CPMI do Master já tem assinaturas necessárias, afirma deputado do PL

Bom dia, meu líder”; leia diálogo que embasou operação contra deputado Carlos Jordy | CNN Brasil

Carlos Jordy festejou a vitoriosa coleta de assinaturas

Deu na Veja  

O vice-líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 31, que o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o caso do Banco Master já tem assinaturas suficientes para avançar no Congresso.

“Já temos 205 assinaturas para a instalação da CPMI do Banco Master”, afirmou Jordy nas redes. “Eram necessárias 198 e conseguimos 7 a mais. Contudo, não podemos nos acomodar. Continuem cobrando para que mais deputados e senadores assinem o requerimento. Obrigado a todos que ajudaram até aqui. Feliz ano novo!”

MINISTRO PRESO – O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), que também estava colhendo assinaturas para a CPMI, afirmou que “se avizinha” o momento em que o Brasil terá um ministro dos tribunais superiores preso.

Logo antes, o emedebista fazia alusão à investigação sobre um suposto esquema de venda de sentenças no STJ e à carona do ministro Dias Toffoli, do STF, em um jatinho do empresário Luiz Osvaldo Pastore, junto com o criminalista Augusto de Arruda Botelho, advogado de um ex-diretor do Banco Master, para a final da Libertadores.

Ex-presidente do Supremo e do TSE, o hoje ministro da Justiça e Pública Ricardo Lewandowski participava de audiência na CPI durante a fala de Vieira.

Brasil encerra 2025 com crescimento do emprego e desafios fiscais no horizonte político

Divisão interna no STF aumenta, ganha ares de crise e isola Fachin

Discreto, Fachin deve mudar a forma, mas não o conteúdo do STF

Código de Conduta de Fachin é rejeitado pela maioria

Daniela Lima
do UOL

O Supremo Tribunal Federal chega ao fim de 2025 enfrentando uma profunda divisão entre seus quadros e com o presidente da corte, Edson Fachin, sob forte artilharia interna.

O motivo? A percepção de que ele utilizou a corrida da imprensa por novidades sobre o caso Master, seja a respeito de Alexandre de Moraes ou de Dias Toffoli, para transformar o debate sobre um código de conduta para a magistratura numa batalha entre “puros e impuros” na corte.

FARISAÍSMO – As queixas vão de deslealdade à instituição, que passou dias sendo alvejada sem que Fachin tenha defendido as posições oficiais dos companheiros de plenário, até a de “farisaísmo”.

Dois ministros do STF recorreram a um mesmo exemplo para criticar o presidente da corte: uma nota, publicada pelo portal Metrópoles, que apontava que, enquanto Fachin havia usado uma aeronave de carreira para ir a um evento de direito fora de Brasília, Moraes voara em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

“Sabe como ele [Fachin] voltou do evento?”, indagou um integrante do Supremo à coluna. “De carona com o Alexandre no avião da FAB.” Questionada sobre a informação, a assessoria do STF confirmou que o presidente voltou de carona com o colega na aeronave das Forças Armadas.

AMEAÇADOS – Moraes é de longe o ministro mais ameaçado do Supremo. Na sequência vem Flávio Dino, relator de investigações sobre as emendas parlamentares.

Impulsionado pelas críticas ao contrato da mulher de Moraes com o banco Master —ainda que ela não tenha advogado pela instituição no Supremo ou no impasse com o Banco Central— o propagado código de conduta, enaltecido até em publicidade de entidades da sociedade civil em jornais, caiu em desgraça internamente.

“Fala-se muito dos ministros que têm mulheres na advocacia. No entanto, nada se diz sobre os que têm filhos atuando livremente, inclusive no Supremo”, disse um terceiro integrante da corte.

FILHO DE FUX – É o caso de Luiz Fux, cujo filho, Rodrigo Fux, atuou ou atua em mais de 40 ações, a maioria recursos, segundo pesquisa no sistema público do STF.

Uma das filhas e outros parentes de Fachin também trabalham no ramo da advocacia, em especial no Paraná, onde o ministro se notabilizou pela atuação em direito civil chegando até o Supremo. Já Gilmar Mendes, Toffoli, Moraes e Cristiano Zanin têm ou tiveram esposas liderando escritórios de advocacia.

