CGU faz pente-fino em emendas ligadas ao filme de Bolsonaro e envia apuração ao STF

Entre o amor falso e o verdadeiro, na visão do poeta Dante Milano

Dante Milano | Busca | Portinari

MIlano, retratado por Portinaru

Paulo Peres
Poemas & Canções

Dante Milano (1899-1991), nasceu em Petrópolis (RJ), é um dos poetas representativos da terceira geração do Modernismo. Em “Poema do Falso Amor”, Milano mostra a diferença entre o falso e o verdadeiro amor, para questionar: Qual dos dois é o verdadeiro?

POEMA DO FALSO AMOR
Dante Milano

O falso amor imita o verdadeiro
Com tanta perfeição que a diferença
Existente entre o falso e o verdadeiro

É nula. O falso amor é verdadeiro
E o verdadeiro falso. A diferença
Onde está? Qual dos dois é o verdadeiro?

Se o verdadeiro amor pode ser falso
E o falso ser o verdadeiro amor,
Isto faz crer que todo amor é falso

Ou crer que é verdadeiro todo amor.
Ó verdadeiro Amor, pensam que és falso!
Pensam que és verdadeiro, ó falso Amor!

Volta de Vorcaro à Papudinha afasta perspectiva de delação premiada

Reparem como Messi consegue tornar simples uma jogada que parece difícil

Lionel Messi. 39 anos. O mundo, e os Estados Unidos, se rendem ao maior de  todos. Quer ganhar sua segunda Copa. Pela Argentina. E pelo pai doente – R7  Esportes

Aos 39 anos, Messi está jogando sua sexta Copa do Mundo

Tostão
Folha

As seleções, como se esperava, na média, estão mais intensas, compactas, pressionando mais para recuperar a bola no campo do adversário e fazendo mais gols. A Argentina foge do lugar comum, pois prefere marcar mais no meio campo em vez de pressionar, além de não ter pontas abertos, rápidos e dribladores.

Messi fez todos os cinco gols marcados pela seleção. Além da enorme criatividade, precisão técnica e da grande capacidade de definir rapidamente as jogadas, de tornar simples o que é complexo, possui a sabedoria de esperar o momento certo para brilhar. Como ele sabe? Sabendo.

Existe um saber inconsciente que antecede o raciocínio. Os neurologistas chamam de inteligência cinestésica.

CIÊNCIA ESPORTIVA – Na Copa de 1994, nos EUA, há 32 anos, os americanos e os japoneses diziam que iam investir bastante no planejamento, na ciência esportiva, na formação de jogadores e que em 20 a 30 anos se tornariam uma potência mundial no futebol.

As duas e várias outras seleções evoluíram bastante, possuem ótimas equipes e excelentes jogadores, mas não chegaram a ponto de ser candidatas ao título da Copa. Faltam os craques. Por quê?

Os motivos devem ser culturais, sociais e genéticos. Parafraseando a musica de Noel Rosa, samba e futebol não se aprendem no colégio. Craques não são apenas os atacantes que fazem muitos gols.

HAVERÁ AZARÃO – Nos outros campeonatos com jogos mata-mata espalhados pelo mundo, como a Copa do Brasil, de vez em quando acontece uma surpresa, a conquista do título por uma equipe que não estava entre as favoritas. Por que nunca aconteceu em uma Copa do Mundo?

Penso que a razão principal seja a seriedade com que as grandes seleções se preparam para a maior competição do futebol mundial.

Será que um dia teremos uma grande surpresa? É a última barreira da lógica a ser vencida pela imprevisibilidade do futebol.

CASAS DE APOSTAS – Na Copa 2026, como se esperava, acontece uma maciça propaganda comercial, especialmente de casas de apostas, até na parada para hidratação durante as partidas.

Certamente crescerão o número de viciados e os problemas mentais e financeiros. Muitos pobres gastam na jogatina o dinheiro reservado para necessidades essenciais. É fácil apostar, basta um clique. A mensagem no final dos anúncios comerciais que diz “Jogue com responsabilidade” é um cínico conselho, como já escreveu Sérgio Rodrigues, colunista da Folha.

