Carlos Bolsonaro confronta Nikolas e crise interna revela disputa pelo comando da direita

Aliados sugerem “vacina eleitoral” para Flávio Bolsonaro tentar romper imagem radical

Flávio tenta convencer que é  um Bolsonaro moderado

Gustavo Uribe
CNN

O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem sido aconselhado a firmar um compromisso com a estabilidade democrática.

A ideia sugerida por dirigentes de direita seria incluir no programa de governo do postulante ao Palácio do Planalto uma defesa enfática ao regime democrático e o respeito ao resultado das urnas.

“VACINA ELEITORAL” –  O objetivo seria ter uma “vacina eleitoral” e rebater a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vincular ao primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ao rótulo de radical, além de enfraquecer as acusações sobre a possibilidade de um novo episódio golpista do 8 de janeiro de 2023, que levou o pai do senador à prisão.

Desde o início da pré-campanha, Flávio tem se apresentado como um Bolsonaro de postura moderada, ou seja, tentado se diferenciar do pai em busca de um eleitorado de centro insatisfeito com a gestão petista.

Em viagem à Europa, Lula reforçou o discurso eleitoral de avanço do que ele chamou de “extrema direita” no mundo e de que ele representa a defesa da soberania e do diálogo. A ideia defendida é de que, no programa de governo, Flávio também faça um aceno de diálogo com o STF (Supremo Tribunal Federal), para distensionar a relação com a Suprema Corte, e sugira políticas públicas focadas a minorias, como mulheres e negros.

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Affonso Romano analisa poeticamente os erros na obra de Pablo Picasso

A vida e a obra de Pablo Picasso | Nerdologia

Romanno diz que Picasso é genial mesmo quando erra…

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista e poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, no poema “Entrando no Museu Picasso”, aponta os erros que o artísta possuía tanto na pintura quanto no amor, constituindo-se em errância, numa extravagância de erros.

ENTRANDO NO MUSEU PICASSO
Affonso Romano de Sant’Anna

Picasso
erra
quando pinta
e erra
quando ama.

Mas quando erra
erra
violenta e
generosamente,
erra
com exuberante
arrogância,
erra
como o touro erra
seu papel de vítima,
sangrando
quem, por muito amar, fere
e sai ovacionado
com banderilhas na carne.

Pintor do excesso
e exuberância,
Picasso
é extravagância.
Ele erra,
mas nele,
o erro
mais que erro
– é errância.

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Zema volta a ironizar ministros do STF após virar alvo de pedido em inquérito das fake news

PT lança vídeo para associar Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master

Economia de ideias: o vazio estratégico que marca a corrida presidencial

Ausência de propostas robustas revela fragilidade

Pedro do Coutto

A sucessão presidencial que se desenha para outubro expõe um paradoxo inquietante da política brasileira contemporânea: nunca se falou tanto em projetos para o país, e, ao mesmo tempo, nunca se apresentou tão pouco em termos concretos. Reportagem de Bernardo Mello, publicada em O Globo, identifica um padrão comum entre nomes centrais da disputa — Lula da Silva, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro: todos evitam compromissos claros em áreas sensíveis, especialmente na economia e na redistribuição de renda. O resultado é uma campanha marcada mais por posicionamentos genéricos do que por propostas verificáveis.

Esse fenômeno reflete uma estratégia política deliberada em um ambiente altamente polarizado, no qual assumir compromissos concretos pode significar perder mais votos do que ganhar. A polarização — entendida como o distanciamento crescente entre posições ideológicas e eleitorados — tende a punir nuances e premiar discursos simplificados . Nesse contexto, propostas detalhadas deixam de ser ativos eleitorais e passam a representar riscos.

SEM PROPOSTAS – O problema, no entanto, vai além da tática eleitoral. A ausência de propostas robustas revela uma fragilidade estrutural: a incapacidade (ou falta de interesse) de formular um projeto nacional consistente. Questões centrais como desigualdade social, produtividade econômica, reforma tributária ou transição energética aparecem diluídas em discursos vagos, muitas vezes substituídas por slogans ou promessas amplas, sem mecanismos claros de implementação.

