Geraldo Alckmin e o dilema de São Paulo: um vice que não quer ser substituído

Lula disse que Alckmin tem ‘papel a cumprir’ no estado

Palanques exclusivos: a estratégia de Flávio Bolsonaro para fortalecer o PL em 2026

Flávio faz ofensiva por candidatos do PL em todo o país

Vera Magalhães
O Globo

Flávio Bolsonaro lançou uma ofensiva para que o PL lance candidatos a governador em todos os Estados, ameaçando romper alianças já seladas ou em tratativas adiantadas com postulantes de siglas aliadas.

No Espírito Santo, o pré-candidato do PL à Presidência fez com que a seção local do partido recuasse das negociações com o prefeito de Vitória, Lourenço Pazolini, que é do Republicanos, e, agora, a ideia é lançar o senador Magno Malta, que é do próprio PL.

AMEAÇA – Em Minas Gerais, o apoio do partido ao vice-governador Mateus Simões, que recentemente trocou o Novo pelo PSD, também está ameaçado. Flávio vem incentivando a candidatura do deputado federal Nikolas Ferreira, um dos nomes com maior capacidade de mobilização da direita no país.

No Rio, Flávio não aceitou o ensaio do governador e aliado Claudio Castro de lançar o chefe da Casa Civil, Nicola Miccioni, tido como um quadro de perfil mais leve e técnico, mas filiado ao PL há pouco tempo. O filho de Bolsonaro faz carga pelo lançamento de um candidato “raiz” em seu próprio domicílio eleitoral: Douglas Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson.

A estratégia de ter candidatos “puro-sangue” visa assegurar que os palanques nos Estados sejam de Flávio, e não compartilhados com algum eventual outro candidato da centro-direita. Também visa buscar a associação direta com o número 22, o que sabidamente aumenta os votos em legenda e pode, também, facilitar a eleição de nomes do PL ao Senado, uma das obsessões da família Bolsonaro neste pleito de 2026.

PRESSÃO – Se for levada a ferro e fogo, a diretriz de ter candidatos do PL em toda a federação joga mais uma pressão nas costas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é do Republicanos, contornou os apelos do próprio Bolsonaro em 2022 para se filiar ao PL e ainda hesita em se alistar nas fileiras de Valdemar Costa Neto.

A avaliação de Tarcísio é que uma candidatura pelo PL seria vista em São Paulo como mais à direita do que ele pretende se mostrar, e poderia afastar o apoio de partidos do centrão e até facilitar a eleição de pelo menos um senador mais moderado, ligado ao projeto reeleitoral de Lula.

Moraes e Toffoli enfrentam Fachin para manter seus negócios escusos

5x0: Toffoli vota por manter restrições de manifestações em todo o país

Toffoli e Moraes são dois perdidos num tribunal muito sujo

Mario Sabino
Metrópoles

O presidente do STF, Edson Fachin, adiou para data a ser definida um almoço que teria com os demais ministros no dia 12. O prato principal era o código de ética que ele quer implantar. Um prato indigesto para Moraes e Toffoli.

A assessoria de imprensa do STF informou que o adiamento já estava decidido antes da sessão de ontem. De qualquer forma, casou-se bem com o clima de cortar com faca instalado no tribunal desde que Fachin decidiu que adotará um código de ética para os ministros do Supremo.

DUPLA DINÂMICA – O Código de Ética é uma resposta à revelação das ligações perigosas de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na sessão de quarta-feira, de discussão sobre os limites do uso das redes sociais por magistrados, a dupla dinâmica reagiu ao discurso de Fachin na abertura do ano judiciário, quando o presidente do STF afirmou que a adoção de um código de ética para os ministros do STF era um compromisso seu e anunciou que Cármen Lúcia seria a relatora.

“Se os tempos exigirem mais de nós, sejamos maiores que os desafios. Enquanto a magistratura brasileira permanecer íntegra e firme, a democracia permanecerá em pé, com plena legitimidade. Reafirmo o compromisso com a adoção de um código de ética para o tribunal”, disse o presidente do tribunal.