As enquetes, manchetes de recordes, estatísticas e comparações, muitas inúteis, com tantas variáveis, aumentaram bastante no Mundial. É a máquina de informações. As estatísticas costumam ser importantes, mas é preciso olhar, com profundidade, para o campo e para os números, como faz o comentarista PVC.

Rubio ignora apelo de Flávio e mantém apoio de Trump a tarifas contra o Brasil

Lula fortalece palanque em São Paulo e amplia pressão sobre Flávio Bolsonaro

Jaques Wagner se diz perseguido pela PF, que tenta recriar a Lava Jato…

Campanha de Flávio Bolsonaro teme que STF esvazie papel do TSE nestas eleições

Pesquisas independentes contestam a liderança absoluta de Lula na campanha

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Labirinto das pesquisas

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Carlos Newton

Temos afirmado aqui na Tribuna da Internet que as pesquisas eleitorais no Brasil não merecem confiabilidade, porque a compra e venda de resultados tornou-se um dos melhores negócios do momento. Para confirmar essa denúncia, basta fazer uma comparação entre os últimos levantamentos dos institutos, que gostam de ser chamados assim, vá lá.

Como todos sabem, a imprensa segue as pesquisas como se fossem previsões de Zaratustra, o célebre profeta grego que o filósofo Nietzsche e o psiquiatra Jung gostavam de citar, misturando chiclete com banana. Mas o que há de manipulações nas pesquisas não é brincadeira, num excelente negócio que movimenta milhões de reais por semana.

DOIS TIPOS – A melhor comparação a ser feita é entre as pesquisas que são patrocinadas por alguma entidade ou empresa e as que são bancadas pelos próprios institutos.

Nas duas últimas semanas, surgiram importantes levantamentos sem patrocinador, que entram em choque com os resultados das pesquisas encomendadas, digamos assim, que sempre colocam Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro ganhando todos os demais em qualquer turno, com grande facilidade.

Mas como isso pode acontecer se Lula e Flávio são repudiados em todas as pesquisas, inclusive as patrocinadas, como a Datafolha, em que o atual presidente é rejeitado por 46% dos eleitores e o rival chega a 48%?

ALTÍSSIMA REJEIÇÃO – Nas pesquisas sem patrocínio, a rejeição a Lula dispara, como no levantamento do instituto francês Ipsos-Ipec, um dos maiores do mundo, em que 56% dos brasileiros não confiam em Lula.

Nesta quinta-feira, dia 25, a Pesquisa Poder360, também sem patrocinador, aponta que Lula caiu para empate técnico no segundo turno contra quatro candidatos – Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e até Joaquim Barbosa, que mal entrou em cena.

Um resultado semelhante é indicado pelo instituto Gerp, também sem patrocínio, que traz Flávio Bolsonaro à frente de Lula, com empate técnico do petista em relação a Caiado (39% a 38%) e também a Zema (39% a 36%).

###
P.S.
– Fica claro, portanto, que existe uma diferença básica entre as pesquisas com ou sem patrocínio. Não há como provar que exista manipulação, mas os indícios são muito consistentes. Quando a Copa acabar, as manipulações vão diminuir, porém não há como evitá-las. O TSE está até tentando regulamentar as pesquisas, porém é muito difícil,  porque vivemos num país livre, e a liberdade tem suas esquisitices, digamos assim. (C.N.)

Lula quer ampliar investimentos em defesa e diz que Brasil não pode ser pego de surpresa

Lula diz que ‘está cheio de maluco no mundo’

Bruna Lessa
O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o Brasil precisará ampliar os investimentos em defesa e construir um projeto estratégico de longo prazo para as Forças Armadas.

Segundo ele, o país precisa estar preparado diante do cenário de instabilidade internacional e não pode ser “pego de surpresa”. Durante a cerimônia de lançamento e batismo da Fragata “Cunha Moreira”, em Itajaí (SC), o presidente disse que há “muita gente maluca no mundo” e citou as declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá para defender que o Brasil esteja preparado para se proteger.

PEGO DE SURPRESA – “Eu não quero guerra, mas eu também não quero ser pego de surpresa. Eu não quero constatar que eu não tenho nada. Eu tenho que me cuidar. (…) Tá cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos?”, disse.