Assim, a insatisfação interna sobre o código de conduta pregado por Fachin ganhou ares que vão além da irritação com a condução pública do tema e resvalam no direito legal de autonomia dos tribunais.

DISCUSSÃO INTERNA – “É preciso colocar a bola no chão e ver, por exemplo, que a autodeterminação dos tribunais é regra constitucional. Qualquer iniciativa, portanto, deve ser discutida internamente”, explica um integrante da corte.

“E mais: é preciso saber que os integrantes do tribunal têm situações parecidas em vários aspectos, inclusive na questão de terem familiares na advocacia e na participação em eventos. Por que limitar a análise ao STF se temos tantos tribunais com problemas sérios, de penduricalhos a corrupção?”, indagou por fim.

Mesmo assim, o ministro-presidente iniciou as tratativas sobre o código de ética ou de conduta debatendo o tema no Conselho Nacional de Justiça e com presidentes de outras cortes, como o Superior Tribunal de Justiça. Entretanto, não detalhou seus planos internamente.

VITÓRIA DE PIRRO – O STF, que enfrentou um dos julgamentos mais complexos e ruidosos de sua história recente, o da trama golpista, chega ao fim de 2025 com sabor agridoce, como se tivesse obtido uma vitória de Pirro.

Com Toffoli tendo a missão de desnudar o maior escândalo e a maior guerra do mercado financeiro das últimas décadas, o Supremo se partiu em dois ao ser puxado para uma trama que está longe de acabar e pode render muita dor de cabeça a todos os integrantes da corte.

Isso sem citar os mais de 80 inquéritos sobre desvios de emendas do Orçamento Secreto que incomodam o Congresso e a apuração de venda de sentenças em diversas instâncias do Judiciário. 

Projeto de Tarcísio cria “farra dos coronéis” e diminui PMs das ruas

Galípolo não ataca nem defende Moraes e fica em péssima situação

Indicado ao BC, Gabriel Galípolo passa por sabatina no Senado

Galípolo revelou as pressões mas parece que se arrependeu

Carlos Newton

A atenção da grande mídia neste Ano Novo está dedicada em saber por que o Banco Central, decidiu liquidar o Banco Master, que estava sendo negociado com o BRB – Banco Regional de Brasília, para superar riscos de falência.

Na percepção dos especialistas do Banco Central, que tem por missão fiscalizar as atividades financeiras, tratava-se de interromper um golpe estratosférico em detrimento de milhares de investidores e o que poderia gerar instabilidade em todo sistema bancário, com repercussões internacionais.

R$ 40 BILHÕES – Nesse caso, para reparar perdas e prejuízos, o Fundo Garantidor de Crédito com recursos oriundos dos bancos deverá disponibilizar cerca de R$ 40 bilhões de reais, para proteger o sistema financeiro de possível desestabilização.

O assunto veio à baila depois que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em entrevista coletiva, jactou-se de ter resistido às intensas pressões de autoridades e políticos para permitir a venda ruinosa do banco Marques ao BRB (Banco Regional de Brasília, que é estatal.

Em seguida o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, publicou que a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo, tinha um supercontrato de R$ 129,6 milhões em três anos.

MORAES EM AÇÃO – A jornalista Malu Gaspar, também de O Globo, juntou as duas informações e saiu em campo. Apurou em seis fontes diferentes do Banco Central que Moraes realmente tinha feito pressões, em quatro telefonemas para Galípolo e uma reunião convocada por ele no STF.

O Estadão também procurou se informar e descobriu que houve muito mais telefonemas de Moraes ao Banco Central, tendo feito seis ligações num só dia.

Os telefonemas colocam Moraes em péssima situação, porque desde 2024 sua mulher tem o contrato milionário com o Master, que lhe paga por mês o equivalente a 100 salários líquidos de seu marido.

GOLPE NO BRB – As investigações começaram em 2024 antes da assinatura do contrato com a mulher de Moraes. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master não teria recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025.

