Mensagem de Lula ao Congresso e o novo tabuleiro da política em 2026

Charge do Aroeira (Diário do Centro do Mundo)

Pedro do Coutto

A política brasileira entra em um ano decisivo, não apenas por marcar o início de um novo ciclo legislativo, mas por revelar de forma explícita como o governo federal e os principais protagonistas da oposição estão reposicionando suas estratégias diante das eleições presidenciais de 2026.

Nesta semana, o presidente Lula da Silva entregou ao Congresso Nacional uma longa mensagem — com cerca de 600 páginas segundo colunistas — que, na análise de Elio Gaspari, no O Globo e na Folha, acabou assumindo mais o tom de um palanque político do que de um discurso técnico de governo.

NÚMEROS POSITIVOS – No texto, que percorre dados econômicos, sociais e prioridades legislativas, Lula se empenha em destacar os números positivos de 2025 — redução da taxa de desemprego, crescimento do Produto Interno Bruto e avanços em programas sociais — e aponta diretrizes para 2026, como a pauta trabalhista e a segurança pública. Essas escolhas têm uma leitura clara para muitos analistas: ao comunicar avanços concretos e metas a serem alcançadas, o presidente constrói uma narrativa de continuidade que dialoga diretamente com o eleitorado em ano eleitoral.

Para além do conteúdo, a forma e o timing dessa mensagem reacendem o debate sobre o papel do Executivo ao usar ocasiões institucionais para reforçar sua imagem pública. Gaspari — em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo — criticou essa prolixidade e o caráter quase eleitoral do discurso, apontando que uma mensagem de tamanho e foco assim “pedia palanque” mais do que explicou planos de governo.

No cenário oposicionista, a sucessão presidencial toma contornos cada vez mais complexos. Com a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmada até 2030, seu grupo político passou a articular alternativas, das quais Flávio Bolsonaro, seu filho e senador, surge como nome competitivo. Ao mesmo tempo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou que deixará o comando do estado — previsto para 22 de março — para dedicar-se integralmente à campanha presidencial. Zema mantém sua pré-candidatura pelo Partido Novo, rejeitando a ideia de compor chapa com Flávio Bolsonaro e buscando espaço próprio no tabuleiro político.

NOVA DINÂMICA – Esse movimento confirma uma nova dinâmica dentro do eleitorado de direita ou de centro-direita: a presença de múltiplos nomes disputando espaço no mesmo campo ideológico, o que pode fragmentar votos que, em outras circunstâncias, convergiriam para um único candidato mais consolidado. Além de Zema e Flávio, outros governadores e líderes regionais, como Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, têm aparecido como potenciais concorrentes ou figuras influentes nas discussões de alianças, ampliando a diversidade de opções no centro e na direita do espectro político.

Essa fragmentação da oposição pode representar, a princípio, uma vantagem estrutural para Lula, cuja candidatura tende a se beneficiar de um bloco menos coeso de adversários. Em termos práticos, quando uma força política dominante enfrenta adversários dispersos, a possibilidade de vitória no primeiro ou segundo turno aumenta, especialmente se o candidato governista conseguir manter sua base e ampliar apoio entre independentes, como sugerem algumas análises do processo eleitoral brasileiro de 2026.

GOVERNO E CAMPANHA – Por outro lado, o uso do discurso institucional como estratégia de campanha — como criticado por Gaspari — levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre governar e fazer campanha. Em sociedades democráticas, a linha entre prestar contas de gestão e promover candidaturas é delicada, exigindo cuidado institucional para não diluir as funções do Estado com interesses eleitorais. A mensagem de Lula ao Congresso se insere exatamente nessa tensão, espelhando um momento em que governar, comunicar e disputar votos se sobrepõem de maneira cada vez mais explícita no debate público brasileiro.

Em suma, o início de 2026 revela um xadrez político vibrante e incerto, no qual incumbentes e desafiantes moldam estratégias, articulam alianças e tentam se destacar em meio a uma sociedade polarizada e exigente. As próximas semanas — com renúncias, definições de candidaturas e debates sobre políticas públicas — prometem consolidar as peças desse jogo que, certamente, decidirá o futuro político do Brasil.

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Carlos Newton

Recentemente, abordamos aqui as dificuldades que a chamada imprensa amestrada vem encontrando, devido à impossibilidade de exercer censura prévia nas redações. A divulgação das notícias passou a ser praticamente em tempo real e o máximo que os donos dos veículos de comunicação conseguem hoje é fazer “recomendações”.