“VÍTIMAS DA IMPRENSA” – Na sua reação, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli pareceram menores do que os desafios impostos pelos tempos. Previsivelmente, ambos são contrários a qualquer código. Acham que já existem limites suficientes a ditar o comportamento dos magistrados — e fingiram, mais uma vez, serem “vítimas” da imprensa.

Os jornalistas agiriam de “má-fé” ao apontar que ministros exercem atividades empresariais e comerciais que não estariam de acordo com a conduta esperada de um integrante do Supremo.

“O magistrado não pode fazer mais nada na vida, só o magistério. Pode dar aulas, dar palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras. Por falta do que criticar, daqui a pouco a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, reclamou Moraes.

SEM DEMONIZAR… – Querer transparência sobre quem está pagando e quanto está pagando por palestras de ministros do Supremo não é demonizar palestras, fica a dica para o ministro que, coitado, não pode fazer mais nada na vida.

Muito preocupado com as finanças dos seus pares, Moraes citou a Lei Orgânica da Magistratura para falar sobre juízes donos de empresas. A lei veta apenas que juízes eles sócios-dirigentes.

“Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter uma aplicação no banco, ter ações no banco. ‘Ah, é acionista do banco, então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro’”, sofismou.

FAZENDEIROS – “Vários magistrados são fazendeiros, donos de empresas. E eles, não excedendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”, emendou Toffoli, talvez em solidariedade ao fazendeiro Gilmar Mendes.

Também incomoda que a imprensa denuncie o tráfico de influência de advogados familiares de ministros nos tribunais superiores.

Para Moraes, esse é um problema que simplesmente não existe, visto que “o magistrado, desde o juiz de Aguaí até o STF, está impedido de julgar qualquer caso que tenha como partes ou como advogados seus parentes”.

E A MULHER DELE? – O juiz de Aguaí deve achar que os dois ministros deixaram escapar a oportunidade de explicar como a mulher advogada de Moraes conseguiu um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master e de esclarecer quais eram as relações societárias de um cunhado de Vorcaro com os irmãos de Toffoli em um resort no Paraná.

A reação de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli mostra o quanto é urgente um código de conduta no STF, principalmente para que sirva, no Senado, de baliza incontornável à abertura de processos de impeachment de ministros do tribunal.

É disso que ambos têm medo. Não só eles.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Sensacional o artigo de Mário Sabino. Faz lembrar a peça de Plinio Marcos, “Dois Perdidos numa Noite Suja”. Ah, Brasil, você não muda nada… (C.N.)

Alckmin é descartado, e o novo vice será petista, devido à idade de Lula

Entrada de Gleisi no governo não impactou dólar, diz Alckmin | Brasil 247

Alckmin só soube que foi descartado quando leu o jornal

Carlos Newton

Na eleição de 2022, o ex-tucano Geraldo Alckmin foi importantíssimo para a vitória de Lula da Silva. Seu surpreendente ingresso no PSB tornou a chapa  mais palatável a muitos políticos e eleitores de centro-direita, fortalecendo o candidato do PT e roubando preciosos votos de Jair Bolsonaro, que perdeu a reeleição no photochrat, como se diz no turfe.

Quatro anos depois, o cenário tornou-se totalmente diverso. E Lula mais uma vez demonstra que seu forte não é o caráter, muito pelo contrário. Sem fazer a devida comunicação ao PSB e a Alckmin, que vem tendo uma atuação elogiável como ministro do Desenvolvimento, ao usar o BNDES como agente de alavancagem econômica, Lula simplesmente disse, numa entrevista ao UOL, que Alckmin será descartado de sua chapa.

USANDO AS PESSOAS – Foi uma grande decepção, mas Lula é assim mesmo. Costuma usar as pessoas e depois as afasta, quando não mais lhe interessa.

No caso de Alckmin, Lula faz pior, porque pretende que ele seja candidato a governador ou senador em São Paulo, junto com Fernando Haddad e Simone Tebet, para garantir mais votos à sua candidatura presidencial.