Lula afirmou que o país precisa construir um projeto estratégico de defesa e destinar recursos para colocá-lo em prática: Tenho dito em todas as conversas que tenho tido com meus comandantes: nós precisamos construir um projeto estratégico e vamos ter que ter dinheiro para colocar esse projeto em andamento. Fará parte do meu programa de governo a questão da defesa”, declarou.

Segundo o presidente, o Brasil não pode tratar a defesa apenas como reposição de equipamentos antigos e deve considerar a área como uma prioridade nacional: “Não é possível um país do tamanho do Brasil não colocar a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária. A gente não pode discutir defesa apenas repondo aquilo que estragou. É preciso que a gente defina um projeto de que país a gente quer e que defesa precisamos para garantir esse país”.

Nem Lula nem Flávio: o voto feminino decisivo de 2026 ainda está em disputa

Ensino público não melhora porque é boicotado pela elite que domina o país

A QUALIDADE DO ENSINO PÚBLICO BRASILEIROFernando Schüler
Estadão

“Porque funciona”, me responde o professor, em um tom pausado e reflexivo. Ele trabalha no Liceu Sagrado Coração de Jesus, no centro de São Paulo, muito próximo do que um dia foi a cracolândia, de triste memória. A pergunta que lhe fiz era simples: se aquela escola funciona bem, entre as melhores da rede municipal de São Paulo, por que há tanta gente contra, com processos de partidos políticos, de um órgão de Estado, dos sindicatos?

“Esta escola mostra algo que ninguém quer enxergar”, completou o professor, “como um modelo simples de parceria do governo com uma escola confessional, católica, particular, pode funcionar muito bem. O que é inaceitável para muita gente”.

ESCOLA PÚBLICA – Participei deste diálogo em uma tarde quente de segunda-feira, no centro de São Paulo, numa visita ao Liceu. A escola ia fechar. O centro de São Paulo havia ficado pouco atrativo para uma grande escola privada.

A Prefeitura entrou em campo e fez o óbvio: um contrato para que pouco mais de 500 alunos da rede pública pudessem estudar ali. A partir daí, tudo mudou.

O Liceu, uma escola católica com 140 anos, que formou uma parte significativa da elite paulistana, no passado, agora se dedica a alunos da rede pública. É uma escola pública não estatal. Não há um funcionário público na escola. Mas ela é gratuita e 100% voltada aos alunos da rede, oriundos de famílias de menor renda.

GRANDE CHANCE – São famílias que não teriam como pagar uma escola privada. Mas agora têm esta chance. Muitos mais poderiam ter a mesma oportunidade. Só não têm por que uma elite algo bizarra joga contra. Com toda força. E é sobre isto que precisamos falar.

Qual é o segredo da escola? Nenhum. Apenas gestão. As aulas começam e terminam no horário, não há aulas faltantes, mas há disciplina, segurança e um sentido de ordem. Isso e a tradição salesiana. Basicamente o que existe em escolas confessionais, sejam católicas ou protestantes.

De tudo, o que mais me impressiona é a inexistência do “absenteísmo”. O TCE-SP mostrou que até 11% das aulas da rede estadual foram afetadas pelo absenteísmo, com mais de três aulas por semana prejudicadas.

MENOS FALTAS

– Outro estudo mostrou um padrão médio de 30 faltas a cada 200 dias letivos no ano. Não é um padrão muito diferente do que se observa Brasil afora, nas redes estatais de ensino. É uma ferida aberta que nenhum pai ou mãe tolerariam para seus filhos, em uma escola privada. Mas que fazemos que não existe, quando se trata dos filhos dos mais pobres, em sua maioria alunos negros, nas redes estatais.

Pois digo que é simplesmente impossível obter qualidade em um sistema com esta ferida aberta. No Liceu, os professores não faltam, ou faltam muito pouco, em função do sistema de incentivos. Todos são celetistas, demissíveis a qualquer momento, e alguma ausência eventual, por razões bem-justificadas, é automaticamente coberta por um professor substituto.