Depois de uma fase eufórica, em que até o Jornal Nacional caiu de porrete no caso do Banco Master, veio a ordem da direção da TV Globo para amaciar um pouco o noticiário. Ou seja, podem ser dadas as notícias, porém jamais criticando diretamente o presidente Lula, os ministros do Supremo ou os dirigentes do Congresso.

TELHADO DE VIDRO – Todos os veículos dependem de verbas publicitárias dos governantes das estatais. Além disso, há outras circunstâncias. Os irmãos Marinho, por exemplo, apesar de terem telhado de vidro e estarem metidos em graves golpes societários envolvendo a Organização Globo, inclusive com utilização de empresas fantasmas, conforme as denúncias feitas com exclusividade pela Tribuna da Internet, não têm a menor condição de encarar a Receita Federal, o Ministério das Comunicações, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a Polícia Federal.

Por isso,  os jornalistas da Organização Globo são tolhidos de passar dos limites, digamos assim. E as mesmas recomendações são feitas pelos donos dos demais veículos de comunicação, especialmente as TVs abertas ou por assinatura.

É claro que esse esquema tem furos e as criticas aos detentores do poder acabam sendo publicadas, especialmente nos grandes grupos de comunicação que não operam na área da televisão, como Folha, Estadão, Metrópoles, UOL, Terra e alguns outros.

IMPRENSA LIVRE – Na prática, ocorre um embate entre os veículos de comunicação e as redes sociais, que gozam de independência absoluta e não são confiáveis, porque costumam enveredar pelo lamacento terreno das fake news.

Portanto, a imprensa precisa ser livre, mas é muita ingenuidade julgar que os grandes veículos de comunicação gozem de total liberdade.

Daí a importância da imprensa alternativa e de sites e blogs independentes, que tenham credibilidade e  jamais publiquem fake news nem defendam interesses meramente políticos e econômicos, como a Tribuna da Internet, que tem essa meta

BALANÇO DE JANEIRO – Como sempre fazemos no início do mês, vamos divulgar o balanço das contribuições feitas ao blog, agradecendo muitíssimo aos amigos e amigas que nos possibilitam manter esse espaço na Internet, porque o total da arrecadação é utilizado para os gastos da produção do blog e para remunerar o jornalista Marcelo Copelli, que há quatro meses participa da seleção e edição de artigos e matérias.

De início, vamos divulgar as contribuições na Caixa Econômica Federal:

DIA   REGISTRO   OPERAÇÃO               VALOR
08     081558        DEP DIN LOT…………500,00

15     151429        DEP DIN LOT…………100,00
23     231258        DEP DIN LOT…………200,00
30     301128        DEP DIN LOT…………230,00
30     301237        DEP DIN LOT…………100,00

Agora, os depósitos na conta do Banco Itaú/Unibanco:
02     PIX TRANSF JOSE FR………………..150,00
02     TED 001.5977.JOSE APJ……………350,02
02     PIX TRANSF PAULO RO……………..100,00
15     TED 001.4416.MARIO A C R……..300,00
30     TED 033.3591.ROBERTO S D…….200,00

Por fim, uma contribuição feita no Bradesco:

07     1716043 J.F.Dantas……………………60,00

Agradecendo a todos os que participam dessa utopia de manter um espaço livre na internet, vamos em frente, sempre juntos, sob o signo da liberdade. (C.N.)

Era só o que faltava! Caso do senador flagrado com dinheiro na cueca é arquivado

Piada do Ano! Toffoli e Moraes tentam se defender perante os outros ministros

Dias Toffoli ironiza multas aplicadas por Moraes a big techs

Moraes e Toffoli já estão à beira de um ataque de nervos

Felipe de Paula
Estadão

Sob pressão política e da opinião pública após seus irmãos transferirem participação milionária no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master, o ministro Dias Toffoli afirmou nesta quarta-feira, 4, no Supremo Tribunal Federal, que magistrados “têm todo o direito de receber seus dividendos”, desde que não participem da administração de empresas.

A declaração foi feita durante a sessão plenária que analisa as regras do Conselho Nacional de Justiça sobre o uso de redes sociais por magistrados.

NA DEFESA… – Relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes também usou a sessão plenária desta quarta-feira para rebater críticas que abalaram a Corte durante o recesso judiciário.

Os ministros são alvo de questionamentos públicos sobre conflitos de interesse, envolvendo relações familiares, empresariais e a atuação de advogados próximos em causas analisadas pela Corte.

Sobre a suspeição de ministros, Moraes disse: “Nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter alguma aplicação em um banco, ações de um banco. Ah, é acionista do banco? Então não vai poder julgar ninguém no sistema financeiro”.