Na quinta-feira, Lula chegou a afirmar que tanto Alckmin quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ser candidatos ao governo de São Paulo. O presidente mostrou a que ponto fará pressão, ao dizer que Alckmin e Haddad sabem que “têm um papel a cumprir em São Paulo”.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Ao tomar essas decisões sem ouvir os interessados, Lula cria problemas graves que terá de resolver. O presidente do PSB, João Campos, não gostou nada do assunto. Neto de Miguel Arraes e filho de Eduardo Campos, ele foi logo avisando que o PSB não abre mão de indicar o vice.

O problema é grave, porque a direção do PT quer escolher o vice, diante da realidade dos fatos, pois Lula vai chegar ao segundo turno com 81 anos. Se vencer, será o político mais velho a ser eleito presidente no Brasil e no mundo.

Isso significa que há elevadas chances de Lula não cumprir o mandato inteiro. Como se sabe, o brasileiro tem vida média de 73 anos, e isso significa que na eleição Lula já estará fazendo 8 anos de hora extra, pois o tempo não para, como dizia Cazuza.

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P.S. –
Apesar da operação plástica de harmonização e do implante de cabelos, Lula está muito envelhecido e envilecido, como dizia  Rubem Braga em seu poema “Espelho”.  Tudo indica que chegou a hora de calçar um chinelo e um pijama de bolinhas. Já comentei aqui na Tribuna que antigamente o PT obedecia a Lula, porque sabia que o presidente era mais importante do que o partido. Mas a idade avança, Lula já não diz coisa com coisa, chamou o Macron de Sarcozy, e o partido já está perdendo o respeito, o que é um erro, porque o PT acaba assim que Lula for desta para a melhor, como se dizia outrora. (C.N.)

PL pressiona por vice e Senado, e amplia tensão com Tarcísio em São Paulo

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Uma andança sem fim, na criatividade de Paulinho Tapajós

Morre Paulinho Tapajós, autor de “Andança” - Tribuna do Norte

Paulinho Tapajós, grande compositor carioca

Pauto Peres
Poemas & Canções

O arquiteto, produtor musical, escritor, cantor e compositor carioca Paulo Tapajós Gomes Filho (1945-2013), na letra de “Andança”, em parceria com Danilo Caymmi e Edmundo Souto, fala da caminhada sem fim de um romântico andarilho. A música foi gravada por Beth Carvalho no LP Andança, em 1969, pela Odeon, e fez enorme sucesso.

ANDANÇA

Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós

Vim tanta areia, andei
Da lua cheia, eu sei
Uma saudade imensa.
Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita rosas vou levar.

Olha a lua mansa a se derramar (me leva, amor)
Ao luar descansa meu caminhar (amor)
Seu olhar em festa se fez feliz (me leva, amor)
Lembrando a seresta que um dia eu fiz
(Por onde for quero ser seu par).

Já me fiz a guerra por não saber (me leva amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer (amor)
E jamais termina meu caminhar (me leva, amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar
(Por onde for quero ser seu par).

Rodei de roda, andei
Dança da moda, eu sei
Cansei de ser sozinho.
Verso encantado usei
Meu namorado é rei
Nas lendas do caminho onde andei.

No passo da estrada só faço andar (me leva, amor)
Tenho a minha amada a me acompanhar (amor)
Vim de longe, léguas cantando eu vim (me leva, amor)
Vou e faço tréguas, sou mesmo assim
(Por onde for quero ser seu par).

Já me fiz a guerra por não saber (me leva, amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer (amor)
E jamais termina meu caminhar (me leva, amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar
(Por onde for quero ser seu par).

Olha a lua mansa a se derramar (me leva, amor)
Ao luar descansa meu caminhar (amor)
Seu olhar em festa se fez feliz (me leva, amor)
Lembrando a seresta que um dia eu fiz
(Por onde for quero ser seu par).

Já me fiz a guerra por não saber (me leva, amor)
Que esta terra encerra meu bem-querer (amor)
E jamais termina meu caminhar (me leva, amor)
Só o amor me ensina onde vou chegar
(Por onde for quero ser seu par).

No passo da estrada só faço andar (me leva, amor)
Tenho a minha amada a me acompanhar (amor)
Vim de longe, léguas cantando eu vim (me leva, amor)
Vou e faço tréguas, sou mesmo assim
(Por onde for quero ser seu par).        