DIREITO DE TODOS – São coisas simples que acontecem em qualquer escola particular. E que deveriam funcionar como um direito para todos, independentemente de renda ou cor da pele, se o país de fato se levasse a sério.

Na prática, o que precisamos é fazer com que os incentivos trabalhem para todos, no Brasil, e não apenas para quem pode pagar, no mercado de educação.

O Liceu Coração de Jesus é um dos nossos poucos exemplos similares ao que os americanos chamam de “charter schools”. Na prática, gestão particular com foco público, atendendo aos alunos de menor renda. Dizendo de outra maneira: direitos similares, para quem tem mais ou menos renda.

APROXIMAÇÃO – Não é um acesso igual, pois há escolas de elite. Há muita variação na qualidade da oferta educacional, seja na rede pública ou privada. Mas é uma aproximação simples e objetiva, que está a nosso alcance fazer.

Nos Estados Unidos, o pesquisador David Griffith comparou as faltas de professores nas redes públicas tradicionais e nas charter schools e obteve a mesma lição: nas redes tradicionais, 28,3% dos professores faltam mais de dez dias letivos no ano; no modelo charter, 10,3%.

Em todas as 10 maiores cidades americanas e em 34 dos 35 estados pesquisados, professores das redes públicas faltam mais do que os professores das escolas charter. E as razões são as de sempre: os “direitos’ barganhados pelos sindicatos, a vulnerabilidade política dos governos, a estabilidade no emprego do funcionalismo, a desmotivação com a estrutura pública tradicional.

DESIGUALDADE – Por estes tempos, li mais uma dessas tantas matérias na imprensa dando conta que nossa educação pública produz “desigualdades em série”. A matéria, curiosamente, colocava a “culpa” por este estado de coisas nos próprios alunos. Afinal, eles seriam pobres, seus pais não incentivariam a leitura ou o estudo em casa e coisas assim.

Nenhuma palavra sobre o abismo brasileiro entre os 15% ou 20% de alunos de famílias que podem pagar uma escola privada de média ou boa qualidade, e os cerca de 80% que estão presos a um sistema estatal que, na média, entrega apenas 5% de aprendizado adequado em matemática, ao final do ensino médio.

Um abismo que de fato separa os que tem menos e mais renda e que é marcado pela cor da pele. Não porque os alunos não podem aprender, mas porque a escola não ensina. Nossa desgraça, lá no fundo, é que quem decide sobre os rumos de nossa educação pública sabe perfeitamente disso. Sabe, mas está protegido pelo mercado.

ELITE PROTEGIDA – A elite sabe que pode comprar a escola boa para os seus. E pode combinar isso com a retórica eterna de um sistema estatal que não funciona, mas cuja conta é paga pelos filhos dos outros.

Digo que nossa elite que comanda a educação pública deveria ter vergonha. Ela tem à disposição a chance de melhorar de verdade a vida dos alunos mais pobres, mas não se move. Insiste na mesma retórica de sempre, enquanto o Brasil segue patinando em matemática no PISA, da OCDE, com resultados baixos e praticamente estagnados.

 

É por isso que a lição que vem do velho centro de São Paulo tem um significado. Muita gente quer fazer com que aquela experiência simplesmente desapareça. Para que ninguém imagine que exista uma alternativa ao status quo da educação pública brasileira. Mas ela existe. Somos apenas nós, neste mundo desigual e estranhamente confortável, que não prestamos a devida atenção.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Excelente artigo de Fernando Schurer, enviado pelo comentarista Duarte Bertolini, sempre atento. O texto exibe a derrocada do ensino público. Neste ponto, o editor da Tribuna é radical. Educação e saúde precisam ser obrigações do Estado. Enquanto houver esse abismo entre os que podem pagar pela educação e pela saúde e os que são obrigados a recorrer aos serviços públicos, o Brasil jamais poderá ser considerado uma democracia. Simples assim. (C.N.)

Galípolo assume falha na comunicação do Copom após reação negativa do mercado

Michelle e Flávio mostram que a política brasileira vive uma fase de mediocridade

MICHELLE X FLÁVIO: BRIGA DE FOICE NO CLÃ Clãs, como as máfias, não operam por projetos de país, não debatem democraticamente programas e divergências, não se movem por ideias e causas. Tudo

Charge do Gilmar (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Comentarista político tem que ficar atento, ao analisar fatos significativos que contribuam para a grandeza da atividade pública.  O lado desagradável e penoso é que também não pode deixar de observar contornos rasteiros que desmascaram medíocres e hipócritas.