A apuração descobriu que o banco adquiriu créditos de uma empresa chamada Tirreno sem efetuar pagamento e, em seguida, vendeu esses ativos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões.

Apesar de todas as evidências de advocacia administrativa, crime cometido por Alexandre de Moraes para justificar a remuneração da mulher, o relator Dias Toffoli e o procurador-geral Paulo Gonet tentam proteger o ministro do STF.

SEM PROVAS – Alegam que até agora nenhum documento comprovando ilicitudes foi disponibilizado. O que existe são as palavras de Galípolo e informações sobre telefonemas e reuniões que precisam ser comprovadas, mas tudo foi feito fora de agenda.

Portanto, não há saída para Galípolo, a não ser exibir toda a “documentação” que disse possuir aos repórteres, na coletiva do dia 18.

Mas até agora o presidente do Banco Central não mostrou nenhuma intenção de fazê-lo, para não prejudicar o ministro Alexandre de Moraes.

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P.S.
– Agindo assim, Galípolo acaba justificando a CPI que está sendo convocada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), um dos mais respeitados parlamentares do país, que pretende liderar o impeachment de Moraes e pode incluir também o impeachment de Galípolo, que provocou o interesse da imprensa e agora tenta sair de fininho, como se dizia antigamente. (C.N.)

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Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

Luiz Felipe Pondé
Folha

O Brasil é um cemitério de filósofos. Caçadores de túmulos buscam localizar suas tumbas, mas, apesar de identificarmos o odor azedo da morte deles por todos os lados e apesar de essas mortes serem encenadas todos os dias das mais variadas formas, até hoje os caçadores de túmulos não tiveram qualquer sucesso.

Talvez seja da natureza do Brasil tornar impossível qualquer atividade que siga um método e uma prática racionais. O sucesso no Brasil é reservado aos bandidos, aos canalhas e aos répteis.

ANO PERDIDO – Um dos grandes filósofos assassinados no Brasil é Montesquieu. Conhecido pela defesa da separação entre os Três Poderes, Montesquieu se desespera lá do além vendo a patifaria que a República brasileira é desde o golpe de 1889, que destituiu a razoável monarquia nacional. Uma monarquia constitucional poderia, talvez, diminuir o grau de ridículo que passamos a cada eleição desde então. O ano de 2026 já está perdido: ninguém fará nada.

O Supremo acaba de declarar solenemente, com toda pompa e circunstância, que na grande capitania hereditária do Brasil há “racismo estrutural” e que medidas devem ser tomadas.

NO TETO DO STF – A famosa frase de Luís 14, “O Estado sou eu”, deveria ser escrita no teto da sala de reuniões magistrais do Supremo.

Engolindo, com um sorriso na face, os outros dois Poderes, o extinto Poder Executivo e o guloso e corrupto Poder Legislativo, o STF projeta sua sublime sombra sobre a Acrópole, declarando-se herdeiro absoluto da democracia ateniense com todos os Poderes.

O que significa o “reconhecimento legal” de que há racismo estrutural no Brasil e de que medidas devem ser tomadas imediatamente? Na prática, isso significa o aprofundamento do mercado de contencioso no Brasil e o contínuo deslize do país em direção a uma república refém de juízes, promotores e advogados, em uma catástrofe histórica.

DESMORALIZAÇÃO – Montesquieu não só foi morto, como acabou desmoralizado no país. Não só não há separação entre os Poderes no Brasil, como os próprios Poderes só servem para destruir os brasileiros, ainda que gritem bravatas do tipo “está declarado oficialmente que há racismo estrutural no Brasil”.

Imagino que em breve o STF declarará solenemente que “há vida inteligente fora da Terra e que medidas sejam tomadas para que o eterno Lula mande naves espaciais até esses locais a fim de extraditar possíveis bolsonaristas e golpistas que lá estejam”.

Outro filósofo assassinado todo dia no Brasil é o pobre e obsessivo Immanuel Kant. Definitivamente, não há maioridade no Brasil.

MORAL RACIONAL – Segundo Kant, a maioridade seria o estado em que uma pessoa introjetaria a lei moral racional universal, superando a necessidade de contenção externa —ou seja, já com a lei no coração, sem necessidade da espada no pescoço.