Ministro que assediou uma jovem vai ganhar uma bela aposentadoria precoce

Investigado por assédio, ministro do TST Marco Buzzi é internado e se afasta do cargo – Justiça Potiguar

Ministro é acusado por amigos que recebia em sua casa

Vicente Limongi Netto

Togado imundo e desprezível, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está encrencado. Não pode ficar impune, escondido atrás do cargo importante, depois de ter assediado uma jovem, na praia, em Santa Catarina.

A vítima contou a Polícia detalhes escabrosos e imundos que sofreu nas mãos do cretino. Buzzi é ministro do STJ desde 2011, nomeado pela presidente Dilma.

AMIGOS DE FAMÍLIA – A jovem, ultrajada e humilhada pelo infame magistrado, é filha de pais amigos da família do indecoroso Buzzi. Estavam hospedados na casa do próprio Buzzi. 

A mulher do ministro está envergonhada e desesperada. Diz que o marido, após uma ligação de 47 anos, acabou com a vida dela. O cretino Buzzi entrou de licença médica e internou-se em rico hospital de Brasília. Depois da cafajestada com a jovem, ficou doente. Coitadinho.

Por certo, se as leis no Brasil servem para todos, Buzzi será aposentado compulsoriamente. Com salários intocáveis. Acaba senso belo castigo. Tenho ânsia de vômito. Buzzi poderia ser homem de verdade e meter uma bala na cabeça, dentro do hospital onde foi se esconder, como rato de esgoto. O que realmente é.

Em crise, Correios anunciam venda de imóveis para arrecadar até R$ 1,5 bilhão

Primeira etapa terá 21 imóveis em 12 estados

Vinícius Cassela
G1

Em crise financeira, os Correios anunciaram nesta sexta-feira (6) que vão colocar imóveis próprios à venda em diferentes estados do país como parte do plano de reestruturação da estatal. A expectativa da empresa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro com a venda de ativos considerados ociosos.

Os primeiros leilões estão marcados para os dias 12 e 26 de fevereiro. Nesta etapa inicial, serão ofertados 21 imóveis. Segundo os Correios, os certames serão 100% digitais e poderão ter participação de pessoas físicas e jurídicas. A empresa afirma que a venda de imóveis faz parte de um conjunto de medidas para reorganizar as finanças, reduzir custos fixos e recuperar capacidade de investimento.

PROPRIEDADES – De acordo com os Correios, os imóveis desta primeira fase estão localizados em 12 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. O portfólio inclui diferentes tipos de propriedades, como prédios administrativos, galpões, terrenos, lojas e apartamentos funcionais. Os valores iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, segundo a estatal.

Os Correios dizem que as alienações não devem afetar a prestação de serviços à população e que outros imóveis ainda estão em fase de preparação para venda. As informações sobre os leilões — como editais, fotos dos lotes e regras de participação — estão disponíveis nos canais oficiais da empresa e da leiloeira responsável.

CRISE –  A venda de imóveis ocorre em meio a uma crise financeira considerada histórica dentro dos Correios. Como parte do plano de recuperação, a estatal abriu prazo no início de 2026 para funcionários aderirem a um programa de demissão voluntária.

Segundo a empresa, a expectativa é reduzir em cerca de 15 mil o quadro atual, de aproximadamente 90 mil empregados. O programa prevê também reorganização de cargos e mudanças em benefícios, como plano de saúde e previdência. Os Correios informaram que ainda não têm um balanço de quantos funcionários aderiram. A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.

Um gráfico produzido pela própria empresa mostra que os gastos com pessoal cresceram nos últimos anos. Em 2022, as despesas foram de R$ 15,2 bilhões. Em 2024, subiram para quase R$ 20 bilhões. De acordo com os Correios, 60% da receita hoje é usada para pagar salários, plano de saúde e outros custos ligados ao quadro de funcionários.

FECHAMENTO DE AGÊNCIAS – Ao mesmo tempo, a empresa perdeu participação no mercado de entrega de encomendas. Há seis anos, os Correios detinham cerca de metade desse segmento. No fim de 2025, encerraram o ano com aproximadamente 20%, segundo dados citados pela estatal. O plano para 2026 prevê, além da venda de imóveis, o fechamento de agências. A empresa informou que já fechou 121 unidades, de um total de mil previstas no plano de reestruturação.