FAZENDO PIADA – Toffoli não se conteve e tentou fazer piada sobre a importante questão: “Ministro Alexandre, o ministro teria que doar a sua herança a uma entidade de caridade”, disse Toffoli.

“Se ele tem um pai ou uma mãe que é acionista de uma empresa ou dono de uma fazenda? Vários magistrados são fazendeiros, vários magistrados são donos de empresas e eles não exercendo a administração, têm todo o direito de receber seus dividendos. Estão proibidos de ter a gestão.”

“Isso é não deixar o magistrado na bolha”, completou Moraes.

Conforme revelou o Estadão, a empresa dirigida pelos irmãos do ministro foi sócia controladora e chegou a vender uma fatia milionária de sua participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, para um fundo de investimentos controlado pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Mesmo assim, Toffoli é relator das investigações da Polícia Federal sobre o banco.

CUNHADA DESMENTIU – Apesar dos registros nos documentos, ao ser indagada pelo Estadão na casa que aparece como sede da empresa, a cunhada do ministro disse que o marido José Eugênio Toffoli nunca foi dono de resort e usou a situação da própria casa, pequena e com sinais de desgaste, como argumento para negar que o marido seja o verdadeiro proprietário do empreendimento.

Além disso, o Estadão também mostrou que os irmãos de Toffoli foram sócios de um segundo resort da mesma rede, em uma região que fica às margens do Rio Paraná. Conhecido como Tayayá Porto Rico, o empreendimento ainda não teve suas obras concluídas, mas promete ser ainda mais luxuoso do que o primeiro resort do qual os irmãos foram sócios, em Ribeirão Claro (PR).

A Maridt, empresa dos irmãos de Toffoli, em nota assinada por José Eugênio Dias Toffoli, afirmou não integrar mais o grupo Tayayá em Ribeirão Claro. “A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de parte da participação ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O assunto fede a quilômetros e mais quilômetros de distância. Mesmo assim, Toffoli procura se justificar e Moraes entra no mesmo esquema grotesco e caricato. Seria melhor se ficassem calados. Imagino o que uma pessoa séria como Carmen Lúcia deve estar pensando deles. Lembro que a ministra, quando começou no Supremo, usava um carro bem velho e ia dirigindo até o tribunal. Depois, com a idade, aceitou o carro oficial, que usa com parcimônia. (C.N.)

Em busca de votos, Lula promete agir contra feminicídio, mas não diz como…

As conversas de Jeffrey Epstein e Noam Chomsky sobre Lula: 'Prisioneiro político mais importante do mundo' - BBC News Brasil

Em ano eleitoral, Lula “encontra” solução para tudo…

Vicente Limongi Netto

Notícia alvissareira, o governo Lula anuncia que vai meter a colher na briga entre homem e mulher. O objetivo é enfrentar com firmeza o feminicídio, cada vez mais acentuado no país. Dia de muita esperança no Palácio do Planalto. Ano eleitoral exige atitudes sérias. Que realmente intimidem os agressores de mulheres. 

Lula não adiantou as providências para conter tragédias contra as mulheres. Mas é certo que as mulheres ameaçadas por covardes, ganharão colete a prova de bala do governo, soco inglês e granadas que poderão guardar na bolsa. Além de apitos que poderão ser ouvidos longe e máscaras de gesso para proteger o rosto.  

O QUE FAZER? – Empenhado em realmente acabar com a praga do feminicídio, o governo federal determinará que as casas das mulheres ameaçadas tenham armadilhas pelos cômodos. Como ratoeiras e pisos falsos. 

Outra decisão notável, as portas e janelas das casas das mulheres ameaçadas serão blindadas com aço. Assim como os carros. 

Oficinas que trabalham com segurança estão eufóricas com as medidas governamentais. Mulheres espancadas por maridos e ex-companheiros, farão rigorosos cursos de tiros para usarem bem as armas contra os agressores. 

OUTRO ASSUNTO  – Hipócritas e farsantes de todos os tipos e gostos da imprensa e políticos capachos, estão indóceis porque os servidores do senado e da Câmara ganharão aumento salarial. A escória insulta funcionários que trabalham. Jornalistas recalcados e raivosos se ganham pouco, não é culpa dos servidores do Congresso Nacional.  Juizes e ministros furam o teto salarial todos os meses.  Enchem a boca para dizer besteiras. Recebem penduricalhos absurdos com a omissão dos paladinos de araque da imprensa e da política.

Apedeutas de redações imundas querem que Lula vete parte do aprovado pelos senadores e deputados. O governador Carlos Lacerda ensinava que servidor público não ganha eleição, mas atrapalha bem. 