Entre os nomes analisados, o caso de Lula apresenta uma assimetria evidente. Como presidente em exercício, ele não apenas dispõe da visibilidade institucional, mas também da máquina administrativa e da capacidade de transformar decisões em políticas públicas. Isso reduz a necessidade de detalhamento programático no campo eleitoral, pois sua gestão já funciona, na prática, como vitrine. Essa vantagem estrutural cria um desequilíbrio competitivo: enquanto adversários precisam prometer, o incumbente pode mostrar — ainda que selecione estrategicamente o que exibir.

Por outro lado, candidaturas como as de Zema e Caiado enfrentam um dilema clássico: precisam se diferenciar sem romper com bases eleitorais amplas e heterogêneas. No caso de Zema, por exemplo, sua projeção nacional ainda depende de alianças e da consolidação de uma identidade política mais definida, o que limita a apresentação de propostas mais ousadas ou específicas . Já Caiado, embora tenha discurso mais assertivo em temas como segurança, também evita detalhamentos que possam restringir sua margem de negociação política.

PESO SIMBÓLICO  – Flávio Bolsonaro, por sua vez, carrega o peso simbólico de um campo político ainda fortemente associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Sua estratégia tende a orbitar mais em torno de posicionamentos ideológicos e da manutenção de uma base fiel do que na construção de um programa inovador. Isso reforça a lógica de campanha identitária, em detrimento da programática.

Há, portanto, um elemento comum que atravessa todas essas candidaturas: a substituição do debate de políticas públicas por uma disputa de narrativas. Trata-se de uma “economia de ideias”, na qual propostas são racionadas para evitar desgaste, e o foco se desloca para símbolos, valores e antagonismos.

Essa dinâmica traz riscos evidentes. Primeiro, empobrece o debate democrático, reduzindo a capacidade do eleitor de comparar projetos de forma objetiva. Segundo, dificulta a cobrança futura: sem compromissos claros, a responsabilização política se torna difusa. Por fim, perpetua um ciclo de baixa qualidade programática, no qual campanhas se tornam cada vez mais superficiais.

MENOS PROMESSAS – Mas há também uma leitura estratégica possível: em um eleitorado fragmentado e desconfiado, candidatos preferem manter flexibilidade máxima até o último momento. Prometer menos é, nesse sentido, prometer com menor custo político. A questão é se essa racionalidade eleitoral de curto prazo não compromete a governabilidade de longo prazo.

No limite, a eleição de 2026 pode não ser definida pelo melhor projeto de país, mas pela narrativa mais eficiente — ou pela menor rejeição. E isso diz menos sobre os candidatos e mais sobre o estágio atual da democracia brasileira: uma arena em que o risco de errar pesa mais do que a coragem de propor.

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STF em xeque: entre a defesa da democracia e as fragilidades internas

Confira os crimes que Mantega e Toffoli praticaram na “nomeação” de Messias

Petrobras ainda não indicou Mantega para Braskem

Mantega era ministro da Fazenda quando cometeu a fraude

Carlos Newton

Já houve um tempo em que analistas políticos do primeiro mundo se interessavam pelo Brasil e estudavam em profundidade a política nacional. Eram chamados de “brazilianistas” e viviam por aqui. Publicavam livros e ensaios, eram festejados e davam entrevistas. Mas acabaram sumindo, porque nossa política é tão surrealista que nem os próprios brasileiros conseguem entender.

Essa desordem permanente enxovalha a grandeza do país, um dos maiores do mundo em território, população e produção econômica. As maluquices e insanidades são tantas que atingem a própria Suprema Corte, que se transformou numa espécie de asilo muito louco, igual ao manicômio Casa Verde criado por Machado de Assis.

DEPOIS DE TOFFOLI… – Quando a opinião pública pensava que não haveria mais indicações levianas ao Supremo do tipo Dias Toffoli, aquele que virou ministro sem conseguir ser aprovado duas vezes em concurso para juiz singular, eis que aparece um outro candidato de igual insignificância e falta de capacitação.

O novo indicado pela presidente Lula da Silva é Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, o curioso “Bessias”, que ficou famoso quando assessorava a então presidente Dilma Rousseff, aquela que também tinha um parafuso frouxo e dificuldades de expressar seus pensamentos.

Pensava-se que Dilma o chamava de “Bessias” por dificuldade de pronunciar o nome dele. Mas em Brasília sabe-se que ela apena fazia uma corruptela de “aquele besta do Messias”, devido ao despreparo do assistente jurídico da Casa Civil.