Os números do balanço também mostram deterioração acelerada. Em 2022, os Correios registraram prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit subiu para R$ 2,5 bilhões. O resultado de 2025 ainda não foi fechado oficialmente, mas a empresa calcula um rombo de R$ 10 bilhões.

Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam no início de 2026 R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal. O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano.

DIFICULDADES – No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido. Especialistas afirmam que a estatal enfrenta dificuldades para competir com empresas privadas do setor. O economista Raul Velloso defendeu uma redução do peso dos gastos para tornar o funcionamento da empresa mais sustentável.

“Nós temos de arrumar as coisas de tal forma que o setor público saia desses segmentos e nós adequemos o funcionamento deles a um índice de gasto bem mais razoável do que o que se tem em nosso país”, disse. Já o economista Armando Castellar, pesquisador associado do FGV Ibre, avaliou que os Correios estão em uma corrida contra o tempo e deveriam considerar a hipótese de privatização.

“Não tem agilidade de um setor que é cada vez mais competitivo, cada vez mais ágil. Empresas estatais no passado fecharam exatamente porque o governo hesitou muito. É muita hesitação em termos de você privatizar. Demorou, demorou, acabou tendo que fechar porque o prejuízo simplesmente era grande demais e não havia condição de competir”.

Lula, Alckmin e o erro clássico de subestimar o eleitor do centro

Mourão afirma que a opinião pública exige a punição de ministros do STF

Este é o general Hamilton Mourão - 11/12/2018 - General Mourao - Fotografia  - Folha de S.Paulo

“As pessoas me cobram punição de ministros, diz Mourão

Marcela Rahal
Veja

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República, afirmou que tem sido cobrado com frequência pela sociedade para que o Senado avance com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em entrevista ao programa Ponto de Vista, de Veja, ao comentar o papel da oposição sobre o tema.

“Não tem um único lugar que eu vá em que não seja cobrado por não termos colocado para frente o impeachment de algum ministro”, disse Mourão, ao relatar que a pressão vem de eleitores em diferentes regiões do país.

SENADO APROVA… – O senador destacou que, embora a indicação dos ministros do STF seja feita pelo presidente da República, a nomeação só se efetiva após aprovação do Senado.

Segundo ele, essa etapa representa a vontade da sociedade. “A chancela do Senado não é individual. É a chancela do povo brasileiro, que nós representamos”, afirmou.

Nesse sentido, Mourão defendeu que o Congresso tem o dever de agir, por haver respaldo popular para o afastamento de magistrados. “Os ministros estão lá por obra do povo brasileiro. E, se o povo entender que algum deles deve ser retirado, compete a nós cumprir aquilo que o povo deseja”, declarou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Mourão está certíssimo e concorda com o que diz outro senador influente, Alessandro Vieira (MDB-SE), que afirma: “Já está na hora de ministro do Supremo ir para a cadeia”. Concordo em gênero, número e grau, como se dizia antigamente. (C.N.)

Trump cruza todos os limites ao lançar ataque racial a Obama e Michelle

Jornalistas desafiam Moraes e dizem que ele mentiu sobre suas visitas a Vorcaro

Alexandre de Moraes não vai rever ordens | Blog da Denise

Charge do Kleber Sales (Correio Braziliense)

Carlos Newton

Dia após dia, o ministro Alexandre de Moraes vai se desmoralizando cada vez, chega a ser constrangedor assistir à sua derrocada, sendo triturado implacavelmente pelos jornalistas, que conseguiram furar o bloqueio dos empresários que controlam os meios de comunicação e que têm pavor de ferir os interesses escusos dos detentores do poder.  

Atingido frontalmente a todo momento, Moraes passou a adotar a técnica da nota oficial. Mas os argumentos que utiliza são cheios de furos e imprecisões, só fazem aumentar a pressão contra ele.