Tal pessoa passaria a ter a virtude moderna por excelência, a autonomia moral. No Brasil, a última vez que Kant foi visto, ele corria, desesperadamente, recebendo pauladas de todos os lados.

Aqui, até o STF espanca Kant. Mas o que vem a ser “introjetar a lei moral racional universal”? E qual seria essa lei?

LICENÇA POÉTICA – O termo “introjetar” aqui é, seguramente, uma licença poética anacrônica. Significa “colocar para dentro”, “assimilar”.

Neste sentido, “introjetar a lei moral” significa assimilá-la “como uma segunda natureza”, termo comum em filosofia moral desde Aristóteles. Agirás de acordo com a lei moral de modo natural, assim como tu respiras.

Por sua vez, a lei moral racional universal kantiana é o seguinte: cada vez que você for fazer algo, se pergunte antes “todo mundo poderia fazer a mesma coisa?”. Se a resposta for não, você não estaria sendo ético. Se ninguém catar o cocô do cachorro na rua, o bairro será um lixo, se todo mundo estacionar o carro no shopping ocupando duas vagas, o espaço terá apenas metade das vagas.

É UMA PIADA – Logo, ser ético é catar o cocô do cachorrinho na rua. Ser ético é ocupar apenas uma vaga no estacionamento no shopping. Essa forma de pensamento ético se chama “imperativo categórico”. Só é ético aquilo que vale para todos. No Brasil, isso é uma piada.

Esses são exemplos singelos. Imagine se passássemos a exemplos institucionais maiores e mais dramáticos? Talvez, o STF declarasse que, oficialmente, há um déficit de prática moral baseada no imperativo categórico no país e que medidas urgentes deveriam ser tomadas a fim de resolver esse déficit. Pergunta: começariam eles mesmos, membros da corte, a praticar esse tipo de autocontenção? Duvido.

Enfim, desejar feliz Ano Novo no Brasil é uma piada de mau gosto. Aqui, nunca há Ano Novo.

Enfraquecido pela prisão, Bolsonaro entra no ano eleitoral apostando em Flávio

No Ano Novo, a esperança cai do décimo-segundo andar e sobrevive

Mário Quintana (poesia numa hora dessas?) - ACRJPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, tradutor e poeta gaúcho Mário de Miranda Quintana (1906-1994), constrói o poema no 12º andar do prédio, numeral que significa o mês de dezembro, no local onde uma mulher/criança espera o Ano Novo, simbolizado por seus olhos verdes, de um verde que significa esperança, a esperança de uma vida melhor.

ESPERANÇA
Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
– Ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente
incólume na calçada,
Outra vez criança…

E em torno dela indagará o povo:
– Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho,
para que não esqueçam:
– O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Quando a direita lidera, mas não governa; quando a esquerda governa, mas não lidera

Vorcaro recebia Moraes e políticos em sua mansão de R$ 36 milhões

Mansão de Vorcaro em Brasília

Esta é a modesta residência de Daniel Vorcaro em Brasília

Deu em O Globo

E seus tempos de maior circulação política, o banqueiro Daniel Vorcaro promovia jantares para autoridades e líderes partidários em uma mansão avaliada em R$ 36 milhões, localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília.

Pelo menos em uma dessas noites, esteve presente o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

SEM A MULHER – O encontro ocorreu no último trimestre do ano passado, período em que já estava em vigor um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Moraes participou do jantar desacompanhado da mulher e dividiu conversas com políticos influentes do Centrão, deputados, ex-ministros e o anfitrião.

O imóvel ocupa dois dos quatro lotes de um condomínio fechado no Lago Sul. São 1,7 mil metros quadrados de área construída e 4,3 mil metros quadrados de área privativa, em um projeto assinado em 2012 pelo escritório Studio Hub.

CIRO E MOTTA – A casa se tornou conhecida nos bastidores de Brasília como ponto de encontros reservados entre Vorcaro e figuras de destaque da política nacional.