SALAMALEQUES – É público e notório que candidatos a integrar o Supremo costumam engordar os currículos com importantes cargos, diplomas e títulos de toda sorte. Alguns, como Nunes Marques, dizem ter se doutorado em Salamanca, na Espanha – parece que gostam do nome, que lembra os salamaleques jurídicos que abundam nos dias de hoje.

Mas o caso agora é diferente com o indicado Jorge Messias, que vai ser sabatinado pelos senadores nesta quarta-feira. Tudo na vida dele é surreal.

Como já mostramos aqui, Toffoli ainda era ministro da Advocacia-Geral da União, em 2007, quando assinou uma Portaria Conjunta com o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, para nomear dezenas de candidatos, entre eles Jorge Messias, militante do PT em Pernambuco, que estava na 86º colocação, mas pediu para ser nomeado por último, um direito garantido pelo edital a candidatos que não cumpram exigências ou até por motivos pessoais. Assim, num concurso para preencher apenas 27 vagas, foram nomeados 643, vejam que absurdo.

NOMEAÇÕES DESNECESSÁRIAS – Explicando melhor: um ano e meio depois da divulgação e nomeação de espantosos 577 candidatos para apenas 27 vagas, os então ministros Mantega (Fazenda) e Toffoli (AGU) divulgaram uma lista adicional nomeando mais 66 nomes, sem apontar a existência dos respectivos editais atos da Escola de Administração Fazendária (ESAF), organizadora do concurso, que justificassem aceitação do requerimento de cada candidato tardio.

Cabia à ESAF publicar edital esclarecendo se eles realmente cumpriram as exigências. Mas isso nunca foi feito. Os ministros passaram por cima da ESAF como um rolo compressor e fizeram essas 66 nomeações adicionais, um ano e meio após a homologação do concurso.

A essa altura, o aparelhamento da máquina administrativa estava acelerado, e  Mantega e Toffoli já tinham realizado outro concurso para a mesma carreira de procurador da Fazenda, desta vez tipo recorde, com 250 vagas, logo após terem nomeado os 643 aprovados para apenas 27 vagas, incluindo Messias. 

SEM PRÁTICA – Esse furor nas nomeações caracterizava grave irregularidade, por serem abertas vagas sem necessidade. E o caso de Messias era mais delicado, porque ele não poderia ter comprovado dois anos de prática forense, pois até 1º de junho de 2006, quando foi nomeado pela primeira vez, para procurador do Banco Central, ainda trabalhava em Recife na Caixa Econômica Federal em horário integral, não tinha como frequentar o Fórum o obter prática jurídica.

Há suspeitas também sobre seu registro definitivo na OAB de Pernambuco, onde morava. Sua transferência para a Seccional de Brasília foi feita em 2009 e manteve a inscrição sob nº 31.448. A suspeita ocorre porque essa numeração caracteriza registro realizado em Pernambuco  vários anos após ser nomeado em 1º de junho de 2006 

Estamos apurando essa contradição, mas ainda não conseguimos resposta da OAB-PE e da Ouvidoria da OAB Nacional sobre a data de inscrição definitiva de Messias como advogado, que precisaria ser anterior a 1º de junho de 2006, quando foi nomeado procurador do Banco Central. Se o registro tiver sido feito depois, comprova-se plenamente a fraude.,

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P.S. 1
– O mais espantoso na carreira de Messias é que, poucos meses após assumir no Banco Central, sem prática forense e com apenas 26 anos, o calouro conseguiu ser eleito presidente da Associação dos Procuradores do Banco Central, porque na carreira já havia muito mais procuradores novos do que antigos, e a maioria era petista.

P.S.
– Esses excessos cometidos nos concursos públicos significam a negação da democracia. Foram arquitetados para aparelhar a estrutura funcional com inscritos que eram ligados ao PT ou recomendados pelo partido. Parece algo que não se pode provar, porém é mais do que evidente, porque esse fenômeno aconteceu entre 2003 e 2015, quando foram nomeados os derradeiros 211 procuradores da Fazenda na era do PT. Até 2002, no governo FHC, desde a criação da carreira, em 1952 (governo Vargas) a Fazenda só teve 459 procuradores. Mas os governos de Lula e Dilma, em 12 anos, nomearam 1.640 concursados, criando uma superlotação tão escandalosa que desde 2015 não houve mais nenhuma nomeação nesta carreira de procurador da Fazenda…  (C.N.)

