
Rubio admite decisão de Trump para receber Flávio
Deu no O Globo
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou neste sábado que o governo do presidente Donald Trump não interveio diretamente na fuga de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos após sua derrota eleitoral no último domingo. O senador, investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, deixou o Brasil nesta quarta-feira, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que ele entregasse seus passaportes.
— Ele já dispunha de um visto, e o presidente (Trump) tomou a decisão de permitir sua entrada no país — explicou Rubio em uma entrevista coletiva realizada em Atlanta. — O governo dos Estados Unidos não participou diretamente (da saída de Flávio do Brasil).
FUGA – O candidato de 45 anos fugiu do Brasil passando pela Argentina e pelo Equador em um avião que, segundo os jornais The New York Times e o The Wall Street Journal, foi fretado por Jason Miller, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O avião que transportou o ex-candidato brasileiro para os Estados Unidos foi pago por um intermediário a partir de uma conta bancária americana, segundo declarou à AFP o diretor da companhia aérea. A Casa Branca não fez comentários sobre o voo, mas Trump qualificou as eleições brasileiras de “vergonhosas”.
“REUNIÃO ROTINEIRA” – Uma fonte diplomática brasileira, que falou sob condição de anonimato, declarou à AFP que o representante diplomático da Argentina havia sido convocado para uma “reunião rotineira” para “dar explicações” sobre o voo. O ministro das Relações Exteriores da Argentina negou posteriormente que o Brasil tenha pedido explicações ao seu governo por seu papel na fuga.
Desde sua chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro afirmou ser o verdadeiro líder do Brasil e declarou que deixou o país porque era vítima de uma “perseguição”. O pai de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre uma pena de 27 anos em prisão domiciliar por planejar um golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022.
Rubio tenta desesperadamente tirar o dele da reta.
Dá para imaginar o tamanho da bronca que Donald Trump deve ter dado em Marco Rubio e Jason Miller após a vergonhosa derrota de Flávio para Lula, de virada.
Os dois — com Rubio à frente — haviam afiançado e vendido a vitória garantida de um picareta como Flávio, arrastando Trump para uma aventura política que deu com os burros n’água.
Conhecido por não tolerar o fracasso, Trump detesta ter seu nome associado a perdedores, como Flávio, e intermediários incompetentes, e a frustração de ter sido enganado por seus próprios conselheiros certamente transformou os bastidores em um verdadeiro cenário de possíveis demissões e cobranças implacáveis.
A senadora democrata, viajou!
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