Mesmo com cargos no governo, PP endurece discurso e tenta derrubar veto de Lula

Investimento do RioPrevidência no Master (R$ 1 bilhão) foi um “esquema relâmpago”

Ronaldinho Gaúcho escapou de perder R$ 330 milhões num golpe do Master

Com fama conquistada no mundo, Ronaldinho Gaúcho vira um 'showman' da bola

Ronaldinho queria fechar negócio, mas deu muita sorte

Deu no Portal Terra

Imóveis de Ronaldinho Gaúcho foram usados em operações financeiras sem sua autorização para captar R$ 330 milhões, com fundos redirecionados em um circuito fechado ligado ao Banco Master, conforme investigações do MPF e Banco Central.

Dois terrenos pertencentes ao ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foram usados em uma operação financeira para captar R$ 330 milhões com o Banco Master, sem o conhecimento do atleta, segundo revelou o jornal O Globo. Os recursos teriam sido direcionados a fundos de investimento ligados à própria instituição financeira.

SEM COMUNICAR – De acordo com a defesa do ex-jogador, Ronaldinho não foi informado sobre a emissão dos créditos e o negócio imobiliário, que previa o uso das áreas, acabou sendo cancelado antes da execução.

As informações surgiram em investigações do Ministério Público Federal (MPF) e do Banco Central.

De acordo com a apuração, o Banco Master, por meio do Fundo City 02, do qual era o único cotista, concedia empréstimos a empresas que, na sequência, reinvestiam os valores em fundos administrados pela Reag, gestora que, assim como o Master, foi posteriormente liquidada pelo Banco Central. Parte dessas operações envolvia a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), títulos lastreados em créditos do setor imobiliário.

SALVO PELO GONGO – Em agosto de 2023, a Base Securitizadora emitiu R$ 330 milhões em CRIs para a S&J Consultoria, com lastro em notas comerciais destinadas ao desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre, incluindo duas áreas atribuídas a Ronaldinho.

Segundo advogados do ex-jogador e de sócios do empreendimento, o projeto não avançou por falta de licenças ambientais e pendências fiscais, e não houve aporte relevante nos imóveis.

Em vez de financiar obras, os recursos captados eram realocados em um circuito fechado de fundos ligados ao próprio grupo financeiro, o que teria inflado artificialmente os ativos do banco e melhorado seus indicadores regulatórios, conforme O Globo.

GOLPE DE 1 BILHÃO – As empresas envolvidas são alvo de investigações da Polícia Federal, com mandados autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro, o volume total de CRIs sob suspeita emitidos pela Base Securitizadora pode chegar a R$ 1 bilhão.

Criada pelo empresário César Reginato Ligeiro, a Base Securitizadora teve sua estrutura societária alterada em 2022, quando ele deixou formalmente a empresa. A S&J Consultoria, fundada em 2021, tem como sócia a Land I, também ligada a Ligeiro, que ainda figura como administrador da OCC S.A., outra empresa do grupo.

Ao jornal, ele afirmou que sua atuação no mercado imobiliário e financeiro sempre ocorreu dentro da legalidade e que eventuais questionamentos devem ser analisados pelas instâncias competentes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Como se vê, Ronaldinho escapou por pouco, muito pouco. O fato demonstra que ainda é precária a fiscalização das empresas financeiras pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários. O mercado está cheio de Vorcaros, especialistas em fraudes e golpes. (C.N.)

E lá vai o lendário trem azul de Lô Borges e Ronaldo Bastos…

Poeta do clube mineiro, Ronaldo Bastos faz 70 anos com livre trânsito nas esquinas | G1

Ronaldo Bastos, poeta do Clube de Esquina

Paulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, produtor musical e compositor Ronaldo Bastos Ribeiro, nascido em Niterói (RJ), na letra de “O Trem Azul”, em parceria com Lô Borges (1952/2025) compara a vida e a viagem como passageiro de um trem, sempre em direção à próxima e nova estação, com suas promessas de momentos mais felizes, ou seja, é o canto da esperança nos bons encontros que a próxima estação trará; é canto de afirmação (inclusive das despedidas) da beleza da palavra, afinal, a tristeza é resultado das palavras que não foram ditas e que devoram o indivíduo por dentro, numa época em que o Brasil estava sob o comando de uma ditadura militar, desde 1964.

A canção faz parte do LP duplo Clube da Esquina, gravado por Milton Nascimento, em 1972, pela Odeon.

O TREM AZUL
Lô Borges e Ronaldo Bastos

Coisas que a gente
se esquece de dizer.
Frases que o vento
vem as vezes me lembrar.