Rede aciona STF para barrar venda de mineradora de terras raras aos EUA

Cármen Lúcia propõe “brigadas eleitorais” para candidatas e reacende debate político

‘Misógino de extrema direita’: Gleisi reage à ofensa contra brasileiras feita por aliado de Trump

Reforma do Judiciário: OAB articula mobilização nacional e desafia modelo do STF

OAB lança comissão o após proposta de Dino

Mariana Muniz
O Globo

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu criar uma comissão para mobilizar a advocacia e a sociedade civil em torno da reforma do Judiciário, em meio ao avanço do debate sobre mudanças na estrutura das cortes, impulsionado por propostas recentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que defendeu alterações no sistema e maior rigor no combate a desvios na magistratura.

Instituída por portaria do Conselho Federal, a Comissão de Mobilização para a Reforma do Poder Judiciário terá a função de articular e implementar medidas já aprovadas internamente pela entidade, além de coordenar a atuação institucional da OAB e consolidar contribuições das seccionais estaduais. O colegiado será presidido pela secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, e contará com a participação de conselheiros federais e presidentes de seccionais. Também haverá apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal, que ficará responsável por subsidiar os trabalhos do grupo.

ATRIBUIÇÕES – Entre as atribuições da comissão está a mobilização da advocacia para o debate público e o encaminhamento de propostas já aprovadas pelo plenário da entidade, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, a limitação de decisões monocráticas e a criação de regras mais rígidas para a atuação de parentes de magistrados na advocacia.

Segundo o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, a iniciativa busca dar continuidade a deliberações já consolidadas pela entidade e reforçar a participação da advocacia nas discussões institucionais. “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário. Qualquer discussão sobre o tema só será legítima se envolver a advocacia, que é a profissão que leva ao Estado o pleito das cidadãs e dos cidadãos “,afirmou.

A portaria também estabelece prazo de 15 dias para que conselheiros federais e seccionais encaminhem sugestões e subsídios ao colegiado, que deverão ser consolidados e analisados em conjunto com contribuições já apresentadas por unidades da federação.

ARTIGO DE DINO – Em artigo publicado no site ICL Notícias, Dino escreveu que “reformas são bem-vindas, quando inspiradas pelo interesse público e revestidas de consistência técnica”. A última reforma do Judiciário aconteceu há 22 anos, em 2004, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência da República.

A movimentação ocorre em paralelo a outras frentes em discussão no Supremo. Além das propostas defendidas por Dino, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, tem apoiado o debate sobre mudanças no funcionamento do Judiciário e conduz iniciativas internas, como a discussão sobre a criação de um Código de Conduta para o tribunal.

Nesse contexto, a OAB também encaminhou ao STF, em fevereiro, sugestões para a elaboração de regras éticas mais objetivas, defendendo maior transparência e participação da advocacia no processo.

Ciro hesita entre Presidência e Ceará e reaparece atacando polarização e sistema político

Ciro promete decidir candidatura até meados de maio

Filipe Vidon
O Globo

Candidato a presidente em quatro eleições, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) prometeu, neste sábado, decidir até o fim da primeira quinzena de maio se disputará a Presidência da República ou o governo do Ceará em 2026.

Mesmo sem a confirmação, o tom do discurso foi predominantemente nacional, citando temas como economia, judiciário e a polarização entre PT e PL. Ciro falou para correligionários durante encontro de pré-candidatos do PSDB, na primeira agenda pública do ex-ministro após receber o convite formal do presidente nacional da legenda, o deputado federal Aécio Neves, para encabeçar a chapa presidencial do partido.

DERROTA EM 2022 – Ao justificar a disposição de voltar à disputa nacional, Ciro revisitou a derrota de 2022, quando teve seu pior desempenho nas quatro eleições presidenciais que disputou. O político disse ter sido impedido de competir em condições justas e que, não fosse a “gravidade do momento”, evitaria a política. Ciro afirmou ainda sentir-se “obrigado pelo apelo” de seu partido a considerar o convite.

— Na última eleição eu me senti profundamente humilhado por uma campanha fascista que me negou o próprio direito de participar. E eu, se tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto dessa quadra política fascista de lado a lado nem para dar os parabéns nem os pêsames. Nesse pleito é presidente ou governador. Um dos dois. No fim da primeira quinzena de maio, eu tomo a decisão.