ELE E VORCARO – Em uma dessas notas, divulgada no final de janeiro, mais precisamente na terça-feira, dia 27, o ministro do Supremo negou ter se reunido com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na mansão do empresário mineiro Daniel Vorcaro, em Brasília, durante as negociações para vender o Banco Master.

O encontro foi revelado pela coluna de Andreza Matais e Andre Shalders no Metrópoles naquela terça-feira. No mesmo dia, o ministro Moraes divulgou uma nota à imprensa, negando que tenha havido o encontro, mas passou um grande vexame

O vexame veio a cavalo. Imediatamente, direção do portal manteve a veracidade da apuração sobre o encontro e reiterou as informações publicadas na reportagem original.

MORAES MENTIU – O Metrópoles destaca ter relatos que confirmam as idas do ministro Moraes à mansão de Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília. E assinala que a visita mais recente de Moraes ao dono do Master foi em um fim de semana do primeiro semestre de 2025.

Além do ministro e de Paulo Henrique, estavam no recinto mais duas pessoas: o próprio Daniel Vorcaro e um assessor de Moraes.

Segundo o portal Metrópoles, outra ida de Moraes ocorreu no fim de semana da eleição norte-americana de 2024, em novembro daquele ano, quando o republicano Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos. O ministro e Vorcaro acompanharam juntos a apuração dos votos, pela televisão.

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P.S. – É deprimente um ministro do Supremo ser desmentido a todo momento, envolvido com personagens da pior espécie, como está ocorrendo com Alexandre de Moraes. Se tivesse escrúpulos, o ministro já deveria ter se demitido, antes que isso venha a ocorrer, a bem do serviço público, como se dizia antigamente. (C.N.)

Dino retira emendas de Eduardo Bolsonaro e Ramagem e entrega aos suplentes do PL

Suplentes indicarão beneficiários e remanejarão recursos

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que deputados que assumiram mandatos após a perda de cargo de Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro passem a controlar as emendas individuais vinculadas às vagas ocupadas por eles no orçamento de 2026.

A decisão libera os parlamentares Missionário José Olímpio (PL-SP) e Dr. Flávio (PL-RJ) , atuais titulares dos mandatos, a indicar beneficiários e remanejar recursos das emendas que haviam sido apresentadas quando Ramagem e Eduardo Bolsonaro ainda figuravam formalmente como deputados.

PRESENÇA INSTITUCIONAL – Ao analisar o caso, Dino reiterou o entendimento de que a apresentação de emendas parlamentares pressupõe o exercício efetivo do mandato, com presença institucional. Segundo o ministro, nem Eduardo Bolsonaro nem Ramagem estavam nessa condição no período de tramitação do Orçamento de 2026, já que ambos se encontravam fora do país e, no caso de Ramagem, já havia condenação criminal com perda do mandato.

Apesar disso, o ministro considerou que manter o bloqueio integral das emendas resultaria em prejuízo desproporcional aos deputados que assumiram posteriormente e, sobretudo, às populações representadas por eles. Para evitar esse efeito, aplicou por analogia um dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que trata da substituição do autor da emenda em caso de mudança de titularidade do mandato.

Na decisão, Dino afirma que a demora da Câmara dos Deputados em formalizar a perda dos mandatos contribuiu para a distorção no processo orçamentário. Segundo ele, os suplentes “em verdade já deveriam ter sido os autores das indicações”, não fosse a procrastinação administrativa.

DESBLOQUEIO – Com isso, o ministro determinou o desbloqueio das emendas e deixou claro que os novos deputados não ficam vinculados às indicações feitas pelos ex-parlamentares, cabendo à Câmara estabelecer os procedimentos para o exercício regular da prerrogativa.

Situação distinta foi reconhecida no caso da ex-deputada Carla Zambelli. Dino negou o pedido para que o suplente pudesse apresentar emendas relativas ao mandato, ao argumento de que nenhuma proposta foi apresentada dentro do prazo legal. Para o ministro, reabrir o período de indicação violaria o princípio do planejamento orçamentário, que estrutura o ciclo fiscal.

Defesa aponta necessidade de acompanhamento médico rigoroso para Bolsonaro

Bolsonarismo aposta em São Paulo e tenta reduzir perdas no Nordeste para vencer Lula