Coisas que ficaram
muito tempo por dizer
na canção do vento
não se cansam de voar.

Você pega o trem azul,
o Sol na cabeça.
O Sol pega o trem azul,
você na cabeça.
Um sol na cabeça.

CPMI do INSS vota nesta quinta-feira a quebra do sigilo bancário de Lulinha

Charge de Clayton. Lulinha acuado pela PF

Charge de Clayton (O Povo/CE)

Andre Shalders
Metrópoles

A CPMI do INSS no Congresso Nacional pode votar nesta quinta-feira, 5/2, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Há também requerimentos de quebra de sigilo de Danielle Fonteles, publicitária que fez várias campanhas do PT, e da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

O colegiado investiga também possíveis ligações do trio com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

MESADA – Em depoimento à Polícia Federal, um ex-funcionário do Careca, Edson Claro, contou que o empresário pagaria uma mesada de R$ 300 mil para Lulinha — o objetivo seria que o filho do presidente abrisse portas no governo para a Cannabis World, a empresa de maconha medicinal do Careca.

Como mostrou a coluna, Danielle Fonteles recebeu um pagamento de R$ 200 mil de uma empresa de consultoria com indícios de ser de fachada, a Spyder. Questionada sobre o assunto, Danielle Fonteles disse que o pagamento era, na verdade, do Careca do INSS.

Mensagens de WhatsApp reveladas pela coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles, mostram ainda que Danielle coordenava a operação de maconha medicinal de Antônio Carlos Camilo Antunes em Portugal.

AMIGA DE LULINHA – Já Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha e trabalhou junto com o “Careca”. Ela e Antônio Carlos participaram de reuniões no Ministério da Saúde para tratar dos interesses de uma empresa de telemedicina.

Como mostrou a coluna, Lulinha costuma se hospedar em Brasília em uma casa no Lago Sul que está alugada para Roberta. É o mesmo imóvel que antes era usado pelo presidente do União Brasil, Antônio de Rueda.

“A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz’”, diz um trecho de um dos requerimentos de quebra de sigilo de Lulinha, apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

QUEBRA DO SIGILO – Além dele, outros integrantes do colegiado, como Kim Kataguiri (União-SP), também pediram a quebra de sigilo de Lulinha.

A CPMI também tem pronto para votação um requerimento de quebra dos sigilos de Adroaldo Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência.

No último dia 18 de dezembro, Adroaldo Portal foi alvo da Polícia Federal em uma das fases da operação Sem Desconto, que investiga a “Farra do INSS”. Na ocasião, ele foi afastado do cargo e preso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Lulinha está morando na Espanha, com sua fortuna investida em paraíso fiscal. Ficou rico no primeiro governo de Lula. Daí em diante, não parou mais, multiplicando riquezas. Os irmãos mais novos reclamam que Lula sempre favoreceu o Lulinha, que não será apanhado jamais. Sua impunidade está garantida, porque ele é um fenômeno em termos de enriquecimento ilícito. (C.N.)

Em ano eleitoral, os Três Poderes afrouxam o cofre e ampliam privilégios

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Da prisão, Bolsonaro tenta influir na eleição e revive um roteiro conhecido

Fictor, Banco Master e a política da confiança: quando a ambição encontra o limite

Fictor, que fez proposta de compra pelo banco Master

Pedro do Coutto

O pedido de recuperação judicial apresentado pelo Grupo Fictor, com dívidas estimadas em cerca de R$ 4 bilhões, é mais do que um episódio isolado de dificuldade empresarial.

Trata-se de um retrato eloquente das fragilidades que emergem quando ambições financeiras de grande escala se chocam com um ambiente regulatório rigoroso, um mercado sensível à reputação e um sistema de crédito cada vez mais avesso ao risco. A crise de liquidez que levou o grupo a recorrer à Justiça expõe não apenas desequilíbrios econômicos, mas também efeitos políticos e institucionais que ultrapassam o perímetro da empresa.

CONTINUIDADE DAS OPERAÇÕES – Segundo a própria Fictor, a recuperação judicial tem como objetivo garantir a continuidade das operações e a manutenção dos empregos, ao mesmo tempo em que cria espaço para reorganizar compromissos financeiros e negociar com credores. Do ponto de vista legal, o instrumento é legítimo e previsto para momentos de estresse financeiro. Do ponto de vista político-econômico, porém, o caso chama atenção pelo contexto que antecedeu o colapso de liquidez: a tentativa frustrada de aquisição do Banco Master, instituição que acabou liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central.