Entre os visitantes já citados estão o senador Ciro Nogueira e o deputado Hugo Motta. Até recentemente, Vorcaro afirmava ser apenas inquilino do imóvel.

Neste fim de semana, a mansão voltou ao noticiário após dados da Receita Federal indicarem ligações entre Vorcaro e a Super Empreendimentos e Participações S.A., empresa formalmente proprietária do imóvel — o que contraria versões anteriores apresentadas pelo banqueiro.

SEM LASTRO – Daniel Vorcaro foi preso em novembro pela Polícia Federal, durante a Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito considerados falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional.

Ele foi detido no aeroporto de Guarulhos quando se preparava para deixar o país. O sócio Augusto Lima também foi preso.

Segundo a PF, as investigações começaram em 2024, a partir de uma requisição do Ministério Público Federal, e apuram a suposta fabricação de carteiras de crédito sem lastro técnico adequado. Os investigados podem responder por gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Em tradução simultânea, essa matéria é muito importante. Foi redigida pela Redação de O Globo no Rio de Janeiro e mostra que a família Marinho comprou a briga de sua colunista Malu Gaspar e vai bombardear Moraes, Galípolo e quem mais encontrar pela frente. Podem apostar. (C.N.)

Socorro dos bancos aos Correios e o custo silencioso da socialização de prejuízos

Supremo sofre graves críticas porque foi “sequestrado” por alguns ministros

Tribuna da Internet | ONG denuncia Toffoli na OEA por desmontar o combate à corrupção

Charge do Kacio (Metrópoles)

William Waack
Estadão

Na atual paisagem política parece ultrapassado o ponto a partir do qual o Supremo Tribunal Federal (STF) poderia recuperar imagem e autoridade. Não aquela garantida pela Constituição, mas a autoridade moral e política. Do ponto de vista jurídico continuará tomando decisões que serão cumpridas – o que está em jogo é respeito em sentido amplo.

A principal causa disto é o colegiado ter se deixado levar, por falta de liderança interna, para a condição de espécie de grêmio referendando comportamentos de indivíduos.

IMAGEM NEGATIVA – Nunca foi positivo para qualquer instituição alguma em qualquer parte quando um de seus integrantes vira a “imagem” dela.

Pois ocorrem comportamentos individuais reprováveis do ponto de vista político, ético ou mesmo jurídico ocorrem. O problema é quando são entendidos como “da instituição”. É o que está acontecendo agora.

A “personalização” do STF já vem desde o julgamento do Mensalão, quando embates acalorados entre ministros viraram enredo televisivo. Mas ocorriam dentro do mérito de um só episódio, o do julgamento de acusados de corrupção.

PÓS ZAVASCKI – Outro marco importante para ilustrar essa linha do tempo ocorreu pouco depois da morte de um de seus integrantes, Teori Zavascki.

O País suspendeu a respiração aguardando o resultado do sorteio que indicaria quem ocuparia o seu lugar, pois dependeriam do nome sorteado os destinos da Lava Jato. De novo a instituição parecia pendurada numa individualidade, embora dentro ainda de contexto jurídico.

Sim, é necessário admitir que, por força de circunstâncias políticas abrangentes, o STF mergulhou na luta entre correntes antagônicas, e que sua atuação nunca seria vista senão como política – uma complexa relação de causa e efeito cuja simplificação só torna difícil compreender todo seu alcance.

CASO MORAES – Mas o que está em jogo agora tem outra natureza. É a noção de que indivíduos que “personificam” a conduta da instituição utilizaram seus incontroláveis poderes para interferir em escândalo financeiro de proporções ainda não totalmente conhecidas.

E deixaram a impressão de que o fizeram não para “salvar” a própria instituição e a democracia, mas por interesses próprios.

A lição é bem antiga: indivíduos não personificam interesse público, seja na esfera da política propriamente dita e muito menos na esfera da norma jurídica.

STF SEQUESTRADO – No caso do Supremo, o principal bem de interesse público a ser preservado é a própria norma, que não pode estar sob o arbítrio de indivíduos. Muito menos quando, na prática, “sequestraram” a instituição,

Trazer o Supremo Tribunal Federal de volta para um “berço” no momento é pura ilusão. A crise política e institucional brasileira passou do ponto de retorno.

