para o grupo”. Para o ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos, o ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro quer “descontar a raivinha porque não foi escolhido” para ser apoiado pelo PL para a eleição.

“Salles não é incontrolável não, o Salles não joga para o grupo, esse é o problema dele. É por isso que ele está fazendo esse estardalhaço todo, ele quer se vingar de mim. Ele não quer botar o Mello Araújo, o Mário Frias, não. Ele vai se deleitar e vai rir se conseguir me tirar de campo e para isso ele está apelando tanto. Ele começa a conversa falando que quer jogar para o grupo e, no primeiro obstáculo que ele encontra, ele já estoura o pavio curto”, acrescentou.

SUMIÇO – Eduardo ainda rebateu as acusações de Salles de que teria sumido e não teria conversado com ele antes de decidir. André do Prado, junto a Valdemar, foi aos Estados Unidos três vezes neste ano para convencê-lo a apoiar sua candidatura. “Eu não sabia que eu devia satisfações a você, Salles. Por que você não veio aqui nos Estados Unidos, estava com medo de ser perseguido?”,indagou.

Em resposta à acusação de Salles de que Eduardo saiu do Brasil para “fazer bravatas” no exterior, o filho de Bolsonaro se defendeu dizendo que suas ações nos EUA teriam ajudado a direita em alguns pontos, citando a sanção do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a Lei Magnitsky, e o crescimento do irmão Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto à presidência da República.

“Por que o Moraes foi sancionado com a Lei Magnitsky, por que o Flávio está liderando as pesquisas? É exatamente por causa disso que eu, junto com um monte de gente, vai expondo. A diferença entre eu aqui e você é que aqui eu tenho ferramentas mais poderosas de divulgação”, disse.

BATE BOCA – Eduardo ainda aproveitou para xingar o vereador Pablo Almeida (PL), de Belo Horizonte, aliado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). No mês passado, Eduardo e Nikolas bateram boca nas redes sociais.

“É lamentável que pessoas recortem meu vídeo onde eu falo “não tô nem aí, meu pai vai morrer um dia mesmo”, esses dez segundos, e sugerir que eu não estou me importando com a vida do meu pai. Isso não foi o Salles não, isso foi um vagabundo, um vereador de BH que é o braço-direito do Nikolas, o Pablo. Isso que o Pablo fez é coisa de vagabundo. E depois como ele faz para se limpar? Ele vai lá com o Flávio tirar uma foto. E o Flávio está num turbilhão, eu nem enchi o saco dele com isso. Mas Pablo, você é um vagabundo”, disse.

 

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