Em novembro de 2025, a Fictor anunciou uma proposta para assumir o controle do Banco Master e absorver seus passivos. Caso a operação tivesse avançado, o endividamento do grupo seria significativamente maior do que já é hoje. O movimento foi interpretado no mercado como ousado, mas também arriscado, dada a situação delicada do banco e o escrutínio crescente das autoridades sobre o sistema financeiro. Pouco depois do anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do Master, interrompendo qualquer possibilidade de negócio e transformando a aposta da Fictor em um fator de instabilidade.

PROCESSO ACELERADO – A partir desse episódio, o grupo passou a enfrentar um processo acelerado de deterioração da confiança. Investidores recuaram, parceiros revisaram contratos e a liquidez — elemento vital para conglomerados altamente alavancados — secou. A própria empresa reconhece que a repercussão do caso afetou diretamente sua capacidade de honrar compromissos no curto prazo. O que estava em jogo deixou de ser apenas a saúde financeira de um banco específico e passou a envolver a credibilidade de um grupo empresarial inteiro.

Esse tipo de crise evidencia um aspecto central da economia contemporânea: a confiança é um ativo político e econômico. Não se trata apenas de balanços e demonstrações financeiras, mas da percepção de risco, da previsibilidade institucional e da relação entre empresas, reguladores e opinião pública. Quando uma companhia se associa, ainda que indiretamente, a um ativo em colapso — como foi o caso do Banco Master —, o impacto reputacional pode ser devastador, mesmo antes que qualquer irregularidade seja comprovada.

A Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial da Fictor, mas exigiu a apresentação de laudos detalhados sobre a real situação das empresas do grupo. A decisão revela cautela: há o reconhecimento da função social da empresa e da necessidade de preservar empregos, mas também a preocupação em evitar que o instrumento seja utilizado sem transparência ou sem um diagnóstico preciso das condições financeiras. Esse equilíbrio é fundamental para a credibilidade do próprio instituto da recuperação judicial.

DESDOBRAMENTOS – O caso também tem desdobramentos simbólicos e políticos. A interrupção de contratos de patrocínio, como o firmado com um grande clube de futebol, ampliou a visibilidade pública da crise e reforçou a percepção de instabilidade. Em um país onde grandes grupos empresariais frequentemente dialogam com o poder político, situações como essa alimentam debates sobre governança corporativa, fiscalização estatal e os limites entre ousadia empresarial e imprudência financeira.

Mais do que apontar culpados, a crise da Fictor convida a uma reflexão mais ampla sobre modelos de crescimento baseados em alavancagem elevada e expansão agressiva em setores sensíveis, como o financeiro. O episódio mostra como decisões estratégicas podem rapidamente se converter em passivos políticos quando o ambiente institucional reage de forma adversa. O Banco Central agiu para proteger o sistema; o mercado reagiu para se proteger; e, no meio desse processo, uma empresa viu sua margem de manobra desaparecer.

No fim, a recuperação judicial do Grupo Fictor não é apenas uma tentativa de reorganização empresarial. É um sintoma de um tempo em que reputação, regulação e política econômica estão profundamente entrelaçadas. Em um sistema financeiro cada vez mais atento a riscos sistêmicos, a margem para erros estratégicos diminui — e o custo de decisões mal calibradas deixa de ser apenas econômico para se tornar, inevitavelmente, político.

Bolsonaro gastou quase R$ 20 milhões contratando advogados incompetentes

Alexandre de Moraes: o presidente do TSE acusado de 'ditador' por Bolsonaro que já foi alvo do PT - BBC News Brasil

Moraes infringiu a lei, mas os advogados nem perceberam

Carlos Newton

O Brasil é um país tão surrealista que a Suprema Corte pode ter a desfaçatez de infringir seu próprio Regimento Interno, que tem força de lei, conforme acaba de ocorrer no caso do Ação Penal 2.668, a mais importante da História Republicana, na qual foram condenados o ex-presidente Jair Bolsonaro e os integrantes do chamado núcleo central do golpe de estado.

O mais incrível é que nenhum dos seis advogados responsáveis pela defesa do ex-presidente tenha notado a transgressão do artigo 76, que determina a transferência de processo penal para a outra Turma do STF sempre que forem apresentados embargos infringentes.

CÂMARA REVISORA – Em tradução simultânea, para atendimento do Tratado Internacional de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), adotado pelo Brasil em 1992, não pode haver condenação penal sem possibilidade de recurso.

É por esse motivo que o Regimento Interno do STF prevê que cada uma de suas Turmas funcione como câmara revisora da outra, com indicação de um novo relator, a quem caberá dar parecer sobre a viabilidade de embargos infringentes, sempre que forem apresentados, como ocorreu na Ação Penal 2.668.