Vamos para águas nunca dantes navegadas, esperando um timoneiro.

Nikolas divulga informação falsa sobre “nova” taxação do governo Lula e é desmentido

Toffoli, Gilmar e Gonet fazem papel vergonhoso ao defenderem Moraes

Ronaldo Caiado concede título de cidadão goiano a Gilmar Mendes, Toffoli e Gonet - Portal de Prefeitura

Gilmar, Toffoli e Gonet parecem não ter medo do ridículo

Carlos Newton

É impressionante o sentimento de impunidade que determinados ministros do Supremo ostentam. Para eles, nada interessa, a não ser a autoproteção mútua, que cultivam acima da lei, da ordem e da ética, como se fossem donos do país, com poderes ilimitados.

A situação torna-se tão embaraçosa que até transmite o que se chama de “vergonha vicária”, ou seja, o constrangimento que as pessoas sentem pelos atos alheios, um sentimento internacionalmente conhecido pela expressão alemã “fremdscham”.

VERGONHA ALHEIA – O termo refere-se ao mal estar que uma pessoa sente ao testemunhar ações humilhantes, inapropriadas ou embaraçosas de outras pessoas, mesmo que ela própria não esteja diretamente envolvida na situação.

Assim, “fremdscham” é um tipo de empatia negativa, em que a pessoa se coloca no lugar do autor da gafe e se sente envergonhada com isso.

É assim que me sinto quando deparo com as notícias sobre a entusiástica defesa dos malfeitos do casal Alexandre e Viviane de Moraes. Realmente, os ministros Gilmar e Toffoli, assim como o procurador Gonet, mostram que não têm pudor nem temem o ridículo, quando saem em defesa de procedimentos inadequados, vergonhosos, aéticos e ilegais – digamos assim, numa classificação em ordem de grandeza.

CONFIANÇA ABSOLUTA – Gilmar Mendes convocou a imprensa para declarar ter “absoluta confiança em relação” ao proceder de Moraes, que chegou a ligar seis vezes, num só dia, para o presidente do Banco Central, e só parou a pressão quando foi convencido por Galípolo sobre os graves crimes cometidos por Vorcaro e sua quadrilha. Aí jogou a toalha.

Toffoli agiu acintosamente, decretando sigilo, impondo prazo às investigações e convocando a acareação de três personagens dessa criminosa novela – Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Rocha, do BRB, que estão sob investigação, e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC, que tentava encontrar uma solução sem liquidar o banco. 

Por coincidência, os três eram favoráveis à venda ruinosa do Master para o BRB. E Toffoli então convocou a “acareação”, na esperança de encontrar uma brecha para reabrir o destroçado banco de Vorcaro.

SONHO MEU – O presidente do STF, Edson Fachin, atacado de “súbita vergonha vicária”, desfez a falsa acareação e a transformou em depoimentos, realizados nesta terça-feira e que serão juntados aos autos.

No meio da confusão, surgiu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para fazer papel extremamente vergonhoso. Mandou arquivar a investigação, dizendo que não vê “nenhum problema” em nada do que foi publicado, alegando também que a “narrativa” da pressão de Moraes permaneceu no “campo das suposições”.

Gonet também não viu “qualquer ilicitude” no contrato firmado com o Banco Master pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, que previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos, no total de R$ 129,6 milhões, vejam a que ponto chegamos.

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P.S. –
Gilmar, Toffoli e Gonet vão se arrepender dessa insana defesa de atos indefensáveis do ministro Moraes. A investigação não vai parar, porque ela provém do Banco Central e a Policia Federal está acumulando provas de crimes financeiros. Além disso, existe outro Poder, o Legislativo, que já está por aqui com o Supremo, vai convocar uma CPI e depois abrir processo de impeachment de Moraes. Aliás, os parlamentares têm 129 milhões de motivos para tanto, como diz o jornalista Mario Sabino. (C.N.)