MENSAGEM EM VÍDEO – A ausência de Aécio Neves não passou despercebida. O presidente nacional do PSDB, que em 14 de abril fez o convite público a Ciro para encabeçar a chapa presidencial, enviou uma mensagem em vídeo aos pré-candidatos reunidos no Clube Juventus, na Mooca, zona leste de São Paulo — mas não citou o nome de Ciro Gomes em nenhum momento da gravação.

Na ocasião em que recebeu o convite de Aécio, Ciro já havia sinalizado que não descartava a candidatura, mas ponderou que a decisão precisaria ser amadurecida com sua base política no Ceará, estado pelo qual construiu sua trajetória e onde havia se posicionado como principal nome da oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT).

POLARIZAÇÃO –  Para embasar a volta ao palanque, Ciro enumerou o que chamou de “pior momento histórico, sob o ponto de vista estrutural, da vida republicana brasileira”. O ex-ministro também criticou o que considera convergência entre PT e PL na condução da política econômica — câmbio flutuante, metas de inflação e autonomia do Banco Central — e cobrou dos dois campos uma posição sobre as terras raras, setor que classificou como “o petróleo do século XXI”.

— Que polarização é essa em que os dois defendem a mesma política econômica? É tudo igual: Lula 1, Lula 2, Lula 3, Dilma 1, Dilma 2, Bolsonaro, Michel Temer. O Brasil precisa de uma alternativa. Agora, eu não sei se sou eu, porque eu cansei. Eu perdi a crença nas mediações brasileiras.

“COMPADRIO” – Sobre o Judiciário, Ciro evitou a retórica de adversários que prometem reformas imediatas ou anistias, mas criticou o que chamou de “compadrio” nas nomeações para o Supremo. Disse também que fazer CPI para investigar um ministro e em seguida votar a favor de uma indicação política para a corte é “puro oportunismo”. Ao ser perguntado sobre suas bandeiras prioritárias, Ciro defendeu uma agenda ampla, mas com ênfase na economia.

— O Brasil precisa de uma ruptura. Será que nós estamos com base social para promover essa ruptura? Porque eu não quero decepcionar as pessoas. O Brasil precisa de uma alternativa. Agora, eu não sei se sou eu, porque eu cansei. Eu perdi a crença nas mediações brasileiras.

O evento foi organizado pela Executiva Estadual do PSDB de São Paulo e reuniu pré-candidatos da legenda a deputado estadual e federal, além de parlamentares, prefeitos e vereadores tucanos do estado. Entre as lideranças presentes estavam o presidente estadual do PSDB paulista e pré-candidato ao governo de São Paulo, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André; a deputada estadual Ana Carolina Serra; o ex-senador José Aníbal; e o prefeito de Marília, Vinícius Camarinha.

RACHA NO CEARÁ –  A eventual migração de Ciro para a disputa nacional deixaria sem nome de peso a oposição a Elmano no Ceará — e complicaria ainda mais a relação já rompida com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB). Em entrevista publicada pelo GLOBO em 8 de abril, Cid disse ser “muito constrangedor ter um irmão e não votar nele”, ao comentar a possibilidade de enfrentar Ciro em chapas opostas no estado.

Cid, aliado do governador Elmano, avaliou que seria “quase incontornável” a candidatura do irmão ao governo cearense, dados o alinhamento de Ciro com PL e União Brasil e a ausência de outro nome capaz de liderar a chapa de oposição. O senador disse que apoiaria Ciro caso ele fosse candidato à Presidência, mas que na disputa pelo governo do Ceará os dois estariam em lados opostos.

O afastamento entre os irmãos remonta a 2022, quando discordaram sobre o candidato do PDT ao governo estadual. Ciro bancou Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, enquanto Cid defendia a então governadora Izolda Cela. A ruptura aprofundou-se em novembro de 2023, quando Cid deixou o PDT e migrou para o PSB junto com dois outros irmãos e cerca de 50 prefeitos municipais, esvaziando politicamente a base de Ciro no estado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ciro Gomes para presidente? Era só o que faltava. Deve ser Piada do Ano, para aparecer na mídia e ganhar votos na eleição de governador do Ceará. (C.N.)