Art. 76 -“Se a decisão embargada for de uma Turma,  far-se-á a distribuição dos embargos dentre os Ministros da outra; se do Plenário, serão excluídos da distribuição o Relator e o Revisor.

FORA DA LEI – Portanto, desde a apresentação dos embargos infringentes, em 3 de dezembro, Moraes não poderia mais atuar no processo contra Bolsonaro. Mas ele decidiu não obedecer ao Regimento. Ao invés de encaminhar os embargos à Segunda Turma, no dia 19 de dezembro o ministro rejeitou o processamento do pedido, alegando haver “caráter protelatório” no recurso, considerando-o “ineficaz para impedir o trânsito em julgado da condenação”.

Ou seja, Moraes agiu fora da lei e usurpou a prerrogativa de a Segunda Turma atuar como câmara revisora. Trata-se de um erro judiciário grotesco e bisonho, que foi denunciado pela Tribuna da Internet, com absoluta exclusividade e jamais desmentido.

Como o Supremo logo em seguida entrou em recesso, esperava-se que na retomada dos trabalhos a defesa de Bolsonaro encaminhasse algum recurso cabível para rever a decisão ilegal, mas parece que eles não pretendem se mexer.

CABE RECURSO – Segundo o Regimento Interno do Supremo, os advogados de Bolsonaro, por terem ingressado com embargos infringentes, ainda podem apresentar dois tipos de recursos – habeas corpus ou revisão criminal.

Essas apelações são cabíveis devido à inaceitável usurpação de poderes feita por Alexandre de Moraes, que atuou ilegalmente como falso relator da Segunda Turma, embora continue integrado à Primeira Turma, o que é fato público e notório.

Como até agora não houve pedido de habeas corpus ou de revisão criminal, aumentam as dúvidas quanto à capacidade profissional dos advogados, que teriam recebido cerca de R$ 20 milhões de Bolsonaro e de seu partido, o PL. Eles são famosos, porém mostram ser tão despreparados quanto o ministro Alexandre de Moraes, porque também demonstram que não conhecem o Regimento Interno do Supremo.

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P.S.
– Diante dessas insanidades teratológicas que ocorrem em ação penal de tamanha importância, pode-se imaginar que ocorram erros judiciais ainda mais graves em processo de menor repercussão. Mas quem se interessa? (C.N.)

Governo avalia que saída de Caiado facilita reaproximação com União Brasil

Com poucas apostas nos governos, PT e PL priorizam Senado e costura com o Centrão

Há indefinições nos principais colégios eleitorais

Lauriberto Pompeu
O Globo

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, se preparam para reforçar candidaturas regionais em 2026 e fortalecer os projetos presidenciais de seus grupos. Além de mirar o Palácio do Planalto, as duas principais forças políticas do país irão priorizar o Senado, privilegiando a costura junto a partidos de centro.

Sem a possibilidade de construir um projeto hegemônico, os dois lados apostam em poucas candidaturas próprias a governador, numa tentativa de ter um desempenho melhor para o Legislativo. A expectativa é firmar parcerias para eleger chefes dos executivos estaduais e montar chapas mais robustas para eleger deputados e senadores. A ideia, com isso, é aumentar a força do próximo governo no Congresso.

PRÉ-CANDIDATURAS – Os pré-candidatos dos partidos são o próprio Lula (PT), que deve disputar a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome sobre o qual ainda pairam dúvidas até mesmo entre os aliados mais fiéis.

Nos estados, o PT só deve ter nomes próprios em locais onde disputará a reeleição, como na Bahia, com Jerônimo Rodrigues; no Ceará, com Elmano de Freitas; e no Piauí, com Rafael Fonteles. No restante do país, deve apostar em alianças com partidos aliados da esquerda ou do centro, como PSD, MDB e PSB. Já o PL vai tentar a reeleição para o governo de Santa Catarina, com Jorginho Mello, e pode ter candidatura própria em outros dois estados: Rio Grande do Sul, com o deputado Zucco (PL), e em Alagoas, com o prefeito de Maceió (JHC).

Dos dois lados, nos maiores colégios, a disputa deve se dar entre nomes do Centrão. No Rio, a mesma estratégia de PT e PL coloca o PSD em posição privilegiada. O provável nome ao governo do estado é o do prefeito da capital, Eduardo Paes, aliado de Lula no plano nacional. Paes, contudo, também faz um aceno ao PL e procura atrair o partido de Bolsonaro, que avalia candidatura própria, mas não se definiu.