Há canastrões e idiotas que não merecem ser citados como personagens da boa política. Pois usam o espaço público para lavar a roupa suja de suas vidas. Como o senador Flávio Tariflávio e a deslumbrada madrasta Michelle.

TUDO EM FAMÍLIA – Em plena campanha, os dois resolveram mostrar as garras imundas. Michelle exige mais espaços. Não importa os meios. Se diz insultada pelo enteado, que se apressou a pedir desculpas. Percebeu ou foi alertado de mais uma burrada do estoque pessoal de asneiras. Que parece que não acabará nunca. 

Tudo indica que Michelle tenta convencer o maridão que ela é melhor candidata para disputar com Lula o pleito de outubro, do que o Flávio achocolatado.

Michelle agora não se satisfaz apenas com a disputa ao senado. Quer tirar Flávio do retrovisor.  Está em jogo o legado do medonho clã Bolsonaro.

PRODUÇÃO ESMERADA – O vídeo melodramático de Michele, na sede do PL, foi produzido por profissionais. Tudo medido e estudado. Mesa arrumada e elegante. Atrás de Michele, diplomas do maridão, golpista condenado e preso. O maior deles é o da omissão e deboche de Bolsonaro à importância das vacinas contra a Covid, pandemia que resultou na morte de 700 mil brasileiros.

Outro diploma significativo destaca os palavrões e insultos de Bolsonaro a jornalistas e deputadas. São muitos diplomas na parede iluminada atrás de Michelle.

Ela insiste em ser a figura principal para exaltar o estupendo legado do ex=presidente. Outro diploma memorável, para ser guardado no peito para quem aprecia imbecilidades, é o da reunião de Bolsonaro com embaixadores estrangeiros acusando fraudes nas eleições.

NA CAMPANHA – É notável a extensão do legado podre do clã Bolsonaro, que os candidatos da esquerda vão recordar nas eleições de outubro.

A próxima tarefa do presidente do PL, Waldemar Costa Neto, depois do estrago causado pelo vídeo de Michele, é unir os dois brigões. Abraçados com sorrisos de hienas e juras de amor e paz.

É mais um vídeo para a galeria dos cretinos. Será a água suja da lama escorrendo para o esgoto da farsa bolsonarista.

Lula intensifica ofensiva no Rio para explorar fragilidade política de Flávio

Fachin entrega a Mendonça investigação sobre Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

Flávio Bolsonaro amplia sua ofensiva internacional e busca apoio de Milei

“Por uns velhos vão motivos, somos cegos e cativos, no deserto do universo sem amor”

Taiguara: álbuns, músicas, shows | Deezer

Taiguara, um compositor de raro talento

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor e compositor Taiguara Chalar da Silva (1945-1996), nascido no Uruguai durante uma temporada de espetáculos de seu pai, o bandoneonista e maestro Ubirajara Silva, foi um dos melhores compositores da MPB e considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar, tanto que teve, aproximadamente, 100 músicas vetadas, razão que o levou a se autoexilar na Inglaterra em meados de 1973.

UNIVERSO NO TEU CORPO
Taiguara

Eu desisto,
Não existe essa manhã que eu perseguia,
Um lugar que me dê trégua ou me sorria,
Uma gente que não viva só pra si.

Só encontro
Gente amarga, mergulhada no passado,
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi.

Por uns velhos vão motivos,
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor.
E é por isso que eu preciso
De você, como eu preciso
Não me deixe um só minuto sem amor.

Vem comigo,
Meu pedaço de universo é no teu corpo.
Eu te abraço, corpo imerso no teu corpo,
E em teus braços se une em versos a canção.

Vem que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo.
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.

Na guerra das celebridades, Lula mobiliza a MPB, Flávio aposta no sertanejo

Críticas de Gilmar a Mendonça ampliam embate no Supremo em torno do caso Banco Master