Congresso se alinha a Lula para cortar impostos dos combustíveis em meio à crise internacional

Se a quadrilha de Ibaneis ficar impune, é melhor a gente se mudar para o Paraguai

Como a implicação do BRB no caso Master afeta Ibaneis Rocha - Nexo Jornal

Ibaneis Rocha abriu o olho e está sumido (ou foragido)

Roberto Nascimento

A série de artigos da jornalista Malu Gaspar, a estrela que desvendou o escândalo do Banco Master e que continua desbravando todos os elos dessa corrente do mal contra o sistema bancário do Brasil, não deixa a menor sombra de dúvidas sobre o desfecho dessa novela de Brasília, envolvendo dois atores do elenco da fraude: Ibaneis Rocha e Celina Leão, então governador e vice, arrastados pelo bandido Daniel Vorcaro.

Não tem mocinho nessa trama macabra, todos são bandoleiros assaltando a caravana do Banco Regional de Brasília e do Banco Master.

JOGANDO PARADO – Importante salientar, que o xerife está jogando parado, no aguardo do término das investigações oriundas dos celulares do chefe do bando, mesmo sem a senha dos aparelhos. A nuvem está cheia de informações, mas o processo demora.

Importante salientar, que candidaturas de governador, senador e deputado federal estão por um fio e na mão do xerife. Quando as informações vierem a público, o estrago nas reputações será avassalador.

Com o avanço das investigações, os dois destaques políticos na farra do Banco Master estão se desentendendo. A atual governadora do DF, a lutadora de boxe Celina Leão, é do PP de Arthur Lira e Ciro Nogueira, duas ilustres companhias do Centrão, e se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão.

CPF DIFERENTE – No desespero, Celina Leão tem alegado que o CPF dela é diferente do corrupto Ibaneis Rocha, o ex-governador, que renunciou para se candidatar ao Senado. Ora, os dois eram unha e carne. Portanto, Celina Leão não desconhecia o esquema criminoso da compra do Master pelo BRB.

Coloco nessa teia do diabo o advogado Daniel Monteiro, preso na mesma operação em que a Polícia Federal encarcerou Paulo Henrique Costa, o laranja que Ibaneis colocou à frente do BRB.

Como ele estava recebendo suborno de Daniel Vorcaro, através da transferência de imóveis avaliados em R$ 174 milhões para seu nome, pode-se calcular quanto seria o cachê de Ibaneis, que era o poderoso chefão da jogada.

CONTAS SECRETAS – Voltando ao advogado Daniel Monteiro, os vazamentos de informações em Brasília indicam que o ilustre causídico era o articulador das tenebrosas transações entre Vorcaro (Master) e Paulo Henrique Costa (BRB).

Os investigadores estão na mira das contas secretas em paraísos fiscais, com informações de que somente Vorcaro teria investimentos da ordem de R$ 40 bilhões. E Ibaneis Rocha, que sumiu e parece estar foragido, conseguiu a façanha de se envolver no escândalo como pessoa física e pessoa jurídica, porque seu escritório de advocacia extorquiu R$ 30 milhões de Vorcaro.

O Brasil vem sendo saqueado desde o Império. Essa sangria não para nunca. Mas tudo isso, é claro, deve influir nas eleições de outubro. Se não influir e Ibaneis e sua quadrilha forem eleitos, é melhor a gente se mudar para um país mais sério, como o Paraguai.

Rio, que mora no mar, sorrio pro meu Rio, que tem no seu mar lindas flores que nascem morenas…”

O Barquinho Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli - História e Letra

Menescal e Boscoli, pioneiros da bossa nova

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, produtor musical e compositor carioca Ronaldo Fernando Esquerdo e Bôscoli (1928-1994), na letra de “Rio”, parceria com Roberto Menescal, fala do Rio de Janeiro, a eterna Cidade Maravilhosa. A música faz parte do CD Bossa Nova gravado por Leny Andrade, em 1991, pela Eldorado, e fez grande sucesso.

RIO
Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli

Rio que mora no mar
sorrio pro meu Rio
que tem no seu mar
lindas flores que nascem morenas
em jardins de sol.

Rio, serras de veludo
sorrio pro meu Rio
que sorri de tudo
que é dourado quase todo dia
e alegre como a luz

Rio é mar
eterno se fazer amar
o meu Rio é lua
amiga branca e nua

É sol, é sal, é sul
são mãos se descobrindo
em tanto azul
por isso é que meu Rio
da mulher beleza
acaba num instante
com qualquer tristeza
meu Rio que não dorme
porque não se cansa
meu Rio que balança
Sorrio, só Rio, só Rio…

Lula condena ataque a tiros contra Trump e afirma que Brasil repudia violência política