SEM DEFINIÇÃO – O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), diz que ainda não há nome escolhido como pré-candidato apoiado pelo partido. “O PL está testando alguns nomes para avaliar uma candidatura própria a governador. (O governador do Rio) Cláudio Castro e Flavio Bolsonaro vão tomar a decisão sobre o Rio de Janeiro”, afirmou.

Em Minas Gerais também há indefinição. Assim como no Rio, há a possibilidade de o PL e o PT não lançarem candidatos próprios. Entre os nomes já lançados pela oposição e que buscam o apoio do partido de Bolsonaro estão o vice-governador Matheus Simões (PSD) e o senador Cleitinho (Republicanos).

Por sua vez, Lula insiste ainda em tentar convencer o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) a concorrer. Pacheco resiste a entrar na disputa, mas, se disputar, terá que trocar de partido, já que o PSD apoia Simões. Uma possibilidade também é o PT ter candidatura própria em Minas, com a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e com a prefeita de Contagem, Marília Campos.

PRIORIDADE – O partido de Lula, no entanto, tem dado prioridade justamente à eleição para o Senado, onde Marília aparece com bons resultados. “Tanto Minas quanto em São Paulo é Lula quem vai resolver. Essa última viagem que ele fez para Minas ele insistiu no Rodrigo Pacheco. Vamos aguardar, isso vai ficar para março ou abril”, disse o deputado Jilmar Tatto, vice-presidente do PT.

“A prioridade nossa é Senado e Câmara. Esses candidatos, a maior parte deles, só vão sair se tiver que sair mesmo. Não é prioridade do PT lançar candidatos a governador. Se puder fazer composição, acordo para eleger deputado, ou mesmo para eleger Lula, vamos fazer”, também declarou.

Em São Paulo há ainda uma série de indefinições, mas nomes relevantes, tanto para o governo, quanto para a oposição podem disputar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do PT, o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, e o deputado Guilherme Derrite (PP) são opções para o Senado. Haddad também tem sido citado como opção para ser candidato a governador. O ministro já disse que vai sair da pasta em fevereiro para auxiliar na campanha de reeleição de Lula, mas tem mostrado resistência a se candidatar a qualquer cargo.

NÃO EMPOLGA – Ainda que Flávio tenha sido lançado pelo ex-presidente Bolsonaro, a candidatura dele não empolga partidos de Centrão. A possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ser candidato a presidente muda o cenário e traria um rearranjo para o estado, com a possibilidade de PSD, MDB ou PL terem candidatura própria a governador.

A depender do cenário, há possibilidade de pulverização de candidaturas de direita, o que pode enfraquecer os palanques do PL. O PSD estuda lançar o governador do Paraná, Ratinho Júnior; o União Brasil tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato e o Novo tem o governador de Minas, Romeu Zema.

Diante das dificuldades em unir a direita, a montagem de palanques para o Senado tem sido vista como uma alternativa para manter a influência do bolsonarismo mesmo em um cenário em que Lula seja reeleito.

DOIS TERÇOS – Vão ser renovadas dois terços no Senado em 2026 e Bolsonaro já falou em diversos eventos que se tiver mais de 50% da Casa terá influência nos rumos do país mesmo que seu grupo perca a disputa pelo Palácio do Planalto.

Uma das principais apostas é o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), que deve disputar o Senado por Santa Catarina, numa aliança com o governador Jorginho Mello (PL). O acordo tem provocado turbulências, já que as vagas também são almejadas pela deputada Caroline de Toni (PL-SC) e pelo senador Esperidião Amin (PP), que deve tentar a reeleição.

Por enquanto, o nome de Carlos é considerado o mais consolidado, pelo apoio que tem do ex-presidente, enquanto De Toni e Amin ainda disputam a segunda indicação. Apesar disso, bolsonaristas avaliam que o grupo deles vai conseguir eleger as duas vagas no estado no ano que vem.

SENADO – Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tende a concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. Assim como em Santa Catarina, a oposição espera eleger as duas vagas. Além de Michelle, demonstraram intenção de concorrer o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), e a deputada Bia Kicis (PL), em um cenário que também vai exigir acomodação interna.

O bolsonarismo também aposta nas eleições de Derrite em São Paulo, Marcelo Queiroga (PL) na Paraíba, Gustavo Gayer (PL) em Goiás, Capitão Alberto Neto (PL) no Amazonas, Reinaldo Azambuja (PL) no Mato Grosso do Sul, Alfredo Gaspar (União) em Alagoas, além de Deltan Dallagnol (Novo) e Cristina Graeml (União) no Paraná.

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