Juiz e delegada se desentendem por causa de perguntas feitas por Toffoli

ONG na mira de Toffoli é crítica a decisões do ministro - 05/02/2024 -  Poder - Folha

Toffoli desrespeitou a delegada e mandou suas perguntas

Alvaro Gribel e Aguirre Talento
Estadão

A audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 30, sobre investigações de irregularidades no Banco Master começou com duas discordâncias entre a delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo e o juiz auxiliar Carlos Vieira Von Adamek, sobre a condução do processo.

Primeiro, Palazzo queria fazer a acareação (confronto de versões), porque essa era a determinação oficial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso, para a sessão desta terça.

SEM DESPACHO – Apesar de a assessoria do STF ter informado que ele havia mudado de ideia, permitindo os depoimentos e deixando a decisão sobre a acareação a cargo da delegada, não houve despacho nesse sentido e, por isso, Palazzo quis seguir o que valia do ponto de vista oficial.

Foi então que Adamek ligou para Toffoli, e o ministro determinou, por telefone, que os depoimentos fossem tomados antes.

Depois, Adamek entregou a Palazzo uma lista de perguntas que deveriam ser feitas pela delegada – o que fez com que ambos elevassem o tom do desentendimento. Ela afirmou que caberia à PF conduzir o interrogatório, e não ao STF.

DELE PRÓPRIO – Adamek, então, ligou novamente para Toffoli, que ordenou que as perguntas fossem feitas como se fossem dele próprio.

De acordo com interlocutores do STF, o juiz auxiliar entregou as perguntas à delegada dizendo que seria uma “sugestão” para o interrogatório dela, mas não interferiu nas perguntas feitas por ela.

Na visão de pessoas envolvidas no processo, as perguntas de Toffoli configuram uma inversão da ordem jurídica, já que o próprio ministro passou a conduzir as investigações, passando por cima da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

NOVIDADE – O procedimento adotado por Toffoli não é comum em apurações criminais na fase de inquérito. No STF, no entanto, o ministro Alexandre de Moraes foi criticado por agir como juiz e investigador. A mesma crítica tem sido feita a Toffoli no caso Master.

Como revelou o jornal O Globo e confirmou o Estadão, na lista de perguntas ao banqueiro Daniel Vorcaro estavam questionamentos sobre o que ele havia achado da atuação do próprio BC sobre a liquidação do Master.

Interlocutores do ministro Dias Toffoli, porém, afirmam que foi a própria delegada quem tomou a iniciativa de perguntar ao banqueiro sobre a atuação do Banco Central no processo de investigação do Master.

OUTROS DEPOIMENTOS – Depois de Vorcaro, deram seus depoimentos o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, foi deixado para falar por último

O BC chegou a pedir ao STF para que ele falasse por videoconferência, mas o pedido foi negado pela Corte, sob justificativa que Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, falariam presencialmente.

STF investiga uso de rede social por Filipe Martins e ameaça prisão preventiva

Martins é suspeito de buscar perfis no LinkedIn

Daniel Gullino
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira que a defesa do ex-assessor presidencial Filipe Martins explique, em 24 horas, um suposto uso da rede social LinkedIn por ele. Moraes afirmou que pode decretar a prisão preventiva de Martins, já que ele está proibido de usar plataformas digitais.

No sábado, Martins passou a ficar em prisão domiciliar, em caráter preventivo, por decisão de Moraes. O ministro apontou o risco de fuga, após condenação no STF, e também determinou a medida para outras nove pessoas consideradas culpadas pela trama golpista.

REDE SOCIAL – Em despacho nesta terça, o ministro afirmou que “foi juntado aos autos notícia de que o réu condenado teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros”. Moraes, então, abriu prazo para que os advogados de Martins “prestem esclarecimentos sobre as informações juntadas aos autos, sob pena de decretação da prisão preventiva do réu”.

Entre as obrigações impostas a Martins está a “proibição de utilização de redes sociais próprias ou por terceira pessoa”. O ex-assessor presidencial foi condenado pela Primeira Turma do STF, há duas semanas, a 21 anos de prisão.

Os ministros consideraram que ele elaborou a minuta de um decreto com medidas para reverter o resultado da eleição presidencial de 2022. O documento foi apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aos comandantes das Forças Armadas.